Design: Silent Bass SLB300 da Yamaha
Desde o lançamento do SLB100 em 2000, a Yamaha continuou desenvolvendo mais modelos Silent Bass para satisfazer as necessidades dos usuários. Este ano a novidade é o SLB300.
O Silent Bass SLB300 da Yamaha é um novo tipo de baixo vertical elétrico que obtém som e ressonância naturais usando o sistema SRT Powered para simular som com qualidade de estúdio, no qual a ressonância do corpo de um contrabaixo foi gravada usando um microfone de alta qualidade, mantendo o tempo todo uma estrutura de corpo semissólido que enfatiza baixos níveis de som e portabilidade.
Ele possui um quadro que pode ser desmontado e que oferece suporte e conforto ao tocar, sendo facilmente removido para transporte. Pesando apenas 7 kg, toda a unidade pode caber em um case compacto e ser transportada usando uma correia de ombro, ocupando apenas 25% do volume de um baixo acústico.
A tecnologia de resposta de estúdio (SRT) adiciona ressonância corporal simulada ao som real do instrumento e sua ergonomia natural faz com que o músico não precise alterar sua técnica tradicional de baixo. Ele traz três microfones incorporados com controle Blend.
Três microfones
O sistema SRT é usado para simular a resposta de três microfones de estúdio conhecidos e premiados. Os microfones podem ser selecionados pelo seletor MIC Type e o som, ajustado pelos controles Blend e Bass/Treble para se adaptar a uma ampla variedade de gêneros musicais, conjuntos, locais de apresentação e muito mais.
1. Rich: microfone vintage que oferece um som suave e bem equilibrado.
2. Simple: microfone dinâmico que é frequentemente usado por seu som claro e bem definido.
3. Warm: com um caráter de microfone de tubo diferente do número 1, este microfone clássico é conhecido por uma faixa baixa mais enfatizada e uma calidez geral.
O controle Blend ajusta a mixagem entre o sinal do microfone simulado e o sinal da captação do instrumento. Isso permite definir quanto do microfone selecionado você deseja no seu som.
Os controles Bass e Treble EQ são otimizados especificamente para este instrumento, permitindo que a resposta tonal corresponda a uma ampla gama de situações de desempenho.
Além disso, o SLB300 também usa cordas de contrabaixo padrão, para que o músico possa escolher as cordas que prefere; vem com um sistema de captação otimizado e pré-amplificador já instalado e pode ser conectado diretamente a uma variedade de equipamentos sem mais configurações ou ajustes.
Iluminação
Luz Studio aposta na Robe para “Peter Pan” em Montreal
Produção combina luz, vídeo e cenografia para uma experiência visual integrada.
A produtora Luz Studio desenvolveu o design visual de “Peter Pan the Musical” no teatro Espace St-Denis, em Montreal, em uma montagem que integrou iluminação, vídeo e cenografia como uma única linguagem visual.
O projeto, liderado por Matthieu Larivée, buscou transportar o universo do clássico para um ambiente contemporâneo, mantendo elementos-chave como as cenas de voo e a narrativa fantástica.
Para a iluminação, foram utilizados equipamentos da marca Robe, incluindo 28 luzes FORTE, 42 Tetra2 e 8 LEDBeam 150, fornecidos pela SoftBox Integration. O design exigiu alto nível de precisão, especialmente pela interação com superfícies LED, projeções e estruturas cênicas complexas.
O sistema também incorporou controle RoboSpot em parte das luzes, permitindo alternar entre funções de acompanhamento e uso dentro do design geral.
As Tetra2 foram utilizadas como base de wash para integrar visualmente os diferentes elementos do palco, enquanto as LEDBeam 150 cumpriram funções de iluminação pontual e reforço de rostos e objetos.
O projeto incluiu ainda a criação completa do conteúdo de vídeo, permitindo sincronizar iluminação e projeção de forma precisa, especialmente em cenas com movimento e efeitos visuais.
Segundo a equipe criativa, a abordagem integrada entre luz, vídeo e cenografia foi fundamental para construir uma experiência coerente, combinando recursos técnicos e narrativos em uma montagem voltada a públicos de todas as idades.
