A distribuidora no Brasil realizou evento para representantes e integradores conhecerem os novos produtos da Bose, como o line array ShowMatch e o alto-falante portátil S1 Pro.
O line array ShowMatch está no mercado há um ano. A Seegma lançou o produto na feira Expomusic do ano passado, mas só agora foi demonstrado ao vivo no Brasil durante o Seegma Day Pro Audio, evento que reuniu representantes e integradores em São Paulo para conhecer não só as novidades da Bose, mas também da Allen & Heath, SKB e Whirlwind, distribuídas no País pela Seegma Pro Áudio.
Nesse evento encontramos Alex Azevedo, que cuida da maioria dos países da América Latina para a Bose. “Estamos com algumas novidades!”, adiantou durante o nosso bate-papo. “O ShowMatch é um line array de grande porte focado em locadoras, empresas de rental. É um produto muito bom, fácil de montar e desmontar, e com uma potência que vai surpreender vocês.
Além disso, temos o S1 Pro, que é o menor sistema portátil de todas as linhas que temos. O S1 é um produto extremamente versátil, com três canais, um deles com reverb e o terceiro canal com Bluetooth. É prático, fácil de utilizar, muito leve e, como acessório, inclui bateria com duração de até seis horas. Então, é um produto com uma tecnologia muito bacana para músicos, DJs e todas as pessoas que precisem de portabilidade com áudio de qualidade”, disse.
M&M: Como estão as vendas desse produto nos Estados Unidos?
Alex: Ele foi lançado na NAMM deste ano, em janeiro, e está tendo muito sucesso. Já está em todas as lojas dos Estados Unidos. Tivemos que trabalhar dobrado para não ficar sem estoque. Está sendo um sucesso de vendas e o pessoal está adorando, especialmente pelas duas tecnologias que inclui, de array com três falantes no meio na parte de frente e Bluetooth.
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M&M: Para onde vai o áudio atualmente?
Alex: Acho que uma das coisas fundamentais desde a criação da Bose é a qualidade — oferecer um produto de qualidade, um som de excelência por meio do resultado de pesquisa e desenvolvimento, que é o que a Bose continua fazendo todos esses anos. A busca atual de oferecer um produto de menor tamanho para o cliente e que ao mesmo tempo seja acessível e portátil, é algo que a Bose está fazendo há muito tempo e vai continuar. Isso começou com a divisão de consumer e vem ocorrendo com a divisão de audio pro desde a década de 1960, quando lançamos o primeiro produto profissional. O áudio vem avançando no sentido de oferecer ao cliente qualidade e portabilidade.
M&M: Considerando que o Brasil tem uma carga tributária alta, para um locador ou uma empresa de install, qual a vantagem de usar um produto da Bose?
Alex: Fazemos testes exaustivos e somos bastante conservadores, e, quando falamos que o produto atinge determinada potência, pode ter certeza de que é verdade. Somos muito cuidadosos com esses detalhes, então é um produto que fornece resistência e durabilidade mantendo a qualidade. Você pode ter um produto Bose com uma idade considerável, mas a qualidade do áudio será a mesma desde o primeiro dia. Esse é o foco da Bose.
M&M: O brasileiro está sendo mais exigente com a qualidade do som ou ainda só prefere ter mais e mais volume?
Alex: Consigo perceber uma mudança no mercado brasileiro. O brasileiro já começa a ter uma nova visão do áudio e já passou a ser mais criterioso. Obviamente, como você falou, a carga tributária é algo que continua perjudicando muito os negócios no País. Poderíamos oferecer produtos com preços muito mais acessíveis ao cliente se não fosse pela carga tributária tão elevada, mas, desde a percepção do cliente, ele prefere economizar um pouco mais, guardar um pouco mais o dinheiro e acabar investindo em um produto de qualidade. Nesse sentido, estamos percebendo uma mudança.
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M&M: O que a Bose tem feito em questão do wireless?
