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COMO MONTAR SEU HOME STUDIO – Capítulo VIII

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Mais um capítulo da nossa série para home studio. O tópico de hoje? Mitos: Teclado ou guitarra como controlador.

A cada dia aparecem candidatos a alunos de produção musical, vindos de diversas origens, geralmente confundindo a função de “produtor” com algo que não seja um compositor. Solto então minha famosa frase “produzir música é compor música”, alguns entendem, outros simplesmente vão procurar outros cursos que lhes prometem mais facilidades para se tornarem algo como famosos superstars instantâneos…

Muitos são guitarristas ou violonistas, e não fazem ideia de que poderão sequenciar suas obras no violão com captador ou na guitarra. Dessa maneira, economizarão o longo tempo dedicado a dominar um teclado controlador, que, afinal, é um teclado, e os guitarristas/violonistas não são tecladistas. Mas alguns preferem se sentar atrás de um teclado, com algum tipo de admiração pelo glamour das teclas.

Então um dos maiores mitos da produção musical é o sequenciamento em teclado, absolutamente desnecessário, a menos que o candidato a produtor seja, é claro, um tecladista. A história da guitarra sintetizada, ou guitarra MIDI, já é longa, com diversas tentativas de se eliminar o atraso entre o acionamento de uma corda, e o caminho de seu sinal eletrônico até a fonte de timbres e dali para uma saída de áudio.

A princípio os custos eram um empecilho maior do que o atraso do sinal, e os primeiros modelos e marcas custavam a partir de US$ 14.150,00 em anúncios da New England Digital Corporation junto com a Roland, que entrava em parceria com o sistema oferecendo a guitarra GR com um painel de 16 botões de LED que comandavam 16 tracks de gravação digital.

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A Roland fez uma primeira tentativa de guitarra MIDI que não usava MIDI: Era exatamente a guitarra Roland 303, que tinha um sintetizador analógico – o Polyphonic Guitar Synthesizer GR300 – encarregado de disparar timbres, com todos os problemas de atraso entre a execução e o som final, além de ruídos de trastejamento e outros bugs que irritavam os guitarristas de técnica veloz.

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A New England Digital apresentou uma interface de guitarra para o sistema Synclavier usando um Roland G-303. Pat Metheny e John McLaughin eram usuários deste sistema. A G-303 de Pat foi modificada para mixar o controle remoto do Synclavier. Este sistema inicial não funcionou melhor do que um outro sistema da Roland, o GM-70. Era lento e propenso a erros. No fundo, o Synclavier era um sintetizador FM, com a adição de sequenciamento.

O Synclavier foi expandido posteriormente para oferecer a capacidade de amostrar e reproduzir outras bibliotecas de sons. Esta introdução de amostragem no início dos anos oitenta era revolucionária. Junto com o Fairlight CMI, esses sistemas eram o máximo da tecnologia da música, prometendo novos horizontes musicais, mas com preços que os tornou acessíveis apenas para músicos de elite e estúdios de gravação top.

Outros produtos podiam ser vistos e ouvidos nas mãos de Allan Holdsworth, como a estranha guitarra de dois encordoamentos, além de teclas disponíveis para acionar cordas individualmente ou em grupos de 3, este modelo chegou a custar por volta de US$ 13 mil em 1985, e atendia pelo nome de Synthaxe. Existe no Facebook um grupo de usuários deste sistema, em ação até hoje.

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Desde os anos 60 até hoje, foram aparecendo muitas tentativas e erros de produtos e marcas. Nos anos 60 a Vox lançou um instrumento – o Vox V-251 – que se parecia com uma guitarra, mas na verdade seu braço era um disparador com cada traste separado em 6 partes, e um mecanismo de contato “ligava” cada corda apertada produzindo timbres como um órgão, daí o nome Organ Guitar.

