A Cor-Tek Corporation, empresa detentora da Cort Guitars e da Digitech/DOD, começa 2023 com a celebração do seu 50º aniversário.
Nas últimas cinco décadas, a Cor-Tek produziu e distribuiu mais de 20 milhões de instrumentos musicais e desempenhou um papel importante em ajudar o instrumento de corda a se tornar o instrumento mais popular do mundo. A Cor-Tek continua sendo uma empresa familiar em sua essência, inspirada pelas contribuições de seus funcionários, artistas e parceiros internacionais e pronta para abraçar um futuro de inovação.
Como muitas histórias de sucesso, a jornada da Cor-Tek começou em resposta a um revés. O fundador e presidente da Cort and Cor-Tek Corp., Young H. Park, nasceu no ramo da fabricação de música, mas uma recessão em 1972 forçou o fechamento da SooDo Piano Company de seu pai. Em 1973, na tenra idade de 26 anos, Park rapidamente lançou um negócio de fabricação de violões em parceria com Jack Westheimer, uma figura de proa da indústria que havia sido o principal comprador da SooDo Piano. A nova empresa, conhecida como “Yoo-Ah Company”, começou a fabricar instrumentos sob a marca Cort.
O que começou como um pequeno volume de produção no início da década de 1980 cresceu constantemente e se tornou uma operação de fabricação em grande escala em vários países. A década de 1990 marcou o início das colaborações de artistas para projetar e desenvolver instrumentos inovadores. Ao longo das décadas, a operação da Cor-Tek resistiu a grandes convulsões econômicas e sociais, incluindo a mais recente: a pandemia do COVID-19. A empresa conseguiu equilibrar o sucesso em larga escala de seus negócios OEM com a comercialização de guitarras Cort, permitindo que ambos os lados do negócio floresçam.
A ascensão meteórica da Cor-Tek reflete a capacidade contínua da empresa de preencher uma lacuna no mercado e fornecer uma solução muito necessária: violões, guitarras e baixos tocáveis e acessíveis. Hoje, a empresa se expandiu orgulhosamente para guitarras premium, sem perder de vista seu sucesso inicial nas categorias de nível básico e médio.
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Refletindo sobre as realizações passadas e os planos futuros da Cor-Tek, Young H. Park comentou: “Tenho sorte de estar cercado por meu filho, Jun Park, e outros funcionários da geração mais jovem que estão guiando a Cor-Tek para o futuro. Há muitos funcionários que estão conosco há mais de 20 anos. Tenho orgulho de nossa cultura de trabalho e ambiente criativo, onde os funcionários podem crescer em suas funções e contribuir para o sucesso da Cor-Tek.”
A Cor-Tek planeja continuar sendo uma empresa familiar comprometida com o crescimento sustentável de longo prazo. A empresa continuará a fabricar instrumentos de alta qualidade para músicos de todos os níveis de experiência, desde iniciantes até profissionais experientes.
Linha desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo conta com seis modelos e destaca o uso de captadores Tipo Ftron em configurações exclusivas.
A Benson Instrumentos lançou recentemente sua nova linha de guitarras Brave Series. Desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo, a novidade marca uma nova etapa para a marca e já começa a movimentar o cenário musical brasileiro ao unir design autoral, inovação técnica e forte identidade sonora.
A Brave Series chega inicialmente ao mercado com seis modelos, cada um com propostas estéticas e sonoras distintas:
Brave One – Satin Black e Satin Olympic White
Brave Two – Satin Black e Satin Olympic White
Brave Three – Silver Sparkle
Brave Five – Satin Black e Satin Olympic White
Brave Six – Lake Placid Blue Sparkle e Charcoal Sparkle
Brave Nine – Satin Black
O principal diferencial da linha está na adoção de captadores modelo Tipo Ftron aplicados em guitarras inspiradas no design Jazzmaster, uma combinação ainda pouco explorada no mercado nacional. Conhecidos por oferecerem um timbre mais suave, equilibrado e com controle de agudos, esses captadores atendem especialmente músicos que buscam clareza, definição e dinâmica, características valorizadas em estilos como o worship e o pop moderno.
Entre os lançamentos, a Brave Nine se destaca como o modelo mais inovador da série. Trata-se de uma Stratocaster em configuração HSS na qual o tradicional humbucker foi substituído por um captador Tipo Ftron, tornando-se uma proposta inédita entre guitarras produzidas no Brasil. A configuração amplia a versatilidade do instrumento sem abrir mão da identidade sonora da linha.
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Além do conceito sonoro, a Brave Series também chama atenção pelo acabamento e construção. Os modelos contam com opções satin e sparkle, ferragens coreanas de alto padrão e acompanham bag exclusiva. Os preços sugeridos variam entre R$ 4.000 e R$ 4.800, com o intuito de posicionar a linha no segmento intermediário-premium do mercado nacional.
O modelo combina alto desempenho, precisão para alta ganho e uma tampa de ébano Pale Moon de forte impacto visual.
A Cort Guitars apresentou a KX500 Pale Moon, guitarra elétrica desenvolvida para músicos que buscam desempenho técnico consistente e identidade visual diferenciada. O modelo já está disponível globalmente por meio de distribuidores locais e lojas online.
A KX500 Pale Moon possui corpo em mogno, gerando timbres quentes, com destaque para médios e graves definidos. A tampa de ébano Pale Moon confere visual marcante, acentuado pelo acabamento Natural Black Burst fosco de poro aberto, que valoriza o desenho natural da madeira.
