Guitarra
O retorno da Gibson Guitars: empresa surge da quase falência como uma ‘Startup de 125 anos’
A Gibson Guitar, icônica fabricante de guitarras, tem um novo CEO, uma nova linha de instrumentos e uma estratégia para colocar a empresa de volta. Leia!
Publicado
7 anos agoon
A Gibson Guitar, icônica fabricante de guitarras, tem um novo CEO, uma nova linha de instrumentos e uma estratégia para colocar a empresa de volta nos trilhos.
Logo após James “JC” Curleigh ter entrado a bordo como novo presidente/CEO da Gibson em novembro passado, ele foi jantar com um dos embaixadores mais icônicos da fabricante de guitarras, Billy Gibbons, da ZZ Top. Durante a refeição, lembra Curleigh, Gibbons disse: “‘JC, você deu um passo corajoso para enfrentar os desafios da Gibson e você tem que saber que eu e todos os artistas estão com você a cada passo do caminho.’”
Curleigh sorriu. “Eu disse a ele: ‘Billy, vou usar essa citação!’ ”
Força no mundo da guitarra por mais de meio século, com modelos como Les Paul e SG vistos nas mãos de artistas como Jeff Beck e Jimmy Page, Eric Clapton e Slash, diferente do que foi anunciando erroneamente por grande parte da imprensa no Brasil, a Gibson pediu proteção contra falência em maio de 2018.
Vários fatores levaram à queda do gigante da guitarra, incluindo erros no desenvolvimento de produtos, como a aposta em inovações mal recebidas, como o sistema de afinação automática G Force, para modelos clássicos de guitarra. Mas o principal culpado foram os esforços do ex-CEO Henry Juszkiewicz para trazer a Gibson como uma marca de “estilo de vida musical”, que exigiu US $ 300 milhões para adquirir a Royal Philips em 2014 – um movimento que fracassou. “Nós assumimos muito fora do nosso núcleo”, diz Curleigh.
Agora Curleigh, de 52 anos, tem que endireitar a empresa, como fez em seis anos como presidente de marcas globais na Levi Strauss. De certa forma, os desafios que ele enfrenta na Gibson são semelhantes aos que ele enfrentou com sucesso, na Levi’s: “Como você celebra sua herança e produto ao mesmo tempo em que avança nas coisas de uma maneira moderna?”
A solução que a empresa espera alcançar começa com uma nova equipe executiva e investidores, além de uma nova linha de instrumentos lançada em 2019 que equilibra o icônico (Les Pauls e SGs construídos com especificações dos anos 50 e 60) e o inovador (a “Contemporânea” série ostentando compromissos modernos).
“Somos uma empresa de 125 anos que está adotando a abordagem de ser uma startup de 125 anos”, diz Curleigh, um proprietário de instrumentos Gibson durante a maior parte de sua vida. “Nós limpamos os ‘decks’ e saímos prontos para o futuro”.
Parte disso significa encontrar maneiras de os jovens fãs de música se conectarem ou se reconectarem a guitarra. As vendas despencaram na última década com os gostos voltados para o hip-hop e o EDM. Então, Curleigh quer “energizar o futuro da guitarra” com a nova série “Generation” de acústica acessível. “Perguntamos: ‘Como podemos aproveitar a próxima geração que cobiça uma Gibson?’ ” ele diz. “Tornando-o mais acessível, mas ainda oferecendo um produto premium”.
Há também um foco renovado em músicos – como Gibbons – que Curleigh planeja tratar “mais como parceiros”. “Eu acho que no passado recente houve frustração de pessoas que amam a Gibson, mas não gostaram muito das relações e da dinâmica de fazer negócios com a Gibson”, continua Curleigh. “Mas agora estamos acolhendo artistas e músicos em todos os níveis de volta ao nosso mundo e fazendo parcerias com eles para o futuro”.
Fale com a Gibson no Brasil
Retrospectiva
- Saindo da crise, Gibson Guitar anuncia novo CEO
- Gibson pede recuperação judicial (não, ela não faliu)
- Por que não devemos acreditar que o mercado de instrumentos musicais morreu
Este artigo foi publicado originalmente na edição de 9 de fevereiro da Billboard.
