Music Business
Universal Music e BandLab criam colaboração para uso de IA
A Universal Music e a BandLab estão se unindo para promover práticas responsáveis de IA, incluindo padrões para criadores, e desenvolver novas e melhores oportunidades de negócios e marketing para criadores nativos de ambas as empresas.
Universal Music Group (UMG) e BandLab Technologies, plataforma social de criação de música, anunciaram planos para um relacionamento estratégico expansivo e pioneiro no setor, focado em inteligência artificial (IA).
Focada em capacitar a próxima geração de artistas, inclusive dentro da comunidade global do BandLab, a aliança promoverá o compromisso compartilhado das empresas com o uso ético da IA e com a proteção dos direitos de artistas e compositores. Juntas, as empresas também serão pioneiras em soluções orientadas para o mercado com padrões pró-criadores para garantir que as novas tecnologias sirvam a comunidade de criadores de forma eficaz e ética.
BandLab é a primeira plataforma de criação musical do mundo a se comprometer a apoiar a Human Artistry Campaign (HAC), uma coalizão global dedicada a garantir que as tecnologias de IA sejam desenvolvidas e usadas de forma a defender a criatividade e a cultura humanas.
À medida que o panorama digital da música continua a evoluir, esta colaboração foi concebida para ser um farol de inovação e prática ética na indústria e anuncia uma nova era em que os artistas são apoiados e celebrados em todas as fases da sua jornada criativa.
Ao fazer o anúncio, Sir Lucian Grainge, Presidente e CEO do Universal Music Group, disse: “Abraçamos o compromisso da BandLab com uma abordagem ética à IA através de sua tecnologia, ferramentas e plataforma acessíveis. Estamos entusiasmados em adicionar a BandLab Technologies a uma lista crescente de parceiros UMG cuja IA responsável e inovadora beneficiará a comunidade criativa.”
Michael Nash, vice-presidente executivo e diretor digital da UMG, acrescentou: “Meng Kuok e sua equipe da BandLab Technologies, bem como a rede Caldecott Music Group, alcançaram uma escala impressionante na interseção dinâmica da música social e da inovação em tecnologia dos criadores. Na UMG procuramos constantemente capacitar e apoiar artistas consagrados e emergentes. Dada a paixão da BandLab pela música e sua dedicação em promover a arte em estágio inicial no nexo da transformação do ecossistema, eles são um excelente parceiro que consideramos atraente em múltiplas frentes.”
“Isso é mais importante do que nunca agora, à medida que a IA ocupa um lugar cada vez mais proeminente na evolução das ferramentas de criação musical. Esperamos estabelecer novas oportunidades criativas, de marketing e comerciais para nossos artistas e nos envolver ativamente com a comunidade de criadores da BandLab por meio de uma estrutura altamente sinérgica, protegendo coletivamente as superestrelas de hoje e de amanhã por meio de abordagens responsáveis para a utilização de IA no processo criativo.”
Meng Ru Kuok, CEO e fundador do Caldecott Music Group e CEO da BandLab Technologies, disse: “A BandLab Technologies e nossa rede mais ampla do Caldecott Music Group são firmes em seu respeito pelos direitos dos artistas e pelo potencial infinito da IA na criação musical e acreditamos que nossos milhões de usuários em todo o mundo compartilhem esse compromisso e entusiasmo.”
“Embora as novas tecnologias ofereçam possibilidades incríveis para quebrar mais barreiras para os criadores, é essencial que os direitos dos artistas e compositores sejam totalmente respeitados e protegidos para dar a estas gerações futuras uma oportunidade de sucesso. Conforme evidenciado pelo BandLab abraçando os princípios da Human Artistry Campaign e esta colaboração com a UMG, estamos comprometidos em fazer tudo certo. Através dos nossos esforços conjuntos, antecipamos um futuro da música que será inovador, gratificante e infinitamente inspirador.”
Music Business
Laboratório de Música da Periferia lança álbum com jovens artistas de Belo Horizonte
Projeto reúne oito participantes e apresenta disco colaborativo com nove faixas.
O Laboratório de Música da Periferia lançou o álbum “Laboratório de Música da Periferia – Vol. 1”, resultado de um processo formativo e colaborativo realizado com jovens artistas de Belo Horizonte. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Alctel, e o disco está disponível nas plataformas digitais via ONErpm desde 27 de março.
A iniciativa selecionou oito artistas de diferentes regionais da cidade — Akin Zahin, DaVisão, Elaisa de Souza, Imane Rane, Lamartine, Lótus, Miuk e Nanda Cardoso — para participar de uma residência criativa ao longo do segundo semestre de 2025. O processo incluiu etapas de composição, produção musical, gravação, edição, mixagem e masterização, com acompanhamento de profissionais do mercado.
Segundo Hênrique Cardoso, produtor e idealizador do projeto, a proposta foi criar um ambiente de formação e experimentação voltado ao desenvolvimento artístico. “O projeto se destaca pelo caráter inovador de revelar, fortalecer e difundir a produção musical jovem e periférica, promovendo trocas, colaboração e qualificação artística em um modelo de residência criativa”, afirma.

O processo seletivo foi realizado por meio de inscrição online, com análise de perfil e trajetória dos candidatos, priorizando diversidade de gênero, raça e território. A participação foi gratuita e incluiu formação técnica, acompanhamento artístico e apoio financeiro para despesas de transporte.
Para Iasmine Amazonas, Head Global de Marketing Institucional da ONErpm, o projeto amplia o acesso à produção musical. “Com essa iniciativa, ampliamos o acesso e valorizamos vozes das periferias de Belo Horizonte”, afirma.
