Audio Profissional
Powersoft e Outline se unem no Rockin’ 1000
Publicado
7 anos agoon
Mais de mil músicos tocaram no evento Rockin’ 1000 com sistemas de áudio da Outline e amplificação da Powersoft.
Era o verão de 2015 e o empresário Fabio Zaffagnini estava dirigindo, ouvindo Foo Fighters no rádio —– e sonhando com que algum dia poderiam tocar na sua cidade natal, Cesena, perto de Florença, na Itália. Para atrair uma banda tão grande a uma cidade tão pequena seria preciso um ato de proporções gigantescas. E foi assim como nasceu o Rockin’ 1000 — propondo reunir mil0 músicos em um parque para uma única atuação especial tocando a música ‘Learn To Fly’, dos Foo Fighters. A maior banda de rock do mundo entrou para a história com milhões de visualizações no YouTube no mundo todo, chamando a atenção do
cantor principal dos Foo Fighters, Dave Grohl, que prometeu tocar para os mil participantes em Cesena — e ele cumpriu a promessa no dia 3 de novembro desse mesmo ano.
Uma expressão da paixão, criatividade e habilidade artística italiana, esse seria apenas o começo do Rockin’ 1000, que se estabeleceu como movimento musical sob a direção de Zaffagnini. Foi merecedor do Prêmio Tribeca Disruptive Innovation, que visa homenagear aqueles que quebram o molde para criar um impacto significativo, levando-os a fazer um concerto de 18 músicas para uma audiência de 15 mil pessoas no Estádio Orogel de Cesena, em 2016.
Este ano, o evento Rockin’ 1000 foi ainda melhor e maior com That’s Live — um show completo apresentando a convidada especial Courtney Love, do Hole —, que foi realizado no estádio de futebol Artemio Franchi em Florença, no dia 21 de julho. Reunindo 1.454 artistas de mais de 30 países, a orquestra de rock foi dividida em sete seções compostas por 282 bateristas, 297 baixistas, 401 guitarristas, 305 vocalistas, 64 trompetistas, 50 tecladistas e 55 percussionistas.
Não é preciso dizer que a qualidade de som era primordial — dando à audiência de 13 mil pessoas a melhor experiência possível devido ao imenso tamanho da banda, e fazendo justiça a esses artistas apaixonados. Por isso a equipe do Rockin’ 1000 convocou a experiência em áudio profissional internacionais da Powersoft e da Outline para fornecer perfeição de áudio.
Canalizando a destreza que é sinônimo da origem italiana, a Powersoft, que se estabeleceu firmemente como líder mundial em amplificadores de baixo peso, alta potência, de energia eficiente e de um só espaço de rack para o mercado de áudio profissional, uniu-se à fabricante de alto-falantes altamente respeitada Outline. Ambos os especialistas colaboraram com uma equipe impressionante de profissionais durante a preparação e o show, incluindo Francesco Penolazzi, veterano de áudio e designer de som para o show, e o engenheiro de FOH e técnico de sistemas Luca Stefani.
Penolazzi e Stefani tinham de especificar o equipamento para um evento sem precedentes, baseando sua escolha puramente na experiência e em predições acústicas em uma etapa muito precoce do projeto. Como o Rockin’ 1000 é autofinanciável, deviam cumprir com um balanço entre o valor sem comprometer a qualidade. A equipe decidiu usar um PA Outline principal com dez arrays (seis com seis GTO C-12 cada um e quatro com cinco GTO cada um) e seis linhas de subs (quatro formadas por quatro DBS 18-2 e duas compostas por quatro LAB 21 HS).
Por outro lado, os engenheiros de aplicações da Powersoft Luca Gianni e Thiago Terra foram responsáveis pela amplificação de toda a montagem. Terra explica: “O PA foi amplificado com 16 Powersoft X8 e a seção de monitores (incluindo ‘foldback’ entre o diretor da orquestra Peppe Vessicchio, o stage manager e os músicos) com mais três amplificadores Powersofts, todos conectados via Dante e com backup analógico. Os X8 nos permitiram monitorar o estado da rede elétrica. Com alimentação de energia vindo de várias partes do campo, era importante ter uma visão geral, e os X8 também nos permitiram fazer um pouco de afinação e alinhamento respondendo às sugestões da equipe”.
A plataforma de amplificação Série X da Powersoft redefine a amplificação de potência, proporcionando uma relação de potência-tamanho incomparável e criando um novo padrão de qualidade e uso. Implementa um novo sistema de routing de canal, compatível no mundo todo com fontes de energia tri-fásicas e um DSP revolucionário, enquanto suporta nativamente AES3 e duas transmissões digitais Dante by Audinate redundantes e entradas analógicas, fornecendo até quatro fontes de entrada selecionáveis diferentes por canal.