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Guitarra
Benson Instrumentos apresenta linha de guitarras Brave Series
Publicado
1 semana agoon
27/01/2026
Linha desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo conta com seis modelos e destaca o uso de captadores Tipo Ftron em configurações exclusivas.
A Benson Instrumentos lançou recentemente sua nova linha de guitarras Brave Series. Desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo, a novidade marca uma nova etapa para a marca e já começa a movimentar o cenário musical brasileiro ao unir design autoral, inovação técnica e forte identidade sonora.
A Brave Series chega inicialmente ao mercado com seis modelos, cada um com propostas estéticas e sonoras distintas:
- Brave One – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Two – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Three – Silver Sparkle
- Brave Five – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Six – Lake Placid Blue Sparkle e Charcoal Sparkle
- Brave Nine – Satin Black



O principal diferencial da linha está na adoção de captadores modelo Tipo Ftron aplicados em guitarras inspiradas no design Jazzmaster, uma combinação ainda pouco explorada no mercado nacional. Conhecidos por oferecerem um timbre mais suave, equilibrado e com controle de agudos, esses captadores atendem especialmente músicos que buscam clareza, definição e dinâmica, características valorizadas em estilos como o worship e o pop moderno.
Entre os lançamentos, a Brave Nine se destaca como o modelo mais inovador da série. Trata-se de uma Stratocaster em configuração HSS na qual o tradicional humbucker foi substituído por um captador Tipo Ftron, tornando-se uma proposta inédita entre guitarras produzidas no Brasil. A configuração amplia a versatilidade do instrumento sem abrir mão da identidade sonora da linha.



Além do conceito sonoro, a Brave Series também chama atenção pelo acabamento e construção. Os modelos contam com opções satin e sparkle, ferragens coreanas de alto padrão e acompanham bag exclusiva. Os preços sugeridos variam entre R$ 4.000 e R$ 4.800, com o intuito de posicionar a linha no segmento intermediário-premium do mercado nacional.
O modelo combina alto desempenho, precisão para alta ganho e uma tampa de ébano Pale Moon de forte impacto visual.
A Cort Guitars apresentou a KX500 Pale Moon, guitarra elétrica desenvolvida para músicos que buscam desempenho técnico consistente e identidade visual diferenciada. O modelo já está disponível globalmente por meio de distribuidores locais e lojas online.
A KX500 Pale Moon possui corpo em mogno, gerando timbres quentes, com destaque para médios e graves definidos. A tampa de ébano Pale Moon confere visual marcante, acentuado pelo acabamento Natural Black Burst fosco de poro aberto, que valoriza o desenho natural da madeira.
O braço parafusado de cinco peças em maple torrado e nogueira melhora estabilidade e ressonância. O perfil em “D” mede 19,5 mm no primeiro traste e 21,5 mm no décimo segundo, com escala de 25,5″. A escala em ébano Macassar possui 24 trastes jumbo de aço inoxidável, raio de 15,75″, marcadores laterais luminescentes e inlays em formato de gota. O conjunto inclui nut Graph Tech Black TUSQ de 43 mm e tensor de dupla ação com ajuste tipo spoke nut.
Na parte eletrônica, o modelo traz humbuckers Seymour Duncan Nazgul (ponte) e Sentient (braço), voltados tanto para alta ganho quanto para passagens mais dinâmicas, com graves sólidos e definição nos limpos e solos. O controle é simples, com volume, tone e chave de três posições.
O hardware inclui tarraxas com trava Cort e ponte hardtail Cort com string-through-body, contribuindo para sustain e transferência de vibração. De fábrica, a KX500 Pale Moon vem equipada com cordas D’Addario EXL110.
Guitarra
As guitarras mais vendidas no mundo em 2025 e quais tendências explicam seu sucesso
Publicado
2 meses agoon
18/12/2025
Análise para o leitor de Música & Mercado sobre o que está impulsionando o mercado global de guitarras e por que certos modelos se destacam.
O mercado mundial de guitarras continua em crescimento em 2025: o segmento de guitarras elétricas está especialmente forte, e o volume de vendas já movimenta bilhões de dólares.
