Instrumentos Musicais
NAMM pressiona Washington por instrumentos fora de novas tarifas
Entidade afirma que custos de importação podem afetar instrumentos de entrada e a formação de novos músicos.
A NAMM encerrou uma rodada de advocacy em Washington, D.C., com duas frentes centrais para a indústria de produtos musicais: a pressão por alívio tarifário para instrumentos, componentes e matérias-primas, e a defesa de financiamento federal para educação musical e artística nos Estados Unidos. A agenda ocorreu entre o depoimento de John Mlynczak, presidente e CEO da associação, ao Office of the United States Trade Representative (USTR), em 8 de maio, e o 20º Advocacy D.C. Fly-In, realizado de 10 a 14 de maio.
No depoimento ao comitê da Seção 301, a NAMM argumentou que tarifas atuais e potenciais podem elevar custos para fabricantes, varejistas, escolas e famílias. A associação pediu medidas comerciais mais direcionadas e a criação de um processo de exclusão para instrumentos musicais, componentes e matérias-primas usados na fabricação.
A entidade também levou ao USTR dados que apontam queda nas importações de instrumentos de entrada em 2025. Segundo o testemunho de Mlynczak, as importações de instrumentos de sopro caíram 27% e as de pianos recuaram 20% no período. A leitura da NAMM é que a alta de custos pode afetar o acesso inicial à prática musical — justamente a faixa que alimenta, no longo prazo, o mercado de instrumentos profissionais.
Mais de 200 reuniões no Capitólio
No Advocacy D.C. Fly-In, a NAMM reuniu mais de 100 membros e parceiros do setor em mais de 200 reuniões com parlamentares e assessores. A pauta incluiu defesa de investimentos em programas federais como Title I, Title II, Title IV-A e National Endowment for the Arts, além de pedidos de alívio tarifário junto a integrantes dos comitês de finanças do Senado e de Ways and Means da Câmara.
A agenda também contou com a participação de Cassie Donegan, Miss America, e da baterista Queen Cora Coleman como delegadas convidadas. Em 13 de maio, a programação incluiu o Congressional Record, evento bipartidário com integrantes dos caucuses de músicos e artes do Congresso.
Por que a pauta importa fora dos EUA
Embora a ação seja voltada à política pública norte-americana, o tema tem impacto potencial sobre cadeias internacionais de fornecimento. No próprio depoimento, Mlynczak citou a dependência de materiais, componentes e produção em países como Japão, México, Indonésia, Taiwan, Vietnã e China para atender diferentes faixas de preço e níveis de músicos.
Para fabricantes, distribuidores e varejistas que acompanham o mercado norte-americano, a discussão combina duas questões sensíveis: custo de entrada para estudantes e previsibilidade de importação. A NAMM tenta enquadrar instrumentos musicais não apenas como bens de consumo, mas como parte da infraestrutura educacional e cultural que sustenta a demanda futura do setor.
Mais informações sobre as ações da NAMM aqui.
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