Conecta+ Música
O que é a Conecta+ Música & Mercado e por que ocupa espaço na agenda do setor
O evento evolui em 2026 com uma proposta que combina feira, congresso e agenda de negócios para conectar empresas, profissionais, criadores, educação, tecnologia e poder público.
Durante muitos anos, o mercado da música funcionou com uma lógica relativamente previsível. Fabricantes, distribuidores, representantes, lojas, professores, técnicos e músicos formavam uma cadeia reconhecível. O consumidor descobria instrumentos, equipamentos e serviços na loja, na escola de música, no ensaio, no palco ou por recomendação direta de outros profissionais.
Esse mapa mudou.
A venda online, os marketplaces, os criadores de conteúdo, as plataformas digitais, os novos modelos de educação musical e a profissionalização dos eventos fragmentaram o caminho tradicional de compra e decisão. O mercado ganhou escala, mas perdeu parte de sua coordenação.
É nesse contexto que a Conecta+ Música & Mercado ocupa um lugar relevante na agenda do setor. Não apenas como uma feira de produtos, mas como um ponto de encontro para reorganizar conversas, gerar oportunidades e reunir, em um mesmo ambiente, quem compra, vende, especifica, ensina, produz, opera, licencia e monetiza música.
De feira setorial a plataforma de negócios
A Conecta+ nasceu vinculada ao ecossistema da Música & Mercado e ao propósito de reunir empresas, marcas e profissionais do setor musical. Com o tempo, o evento deixou de responder apenas a uma necessidade de exposição comercial e passou a refletir uma transformação mais ampla: a música já não se organiza somente em torno do instrumento ou da loja.
Hoje, o negócio da música também passa por áudio profissional, iluminação, infraestrutura para eventos, estúdios, software, educação, direitos autorais, creators, festivais, igrejas, teatros, escolas, projetos sociais e políticas públicas.
A edição de 2026 da Conecta+ Música & Mercado está prevista para acontecer de 13 a 15 de novembro de 2026, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, com uma proposta que integra exposição profissional, congresso e agenda de negócios. O formato apresentado pela organização posiciona o evento como um ambiente para avaliar soluções, conversar, negociar e avançar oportunidades reais para o mercado da música.
Por que o evento voltou a ser necessário
O retorno da Conecta+ à agenda não se explica apenas pela vontade de reunir expositores. Ele responde a uma demanda concreta do mercado: criar um espaço onde as diferentes partes da cadeia voltem a se encontrar de forma presencial, profissional e orientada a resultados.
A loja precisa entender o novo consumidor. O fabricante precisa conversar com quem especifica compras. O distribuidor busca ampliar canais. O técnico de áudio e luz precisa se atualizar. O educador procura soluções para formação. O poder público precisa de referências para projetos culturais. O músico quer conhecer ferramentas, tendências e caminhos de profissionalização.
Quando esses públicos não se cruzam, o mercado fica mais lento. Quando se encontram em um mesmo lugar, com conteúdo, demonstrações e agenda de negócios, as oportunidades se tornam mais visíveis.
O que mudou na proposta
A nova fase da Conecta+ não elimina o varejo. Pelo contrário: mantém o varejo como uma parte estratégica do evento. A diferença é que ele deixa de ser o único centro da conversa.
A partir de 2026, o evento passa a incluir outros mecanismos de negócio: venda direta, distribuição, locação, contratos, especificações técnicas, compras institucionais, formação, licenciamento, tecnologia e projetos públicos. O objetivo é permitir que diferentes agentes do setor encontrem oportunidades além do contato casual de corredor.
A organização também trabalha com uma camada digital de relacionamento. O App Conecta+ foi pensado para ajudar participantes e empresas a solicitar, organizar e priorizar reuniões antes e durante o evento, reduzindo o improviso e dando mais direção ao tempo de presença na feira.
Uma edição pensada para o novo mapa da música
Os dados da edição anterior ajudam a explicar esse movimento. Segundo materiais da organização, a Conecta+ registrou em 2025 14 mil profissionais cadastrados, 305 CNPJs únicos de compradores, mais de 400 marcas, presença de 22 estados e Distrito Federal e mais de 200 palestrantes.
Para 2026, a meta apresentada é ampliar essa base, com mais compradores identificados, maior cobertura nacional e participação de secretarias de cultura, educação e turismo.
Esse ponto é relevante: o mercado musical já não depende apenas do consumidor final. Há demanda em escolas, igrejas, teatros, casas de show, locadoras, estúdios, produtoras, ONGs, projetos culturais e municípios. Quem entende esse movimento pode encontrar novas formas de vender, prestar serviços, capacitar, especificar ou investir.
O que o visitante pode esperar
Para o visitante profissional, a Conecta+ Música & Mercado funciona como uma leitura concentrada do setor. Em poucos dias, é possível observar quais marcas estão ativas, quais produtos chegam ao mercado, quais temas estão em discussão e quais perfis de compradores, fornecedores e especialistas estão buscando conexões.
Para músicos, técnicos e criadores, o evento pode funcionar como um espaço de atualização. Para lojas e distribuidores, como uma ferramenta de reposicionamento comercial. Para empresas de áudio, iluminação, tecnologia e educação, como uma vitrine para públicos que nem sempre estão reunidos em uma feira tradicional de instrumentos.
O valor do evento está justamente nessa combinação: produto, conteúdo, relacionamento e inteligência de mercado.
Mais do que visitar uma feira
A pergunta já não é apenas “quem vai expor?”. A pergunta correta é: que tipo de mercado queremos construir para os próximos anos?
A Conecta+ Música & Mercado volta à agenda porque o setor precisa de pontos de encontro capazes de organizar conversas que hoje estão dispersas. A música continua sendo cultura, expressão e entretenimento. Mas também é economia, trabalho, tecnologia, formação, infraestrutura e negócio.
Em 2026, a Conecta+ se apresenta como uma resposta a esse novo cenário: um evento para ver produtos, sim, mas também para entender para onde o mercado se move e com quem será necessário conversar para seguir participando dele.
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