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Vivendo de música: Maurício Alabama – humor, guitarra e internet

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O guitarrista Maurício Alabama reinventou-se com a internet ou melhor, foi a fundo no uso das mídias sociais (e humor) para promover seu trabalho e sustentar sua família.

Música & Mercado inaugura com Alabama uma série de entrevistas (semanais) com profissionais da música que utilizam a internet além da promoção, mas como meio de sobrevivência.

Nesta entrevista com o guitarrista, criativo, fundador do projeto Workaula, pudemos entender um pouco mais sobre suas atividades e a vida de músico real e digital. Com vocês, Maurício Alabama!

M&M: Você toca guitarra há quanto tempo e quando foi que decidiu dar aulas?

Maurício Alabama: Toco guitarra desde os 12 anos de idade ou seja (10 anos atrás) kkkk brincadeira, já tenho 38 anos. Muitos amigos me pediam para lecionar para eles, depois de tanto insistirem acabei entrando nesse mundo e nunca mais parei.

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M&M: Como é a sua relação com alunos e qual a maior parte desses alunos, homens ou mulheres, adultos ou crianças?

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Maurício Alabama: Hoje meu trabalho é 95% virtual, tenho um Instituto de música com professores de Guitarra, Contrabaixo, Piano, Teclado, Produção Musical e Técnica Vocal, porém meu direcionamento vem sendo cursos online, 99% dos meus alunos são homens de idade variada passando dos 16 até 45 anos de idade. Mantenho um contato muito forte com todos eles, seja por plataforma online ou pelo meu curso de guitarra por WhatsApp.

M&M: Como foi a transição do ensino presencial para o digital e como é dividido seu tempo hoje entre eles?

Maurício Alabama: Hoje compreendo que 95% do meu trabalho lecionando vem sendo virtual, pois tenho outros dois professores de guitarra que lecionam na forma física aqui no meu instituto. Pretendo fazer com que 100% seja online, porém dedico boa parte do meu tempo também para a administração do meu Instituto.

M&M: Como você enxerga a situação atual do mercado musical?

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Maurício Alabama: Hoje com o mercado online tão aquecido tenho notado uma crescente muito favorável para esse segmento, meu Instituto está aberto há 10 anos e acabou se solidificando por isso, portanto desbravar esse mundo online foi um desafio que hoje vem sendo minha renda principal.

mauricio alabama canal

Canal do Mauricio Alabama: vivendo de música na internet

M&M: Você esteve na MSE 2018 (Music Show Experience, nova feira de música do Brasil), o que achou do evento e como vê a importância desse novo evento para o mercado?

Maurício Alabama: A MSE 2018 trouxe de volta a importância dos hand mades, fiquei muito feliz ao ver marcas que tenho um enorme respeito conseguindo expor o produto. Além da união e aproximação entre os músicos. Esse cenário que não podemos deixar morrer foi brilhantemente aquecido com a MSE 2018.

M&M: Qual a relevância de um evento como esse para você, como youtuber do mercado musical?
Maurício Alabama: Gostaria de ter gerado mais conteúdo no evento, porém senti falta de um espaço com boa conexão com a Internet para isso, creio que em 2019 poderíamos ter esse espaço com shows para transmissão ao vivo.

M&M: O que espera do mercado para o futuro próximo?

Maurício Alabama: Cada vez mais aquecido, a corrida pela estabilidade financeira faz com que boa parte da população acabe se estressando, e sabemos que a música, esporte e arte de uma forma geral é o melhor mecanismo para liberar esse estresse.

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M&M: Você como mentor/tutor, tem muito contato com o público final. Se pudesse dar uma dica sobre a necessidade do consumidor para as empresas do setor, qual seria?

Maurício Alabama: Hoje em dia o marketing das empresas estão trabalhando muito bem, me espelho muito na Santo Angelo que com uma equipe de muito respeito estão optando em ouvir seus clientes e fazer produtos que realmente atende a necessidade de todos eles. A importância de ouvir o que publico está precisando é válida para qualquer setor, na música não seria diferente.

mauricio alabama fazendo merda

Youtube: Entre brincadeiras e aulas sérias, Alabama torna o canal multifacetado, ensina e entretem.

M&M: Hoje em dia o músico precisa, além de saber tocar, entender sobre diversos assuntos como gerenciamento de carreira, marketing pessoal, mídias sociais, edição de vídeo e etc.