Este artigo analisa quais modelos estão liderando as vendas, por que estão sendo tão procurados e quais tendências globais merecem atenção. A ideia é oferecer informação útil tanto para músicos quanto para distribuidores, luthiers e profissionais do setor.
Quais modelos estão entre os mais vendidos
Embora nem sempre sejam divulgados dados exatos de volume por modelo em todos os mercados, existem pistas consistentes:
- Um relatório da Reverb indica que as marcas dominantes em vendas em 2024 foram Fender, Gibson, PRS e Epiphone.
- Outra análise aponta que, em 2025, as guitarras elétricas estão vendendo ao dobro do ritmo das acústicas em nível global.
- Sobre modelos específicos: entre os mais recomendados para 2025 aparece a PRS SE CE 24 Standard pela versatilidade, qualidade de construção e bom preço.
- No segmento de entrada, a Squier Sonic Telecaster é outro exemplo de alta rotatividade devido à sua acessibilidade.

Fatores que explicam por que se vendem tanto
A seguir, alguns dos principais motivos por trás do forte desempenho do mercado de guitarras e dos modelos mais vendidos:
Domínio da guitarra elétrica
Segundo diversos relatórios, em 2025 o segmento elétrico cresce mais rápido que o acústico: os dados sugerem uma relação de aproximadamente 2 para 1 nas vendas de elétricas em relação às acústicas. Isso ocorre por motivos como maior versatilidade tonal, demanda em gêneros populares e influência das redes sociais, que favorecem estilos elétricos.
Modelos de valor intermediário com alta qualidade
As marcas têm oferecido modelos de “nível médio” que entregam construção, som e desempenho muito próximos aos de linhas superiores, mas com preços mais acessíveis. Isso atrai iniciantes e músicos intermediários que desejam fazer upgrade. A PRS SE CE 24, por exemplo, destaca-se nesse segmento.
Influência da internet, redes sociais e ensino online
O interesse por tocar guitarra segue elevado graças aos tutoriais online, criadores de conteúdo e maior acessibilidade aos instrumentos. O crescimento do mercado também está ligado ao avanço da educação musical online.
Mercados emergentes e produção globalizada
Países fora do eixo tradicional EUA/Europa já representam uma parcela significativa da demanda. Ao mesmo tempo, a fabricação e a distribuição global mais eficientes têm permitido reduzir custos e ampliar o alcance das marcas.
Tendência de estilos clássicos com releituras modernas
Modelos que resgatam designs icônicos (como Telecaster, Stratocaster, Les Paul) com atualizações modernas têm boa saída. Os consumidores buscam familiaridade somada a melhorias técnicas.
Mercado de usados e renovação constante
Embora este artigo trate de vendas de instrumentos novos, é relevante notar que o mercado de guitarras usadas também cresce e impulsiona ciclos de troca.

Quais são as implicações para a indústria musical
- Distribuidores e lojas: investir em modelos elétricos de valor intermediário e manter bom estoque com prazos curtos de entrega.
- Fabricantes e marcas: apostar em versões de entrada, atualizar clássicos e acompanhar a expansão dos mercados emergentes.
- Músicos e instrutores: entender que a demanda por guitarras elétricas continua a crescer, abrindo oportunidades para ensino, conteúdo online e serviços de manutenção.
- Mercado latino-americano (e Brasil): muitas das tendências globais também se refletem localmente — modelos elétricos, preços acessíveis, ensino online e novas gerações buscando seu primeiro instrumento.
Em 2025, o mercado de guitarras vive um momento de consolidação elétrica, com modelos bem posicionados em preço e qualidade, forte influência digital e expansão global. Embora nem todos os dados de unidades por modelo estejam disponíveis publicamente, a combinação de relatórios e guias especializadas permite identificar quais instrumentos dominam as vendas e por quê.
Para quem atua em distribuição, fabricação, ensino ou está simplesmente buscando sua próxima guitarra, compreender essas dinâmicas é fundamental para tomar melhores decisões. A guitarra não é apenas um símbolo cultural — é também um produto extremamente vivo dentro da indústria musical global.
Áudio
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