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Este mesmo conceito de disparador sem cordas evoluiu na década de 80, dando origem a outras guitarras como a Stephen Randall Stepp Guitar, primeiro com timbres embutidos, depois com um controlador que armazenava os sons. Muito mais acessível, a Casio DG-20 tinha até saída MIDI, depois de sua predecessora DG-10 também ser considerada muita cara. O captador era o maior problema.

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Outro captador MIDI foi desenvolvido pela Graphtech, e se chamava Ghost MIDI. Eram captadores piezoelétricos individuais para cada corda, que podiam ser adaptados a qualquer ponte, e passavam por um roteamento interno de circuito como os da guitarra Parker P-38. A Gibson Robot também usava este tipo de captador, e os preços foram para entre US$ 1 mil e US$ 3 mil.

Irritados com a frequente latência dos disparos MIDI, os fabricantes da Starr Labs tentaram substituir as cordas por botões de pressão, 6 para cada traste, na guitarra chamada de Ztar Z5. Um modelo da Ztar Z5 foi construído usando MIDI touch strips sensíveis ao aperto de cordas, continuando a luta contra o delay e a busca por captadores eficientes e rápidos.

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Um modelo chamado Kitara usava botões no braço para acionar cada série de 6 cordas em cada traste, mas para a mão direita foi desenvolvido um pad de toque, bem parecido com os apps para tablets disponíveis atualmente. Os preços cairam para a casa dos US$ 1 mil. Atenta ao mercado, na virada do século, a Yamaha lançou seu modelo acessível, a EZ-EG, que também tinha saída MIDI.

Pioneira no desenvolvimento da guitarra MIDI propriamente dita, a Roland seguiu desenvolvendo modelos de sintetizador de guitarra que usa os captadores GK, tecnologia de modelagem COSM, a mesma do sintetizador Roland JV-1080, e com preço mais acessível do que a série VG (US$ 700). Existe também o modelo GR-55, com características semelhantes.

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A Roland desenvolveu o captador GK-2 e GK-3 de seis canais para levar os sinais MIDI para um controlador que adotava a sua exclusiva tecnologia COSM de timbres. Este tipo de captador podia ser instalado em quase qualquer guitarra sem causar danos estéticos no instrumento, usando desde fitas adesivas de dupla face, adaptadores de altura até parafusos para quem se dispusesse a furar seus instrumentos.

A síntese de modelagem COSM da Roland continuou a guerra contra o delay MIDI nas guitarras, e o VG-88 pode simular, além dos timbres de guitarra e outros nem tanto guitarrísticos, amplificadores valvulados e efeitos. O sistema é disparado pelos captadores GK-2 e depois aceitava também o GK-3. Os preços na década de 90 andavam por volta dos US$ 2 mil.

Um último modelo mais cheio de recursos da Roland, o VG-99 usa 3 processadores, e é capaz de emular 2 timbres simultaneamente, além de efeitos. A modelagem COSM permite simular vários instrumentos de cordas com diversas amplificações. Como acessórios tem uma grande pedaleira de controle vendida à parte, suportes para tocar de pé ou adaptar o controlador a um rack, usando os captadores GK-3.

Mais ou menos na mesma época, a Fishman jogou o preço da captação MIDI eficiente abaixo (cerca de US$ 400) com seu TriplePlay, que pode ser encontrado onboard em modelos Fender, por exemplo, ou como captador avulso, que ainda conta com a vantagem do sistema wireless, eliminando o famoso cabo de 13 pinos exclusivo que os sistemas Roland usam.

E aqui chegamos ao sonho dourado de todo guitarrista, um sistema de conversão de áudio para MIDI, que dispensa o uso dos captadores de seis vias e seus cabos exclusivos, dispensa módulos de timbres, e pode ser usado em qualquer DAW – Digital Audio Workstation – ou mesmo sem DAW nenhuma. É o software Jam Origin MIDI Guitar, que permite plugar seu cabo de áudio P-10 na interface e disparar instrumentos virtuais.