Maurício Alabama: No geral, como é tudo isso para você e como que você com lida com o Music Business? Boa parte da minha carreira eu acabei fazendo tudo isso sozinho, Tudo mesmo, aprendi a lidar com ótimos softwares para edição e gravação, assisti muitos cursos sobre gestão de carreira e negócios. Hoje me encontro em uma momento da vida de que preciso de uma equipe para administrar boa parte disso. Tenho uma gama gigante de cursos online, WhatsApp, Skype e além do Instituto físico, seria impossível administrar tudo isso sozinho e ainda achar tempo para a família. Hoje tenho duas equipes, uma 100% online e outra física, o que facilita para eu gerar novos cursos e conteúdo online.

M&M: O que diria para quem está começando uma carreira como músico ou youtuber sobre a importância do Music Business?

Maurício Alabama: Não se esqueça que o sucesso vem com muito esforço, você precisa entender que a empresa “você.sa” precisa cumprir os horários de trabalho que qualquer empresa de sucesso cumpri, estabeleça seus horários, suas rotinas e acima de tudo ame o que está fazendo, o resulta virá com o tempo e será sólido o suficiente para você se tornar um músico/youtuber incrível.  Muito obrigado a toda equipe da Música & Mercado por me proporcionar essa entrevista e principalmente pela iniciativa de unir a nossa classe facilitando o contato entre todos.

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Edifier: ações promocionais feitas por Alabama

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Instrumentos Musicais

Cuidado com instrumentos acústicos em clima tropical

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Como proteger madeiras, acabamentos e componentes em ambientes úmidos.

A conservação de instrumentos acústicos apresenta desafios específicos em regiões tropicais, onde a combinação de altas temperaturas e umidade constante acelera o desgaste de madeiras, cordas e partes estruturais. Dados citados por associações de luteria na América Latina indicam que níveis de umidade relativa acima de 70% podem causar deformações, perda de estabilidade tonal e falhas em colagens internas.

Umidade: o principal fator de risco

Em climas tropicais, a alta umidade afeta diretamente violões, guitarras acústicas, ukuleles, violinos, contrabaixos e instrumentos de percussão feitos de madeira. Entre os efeitos mais observados, luthiers destacam:

  • Dilatação e retração das madeiras, causando trastejamento, abaulamento da tampa e alterações no braço.
  • Enfraquecimento de colas e junções internas pela absorção de água.
  • Envelhecimento acelerado das cordas e perda de definição tonal.

A umidade excessiva também favorece o surgimento de fungos, especialmente em instrumentos guardados por longos períodos em estojos fechados.

Controle ambiental: a medida mais eficaz

Especialistas recomendam manter a umidade relativa entre 45% e 55% como faixa segura para instrumentos acústicos. Para alcançar esse nível em regiões tropicais, as estratégias mais utilizadas incluem:

  • Desumidificadores portáteis em salas de ensaio, estúdios e ambientes pequenos.
  • Sacos dessecantes dentro de estojos rígidos.
  • Evitar exposição direta a locais abafados, varandas ou ambientes sem climatização.

Ao contrário das regiões secas, o uso de humidificadores internos não é indicado, pois pode agravar o excesso de umidade na madeira.

Temperatura e incidência solar

As variações térmicas influenciam diretamente o comportamento estrutural dos instrumentos. Temperaturas altas podem amolecer colas e afetar acabamentos. As recomendações incluem:

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  • Não deixar instrumentos dentro de veículos.
  • Evitar exposição prolongada ao sol em ensaios ao ar livre.
  • Manter estojos afastados de fontes de calor e paredes externas.

Armazenamento seguro em regiões tropicais

A forma de guardar o instrumento tem impacto direto em sua estabilidade:

  • Estojos rígidos oferecem proteção superior a capas, reduzindo a influência de variações ambientais.
  • Armazenar o instrumento na posição vertical diminui a pressão sobre a tampa e o braço.
  • Em áreas costeiras, técnicos recomendam revisão semestral de ferragens devido ao risco de corrosão salina.

Manutenção periódica

Um cronograma de manutenção ajuda a prevenir danos e prolonga a vida útil:

  • Inspeção do ângulo do braço e do estado da ponte.
  • Lubrificação discreta de tarraxas e verificação dos trastes.
  • Limpeza com pano seco e produtos neutros, evitando ceras ou óleos inadequados.
  • Troca regular de cordas, que se deterioram mais rapidamente em ambientes úmidos.

No caso de instrumentos de percussão, como congas e bongôs, o cuidado com peles naturais é essencial, já que absorvem umidade com facilidade.

Por que o clima tropical exige atenção constante

Luthiers de vários países observam que a degradação em climas quentes e úmidos ocorre de forma cumulativa. Pequenas variações diárias de temperatura e umidade modificam continuamente o comportamento das madeiras, exigindo monitoramento frequente e estratégias preventivas mais rigorosas do que em regiões de clima seco ou temperado.

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Educação

Vale a pena estudar produção musical hoje?

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A produção musical vive um dos momentos mais dinâmicos de sua história.

