Audio Profissional
Como montar seu home studio – Capítulo IV
Publicado
8 anos agoon
Por
Saulo Wanderley
Recapitulando: o seu home studio já tem microfones, monitores de áudio e interfaces. Próximo passo: os mixers.
O que falta agora, além do cérebro do seu setup, do qual falamos um pouco em todas as edições passadas, que é o programa de computador conhecido como DAW (Estação de Trabalho de Áudio Digital) ? Bom, se eu dissesse que mais nada, estaria mentindo até pra mim mesmo, pois todos os dias surge no mercado um outro item, que, no começo parece dispensável, com o tempo se torna necessário, e depois imprescindível…
Nas fotos de estúdios quase sempre o equipamento que mais se destaca é o item onde o operador passa a maior parte do tempo, conhecida como mesa de som, console, mixer e outros apelidos. Mesmo hoje sendo quase que totalmente substituídos pelos mixers virtuais das DAWs, continuam tendo sua utilidade, e muitos operadores não trocam o prazer de puxar um fader com o dedo, pelo seu equivalente virtual puxado pelo mouse.
Aí vem a pergunta do iniciante: Se eu já tenho um computador com um programa que tem uma mesa de som virtual, microfones, interfaces e monitores de áudio, para que eu precisaria de um mixer físico? A princípio pode parecer que não precisa, mas algumas situações vão surgir em que um pequeno, médio ou mesmo grande mixer será muito útil. E o que diferencia um mixer pequeno de um médio ou grande?
A princípios pelo tamanho, olhando mais atentamente pela quantidade de botões, faders e chaves, e entendendo melhor pela quantidade de entradas e saídas. Aqui é preciso esclarecer que quando um fabricante anuncia um mixer de 8 entradas, por exemplo, podem ser apenas 4: quatro entradas estéreo. Ou anuncia 12, mas são 8 entradas mono e 2 estéreo. É preciso ficar atento, primeiro, nas entradas mono e/ou estéreo.
Outro item controverso é a quantidade de pré-amplificadores. Um mixer de 12 canais pode ter prés-amplificadores somente nos 8 canais mono. Os prés – como são chamados abreviadamente – são úteis para melhorar o sinal de entrada quando vários instrumentos ou microfones são gravados ao mesmo tempo. Por isso um mixer com 2 ou mesmo apenas um pré, pode servir para gravar vários canais, um de cada vez.
Se você usa microfones condensadores, vai precisar – assim como na interface – do chamado Phanton Power, que é uma alimentação elétrica indispensável para o funcionamento deste tipo de microfone. Como já vimos, cada tipo de microfone, os dinâmicos, os condensadores e os de fita, tem uma aplicação específica, então o mixer deve servir aos tipos de microfones que você tem ou vai usar.
Outro diferencial entre os modelos de mixer é conhecido como FX, uma sigla usada em áudio para designar efeitos, como reverb, delay, etc.. Um mixer com FX tem efeitos para serem usados nos sinais de instrumento e microfone que entram, e sem FX não tem estes efeitos. O preço de um mixer com FX obviamente é maior do que o de um que não tenha tais recursos.
Um mixer pode ter amplificação própria, o que também vai encarecer seu custo, mas por outro lado, se você for usar monitores de áudio passivos – que não têm amplificação – eis um casamento feliz, pois o mixer vai poder mandar o seu sinal já amplificado para os monitores que não amplificam. Isso pode ser mais útil em sistemas de som para apresentações ao vivo, do que em estúdios.
Como vimos na edição em que tratei de interfaces, existem hoje equipamentos “dois e um” e até “três em um”. Há mixers pequenos, médios e grandes que já vêm com sua interface de boa qualidade embutidas. Mais um fator a ser pensado ao adquirir todos os equipamentos e suas interligações. Há mixers no mercado que além de mixar, trabalham como interfaces e também como controladores. Mas vamos por partes.