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A versão 1.0 do Jam Origin MIDI Guitar original era executado como um programa autônomo, pegando o áudio de uma entrada designada em uma interface de áudio e, em seguida, convertendo-o em MIDI para ser passado para a entrada MIDI da DAW. Agora disponível para Mac e Windows, a versão 2.2.1 oferece ainda mais funcionalidade, mas no fundo se trata de transformar a saída P-10 em MIDI polifônico.

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Sistemas que podem lidar com conversões monofônicas são notícias antigas, mas a guitarra MIDI realmente pode separar as notas de acordes e arpejos rápidos sem atrasos. De acordo com o pessoal do Jam Origin, são usadas tecnologias de reconhecimento de fala e outras aplicações de aprendizado, como a linguagem de programação LUA da PUC do Rio de Janeiro, em vez de técnicas tradicionais de DSP.

A versão 2.2.1 do MIDI Guitar está disponível diretamente no site do Jam Origin, fornecida com o MIDI Bass, que é similar em conceito, mas monofônico, e também pode hospedar plug-ins de AU ou VST de terceiros. Uma grande diferença em relação ao original, no entanto, é que o MIDI Guitar 2 agora vem em uma versão plug-in própria, em VST e AU, oferecendo as opções de gravação em estúdio ou ser usada ao vivo.

A versão do plug-in é aberta em uma trilha de áudio, assim a entrada de áudio alimenta tanto uma cadeia de modelagem de amplificador / alto-falante e efeitos quanto o mecanismo de conversão MIDI, permitindo tocar um dos sintetizadores internos da MIDI Guitar ou qualquer outro instrumento virtual que você tem em seu sistema. Dá para misturar o som de guitarra processado e um som de sintetizador.

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O plug-in MIDI Guitar pode hospedar plug-ins de instrumento para fornecer uma saída de sintetizador em tempo real, assim como a versão independente, mas se você quiser sequenciar e editar MIDI, é melhor configurar uma trilha separada na DAW, para o instrumento virtual que você deseja controlar. Enquanto essa faixa de instrumento estiver selecionada, ela receberá MIDI do plug-in MIDI Guitar.

Você também pode usar o plug-in para processar partes de guitarra limpas previamente gravadas em MIDI, embora qualquer reverb, delay, modulação ou distorção gravada possa comprometer o processo de tradução. Para trabalhar com sons de sintetizador com um ataque rápido, grave sua parte de guitarra como normal, insira o MIDI Guitar 2 e crie uma nova trilha de instrumento para gravar os dados MIDI.

Para sons com ataques mais lentos, você pode preferir ouvir os sons do sintetizador enquanto toca, e nesse caso você pode ativar a trilha do sintetizador e gravar enquanto toca a guitarra. Para ouvir uma guitarra através do plug-in, selecione DIRECT no slot Amp/FX, se você deseja ouvir um som não processado. Outras opções incluem adicionar várias simulações de amp/cab que adicionam overdrive, reverb e delay.

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Os sons de amplificador sobrecarregados podem não ser tão bons quanto os plug-ins de emulação de amplificador que estão disponíveis no mercado, mas soam bem misturados com os sons de sintetizador e há muita capacidade de configuração, como as de de importar suas próprias respostas de impulso de gabinetes e reverberação, dentre outros ajustes. O sistema é compatível com praticamente todas as DAWs no mercado.

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Se você achar que pode criar um som de guitarra processado inédito usando o MIDI Guitar 2, e que não pode ser recriado usando seus plug-ins de efeitos e amplificadores de guitarra habituais, é possível transportar o áudio processado para uma nova faixa e gravá-lo. Se não, você também pode deixar a saída da guitarra desligada. Tal recurso abre novas possibilidades de timbragem.