Nunca houve tantas ferramentas disponíveis, tantos criadores ativos nem tantas oportunidades para que uma música chegue a públicos globais. Mas, ao mesmo tempo, o mercado é competitivo, em constante mudança e exige habilidades que vão muito além de saber usar uma DAW.

Nesse contexto surge a pergunta: vale a pena estudar produção musical hoje? A resposta é sim, mas com nuances. E aqui exploramos o porquê.

A democratização do estúdio caseiro mudou o cenário

Há 20 anos, produzir uma música exigia estúdios caros e equipamentos inacessíveis para a maioria. Hoje, com um notebook, um par de monitores e um bom conjunto de plugins, qualquer pessoa pode começar a criar músicas do próprio quarto.

Isso gerou dois efeitos importantes:

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  • Mais oportunidades de expressão criativa, independentemente do orçamento.
  • Maior concorrência, já que milhares de novos produtores sobem músicas todos os dias.

Estudar produção é hoje uma forma de se destacar em meio a uma multidão de criadores.

A formação profissional continua sendo uma vantagem

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Embora muitos produtores sejam autodidatas, a educação formal — seja uma graduação, pós, curso especializado ou certificação — oferece algo que o YouTube não consegue entregar sozinho:

  • Bases sólidas de teoria e áudio
  • Ferramentas de análise crítica
  • Metodologias de trabalho
  • Feedback profissional
  • Contatos importantes na indústria

Em um mercado saturado, conhecimento profundo ainda é um fator que abre portas.

A indústria musical é maior do que nunca

O streaming impulsionou um crescimento recorde na música global. Isso abriu novas frentes para produtores:

  • Música para artistas
  • Música para games
  • Publicidade e conteúdo digital
  • Trilhas para cinema e TV
  • Criação de samples e libraries
  • Educação musical online

O produtor de hoje não trabalha apenas em álbuns: ele atua em ecossistemas de áudio.

A demanda por habilidades híbridas está aumentando

Estudar produção musical hoje não significa apenas aprender a gravar uma voz. A indústria precisa de profissionais que dominem várias competências:

  • Beatmaking
  • Mixagem e masterização
  • Edição de áudio e correção vocal
  • Programação MIDI
  • Design de som
  • Música para multimídia
  • Gestão de projetos
  • Distribuição e marketing digital

Quem se prepara bem pode ocupar múltiplos papéis e gerar renda diversificada.

Inteligência Artificial: ameaça ou ferramenta?

A chegada de ferramentas de IA generativa — como assistentes de mixagem, composição e masterização automática — gerou muitos debates.

Mas a realidade é clara: a IA não substitui produtores; substitui quem não agrega valor criativo.

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Estudar, entender e dominar essas ferramentas permite:

  • Trabalhar mais rápido
  • Experimentar mais
  • Melhorar a qualidade das demos
  • Reduzir o tempo de edição
  • Otimizar fluxos de trabalho

Quem aprender a integrar a IA ao próprio processo estará melhor posicionado.

E a parte econômica?

É uma pergunta legítima: dá para viver de produção musical?

Sim, mas nem sempre por um único caminho. Produtores bem-sucedidos normalmente combinam:

  • Trabalho com artistas
  • Serviços de mix e master
  • Comissões para cinema, TV e publicidade
  • Criação de beats e sample packs
  • Conteúdo educacional (aulas, cursos, Patreon)
  • Apresentações ao vivo
  • Trilha e sound design para games

O erro é pensar que produção musical se limita a “fazer músicas para outros”. Hoje é uma profissão com vários modelos de negócio.

Então… vale a pena estudar produção musical hoje?

Definitivamente sim, desde que exista:

  • Motivação real
  • Disciplina para praticar
  • Abertura para aprender novas tecnologias
  • Disposição para se adaptar a diferentes mercados
  • Paciência para construir uma rede e uma reputação

A produção musical é uma carreira criativa e técnica, mas também um caminho de aprendizado contínuo. Quem se capacita e se mantém atualizado encontra um espaço sólido em uma indústria em expansão.

Estudar produção musical é um investimento em um futuro criativo

A música continua sendo uma necessidade humana, e os produtores são quem dão forma a essa expressão.


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Com a preparação certa, o produtor de hoje tem mais oportunidades do que nunca para deixar sua marca, viver da própria arte e construir uma carreira sustentável.

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Instrumentos Musicais

A música que acolhe: O poder transformador da musicoterapia

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A música sempre fez parte da vida de Val Santos. Mas foi em um momento inesperado — e profundamente humano — que sua trajetória artística encontrou o caminho da musicoterapia.