Trata-se de um equipamento que vai ser usado para controlar todo o seu setup, então, precisa ser adquirido de acordo com o sua utilização. Se você vai apenas sequenciar em MIDI, colocando de vez em quando sua voz e um violão, um mixer de 2 canais vai poder reunir estes dois áudios – voz e violão – e enviar através de sua saída como um canal apenas, já mixado, para uma interface modesta de apenas 2 canais, liberando um.
Da mesma forma, uma bateria microfonada por 5 ou mais microfones poderá ser mixada e através da saída do mixer enviada para apenas um canal da interface. Perceberam a utilidade do mixer? Por isso mesmo é tem este nome – mixer – pois nele poderemos fazer muitas misturas e enviá-la para a interface. Por isso é importante que o mixer tenha preferencialmente mais de uma saída.
Explico: Em um mixer de médio para grande, existe a saída principal, e saídas auxiliares, inclusive para os fones de ouvido. A saída principal geralmente é ligada no sistema de amplificação e/ou monitores de áudio. As saídas auxiliares podem ser usadas para direcionar o sinal para sua interface, e a saída dos fones para que você ouça tudo o que estará sendo mixado.
Outro recurso é a possibilidade de reunir um grupo de canais de entrada, e modificar o seu sinal grupalmente. Há mixers médios e grandes que têm este recurso, além de outras opções como ligar um aparelho de efeitos em um ou vários canais, e inseri-los separadamente em cada canal. Um mixer com FX tem o recurso de inseri-los internamente, da mesma forma.
Poderíamos ficar várias edições falando sobre os recursos dos mixers, analógicos e digitais, seus controles pelos faders ou pelo monitor do computador, por um tablet ou mesmo smartphones, ligações por cabos, multicabos ou via cabos de rede Ethernet, transmissão sem fio dos canais, e logicamente de seus preços entre centenas de reais ou centenas de milhares de dólares…
Como sempre, reuni algumas sugestões com preços médios de pouco mais de R$ 1 mil até R$ 3,5 mil. O que quase sempre é a faixa de preços para se ter um mixer decente. Há opções no mercado com “muitos canais a mais”, e outros recursos que nem sempre vão ser úteis, destinados a som ao vivo ou aplicações que não sejam as de um home studio. Vamos a elas:

R$ 1.200 – Yamaha AG06 – Mixer e Interface de Áudio USB
6 canais, sendo 2 mono com pré-amplificadores, 2 entradas conjugadas/estéreo P-10 e 2 entradas conjugadas/estéreo P-2, 2 saídas estéreo P-10 e uma P-10 estéreo para fone de ouvido. Entrada e saída P-2 para headset. Phanton Power em 1 canal, Direct Box, conexão USB, compatível com iPad e com uma versão reduzida da DAW Cubase para PC e Mac. Uma boa escolha para começar no mundo dos mixers.
R$ 1.300 – Yamaha MG10XU – Mixer & Interface de Áudio USB
10 canais, sendo 4 monos com pré-amplificadores e 3 entradas estéreo em P-10, 2 saídas, uma principal balanceada (XLR) e outra auxiliar (P-10), compressor com potenciômetro de controle, 24 efeitos SPX, Phanton Power, chaves de atenuação nos 4 canais mono, compatível com iPad, 2 entradas e saída de áudio a 24bits/192 kHz, sem versão do Cubase.

R$ 1.500 – Allen&Heath ZED 10 – Mixer
10 canais, sendo 4 monos com combo XLR, 2 estéreos P-10 e um estéreo P-2. Equalizadores de 3 bandas, 2 auxiliares, retornos estéreo e playback, interligação USB para entrada e saída via computador, saídas principal (XLR), para monitor (P-2) e para gravação (P-2). As entradas 3 e 4 são de alta impedância para guitarras com ganho de até 26dB. Uma opção para guitarras e violão de nylon. Acompanha o Cubase.