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Para uso ao vivo, as configurações salvas na versão independente – standalone – podem ser recuperadas via MIDI, e os parâmetros dentro do programa também podem ser atribuídos a controladores MIDI. Os patches armazenados incluem também os timbres de terceiros hospedados no MIDI Guitar. Como se percebe, o Jam Origin tem recursos que nenhum guitarrista trocaria por um teclado controlador, e que custa só US$ 100,00…

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Beyma amplia a série LEX com o novo 15LEX1200Nd

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Fabricante reforça portfólio para subgraves, mid-bass e sistemas line array com três novos desenvolvimentos voltados a aplicações profissionais.

A Beyma anunciou a expansão da família LEX, voltada para reforço de subgraves, com o lançamento do 15LEX1200Nd, além da apresentação do 15MLEX1000Nd e do waveguide SG-10 para sistemas line source.

Os novos modelos atendem à demanda por soluções de alto desempenho em touring, instalações fixas e projetos de caixas acústicas profissionais.

15LEX1200Nd: subwoofer para aplicações exigentes

Projetado para radiadores diretos e caixas band-pass, o 15LEX1200Nd apresenta:

  • Fs de 36 Hz
  • 2400 W Program
  • Xmax de ±11 mm
  • Sensibilidade de 97 dB

O modelo incorpora a tecnologia patenteada Malt Cross®, que reduz perdas por compressão térmica e melhora a estabilidade sob alta potência.

A proposta é atender fabricantes e integradores que buscam subwoofers de 15” com alta excursão e controle térmico eficiente.

15MLEX1000Nd: eficiência para mid-bass

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Após o lançamento do 14MLEX1000Nd, a Beyma amplia a série com a versão de 15 polegadas.

O 15MLEX1000Nd oferece:

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  • Fs de 38 Hz
  • Sensibilidade de 100 dB
  • 2000 W Program

Voltado para aplicações de mid-bass em sistemas full-range de alto SPL, o modelo também utiliza o sistema Malt Cross® de refrigeração.

A série MLEX complementa a linha LEX, preenchendo a faixa entre subgrave e médio-grave com alta eficiência.

SG-10: waveguide de 10” para line array

O novo SG-10 amplia a família de waveguides SG para sistemas line array.

Desenvolvido com ferramentas avançadas de simulação, o modelo busca gerar frente de onda plana e resposta isofásica controlada, requisitos essenciais em projetos line source de alta precisão.

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Bose Professional lança DM12SE, o maior da linha DesignMax

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Bose DM12SE 750x500

A Bose Professional anunciou o lançamento do DesignMax DM12SE, o modelo mais potente e de maior porte da sua reconhecida família de caixas DesignMax.

O novo equipamento é um sistema coaxial de montagem em superfície, desenvolvido para oferecer áudio de faixa completa e alta durabilidade em instalações comerciais internas e externas.

O DM12SE combina a estética elegante da série DesignMax com a potência e robustez exigidas por ambientes como teatros, lojas de varejo, espaços de hospitalidade e templos religiosos. Projetado para aplicações de alta potência, a caixa oferece graves profundos capazes de preencher grandes ambientes e cobertura cônica consistente de 102 graus.

No coração do sistema está um transdutor coaxial de 12 polegadas resistente às intempéries, que proporciona clareza e equilíbrio tonal em toda a faixa de frequências. Esse design de fonte pontual alinha fisicamente os drivers de altas e baixas frequências, garantindo resposta de frequência uniforme e alinhamento de fase preciso em toda a área de cobertura.

“Este lançamento representa uma expansão estratégica da nossa atual família DesignMax de caixas de montagem em superfície, teto e pendentes”, afirmou John Maier, CEO da Bose Professional. “O novo modelo de 12 polegadas adiciona mais potência à elegante estética DesignMax e foi projetado para combinar perfeitamente com o restante da linha, oferecendo aos clientes opções para criar sistemas coesos com diferentes modelos e áudio consistente em qualquer projeto”.

Pensado para oferecer versatilidade de instalação, a caixa resistente às condições climáticas inclui um suporte metálico robusto com ajuste de inclinação e rotação para uso externo, permitindo posicionamento preciso e estabilidade de longo prazo. Isso o torna adequado para aplicações como templos religiosos, espaços de artes cênicas e áreas externas.