A coordenadora do projeto na ONErpm, Vitória Toledo, destaca o caráter coletivo da iniciativa. “O projeto envolve os participantes em todas as etapas de produção de um álbum, com resultado consolidado em um disco completo e apresentação ao vivo”, diz.
O lançamento foi acompanhado por um show realizado em 26 de março, com os participantes executando as faixas ao vivo, ao lado de uma banda base e artistas convidados.
O projeto integra ações voltadas à formação musical e circulação de novos talentos, com foco na produção independente e no fortalecimento da cena local.
Foto de: Iago Viana
Music Business
ONErpm e Todah Music renovam parceria e projetam expansão no mercado gospel
A ONErpm anunciou a renovação de contrato com a Todah Music, gravadora independente brasileira especializada em música cristã contemporânea.
O novo acordo marca o início de um ciclo estratégico focado em expansão internacional, fortalecimento de artistas e ampliação da presença da música gospel nas plataformas digitais.
Segundo Arthur Fitzgibbon, presidente da ONErpm Brasil, a renovação reforça a atuação da empresa no segmento. “A parceria consolida nossa presença no mercado gospel e amplia as oportunidades de projeção internacional para o catálogo da Todah Music”, afirmou.
Para Alessandro Porfírio, CEO e cofundador da Todah Music, o novo acordo representa um avanço na trajetória da gravadora. “Entramos em um novo ciclo com equipes mais integradas, processos mais maduros e metas claras de crescimento e alcance global”, disse.
Fundada em 2012 por Osmar Goulart e Alessandro Porfírio, a Todah Music integra o Grupo Todah, que reúne outros selos e projetos como raíSys Music, 100 Preconceito, Urban Music, Todah Covers, Todah Experience e Todah Kids. O canal oficial da gravadora no YouTube soma mais de 6,3 bilhões de visualizações e cerca de 8,2 milhões de inscritos.
O catálogo da empresa inclui artistas como Valesca Mayssa, Stella Laura, Sued Silva, Kemilly Santos, Kailane Frauches, Kellen Byanca, Canção e Louvor e Banda Som e Louvor, além da recente contratação da cantora Damares.
Nos últimos anos, artistas ligados à Todah Music também acumularam mais de 30 indicações ao Troféu Gerando Salvação, uma das premiações do segmento gospel no país.
De acordo com Jennifer Evaristo, responsável pela área gospel da ONErpm, o trabalho da gravadora tem se destacado pela capacidade de desenvolver novos talentos e repertórios que alcançam forte adesão do público. “Quando uma música ultrapassa o ambiente digital e passa a fazer parte do repertório das igrejas, seu alcance cresce de forma orgânica”, explicou.
Direitos Autorais
Ecad distribui R$ 1,7 bilhão em direitos autorais em 2025
Arrecadação cresce 15% e streaming passa a representar um terço da receita total.
O Ecad encerrou 2025 com R$ 2,1 bilhões arrecadados e R$ 1,7 bilhão distribuído em direitos autorais, segundo o relatório anual divulgado pela instituição. Os valores representam crescimento de 15% na arrecadação e de 10% na distribuição em relação ao ano anterior.
Ao todo, mais de 345 mil artistas e compositores, brasileiros e estrangeiros, receberam repasses referentes à execução pública de músicas em diferentes ambientes, como rádio, TV, shows, eventos, plataformas digitais e estabelecimentos comerciais.
Streaming lidera crescimento
O segmento digital consolidou-se como o principal motor de crescimento do Ecad em 2025. A arrecadação proveniente de plataformas online passou a representar 33,6% do total, com aumento de 47,2% em comparação com 2024.
Outro destaque foi o setor de shows e eventos, que registrou alta de 13,2%, impulsionado pelo crescimento de turnês nacionais, grandes festivais e eventos de entretenimento no país.
Maior parte dos recursos fica no Brasil
Do total distribuído, 78% foram destinados a artistas e compositores nacionais. O valor médio recebido por titular foi de R$ 4,6 mil, crescimento de 8,8% em relação ao ano anterior.
Entre os segmentos que mais cresceram na distribuição estão Festas Juninas, Carnaval e música ao vivo, refletindo a retomada e expansão de eventos culturais presenciais.
Tecnologia e monitoramento musical
O relatório também aponta o avanço do uso de tecnologia no monitoramento de execuções musicais. Em 2025, o Ecad identificou 5,8 trilhões de execuções musicais em plataformas digitais e cerca de 50 bilhões de exibições de conteúdos audiovisuais.
Nos segmentos de rádio e televisão, os sistemas de identificação automática de músicas já se aproximam de 100% de precisão, aumentando a capacidade de rastrear e remunerar corretamente os titulares.
Inteligência artificial entra no debate regulatório
Outro tema acompanhado pela instituição foi a regulamentação da inteligência artificial aplicada à música, especialmente o Projeto de Lei nº 2.338/23. O Ecad defende que o uso de IA respeite princípios como consentimento, reconhecimento e remuneração justa aos criadores.
Segundo Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad, os resultados refletem investimentos em tecnologia e aprimoramento da gestão coletiva:
“Os resultados de 2025 reforçam a força da gestão coletiva e nosso compromisso com a valorização da música. Investimos em tecnologia e inovação para uma distribuição cada vez mais eficiente e transparente”, afirmou.
Apesar dos avanços, o relatório aponta que a inadimplência de alguns órgãos públicos e grandes eventos ainda representa um desafio, levando a instituição a ampliar acordos e ações para regularizar o pagamento de direitos autorais em diferentes regiões do país.
Relatório completo aqui.
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