O engenheiro de P&D e suporte técnico da Outline, Giulio Gandini, explica o objetivo técnico para essa montagem extraordinária: “A área de fosso de orquestra era enorme, contendo todos os músicos. As instruções dos engenheiros de som eram que o PA devia reforçar o som proveniente dos músicos e manter a experiência de audição o mais realista possível. Foi um desses casos raros em que as regras normais não são aplicadas. Nesse cenário, geralmente você trataria de conseguir uma cobertura uniforme com a menor superposição possível de alto-falantes para garantir som idêntico em cada poltrona, mas aqui tínhamos que superpor os vários sistemas para proporcionar um som realista”.
Sobre a montagem de alto-falantes, comenta: “Os sistemas estavam bastante distantes da audiência, de modo que o uso de elementos line array equipados com guias de onda precisos fez que pudéssemos obter cobertura de som extremamente precisa. A instrução era usar sistemas com cinco ou seis caixas para poder ter uma configuração vertical apropriada, garantindo um bom alcance com as baixas frequências — crucial para amplificar uma banda de quase 1.500 músicos!”
As equipes das Powersoft e Outline tinham que considerar com cuidado o fato de que grande parte do PA estava focada nas arquibancadas cobertas do estádio, que tinham acústica diferente das arquibancadas curvas sem teto. Durante a calibração e
afinação, trabalharam conjuntamente com os engenheiros de som para otimizar os resultados, usando o intuitivo software Armonía patenteado da Powersoft, que controlava os amplificadores Powersoft. O Armonía permite programar projetos off-line e depois uni-los com o hardware no local em questão, poupando tempo e permitindo a realização de testes antecipadamente. Uma unidade de rede e controle de sistema Outline Newton 16+8 também recebia sinais da mesa de FOH principal e estava em stand by em caso de problemas na rede — recebendo um sinal Dante distribuído até os amplificadores no campo.
O concerto épico — interpretado por quase 1.500 músicos, incluindo artistas famosos como o guitarrista italiano Cesareo e o baixista Lorenzo Jovanotti — começou com um prelúdio de Bach readaptado pelo diretor Peppe Vessicchio antes de homenagear os clássicos de rock dos Rolling Stones, Deep Purple, AC/DC, The Ramones, Oasis, Nirvana, The Who, Led Zeppelin, Bruce Springsteen, Rage Against The Machine, The Red Hot Chilli Peppers e outros. Além disso, Courtney Love apresentou-se como a primeira artista convidada do Rockin’ 1000 e interpretou três grandes sucessos do Hole.
O engenheiro de FOH e técnico de sistema Stefani disse sobre a colaboração da Powersoft e da Outline para o show: “O sistema GTO da Outline é um dos poucos no mercado que proporciona o impacto sonoro que queríamos e, sobretudo, graças a sua extensa linhagem, é altamente confiável. Na minha opinião, os sistemas Outline são excelentes para esse tipo de evento, no qual o SPL e o controle de padrão são elementos fundamentais para conseguir os resultados necessários. Além disso, a relação de potência-tamanho da Powersoft agrega uma energia impressionante, enquanto as características de DSP e routing de canal foram críticas para obter o resultado desejado. Juntas, a Powersoft e a Outline forneceram uma força sonora com a qual pudemos contar!”
O show terminou com um momento emocionante, quando a multidão presente cantou ‘Learn to Fly’, do Foo Fighters, junto com os mil, do mesmo modo que tudo começou em 2015. Terra, da Powersoft, refletiu: “Foi emocionante colaborar com o Rockin’ 1000, compartilhando uma paixão firme pelo som excepcional. Não há dúvida de que um projeto dessa magnitude traz um grupo único de desafios, mas ao unir nossas capacidades e experiências, conseguimos fornecer uma atuação sonora imaculada para uma audiência eletrizante. O evento foi formidável e estamos incrivelmente orgulhosos de sermos parte deste movimento especial mostrando a criatividade italiana em sua máxima expressão”.
Assista ao caso de estudo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=r_sWB3jwpeg
Crédito de fotos: Camilla Messini / Paolo Ciriello
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Audio Profissional
Neumann revive uma lenda com o retorno do microfone valvulado M 50 V
Publicado
13 horas agoon
28/01/2026
A Neumann anunciou o relançamento do M 50 V, uma reedição fiel de um dos microfones mais icônicos da história da gravação.
Apresentado originalmente em 1951, o M 50 tornou-se uma referência para captação de orquestras e foi fundamental no desenvolvimento da técnica Decca Tree, ainda hoje padrão em gravações de música clássica e trilhas sonoras.
