A empresa americana de áudio apresentou novo distribuidor, além de numerosas linhas de produto para portátil e instalações fixas, destacando o line array ShowMatch
Alexandro de Azevedo, gerente regional para América do Sul da Bose
Reconhecendo o momento difícil pelo qual está atravessando o Brasil, a Bose anunciou um novo distribuidor no País. Há um mês e meio, a empresa Seegma está se encarregando da marca desde São Paulo.
“Acho que todo mundo se retraiu para tentar sobreviver a crise então o mercado como um todo está sofrendo. Nós, da Bose, agora com nosso novo distribuidor, estamos conseguindo ter um novo fôlego, com uma participação maior no País,” disse Alexandro de Azevedo, gerente regional para América do Sul da Bose.
“Estamos recém começando mas a nossa expectativa é ter uma maior capilaridade em todo o País e poder atender todos os lojistas que sempre buscaram os nossos produtos. Eu vejo que realmente é um ano que está sendo difícil mas nós somos muito otimistas com as mudanças que estamos fazendo e já começamos a ver resultados,” adicionou.
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O destaque na feira foi o novo line array novo ShowMatch que foi lançado na Expomusic e vai estar disponível a partir de 1º de novembro. É um line array passivo que utiliza a tecnologia DeltaQ da Bose, tecnologia que a empresa tem desenvolvido nos últimos 15 anos, primeiramente em 2011 com o Room Match que é o primeiro line array de grande porte da Bose, com 42 padrões de cobertura diferentes.
O ShowMatch chega para facilitar a vida daquelas empresas que trabalham com locação, empresas que às vezes precisam movimentar esse equipamento de um lado a outro. O ShowMatch é muito mais portátil do que o Room Match. São oito padrões de cobertura, oito tipos de caixas diferentes, “então é uma quantidade muito menor de padrões de cobertura mas ao memo tempo você tem as guias de onda que podem ser mudadas, ou seja você pode trocar as guias de onda na caixa”, explicou Alexandro.
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A caixa já vem com uma guia de onda e mais uma como acessório incluida, mas você tem a possibilidade de comprar mais – uma terceira – para continuar tendo aquela gama de diferentes coberturas. Com algumas mudanças no driver de compressão a Bose conseguiu quatro decibéis mais num determinado range de frequência.
Além disso, com o ShowMatch, você consegue fazer clusters de até 24 caixas, “então você consegue ter um line array de grande porte e atendendo também um pedido dos nossos clientes que era ter um line array para shows, para concertos, que fosse fácil de montar e desmontar”, detalhou o gerente para América do Sul.
Além do ShowMatch, a Bose e a Seegma mostraram toda a linha completa de alto-falantes para instalações fixas desde os menores de teto até as famosas MA12 e 802. Também estava a completa linha de amplificadores com mais de 20 modelos desde 2 canais e 50 watts até 8 canais com 4000 watts de potência, com processador integrado. Alexandre explicou: “Temos uma linha de 8 processadores de áudio de arquitetura aberta onde você pode fazer todas as suas programações e se inclui um software gratuito que é o Control Space Designer. Você tem também gratuitamente o aplicativo para Android e IOS para controlar todo esse sistema pelo celular ou tablet, que é totalmente configurável e você pode personalizar ele colocando a logomarca do seu cliente, criando as cenas que você pode construir para cada projeto”.
Também presente estava a linha portátil “que continúa sendo uma linha muito querida pelos músicos, DJs e empresas de locação” com as linhas L1 e F1 autoamplificadas.
A Celestion anunciou a disponibilidade do TSQ2460, seu novo driver de baixa frequência de 24 polegadas que lidera a série Ten Squared (TSQ).
Projetado para subwoofers de alto desempenho e sistemas line array de grande formato, o modelo se posiciona como um novo padrão para aplicações de som profissional que exigem potência extrema e confiabilidade prolongada.
O TSQ2460 da Celestion oferece 4800 W contínuos, 98 dB de sensibilidade e uma bobina de 6 polegadas, integrando tecnologias-chave como o sistema de ventilação PTV (Precision Tuned Venting), que reduz significativamente a temperatura da bobina e minimiza a compressão por potência.
Sua suspensão laminada de alta resistência e o sistema Xprotection garantem excursão controlada e baixa distorção mesmo sob uso intensivo.
A Behringer adicionou um novo modelo à sua linha de sintetizadores analógicos com o UB-Xa MINI, um instrumento portátil que condensa o caráter sonoro do UB-Xa original em um formato reduzido.
Mesmo compacto, o sintetizador mantém uma rota de sinal totalmente analógica e três VCOs capazes de recriar texturas polifônicas inspiradas nos anos 1980.
O UB-Xa MINI da Behringer inclui 27 teclas sensíveis ao toque, painel de controle direto e um motor de síntese projetado para oferecer resposta expressiva sem menus complexos. Seu filtro analógico comutável de 12/24 dB permite esculpir o som com precisão, enquanto o LFO com três formas de onda modula pitch, cutoff e largura de pulso.
O instrumento traz ainda um sequenciador de 16 passos, ring modulator e parâmetros pensados para uso em estúdio ou ao vivo. Em um mercado onde mobilidade e rapidez são essenciais, o UB-Xa MINI se posiciona como uma opção acessível para músicos que buscam um sintetizador analógico polifônico potente e fácil de transportar.
A turnê de estádios de Lana Del Rey pelo Reino Unido e Irlanda contou com consoles Solid State Logic Live L550 Plus tanto no FOH quanto nos monitores.
O trecho incluiu os principais estádios da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, encerrando com duas noites no Estádio de Wembley.
O engenheiro de FOH, Dani Muñoz, que trabalha com consoles SSL Live desde 2017, destaca a arquitetura aberta e a flexibilidade de roteamento como fatores decisivos para o design sonoro do show. Segundo ele, a mesa permite gerenciar a mixagem com precisão, inclusive nos momentos em que a artista canta à frente do sistema de P.A., situação que exige controlar vazamentos e manter clareza na voz. Para isso, utiliza o plug-in Sourcerer, essencial para reduzir ruído ambiente e ajustar as reverberações.
Nos monitores, Caleb Rodrigues afirma que a velocidade de operação da L550 Plus tem sido fundamental para administrar dezenas de entradas, incluindo até 40 canais de talkback. O recurso Query tornou-se central para visualizar rapidamente os sinais que alimentam cada envio e reorganizar rotas conforme necessário.
A equipe também fez uso extensivo de stems para otimizar a mixagem da banda, dos técnicos e da própria artista, permitindo ajustes gerais mais eficientes. No FOH, Muñoz incorporou funções do software SSL Live V6, como o Fusion Effect Rack e o compressor Blitzer, o que aprimorou o controle sobre cadeias de inserção e a coloração sonora.
Para ambos os engenheiros, a SSL Live foi crucial para o desempenho técnico da turnê. “É um console com um som excelente e eu recomendo amplamente”, conclui Muñoz.