A EVE Audio foi fundada em Berlim, Alemanha, em maio de 2011, marcando seu 10º aniversário no mundo dos monitores de áudio este ano.
Embora a empresa e a marca parecessem novas, o fundador e CEO da EVE Audio Roland Stenz não era um estranho no setor. Carregado de profundo conhecimento e mais de 25 anos de experiência em design eletroacústico e profissional de áudio, uma paixão pela música como músico clássico e seu objetivo de trazer os melhores produtos possíveis para o mercado foram razões suficientes para fundar a EVE Audio.
Na verdade, não foi nenhuma surpresa quando Roland Stenz lançou esta nova empresa e introduziu uma gama completa de monitores de estúdio consistindo em monitores de 2, 3 e 4 vias, bem como uma linha completa de subwoofers. Todos esses novos produtos tinham uma coisa em comum: todos eram equipados com tecnologia DSP integrada. Com isso, a EVE Audio se posicionou como o primeiro fabricante mundial de monitores de estúdio a confiar inteiramente no DSP integrado.
“Usar um DSP integrado oferece muito mais opções. Para mim, como engenheiro, com meu objetivo de projetar aparelhos muito amigáveis ao usuário, sempre quis implementar DSP em monitores de estúdio para maior desempenho e mais flexibilidade”, resume Stenz.
Mas não apenas o DSP causou uma forte impressão. Stenz também acredita na tecnologia Air Motion Transformer que foi originalmente desenvolvida por Oskar Heil no início dos anos 1970. Este princípio no qual um diafragma dobrado opera em um campo magnético forte foi, entretanto, usado por alguns fabricantes, mas Stenz apenas o desenvolveu ainda mais. Ele também projetou um grande Air Motion Transformer que é exclusivo para os monitores principais da EVE Audio e um µAMT muito pequeno que é usado exclusivamente no alto-falante de mesa SC203.
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“Com algumas alterações que pude fazer nos transformadores convencionais de movimento aéreo, decidi atingir um equilíbrio perfeito para alta resolução e precisão, mas com reprodução de som suave como a seda. E estamos orgulhosos e gratos em dizer que muitos de nossos clientes ouvem e sentem a mesma coisa”, acrescenta Stenz.
Um recurso que todos os monitores de estúdio da EVE Audio têm em comum é a operação muito conveniente de um botão, facilmente acessível pela frente dos monitores usando o botão SMART.
“Ao projetar um produto, vejo-o da perspectiva do usuário. E a última coisa que gostaria de fazer no meu estúdio é passar muito tempo atrás dos meus monitores procurando as configurações, especialmente quando elas precisam ser feitas com precisão. Isso deve ser confortável de alcançar e de fácil acesso, então nasceu a ideia de uma operação com um único botão frontal e o resultado é o nosso botão SMART que usamos em toda a nossa linha de produtos”, diz Stenz.
Pesquisa e desenvolvimento contínuos trouxeram novos produtos ao mercado, como a solução de alto-falantes de mesa SC203 e monitores principais para completar o portfólio de produtos da empresa. O primeiro mencionado ganhou o Prêmio Innovator da revista Japanese Rock oN.
A inovação mais recente é o sistema de 3 vias SC3070 muito compacto. A EVE Audio celebra o 10º aniversário com um sistema de monitoramento de 4 vias mais desenvolvido, chamado SC4070. Outros projetos estão por vir.
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Desde que a empresa foi fundada, a EVE Audio conseguiu estabelecer uma rede de distribuição mundial. Os produtos estão disponíveis em mais de 60 países.
Flange With No Name, BM-17 Frequency Box e Ring Stinger chegam com proposta criativa para guitarristas, produtores e sound designers.
A Behringer anunciou três novos pedais que apostam na exploração sonora e na criação de texturas pouco convencionais: Flange With No Name, BM-17 Frequency Box e Ring Stinger. Em comum, os modelos trazem conceitos tradicionalmente associados a pedais boutique e equipamentos experimentais, agora em formatos mais acessíveis e voltados a setups modernos que misturam guitarra, síntese e produção musical.
Flange With No Name: modulação com caráter vintage
O Flange With No Name resgata a estética dos flangers boutique dos anos 90, conhecidos pelo uso em cenas alternativas e experimentais.
A proposta vai além da modulação tradicional, funcionando como uma ferramenta de criação de texturas.
Aplicações práticas:
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ambiências em guitarras atmosféricas
produção eletrônica e sound design
efeitos psicodélicos e shoegaze
camadas criativas em estúdio
BM-17 Frequency Box: pedal com lógica de sintetizador
O BM-17 Frequency Box atua como um VCO independente, podendo gerar sinal próprio ou responder ao áudio de entrada.
Na prática, aproxima o pedalboard do universo dos sintetizadores modulares.
Usos possíveis:
criação de drones e timbres sintéticos
integração com synth setups
efeitos experimentais ao vivo
design sonoro para trilhas e produção eletrônica
Ring Stinger: ring modulator + fuzz em um só pedal
O Ring Stinger revive um clássico cult dos anos 90 combinando modulação em anel e fuzz em um único circuito, permitindo sons metálicos, agressivos e altamente experimentais.