O novo M 50 V mantém o conceito acústico original, incluindo a cápsula omnidirecional de pequeno diafragma montada em uma esfera de 40 mm. Como atualização, a Neumann adotou um diafragma de titânio, que melhora a estabilidade e a durabilidade sem alterar o caráter sonoro que consagrou o modelo.

O microfone combina o circuito original com uma válvula subminiatura de ruído extremamente baixo e um conector selado contra interferências de RF, adequado às exigências dos ambientes modernos de gravação. A fonte de alimentação NM V incluída se ajusta automaticamente à tensão da rede elétrica e é compatível tanto com o novo M 50 V quanto com unidades históricas do M 50.
Segundo a Neumann, cada unidade é fabricada à mão na Alemanha, sob encomenda, com produção limitada e controle individual de qualidade. O modelo é voltado principalmente para gravações orquestrais, música para cinema e produções em estéreo, surround e formatos imersivos, preservando a mesma resposta de graves, imagem espacial e comportamento transitório que tornaram o M 50 um padrão da indústria.
Além do uso histórico na música clássica, o M 50 também foi amplamente utilizado como microfone de ambiência em gravações de pop e jazz, especialmente para baterias, metais e conjuntos, graças à sua resposta omnidirecional e à sua característica presença nas altas frequências.
Cabos
Como evitar a degradação de cabos, conectores e patchbays
Publicado
13 horas agoon
28/01/2026
Cuidados simples que evitam ruídos, falhas intermitentes e prejuízos no estúdio e na estrada.
Em estúdios, palcos e sistemas instalados, os cabos e conectores quase sempre são os primeiros a falhar — e os últimos a receber manutenção. Na prática, uma enorme parte dos problemas de ruído, perda de sinal e falhas intermitentes nasce exatamente aí: cabos cansados, conectores oxidados e patchbays mal cuidados.
A boa notícia: a maioria desses problemas pode ser evitada com procedimentos simples e rotina básica de manutenção.
Vida útil: cabos balanceados vs. desbalanceados
Nem todos os cabos envelhecem da mesma forma.
- Cabos balanceados (XLR, TRS balanceado) têm maior imunidade a ruído e costumam resistir melhor ao tempo, desde que bem construídos e bem tratados.
- Cabos desbalanceados (TS, RCA) são mais sensíveis a interferência e ao desgaste da blindagem. Em ambientes de uso intenso, sua vida útil costuma ser menor.
O que mais desgasta cabos:
- Dobras sempre no mesmo ponto
- Tração pelo conector
- Enrolamento incorreto
- Umidade, suor e poeira
Sinais claros de oxidação e fadiga
Alguns sintomas típicos:
- Estalos ao mexer no cabo
- Queda intermitente de sinal
- Mudanças de nível ou timbre sem explicação
- Conectores opacos, esverdeados ou com resíduos
Em patchbays, a oxidação interna costuma aparecer como:
- Canais que falham só em determinadas posições
- Contatos que “voltam” quando o patch é movimentado
Nesses casos, limpeza preventiva com produto específico para contatos costuma resolver — e prolongar bastante a vida útil do sistema.
Como enrolar corretamente (e por que isso muda tudo)
O método correto é o over-under (sobre–baixo), padrão em touring profissional.
Vantagens:
- Evita torção interna do condutor
- Reduz estresse mecânico no cobre e na malha
- Faz o cabo “cair reto” ao desenrolar
- Aumenta significativamente a vida útil
Enrolar sempre “girando para o mesmo lado” cria memória mecânica e, com o tempo, rompe o condutor por dentro, mesmo que o cabo pareça perfeito por fora.
Patchbay: o coração — e o ponto mais crítico
Em muitos estúdios, o patchbay é: “O coração do sistema e, muitas vezes, a maior fonte de problemas.”
Boas práticas:
- Exercitar os pontos de conexão periodicamente
- Limpar contatos uma ou duas vezes por ano
- Identificar tudo claramente
- Evitar cabos de baixa qualidade em rotas críticas
Um patchbay mal cuidado pode comprometer todo o sistema, mesmo com equipamentos de alto nível.
Soluções práticas para estúdio e estrada
No estúdio:
- Inventário e rodízio de cabos
- Testes periódicos com multímetro ou testador
- Limpeza preventiva anual
- Substituição imediata de cabos suspeitos
Na estrada e em eventos:
- Separar cabos por tipo e comprimento
- Usar bags ou cases ventilados
- Etiquetar tudo
- Nunca guardar cabos úmidos ou sujos
Infraestrutura invisível — mas crítica
Num mercado cada vez mais exigente em confiabilidade, cabos, conectores e patchbays deixaram de ser acessórios. Eles fazem parte da infraestrutura crítica do áudio.
