Um dos lançamentos da Tycoon em 2021 são as Congas Agile, projetadas para dar uma nova dimensão de portabilidade dentro da série de congas da empresa, feitas com madeira Siam trabalhada a mão.
As congas Agile da Tycoon Percussion apresentam uma construção de carcaça em carvalho como a encontrado nas congas da Master Series da empresa, mas esses novos modelos medem apenas 4 3/4” de altura e estão equipados com peles Remo M7 Tucked Fiberskyn para maior durabilidade e retenção de afinação.
Esses tambores têm anéis Classic Pro da Tycoon com polimento de cromo escovado clássico e um sistema de ajuste superior através de chave Allen, inclusa com cada tambor.
Pelo lado dos acessórios para essas congas Agile, encontramos suportes de cromo escovado individualizados para cada tamanho e um suporte de tripé totalmente ajustável em altura que aceita os três tamanhos de congas Agile.
A Tycoon está procurando distribuidor no Brasil.
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Modelos de Congas Agile disponíveis
TAC -110 BC HC
Conga Agile de 11” com hardware cromado escovado e acabamento artesanal
TAC -120 BC HC
Conga Agile de 11 3/4” com hardware cromado escovado e acabamento artesanal
TAC -130 BC HC
Conga Agile de 12” com hardware cromado escovado e acabamento artesanal
Os equipamentos da Ayrton são destaque no projeto de iluminação da “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, que segue em turnê até fevereiro de 2026.
A turnê mundial de Shakira, “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, conta com um grande projeto técnico de iluminação baseado em luzes Ayrton. O lighting designer Dan Norman, da Silent House, utilizou 72 Veloce Profile e 76 Domino LT, em um desenho pensado para grandes arenas e longas distâncias de projeção.
A PRG foi responsável pelo fornecimento de iluminação, vídeo, câmeras e equipe técnica da turnê, que começou no Rio de Janeiro em fevereiro de 2025 e tem encerramento previsto para 27 de fevereiro de 2026, na Cidade do México. Na América do Norte, a Ayrton é distribuída exclusivamente pela ACT Entertainment.
Os Veloce Profile foram escolhidos pela alta potência e versatilidade em grandes palcos, enquanto os Domino LTassumiram papel central nas projeções de longo alcance, com alto nível de precisão, foco e controle de zoom, especialmente em shows em estádios.
“Shakira quebrou recordes de público no México e em diversas cidades ao longo da turnê”, afirma Burton Tenenbein, vice-presidente de vendas para música da PRG. “A Ayrton é uma das marcas que mais gera feedback positivo entre nossos clientes, graças ao seu nível de inovação e desempenho em grandes produções”.
A PRG foi a primeira empresa da América do Norte a incorporar os novos Veloce Profile ao seu inventário, além de já contar com equipamentos Ayrton Diablo, Perseo e Domino LT. Segundo Tenenbein, o suporte global da ACT Entertainment e da equipe da Ayrton foi fundamental para garantir a operação em uma turnê de alta complexidade logística.
O que começou como um projeto pensado exclusivamente para o mercado brasileiro acaba de ganhar projeção internacional.
A Hernan Voyzuk Project Series, desenvolvida em parceria direta com a fábrica turca Bosphorus Cymbals, passa a integrar gradualmente o catálogo global da marca, em um movimento pouco comum no mercado de pratos: uma série signature criada por um especialista, e não por um artista famoso.
Segundo Hernán Voyzuk, diretor da Bosphorus Brasil, a expansão internacional não fazia parte do plano original. “Numa primeira etapa, a série foi pensada exclusivamente para o mercado brasileiro, mas quando começamos a divulgá-la através de vídeos nas redes sociais, muitos bateristas e especialistas do mundo todo começaram a perguntar sobre o lançamento e a entrar em contato diretamente com a fábrica”, explica.
Diante desse interesse espontâneo, a própria Bosphorus avaliou a possibilidade de ampliar o alcance do projeto.
“A partir disso, a fábrica me consultou sobre a possibilidade de lançar a série em nível global. Ela passará a entrar progressivamente em vários países, de acordo com os mercados onde a Bosphorus possui distribuição”.
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Reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de 20 anos
Do ponto de vista da fábrica, o lançamento internacional representa mais do que a chegada de um novo produto. Para Voyzuk, trata-se de um reconhecimento direto ao trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas.
“Trabalho em conjunto com a fábrica há 20 anos no desenvolvimento de novas séries. Participei ativamente da criação das séries Samba e Syncopation, que hoje já fazem parte da identidade da marca”.
Essa relação foi determinante para que os artesãos turcos propusessem um passo inédito. “Eles me disseram que havia chegado o momento de eu desenvolver minha própria série, aproveitando todo o conhecimento adquirido ao longo de tantos anos. É um reconhecimento ao trabalho realizado e também uma aposta em uma série signature criada por um especialista, algo realmente inédito no mercado”.
Um marco pessoal e profissional
Ver um prato com seu nome ganhar alcance global é, para Voyzuk, um momento de forte carga emocional.