Onde se destaca:
rock alternativo e noise
texturas industriais
riffs experimentais
criação sonora fora do padrão tradicional
Pedais como ferramentas de criação
Os três lançamentos mostram uma mudança interessante no mercado: pedais deixam de ser apenas efeitos complementares e passam a atuar como ferramentas de criação sonora.
Em vez de buscar apenas timbres clássicos, a proposta aqui é expandir possibilidades — aproximando guitarristas do universo da síntese e do sound design.
O novo instrumento combina ressonadores físicos e controle eletrônico para uma experiência sonora mais expressiva e tátil.
A Korg anunciou o phase8, um sintetizador acústico de oito vozes que propõe uma abordagem pouco comum: gerar som por meio de vibração física real, e não apenas processamento digital.
O instrumento utiliza ressonadores de aço ativados eletromecanicamente, criando um comportamento sonoro mais próximo de um instrumento acústico do que de um sintetizador tradicional.
Som que pode ser tocado
O phase8 permite interação direta com o som. Os músicos podem golpear, pressionar ou tocar levemente os ressonadores para modificar a resposta sonora em tempo real, introduzindo variações naturais difíceis de reproduzir apenas com software.
O sistema inclui 13 ressonadores afinados cromaticamente — sendo oito utilizáveis simultaneamente — que podem ser trocados para adaptar a afinação e o caráter tonal do instrumento.
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Um controle chamado AIR regula o quanto a interação física influencia o resultado final, reforçando a sensação de um instrumento “vivo”.
Pensado para performance e criação sonora
Mais do que um sintetizador convencional, o phase8 foi desenvolvido para aplicações como:
performances eletrônicas ao vivo
sound design experimental
produção híbrida acústico-digital
estúdios criativos em busca de novas texturas sonoras
A proposta acompanha uma tendência crescente entre músicos que buscam recuperar a interação física dentro de ambientes eletrônicos cada vez mais digitais.
Integração com setups atuais
O instrumento inclui sequenciador interno e conectividade completa:
MIDI e USB-MIDI
sincronização Sync
controle CV para sistemas modulares
Isso permite integração direta com estúdios, rigs de palco e configurações analógicas.
Eletrônica com comportamento acústico
O phase8 representa uma abordagem híbrida no design de instrumentos ao combinar precisão eletrônica com resposta física real. Em vez de simular o comportamento acústico, o sistema produz som por vibração tangível, abrindo novas possibilidades expressivas para músicos e criadores.
Nova série amplia a oferta de modelos profissionais da marca com opção de captação L.R. Baggs e foco em músicos de palco e estúdio.
A Guild anunciou a chegada dos novos F-412 Standard Natural e F-412 Standard Pacific Sunset Burst, violões acústicos jumbo de 12 cordas fabricados nos Estados Unidos. Os modelos marcam o retorno da marca à produção de violões 12 cordas com corpo em mogno feitos no país após vários anos.
Segundo Nick Beach, gerente de produto da divisão de instrumentos com trastes da Guild, a proposta da série é oferecer instrumentos profissionais mais acessíveis dentro do portfólio da marca, aproximando esse tipo de violão de músicos que trabalham regularmente em palco e estúdio.
Construção voltada para som amplo e definido
Os dois modelos compartilham a mesma construção, diferenciando-se apenas pelo acabamento. O corpo utiliza fundo e laterais em mogno africano maciço, enquanto o tampo em abeto Sitka maciço busca equilibrar calor tonal e definição, característica tradicional dos violões jumbo de 12 cordas da Guild.
A combinação resulta em um som amplo e com forte presença harmônica — qualidade normalmente associada a gravações de folk, rock acústico e pop, onde o efeito “chorus natural” das 12 cordas cria camadas densas sem necessidade de processamento adicional.
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O braço em mogno com perfil em “C” foi projetado para maior conforto apesar da tensão típica de instrumentos de 12 cordas, acompanhado por escala em rosewood indiano e tarraxas vintage open-gear.
Opção pronta para palco e gravação
As versões F-412E Standard incluem o sistema ativo L.R. Baggs Element VTC, com controles discretos de volume e tonalidade. A inclusão do captador amplia o uso do instrumento em apresentações ao vivo e gravações diretas, mantendo a resposta acústica original.
Cada unidade acompanha case rígido com controle de umidade e certificado de autenticidade.
Retorno estratégico ao segmento 12 cordas
O lançamento reforça a presença da Guild em um nicho que voltou a ganhar espaço entre compositores, produtores e artistas que buscam texturas acústicas mais ricas sem recorrer a múltiplas camadas de gravação.
Ao posicionar o modelo abaixo das séries topo de linha, a marca amplia o acesso a instrumentos fabricados nos EUA dentro da categoria profissional — um movimento alinhado à crescente demanda por violões premium voltados ao uso real em turnês e estúdios.