O braço parafusado de cinco peças em maple torrado e nogueira melhora estabilidade e ressonância. O perfil em “D” mede 19,5 mm no primeiro traste e 21,5 mm no décimo segundo, com escala de 25,5″. A escala em ébano Macassar possui 24 trastes jumbo de aço inoxidável, raio de 15,75″, marcadores laterais luminescentes e inlays em formato de gota. O conjunto inclui nut Graph Tech Black TUSQ de 43 mm e tensor de dupla ação com ajuste tipo spoke nut.
Na parte eletrônica, o modelo traz humbuckers Seymour Duncan Nazgul (ponte) e Sentient (braço), voltados tanto para alta ganho quanto para passagens mais dinâmicas, com graves sólidos e definição nos limpos e solos. O controle é simples, com volume, tone e chave de três posições.
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O hardware inclui tarraxas com trava Cort e ponte hardtail Cort com string-through-body, contribuindo para sustain e transferência de vibração. De fábrica, a KX500 Pale Moon vem equipada com cordas D’Addario EXL110.
Análise para o leitor de Música & Mercado sobre o que está impulsionando o mercado global de guitarras e por que certos modelos se destacam.
O mercado mundial de guitarras continua em crescimento em 2025: o segmento de guitarras elétricas está especialmente forte, e o volume de vendas já movimenta bilhões de dólares.
Este artigo analisa quais modelos estão liderando as vendas, por que estão sendo tão procurados e quais tendências globais merecem atenção. A ideia é oferecer informação útil tanto para músicos quanto para distribuidores, luthiers e profissionais do setor.
Quais modelos estão entre os mais vendidos
Embora nem sempre sejam divulgados dados exatos de volume por modelo em todos os mercados, existem pistas consistentes:
Um relatório da Reverb indica que as marcas dominantes em vendas em 2024 foram Fender, Gibson, PRS e Epiphone.
Outra análise aponta que, em 2025, as guitarras elétricas estão vendendo ao dobro do ritmo das acústicas em nível global.
Sobre modelos específicos: entre os mais recomendados para 2025 aparece a PRS SE CE 24 Standard pela versatilidade, qualidade de construção e bom preço.
No segmento de entrada, a Squier Sonic Telecaster é outro exemplo de alta rotatividade devido à sua acessibilidade.
Fatores que explicam por que se vendem tanto
A seguir, alguns dos principais motivos por trás do forte desempenho do mercado de guitarras e dos modelos mais vendidos:
Domínio da guitarra elétrica
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Segundo diversos relatórios, em 2025 o segmento elétrico cresce mais rápido que o acústico: os dados sugerem uma relação de aproximadamente 2 para 1 nas vendas de elétricas em relação às acústicas. Isso ocorre por motivos como maior versatilidade tonal, demanda em gêneros populares e influência das redes sociais, que favorecem estilos elétricos.
Modelos de valor intermediário com alta qualidade
As marcas têm oferecido modelos de “nível médio” que entregam construção, som e desempenho muito próximos aos de linhas superiores, mas com preços mais acessíveis. Isso atrai iniciantes e músicos intermediários que desejam fazer upgrade. A PRS SE CE 24, por exemplo, destaca-se nesse segmento.
Influência da internet, redes sociais e ensino online
O interesse por tocar guitarra segue elevado graças aos tutoriais online, criadores de conteúdo e maior acessibilidade aos instrumentos. O crescimento do mercado também está ligado ao avanço da educação musical online.
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Mercados emergentes e produção globalizada
Países fora do eixo tradicional EUA/Europa já representam uma parcela significativa da demanda. Ao mesmo tempo, a fabricação e a distribuição global mais eficientes têm permitido reduzir custos e ampliar o alcance das marcas.
Tendência de estilos clássicos com releituras modernas
Modelos que resgatam designs icônicos (como Telecaster, Stratocaster, Les Paul) com atualizações modernas têm boa saída. Os consumidores buscam familiaridade somada a melhorias técnicas.
Mercado de usados e renovação constante
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Embora este artigo trate de vendas de instrumentos novos, é relevante notar que o mercado de guitarras usadas também cresce e impulsiona ciclos de troca.
Quais são as implicações para a indústria musical
Distribuidores e lojas: investir em modelos elétricos de valor intermediário e manter bom estoque com prazos curtos de entrega.
Fabricantes e marcas: apostar em versões de entrada, atualizar clássicos e acompanhar a expansão dos mercados emergentes.
Músicos e instrutores: entender que a demanda por guitarras elétricas continua a crescer, abrindo oportunidades para ensino, conteúdo online e serviços de manutenção.
Mercado latino-americano (e Brasil): muitas das tendências globais também se refletem localmente — modelos elétricos, preços acessíveis, ensino online e novas gerações buscando seu primeiro instrumento.
Em 2025, o mercado de guitarras vive um momento de consolidação elétrica, com modelos bem posicionados em preço e qualidade, forte influência digital e expansão global. Embora nem todos os dados de unidades por modelo estejam disponíveis publicamente, a combinação de relatórios e guias especializadas permite identificar quais instrumentos dominam as vendas e por quê.
Para quem atua em distribuição, fabricação, ensino ou está simplesmente buscando sua próxima guitarra, compreender essas dinâmicas é fundamental para tomar melhores decisões. A guitarra não é apenas um símbolo cultural — é também um produto extremamente vivo dentro da indústria musical global.