“É um misto de sensações que me remetem aos meus primeiros passos com a bateria, ao aprendizado com meus grandes mestres na Argentina, a todo o processo de evolução e ao contato com inúmeros bateristas ao redor do mundo”, relata. “É uma realização pessoal e profissional muito forte, resultado de muitos anos de estudo, pesquisa e compartilhamento de conhecimento”.
Um som autoral com linguagem universal
A identidade sonora do Hernan Voyzuk Project Ride nasce de uma referência clara: o jazz e o legado de Tony Williams.
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“Conheci o Tony Williams muito cedo, quando tinha 11 anos, e isso foi determinante na minha formação musical. Sua sonoridade sempre foi uma referência nos meus estudos”, afirma.
Para Voyzuk, essa base não limita o alcance do produto — pelo contrário. “O jazz e o legado do Tony Williams são universais. Acredito que esse tipo de sonoridade sempre será bem recebida em qualquer parte do mundo”.
Brasil como polo criativo da indústria
O lançamento internacional também reforça o papel do Brasil como criador de produtos de alto nível para o mercado global.
“O Brasil sempre foi uma referência mundial de música de excelência, com músicos de altíssimo nível. Projetos como esse ajudam a mostrar que também podemos oferecer instrumentos de altíssima qualidade, com criatividade e conhecimento técnico”.
Expectativas para 2026
Este ano será estratégico para a Bosphorus Cymbals Brasil. “Em 2025 celebramos 20 anos da marca no Brasil, algo muito significativo. Mesmo enfrentando desafios, conseguimos fortalecer o prestígio da Bosphorus no país”, destaca Voyzuk.
Entre os planos estão mais ações educacionais e presença reforçada em eventos do setor “Seguiremos com nossos eventos ‘Bateristas e Prateristas’, focados em educação e troca de conhecimento, e já estamos programando nossa terceira participação na Conecta+ Música & Mercado, um evento consolidado e fundamental para nossos projetos no Brasil”.
Como pensam, como aprendem e o que esperam das lojas e marcas de instrumentos.
O mercado de instrumentos musicais e tecnologia de áudio está entrando em uma nova fase impulsionada por duas gerações que já estão mudando a forma como os produtos são descobertos, avaliados e comprados: a Geração Z e a Geração Alpha. Para as lojas de música, entender essa mudança deixou de ser uma questão de marketing e passou a ser uma questão de sobrevivência comercial.
A Geração Z, formada por quem nasceu aproximadamente entre 1997 e 2012, já é um público economicamente ativo, com renda própria e grande influência nas decisões de compra. A Geração Alpha, nascida a partir de 2013, ainda está em formação, mas já influencia compras familiares e será o núcleo do mercado nos próximos anos. Ambas são gerações verdadeiramente nativas digitais: não se adaptaram à tecnologia, cresceram dentro dela.
Isso se reflete diretamente na forma como se relacionam com marcas e lojas. Para esses novos compradores, o produto isolado importa menos do que o contexto que o cerca. Eles avaliam se a marca é confiável, se o que promete corresponde ao que entrega e se outros criadores reais estão usando. A decisão de compra já não se apoia principalmente na publicidade ou no discurso do vendedor, mas no que veem em vídeos, reviews, redes sociais e comunidades online. O ponto de venda deixou de ser o início do processo e passou a ser, muitas vezes, o último passo.
Também mudou profundamente a forma como aprendem. Manuais longos e fichas técnicas já não são o primeiro contato. Essas gerações aprendem vendo vídeos curtos, tutoriais práticos e exemplos reais de uso. Querem entender rapidamente o que podem fazer com um produto e como ele se encaixa no seu fluxo criativo. Para a loja, isso significa que não basta ter o produto na prateleira: é preciso saber explicá-lo em termos de uso, resultado e possibilidades.
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Na escolha dos produtos, o critério já não é apenas “qualidade máxima” ou “nível profissional”. Eles procuram ferramentas versáteis, que integrem bem com software, apps e redes, que sejam práticas, portáteis e com uma relação clara entre preço e valor. Mais do que o melhor equipamento do mundo, querem o equipamento que permita criar, gravar, publicar e evoluir mais rápido.
Esse movimento também afeta as marcas que conseguem se conectar melhor com esse público. As que funcionam costumam ter uma comunicação mais humana, menos corporativa, com presença real nas redes e relação visível com artistas e criadores. Um discurso rígido ou excessivamente publicitário gera rejeição imediata. Existe uma sensibilidade muito grande à autenticidade: se a marca parece forçada ou incoerente, ela simplesmente é ignorada.
Dentro da loja física, isso transforma o papel do vendedor. Já não basta saber preço e especificações técnicas. O novo comprador espera encontrar alguém que entenda seu projeto, seu estilo e seu nível, e que consiga recomendar soluções, não apenas produtos. O vendedor passa a ser um curador, um orientador dentro de um universo cada vez mais complexo de opções.
Para o varejo musical, a mensagem é clara: a nova geração não compra apenas instrumentos, interfaces ou equipamentos. Compra possibilidades criativas, identidade e ferramentas para se expressar. As lojas que entenderem essa mudança e adaptarem sua forma de comunicar, expor e atender não só vão vender mais. Vão continuar sendo relevantes.