Convidado para um simples show de voz e violão, Val chegou ao local e descobriu que o público era formado por pessoas neurodivergentes de um Núcleo Terapêutico. Em vez de apenas cantar, pediu um microfone, se aproximou e começou a fazer música com eles.

Foi o início de uma experiência coletiva que mudaria sua carreira. “Aí nasceu a Vivência Musical”, lembra. “Eu percebi como a música conecta, inclui e liberta. E quis entender isso profundamente.”

Hoje, Val une técnica, sensibilidade e propósito para transformar vidas por meio da musicoterapia — da infância à terceira idade.

A infância como terreno fértil para a música

A musicoterapia tem um impacto profundo no desenvolvimento infantil, especialmente no campo cognitivo e emocional. Val explica que, para as crianças, a música é mais do que entretenimento: é um espaço seguro para sentir, experimentar e se expressar. “Ela ajuda na autorregulação emocional, reduz ansiedade e fortalece a autoestima. Quando a criança percebe que participa ativamente, que consegue acompanhar um ritmo ou inventar uma melodia, ela se sente capaz.”

Do ponto de vista cognitivo, os benefícios são igualmente impressionantes: concentração, memória, organização de pensamento e raciocínio sequencial.

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Ele cita o grupo de atendimento do projeto Vivência Musical — a Mari, o Dudu e o David — que apresentam uma memória musical extraordinária. “Eu toco a melodia e eles identificam a música. Isso estimula intensamente o cérebro”, destaca.

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No ambiente escolar, a música também se torna ferramenta de inclusão. Fazer música em grupo — seja com instrumentos, voz ou até percussão corporal — convida ao respeito, à escuta e ao trabalho coletivo. A diversidade se transforma em harmonia.

A terceira idade e o reencontro com a própria história

Entre idosos, principalmente aqueles com Alzheimer ou outras demências, a música ganha o papel de “cápsula do tempo”. “Ela acessa memórias que outras terapias não alcançam”, afirma Val. Uma canção pode resgatar lembranças afetivas, despertar emoções profundas e até retardar o declínio cognitivo.

A musicoterapia também reduz ansiedade, agitação e isolamento — problemas comuns em quadros de demência. No grupo, o ato de cantar ou tocar gera acolhimento e reconexão.

O repertório ideal é aquele que respeita a história sonora do paciente, conceito que os musicoterapeutas chamam de ISO — Identidade Sonora.


Para muitos idosos brasileiros, músicas das décadas de 1940 a 1960, serestas, boleros e sambas da velha guarda são portais para momentos felizes. Francisco Alves, Lupicínio Rodrigues, Orlando Silva e Pixinguinha são presenças constantes nas sessões.

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Musicoterapia como ferramenta de inclusão

Seja em escolas, instituições ou comunidades, a musicoterapia ajuda a construir pontes. Para pessoas com deficiência, a música estimula comunicação, expressão, criatividade e socialização — mesmo quando a linguagem verbal não está disponível.

Para quem tem deficiências físicas ou neurológicas, a música também atua como recurso motor e cognitivo, apoiando a reabilitação.

Mas trabalhar com grupos tão diversos é desafiador. Val destaca diferenças etárias, barreiras de comunicação, conflitos, gostos musicais distintos e necessidades individuais muito específicas.
Ainda assim, a música abre caminhos: “É ela que vence o preconceito, que aproxima, que traduz emoções que não cabem em palavras.”

Os desafios da musicoterapia no Brasil

Apesar de ser uma prática integrativa reconhecida pelo Ministério da Saúde, a musicoterapia ainda luta por maior compreensão e visibilidade.

Entre os obstáculos apontados por Val estão:

  1. Falta de reconhecimento público: Ainda há confusão entre musicoterapeuta, professor de música e músicos que atuam em espaços de saúde. A sociedade nem sempre entende que a musicoterapia tem bases científicas e não é apenas recreação.
  2. Questões com planos de saúde: Mesmo com avanços da ANS, há negativas de cobertura — especialmente em tratamentos para pessoas autistas. A burocracia e o custo privado das sessões também dificultam o acesso.
  3. Inserção limitada no SUS: Ainda que esteja prevista na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, a presença da musicoterapia no sistema público é pequena e desigual.

Uma mensagem de esperança

Para Val Santos, a musicoterapia é muito mais que uma técnica: é um encontro humano.

Sua mensagem final é clara e comovente: “Não desistam do tratamento. Investir em musicoterapia é investir no ser humano, em seu desenvolvimento e em seu bem-estar emocional. A música acolhe a todos, sem distinção. Ela não conhece preconceitos — ela convida à conexão e ao autoconhecimento.”

Em um mundo cheio de ruídos, a musicoterapia se torna esse espaço possível: onde cada som encontra significado, e cada pessoa encontra um lugar para ser ouvida.

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