Alex: O Bluetooth está entrando bastante no produto profissional, que é raro, pois é um protocolo que ainda tem limitações em termo de distâncias, de manter a conexão o tempo todo e acaba sendo instável. Você pode perder a qualidade, então somos muito resistentes em colocá-lo nos produtos profissionais, mas é uma realidade. É o que o público pede, principalmente pelo uso do smartphone.
Por exemplo, temos um acessório chamado sound touch que vem junto com o sistema L1, onde não só é Bluetooth, mas também Wireless. Você pode conectar wireless na rede da sua casa e inclusive programá-lo com programas de streaming de áudio como o Spotify. Como na nossa linha consumer esse sound touch já vem integrado, no futuro temos a possibilidade de talvez migrar também para produtos como o S1.
A Celestion anunciou a disponibilidade do TSQ2460, seu novo driver de baixa frequência de 24 polegadas que lidera a série Ten Squared (TSQ).
Projetado para subwoofers de alto desempenho e sistemas line array de grande formato, o modelo se posiciona como um novo padrão para aplicações de som profissional que exigem potência extrema e confiabilidade prolongada.
O TSQ2460 da Celestion oferece 4800 W contínuos, 98 dB de sensibilidade e uma bobina de 6 polegadas, integrando tecnologias-chave como o sistema de ventilação PTV (Precision Tuned Venting), que reduz significativamente a temperatura da bobina e minimiza a compressão por potência.
Sua suspensão laminada de alta resistência e o sistema Xprotection garantem excursão controlada e baixa distorção mesmo sob uso intensivo.
A Behringer adicionou um novo modelo à sua linha de sintetizadores analógicos com o UB-Xa MINI, um instrumento portátil que condensa o caráter sonoro do UB-Xa original em um formato reduzido.
Mesmo compacto, o sintetizador mantém uma rota de sinal totalmente analógica e três VCOs capazes de recriar texturas polifônicas inspiradas nos anos 1980.
O UB-Xa MINI da Behringer inclui 27 teclas sensíveis ao toque, painel de controle direto e um motor de síntese projetado para oferecer resposta expressiva sem menus complexos. Seu filtro analógico comutável de 12/24 dB permite esculpir o som com precisão, enquanto o LFO com três formas de onda modula pitch, cutoff e largura de pulso.
O instrumento traz ainda um sequenciador de 16 passos, ring modulator e parâmetros pensados para uso em estúdio ou ao vivo. Em um mercado onde mobilidade e rapidez são essenciais, o UB-Xa MINI se posiciona como uma opção acessível para músicos que buscam um sintetizador analógico polifônico potente e fácil de transportar.
A turnê de estádios de Lana Del Rey pelo Reino Unido e Irlanda contou com consoles Solid State Logic Live L550 Plus tanto no FOH quanto nos monitores.
O trecho incluiu os principais estádios da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, encerrando com duas noites no Estádio de Wembley.
O engenheiro de FOH, Dani Muñoz, que trabalha com consoles SSL Live desde 2017, destaca a arquitetura aberta e a flexibilidade de roteamento como fatores decisivos para o design sonoro do show. Segundo ele, a mesa permite gerenciar a mixagem com precisão, inclusive nos momentos em que a artista canta à frente do sistema de P.A., situação que exige controlar vazamentos e manter clareza na voz. Para isso, utiliza o plug-in Sourcerer, essencial para reduzir ruído ambiente e ajustar as reverberações.
Nos monitores, Caleb Rodrigues afirma que a velocidade de operação da L550 Plus tem sido fundamental para administrar dezenas de entradas, incluindo até 40 canais de talkback. O recurso Query tornou-se central para visualizar rapidamente os sinais que alimentam cada envio e reorganizar rotas conforme necessário.
A equipe também fez uso extensivo de stems para otimizar a mixagem da banda, dos técnicos e da própria artista, permitindo ajustes gerais mais eficientes. No FOH, Muñoz incorporou funções do software SSL Live V6, como o Fusion Effect Rack e o compressor Blitzer, o que aprimorou o controle sobre cadeias de inserção e a coloração sonora.
Para ambos os engenheiros, a SSL Live foi crucial para o desempenho técnico da turnê. “É um console com um som excelente e eu recomendo amplamente”, conclui Muñoz.