R$ 2.000 – Mackie ProFX 12v2 – Mixer & Interface de Áudio USB
12 canais, sendo 4 monos e 4 estéreos. 6 prés Mackie Vita, 16 efeitos ReadyFX, equalizador gráfico de 7 bandas na saída, e de 3 bandas em todas as entradas, interface USB embutida, saídas principal e de monitoração XLR, entradas e saídas RCA e de fones com controles de volume individuais, fonte de alimentação interna e a “legendária” construção reforçada dos mixers da marca.
R$ 2.500 – Allen & Heath ZED 10FX – Mixer
10 canais, sendo 4 monos com combo XLR, 2 estéreos P-10 e um estéreo P-2. Equalizadores de 3 bandas, 2 auxiliares, retornos estéreo e playback, interligação USB para entrada e saída via computador, saídas principal (XLR), para monitor (P-2) e para gravação (P-2). As mesma características da ZED 10, mas com 16 efeitos de time-delay ZED-FX, sends de FX e as entradas 3 e 4 com alta impedância. Acompanha o Cubase.
R$ 2.500 – Mackie 1202 VLZ4 – Mixer
12 canais com headroom alto, sendo 4 monos e 4 estéreos, 4 prés “de boutique” Onyx com 60 dB de ganho, equalizadores de 3 bandas em todas as entradas, 2 sends e 2 returns, 4 inserts para efeitos externos, botões principais selados, Phanton Power, entradas e saídas RCA. Quase as mesmas características da ProFX 12v2, sem a interface de áudio e com a fonte externa.
R$ 3.000 – Yamaha MGP 12X – Mixer
12 canais, sendo 4 monos e 4 estéreos, 4 grupos e 2 sends e 2 FX. Phanton Power em 6 canais, entrada USB, controle via aplicativos DSP para edição de configurações em iPod e iPhone, 16 efeitos SPX e 8 REV-X, equalizadores X-pressive e compressor. Trata-se de uma mesa analógica com uso de tecnologia digital como o DSP Stereo Hybrid Channel, sem versão do Cubase.
R$ 3.000 – Mackie ProFX 16v2 – Mixer & Interface de Áudio USB
16 canais, sendo 8 monos e 4 estéreos. 10 prés Mackie Vita, 4 grupos, 16 efeitos ReadyFX, equalizador gráfico de 7 bandas na saída, e de 3 bandas em todas as entradas, interface USB embutida, saídas principal e de monitoração XLR, entradas e saídas RCA e de fones com controles de volume individuais. Mesmas características da 12v2, com mais canais, controle de entrada e roteamento USB.
R$ 3.000 – Zoom R16 – Mixer, Interface de Áudio USB e Controlador
16 canais, sendo que 8 podem ser gravados simultaneamente e 8 de playback, controlados pela DAW – Cubase (incluso), Logic, Live e Sonar – processador com 135 efeitos, afinador, modelagem de amplificadores, compressor, leitor de cartões SD e SDHC, Phanton Power, inversão de fase, tem microfone interno e pode operar com 6 pilhas AA. Opção para quem leva o equipo em viagens.

R$ 3.500 – Allen & Heath ZED Power 1000 – Mixer
12 canais, sendo 8 monos e 2 estéreos, equalizador gráfico de saída de 9 bandas, amplificador próprio classe D de 1 mil watts, fonte toroidal, podendo operar em saída L+R, mono LR + foldback ou mono LR + sub. 2 entradas funcionam sem DI com alta impedância para guitarras. Muito portátil, pesa 10 kg e é uma opção para viagens constantes, pela sua construção robusta.
Como se pode perceber, os mixers apresentam personalidades diferentes, sendo que as marcas costumam ter linhas com modelos desde 2 canais até, 16, 24 ou 32, com as mesmas características. No mercado nacional a maioria deles, até 16 canais, são encontrados com relativa facilidade, e os que tem maior quantidade de canais são mais difíceis de serem encontrados.
