Tecnologia, materiais e funções que estão transformando o equipamento do músico.
O mercado de acessórios musicais passa por um momento de transformação. Sem depender do lançamento de instrumentos “estrela”, a inovação se concentra em materiais avançados, sensores, conectividade, ergonomia e sustentabilidade. A seguir, apresentamos uma seleção curada de acessórios que representam essas tendências.
1) Cabos inteligentes com monitoramento de sinal
O que oferecem: sensores que detectam ruído, queda de sinal e problemas de impedância. Por que importa: reduz falhas ao vivo e facilita diagnósticos rápidos, essenciais em palcos profissionais e estúdios móveis.
2) Afinadores inteligentes com app e análise de vibração
O que oferecem: precisão superior, leitura por vibração, presets para diferentes instrumentos e funções de treinamento auditivo. Tendência: acessórios conectados que ensinam e acompanham a prática diária.
3) Correias premium com materiais sustentáveis e alívio de tensão
O que oferecem: couros veganos, fibras recicladas, gel ergonômico para o ombro e sistema anti-torção. Motivo da tendência: estética + consciência ambiental + ergonomia para sessões longas.
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4) Cases e gigbags ultraleves com materiais técnicos
O que oferecem: fibras compostas, espuma aeroespacial, resistência à umidade e impactos, peso reduzido. Segmento em alta: músicos viajantes, criadores móveis e turnês independentes.
5) Pedais e controladores miniaturizados
O que oferecem: footprint reduzido, alimentação USB-C, bypass silencioso, chips mais eficientes. Por que crescem: setups compactos, home studio e turnês com bagagem reduzida.
6) Peles e baquetas híbridas para bateristas
O que oferecem: madeiras tratadas, polímeros recicláveis, sensores opcionais para medir desgaste e técnica. Motivo: crescimento do estudo silencioso e da gravação caseira; foco em durabilidade.
7) Suportes dobráveis e hardware modular
O que oferecem: alumínio aeronáutico, mecanismos magnéticos ou de travamento rápido, estabilidade com peso mínimo. Contexto: o músico profissional valoriza agilidade, transporte e confiabilidade.
8) Protetores acústicos e controle de reverberação “portátil”
O que oferecem: painéis flexíveis, espumas de nova geração, tecidos reciclados, designs decorativos. Tendência: mais gravação caseira exige controle sonoro acessível e estético.
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9) Monitores in-ear personalizados com impressão 3D
O que oferecem: ergonomia exata, isolamento, drivers híbridos mais compactos. Mudança de paradigma: do “in-ear premium para turnês” ao “in-ear para criadores”.
10) Ferramentas de manutenção digitalizada
O que oferecem: lubrificantes ecológicos, limpadores antimicrobianos, apps que orientam a calibragem, kits compactos para viagem. Razão: maior investimento em cuidado e longevidade do instrumento.
O que essas tendências significam para o mercado
O acessório musical é um componente estratégico do ecossistema criativo. Tecnologia, design e sustentabilidade se tornam vantagens competitivas reais.
Para fabricantes e lojas, apostar nesses desenvolvimentos significa falar a língua do novo músico: móvel, informado e exigente. E você, como está preparando o seu negócio?
A Fender Musical Instruments Corporation (FMIC) anunciou a nomeação de Edward “Bud” Cole como novo Chief Executive Officer (CEO) e membro do Conselho de Administração da empresa.
Cole assumirá inicialmente como CEO-Designate em 19 de janeiro de 2026 e tomará oficialmente o cargo em 16 de fevereiro de 2026, sucedendo Andy Mooney, que se aposentará após uma década à frente da companhia.
Atualmente, Cole é presidente da Fender Asia Pacific (APAC) e possui uma carreira internacional de várias décadas em marcas dos setores de consumo, lifestyle e luxo. Durante seus dez anos na Fender, foi responsável pela expansão da empresa em 14 países da região Ásia-Pacífico, fortalecendo a presença global da marca.
Entre seus principais feitos estão a criação da sede regional da Fender em Tóquio, a expansão das operações na China e na Coreia, o desenvolvimento de estratégias de venda direta ao consumidor via e-commerce e a inauguração da primeira loja flagship da Fender no mundo, em Harajuku, Tóquio.
O presidente do conselho da FMIC, Mark Fukunaga, afirmou que Cole é “um dos líderes mais impactantes da organização” e destacou sua capacidade de conduzir a próxima fase de crescimento da empresa.
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Já Andy Mooney, que desde 2015 mais que dobrou o tamanho da Fender e liderou a entrada da empresa no segmento de software por assinatura, afirmou que deixa a companhia confiante no futuro sob o novo comando.
A nomeação marca o início de uma nova fase para a Fender, que segue focada em ampliar sua presença global e fortalecer sua relação com músicos em todo o mundo.
O clássico som overdrive retorna com o cabeçote F-1200B e o gabinete Super Festival 610.
A Peavey anunciou o retorno da Série Super Festival, linha de amplificação para baixo inspirada em modelos clássicos dos anos 1970, agora atualizada com recursos modernos. O relançamento traz o F-1200B Bass Amp Head e o gabinete Super Festival Series 610.
O F-1200B se baseia no histórico F-800B de 1971 e oferece 1.200 watts RMS, com pré-amplificador BJT discretorecriado com componentes similares aos originais e ajustado por Hartley Peavey. O controle tonal combina EQ de três bandas e EQ indutivo de seis bandas, permitindo ampla personalização sonora.
O circuito de Overdrive, controlável via footswitch, mantém a característica pela qual a série se tornou conhecida. O painel traseiro inclui USB-C para gravação, DI XLR, loop de efeitos e saídas Speakon/¼”.
O gabinete Super Festival 610 possui seis falantes de 10″, construção em plywood de 15 mm, potência program de 1.200 watts a 8 ohms, além de atenuador de tweeter, rodízios internos e conectores combinados.
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Veja tudo pessoalmente no Booth 210A da Peavey durante a NAMM Show.
O modelo combina alto desempenho, precisão para alta ganho e uma tampa de ébano Pale Moon de forte impacto visual.
A Cort Guitars apresentou a KX500 Pale Moon, guitarra elétrica desenvolvida para músicos que buscam desempenho técnico consistente e identidade visual diferenciada. O modelo já está disponível globalmente por meio de distribuidores locais e lojas online.
A KX500 Pale Moon possui corpo em mogno, gerando timbres quentes, com destaque para médios e graves definidos. A tampa de ébano Pale Moon confere visual marcante, acentuado pelo acabamento Natural Black Burst fosco de poro aberto, que valoriza o desenho natural da madeira.
O braço parafusado de cinco peças em maple torrado e nogueira melhora estabilidade e ressonância. O perfil em “D” mede 19,5 mm no primeiro traste e 21,5 mm no décimo segundo, com escala de 25,5″. A escala em ébano Macassar possui 24 trastes jumbo de aço inoxidável, raio de 15,75″, marcadores laterais luminescentes e inlays em formato de gota. O conjunto inclui nut Graph Tech Black TUSQ de 43 mm e tensor de dupla ação com ajuste tipo spoke nut.
Na parte eletrônica, o modelo traz humbuckers Seymour Duncan Nazgul (ponte) e Sentient (braço), voltados tanto para alta ganho quanto para passagens mais dinâmicas, com graves sólidos e definição nos limpos e solos. O controle é simples, com volume, tone e chave de três posições.
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O hardware inclui tarraxas com trava Cort e ponte hardtail Cort com string-through-body, contribuindo para sustain e transferência de vibração. De fábrica, a KX500 Pale Moon vem equipada com cordas D’Addario EXL110.