Comprar bons cabos é importante. Cuidar bem deles é o que realmente protege o investimento. Que cuidados você toma?
Audio Profissional
Multilaser compra operação da Sennheiser no Brasil em aposta de R$ milhões no mercado de áudio profissional
Publicado
5 dias agoon
23/01/2026
Grupo que fabrica eletrônicos populares assume distribuição exclusiva de marca alemã premium, enquanto ex-parceira CMV sobe para comando regional na América Latina.
A Multilaser, conhecida por produzir TVs, computadores e eletroportáteis para o varejo de massa, acaba de entrar no segmento de áudio profissional pela porta da frente: assumiu a distribuição exclusiva da Sennheiser no Brasil, uma marca alemã de 80 anos que equipa estúdios, emissoras e salas de reunião corporativas no mundo inteiro.
O movimento não é uma simples troca de distribuidor. É uma reorganização estratégica que revela como fabricantes globais estão repensando suas operações na América Latina — e como empresas brasileiras com infraestrutura robusta podem capturar oportunidades em mercados de nicho e alto valor agregado.
Da parceria local ao comando regional
Por mais de uma década, a CMV Audio Group foi a parceira nacional da Sennheiser no Brasil. Agora, foi promovida a Regional Partner para toda a América Latina, exceto México. A mudança libera a empresa para focar em desenvolvimento de mercado e alinhamento estratégico regional, enquanto a Multilaser assume importação, logística, gestão comercial e estoque local.
Não é uma saída — é uma divisão de papéis. A CMV sobe na hierarquia e amplia território. A Multilaser entra com músculo operacional.
Para garantir a transição, Daniel Reis, sócio da CMV e executivo responsável pela operação latino-americana da Sennheiser, passa a integrar o quadro executivo da Multilaser. Parte da equipe técnica da CMV acompanha o movimento.
Por que a Multilaser?
A escolha tem lógica empresarial clara. A Multilaser opera um complexo industrial em Extrema (MG), duas fábricas na Zona Franca de Manaus e mantém laboratório de engenharia na China. Distribui mais de 3 mil produtos em 40 mil pontos de venda. Já trabalha com marcas internacionais como DJI, Targus e Toshiba.
Ou seja: tem escala, capilaridade e experiência em importação e logística. Exatamente o que faltava para a Sennheiser expandir no Brasil sem depender de estruturas externas ou prazos longos de importação.
O portfólio que a Multilaser passa a operar inclui microfones sem fio, sistemas de conferência, equipamentos de monitoramento e soluções para produção musical. O público-alvo não é o consumidor final, mas o canal profissional: integradores, locadores, revendedores e subdistribuidores.
O que está em jogo
Para a Sennheiser, trata-se de ganhar velocidade em um mercado que cresceu e se sofisticou. Eventos ao vivo voltaram com força, empresas investiram em salas de conferência híbridas, igrejas e universidades modernizaram infraestrutura de som. A demanda existe — mas só com operação local é possível atendê-la com agilidade.
Para a Multilaser, é a chance de migrar para segmentos de margem mais alta. Fabricar eletrônicos de consumo é um negócio de volume e margem apertada. Distribuir equipamentos premium para canais B2B é outra história: margens melhores, clientes recorrentes, contratos de maior ticket médio.
Para a CMV, representa consolidação regional. Sair da operação brasileira para assumir a América Latina não é rebaixamento — é expansão de mandato.
O desafio da execução
A infraestrutura está montada. A equipe de transição, definida. Mas resta a pergunta estratégica: a Multilaser conseguirá traduzir a filosofia de uma marca construída sobre precisão técnica e atendimento consultivo?
Áudio profissional não é mercado de prateleira. É relacionamento, suporte técnico, conhecimento de aplicação. A Sennheiser atende engenheiros de som, diretores técnicos de TV, gerentes de TI corporativo. Gente que não compra pelo preço — compra pela confiabilidade.
A Multilaser tem escala. Agora precisa provar que tem expertise.
Sinais de um mercado maduro
O acordo Sennheiser-Multilaser-CMV é sintoma de algo maior: o mercado brasileiro de tecnologia atingiu maturidade suficiente para que marcas globais confiem em estruturas nacionais para operar segmentos sofisticados.
Não é mais sobre importar e revender. É sobre ter capacidade de gerenciar cadeias complexas, manter estoque técnico, treinar canais especializados e garantir suporte pós-venda em escala nacional.
Para empresas brasileiras com ambição de crescer além do varejo de massa, esse é o caminho: capturar operações de marcas internacionais que precisam de infraestrutura local, mas não querem construí-la do zero.
A Multilaser apostou nisso. Agora é entregar.
Áudio
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