Nas descrições existem alguns termos – como sends, returns, etc. – que serão devidamente explicados nas nossas próximas seções, quando trataremos da linguagem usada pelos profissionais de áudio, termos e referências. É como você levar a caminhonete ao mecânico e, não conhecendo os termos técnicos, acabar confundindo a troca da lona do freio com troca da lona da carroçaria. Melhor aprender ou pode pagar preço errado…
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Audio Profissional
Beyma amplia a série LEX com o novo 15LEX1200Nd
Publicado
2 dias agoon
12/03/2026
Fabricante reforça portfólio para subgraves, mid-bass e sistemas line array com três novos desenvolvimentos voltados a aplicações profissionais.
A Beyma anunciou a expansão da família LEX, voltada para reforço de subgraves, com o lançamento do 15LEX1200Nd, além da apresentação do 15MLEX1000Nd e do waveguide SG-10 para sistemas line source.
Os novos modelos atendem à demanda por soluções de alto desempenho em touring, instalações fixas e projetos de caixas acústicas profissionais.

15LEX1200Nd: subwoofer para aplicações exigentes
Projetado para radiadores diretos e caixas band-pass, o 15LEX1200Nd apresenta:
- Fs de 36 Hz
- 2400 W Program
- Xmax de ±11 mm
- Sensibilidade de 97 dB
O modelo incorpora a tecnologia patenteada Malt Cross®, que reduz perdas por compressão térmica e melhora a estabilidade sob alta potência.
A proposta é atender fabricantes e integradores que buscam subwoofers de 15” com alta excursão e controle térmico eficiente.

15MLEX1000Nd: eficiência para mid-bass
Após o lançamento do 14MLEX1000Nd, a Beyma amplia a série com a versão de 15 polegadas.
O 15MLEX1000Nd oferece:
- Fs de 38 Hz
- Sensibilidade de 100 dB
- 2000 W Program
Voltado para aplicações de mid-bass em sistemas full-range de alto SPL, o modelo também utiliza o sistema Malt Cross® de refrigeração.
A série MLEX complementa a linha LEX, preenchendo a faixa entre subgrave e médio-grave com alta eficiência.

SG-10: waveguide de 10” para line array
O novo SG-10 amplia a família de waveguides SG para sistemas line array.
Desenvolvido com ferramentas avançadas de simulação, o modelo busca gerar frente de onda plana e resposta isofásica controlada, requisitos essenciais em projetos line source de alta precisão.
Audio Profissional
Bose Professional lança DM12SE, o maior da linha DesignMax
Publicado
3 dias agoon
11/03/2026
A Bose Professional anunciou o lançamento do DesignMax DM12SE, o modelo mais potente e de maior porte da sua reconhecida família de caixas DesignMax.
O novo equipamento é um sistema coaxial de montagem em superfície, desenvolvido para oferecer áudio de faixa completa e alta durabilidade em instalações comerciais internas e externas.
O DM12SE combina a estética elegante da série DesignMax com a potência e robustez exigidas por ambientes como teatros, lojas de varejo, espaços de hospitalidade e templos religiosos. Projetado para aplicações de alta potência, a caixa oferece graves profundos capazes de preencher grandes ambientes e cobertura cônica consistente de 102 graus.
No coração do sistema está um transdutor coaxial de 12 polegadas resistente às intempéries, que proporciona clareza e equilíbrio tonal em toda a faixa de frequências. Esse design de fonte pontual alinha fisicamente os drivers de altas e baixas frequências, garantindo resposta de frequência uniforme e alinhamento de fase preciso em toda a área de cobertura.

“Este lançamento representa uma expansão estratégica da nossa atual família DesignMax de caixas de montagem em superfície, teto e pendentes”, afirmou John Maier, CEO da Bose Professional. “O novo modelo de 12 polegadas adiciona mais potência à elegante estética DesignMax e foi projetado para combinar perfeitamente com o restante da linha, oferecendo aos clientes opções para criar sistemas coesos com diferentes modelos e áudio consistente em qualquer projeto”.
Pensado para oferecer versatilidade de instalação, a caixa resistente às condições climáticas inclui um suporte metálico robusto com ajuste de inclinação e rotação para uso externo, permitindo posicionamento preciso e estabilidade de longo prazo. Isso o torna adequado para aplicações como templos religiosos, espaços de artes cênicas e áreas externas.