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Integradores também poderão aproveitar configurações otimizadas de fábrica ao utilizar o DM12SE em conjunto com amplificadores e processadores Bose Professional, garantindo desempenho consistente desde a instalação inicial.

“O DM12SE representa um novo equilíbrio entre desempenho e design estético moderno nesta categoria”, afirmou Shawn Watts, vice-presidente de Produto. “Seu driver de 12 polegadas oferece extensão de graves profunda e impactante, muitas vezes eliminando a necessidade de um subwoofer separado, além de proporcionar excelente saída e headroom”.

Disponível nas cores preto ou branco, o DesignMax DM12SE foi desenvolvido para instalações permanentes, nas quais desempenho acústico e integração estética com o ambiente são igualmente importantes.

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Celestion apresenta tecnologia Lensguide para melhorar diretividade e coerência sonora

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celestion lensguide 750x500

Nova solução de guia de onda busca eliminar limitações acústicas tradicionais em sistemas line array e reforço sonoro.

Durante a ISE 2026, a Celestion apresentou a Lensguide, uma nova tecnologia patenteada de guia de onda desenvolvida para otimizar simultaneamente a resposta em frequência e o controle de diretividade em sistemas de áudio profissional — dois fatores que historicamente exigem compromissos técnicos no projeto acústico.

A tecnologia foi demonstrada como parte de uma nova geração de designs de waveguides, horns e waveshapers voltados especialmente para aplicações de line array e reforço sonoro de alta performance.

O problema que a tecnologia busca resolver

Nos projetos tradicionais de cornetas e guias de onda existe um dilema conhecido: melhorar o controle de dispersão geralmente compromete a uniformidade da resposta em frequência, enquanto priorizar a resposta tonal tende a reduzir o controle direcional do som.

Na prática, isso pode gerar:

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  • cobertura irregular em grandes ambientes
  • variações sonoras entre diferentes áreas do público
  • menor inteligibilidade fora do eixo principal
  • necessidade de ajustes mais complexos durante a calibração do sistema

A proposta da Lensguide é justamente eliminar esse equilíbrio forçado.

O que muda na prática

D-One

Segundo as informações técnicas apresentadas, a inovação utiliza um design interno com corrugações acústicas calculadas com precisão, capazes de controlar o percurso do som dentro da guia de onda.

Esse controle melhora a coerência do front de onda, trazendo benefícios diretos para sistemas profissionais:

  • resposta em frequência mais uniforme

  • cobertura sonora mais consistente

  • maior inteligibilidade vocal

  • menor necessidade de correções intensivas via DSP

  • comportamento mais previsível em arrays

Na operação diária, isso pode reduzir o tempo de ajuste e facilitar resultados consistentes entre diferentes eventos e instalações.

Aplicações e escalabilidade

Outro destaque da Lensguide é sua flexibilidade de aplicação. A tecnologia pode ser adaptada para:

  • um único driver de compressão
  • múltiplos drivers em array
  • diferentes formatos de sistemas e aplicações

Essa escalabilidade amplia o potencial de uso tanto em sistemas touring quanto em instalações fixas.

Impacto para integradores e engenheiros de sistema

Para integradores e técnicos de som, o principal ganho está na previsibilidade acústica do sistema.

Um controle mais preciso do front de onda permite:

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  • projetos de cobertura mais eficientes
  • menor interferência entre caixas
  • maior correspondência entre simulação e resultado real

Em ambientes onde tempo de montagem e ajuste são fatores críticos, essas melhorias representam ganho operacional direto.

Uma tendência de desenvolvimento acústico

O lançamento da Lensguide reforça uma tendência crescente no áudio profissional: resolver desafios acústicos já no design físico do sistema, reduzindo a dependência exclusiva do processamento digital para correções posteriores.

Em vez de compensar limitações com DSP, a proposta é que o sistema já nasça acusticamente mais coerente desde sua engenharia mecânica.

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