Fotos de SNAPePHOTO
Audio Profissional
Roland amplia linha móvel com GO:MIXER STUDIO
Interface portátil combina gravação multicanal, efeitos integrados e conectividade para produção em qualquer ambiente, para criadores de conteúdo e músicos.
A Roland apresentou o GO:MIXER STUDIO, mixer e interface de áudio portátil voltado a criadores de conteúdo, músicos e produtores que trabalham com dispositivos móveis e computadores.
O equipamento permite capturar áudio multicanal com resolução de até 24 bits/192 kHz, reunindo funções de mixagem e processamento em um formato compacto, pensado tanto para uso em estúdio quanto em aplicações móveis.
Entre os principais recursos, o GO:MIXER STUDIO oferece até 12 canais de entrada e diversas opções de conexão, incluindo duas entradas XLR com alimentação phantom, entrada dedicada para guitarra ou baixo, entradas de linha estéreo e conexão auxiliar compatível com dispositivos móveis.
O sistema também incorpora efeitos integrados — como equalização, compressão e reverb — que podem ser utilizados durante a gravação ou no monitoramento, reduzindo a necessidade de processamento externo em setups mais simples.
Em termos operacionais, o dispositivo permite salvar configurações em memórias de cena e oferece controle direto por meio de interface física, além de compatibilidade com softwares para edição e gerenciamento em computador.
Voltado aos fluxos atuais de produção, o GO:MIXER STUDIO também se integra a aplicativos como o GO:MIXER Cam, que possibilita capturar áudio multipista sincronizado com vídeo, ampliando seu uso em streaming, criação de conteúdo e produção audiovisual.
O lançamento atende à crescente demanda por soluções portáteis capazes de entregar qualidade de estúdio em diferentes ambientes, acompanhando a convergência entre produção musical, vídeo e plataformas digitais.
Veja mais neste vídeo.
Músico
Cena independente perde Michel Kuaker
Guitarrista, produtor e fundador do Wah Wah Studio, ele trabalhou com nomes da cena alternativa e seguia ativo à frente do selo Black and Roll Recordings.
O mercado de música independente perde não só um músico, mas uma peça de bastidor que ajudava a dar forma ao som de artistas, bandas e selos. Michel Kuaker, guitarrista e produtor musical com longa atuação em São Paulo, morreu nesta semana, segundo homenagens publicadas por pessoas e perfis ligados à cena underground e ao seu círculo profissional.
Kuaker construiu uma trajetória que passava por palco, estúdio e direção criativa. Ele iniciou a carreira nos palcos no começo dos anos 1990 com a banda Yo Ho Delic e, na sequência, tocou com a Vertigo, projeto ligado ao cantor Dinho Ouro Preto. Nos anos seguintes, consolidou seu nome principalmente como produtor e dono do Wah Wah Studio, em São Paulo.
O estúdio ajudou a moldar parte da sonoridade da cena alternativa
Ao lado do músico e produtor Mitar Subotic, Kuaker participou da criação do Wah Wah Studio, espaço que se tornou referência para artistas e projetos ligados ao rock, ao punk e a vertentes alternativas da produção paulistana. Seu nome aparece associado à produção, gravação ou mixagem de trabalhos de artistas e bandas como Edgard Scandurra, Supla, Blind Pigs, Inocentes e outros nomes do circuito independente.
Mais do que produtor de estúdio, Kuaker operava como articulador sonoro de uma rede criativa que unia artistas, selos e repertórios fora do centro mais comercial do mercado. Essa leitura se sustenta pelo volume e pela diversidade dos créditos públicos associados ao seu trabalho ao longo dos anos.
Black and Roll mantinha Michel Kuaker em atividade recente
Nos trabalhos mais recentes, Kuaker aparecia à frente da Black and Roll Recordings, selo paulistano fundado em 2024 e associado a lançamentos independentes.
Michel Kuaker deixa a esposa, Natascha, além de uma rede ampla de amigos e colaboradores que conviveram com sua atuação musical e humana.
O velório será hoje (09/04) entre as 16:00 e 20:00 no Funeral Velar Morumbi, sito na Av. Giovanni Gronchi, 1358.
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