Integradores também poderão aproveitar configurações otimizadas de fábrica ao utilizar o DM12SE em conjunto com amplificadores e processadores Bose Professional, garantindo desempenho consistente desde a instalação inicial.
“O DM12SE representa um novo equilíbrio entre desempenho e design estético moderno nesta categoria”, afirmou Shawn Watts, vice-presidente de Produto. “Seu driver de 12 polegadas oferece extensão de graves profunda e impactante, muitas vezes eliminando a necessidade de um subwoofer separado, além de proporcionar excelente saída e headroom”.
Disponível nas cores preto ou branco, o DesignMax DM12SE foi desenvolvido para instalações permanentes, nas quais desempenho acústico e integração estética com o ambiente são igualmente importantes.
Alto Falante
Celestion apresenta tecnologia Lensguide para melhorar diretividade e coerência sonora
Publicado
1 semana agoon
06/03/2026
Nova solução de guia de onda busca eliminar limitações acústicas tradicionais em sistemas line array e reforço sonoro.
Durante a ISE 2026, a Celestion apresentou a Lensguide, uma nova tecnologia patenteada de guia de onda desenvolvida para otimizar simultaneamente a resposta em frequência e o controle de diretividade em sistemas de áudio profissional — dois fatores que historicamente exigem compromissos técnicos no projeto acústico.
A tecnologia foi demonstrada como parte de uma nova geração de designs de waveguides, horns e waveshapers voltados especialmente para aplicações de line array e reforço sonoro de alta performance.
O problema que a tecnologia busca resolver
Nos projetos tradicionais de cornetas e guias de onda existe um dilema conhecido: melhorar o controle de dispersão geralmente compromete a uniformidade da resposta em frequência, enquanto priorizar a resposta tonal tende a reduzir o controle direcional do som.
Na prática, isso pode gerar:
- cobertura irregular em grandes ambientes
- variações sonoras entre diferentes áreas do público
- menor inteligibilidade fora do eixo principal
- necessidade de ajustes mais complexos durante a calibração do sistema
A proposta da Lensguide é justamente eliminar esse equilíbrio forçado.
O que muda na prática
Segundo as informações técnicas apresentadas, a inovação utiliza um design interno com corrugações acústicas calculadas com precisão, capazes de controlar o percurso do som dentro da guia de onda.
Esse controle melhora a coerência do front de onda, trazendo benefícios diretos para sistemas profissionais:
- resposta em frequência mais uniforme
- cobertura sonora mais consistente
- maior inteligibilidade vocal
- menor necessidade de correções intensivas via DSP
- comportamento mais previsível em arrays
Na operação diária, isso pode reduzir o tempo de ajuste e facilitar resultados consistentes entre diferentes eventos e instalações.
Aplicações e escalabilidade
Outro destaque da Lensguide é sua flexibilidade de aplicação. A tecnologia pode ser adaptada para:
- um único driver de compressão
- múltiplos drivers em array
- diferentes formatos de sistemas e aplicações
Essa escalabilidade amplia o potencial de uso tanto em sistemas touring quanto em instalações fixas.
Impacto para integradores e engenheiros de sistema
Para integradores e técnicos de som, o principal ganho está na previsibilidade acústica do sistema.
Um controle mais preciso do front de onda permite:
- projetos de cobertura mais eficientes
- menor interferência entre caixas
- maior correspondência entre simulação e resultado real
Em ambientes onde tempo de montagem e ajuste são fatores críticos, essas melhorias representam ganho operacional direto.
Uma tendência de desenvolvimento acústico
O lançamento da Lensguide reforça uma tendência crescente no áudio profissional: resolver desafios acústicos já no design físico do sistema, reduzindo a dependência exclusiva do processamento digital para correções posteriores.
Em vez de compensar limitações com DSP, a proposta é que o sistema já nasça acusticamente mais coerente desde sua engenharia mecânica.
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