Marca brasileira reúne representantes comerciais para o alinhamento das estratégias de 2023.
Nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro, a sede da Ewa Guitars, em Goiás, foi palco da terceira convenção anual da marca.
O evento reuniu representantes comerciais de todo o país e a equipe interna para dialogar sobre as estratégias e apresentar as novidades de violões, guitarras, contrabaixos e acessórios a serem lançadas em 2023.
“Desde a sua fundação, a Ewa Guitars tem se destacado no mercado por oferecer produtos de alta qualidade e inovação constante. A cada ano, a marca se supera, trazendo novidades que surpreendem e encantam os músicos”, reforça o comunicado emitido pela empresa.
Sob a gerencia comercial de Marco Vignoli e a direção de Daniela Antunes, a empresa tem buscado se diferenciar da concorrência, meio a um turbulento e competitivo mercado.
Movimento amplia portfólio da companhia no país e reforça estratégia global de aproximar marcas do mercado local.
A Yamaha Musical do Brasil Ltda. anunciou que passa a ser a representante e distribuidora oficial no Brasil das marcas Line 6, Ampeg, Guild e Córdoba a partir de 1º de janeiro de 2026.
A decisão integra a estratégia global da Yamaha de centralizar a gestão de marcas do grupo em suas subsidiárias locais, fortalecendo a presença regional e o relacionamento com o mercado.
As quatro marcas fazem parte da Yamaha Guitar Group Inc., subsidiária norte-americana da Yamaha Corporation, sediada no Japão, criada em 2014 após a aquisição inicial da Line 6. Para TJ Martin, vice-presidente de Vendas Mundiais da YGG, a transição é um passo natural dentro da estrutura do grupo. “Como subsidiária brasileira da Yamaha Corporation e empresa irmã da YGG, é uma progressão natural para a YMDB assumir o gerenciamento local de nossas marcas. A adição dos produtos da YGG permite que a Yamaha no Brasil avance para se tornar um dos principais fornecedores de soluções para guitarristas, violonistas e baixistas no país”, afirma o executivo.
Segundo Martin, as marcas agora sob gestão da YMDB são presença constante em palcos e estúdios ao redor do mundo. “Nossos produtos carregam legado e confiabilidade para músicos e bandas em turnê. Estamos muito felizes em trabalhar com a YMDB para continuar essa jornada e fazer história no Brasil”, completa.
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Com a mudança, o portfólio da Yamaha no Brasil passa a reunir Yamaha, Line 6, Ampeg, Córdoba e Guild, ampliando de forma significativa sua oferta de instrumentos e soluções para guitarristas e baixistas. Para Kentaro Hayashi, presidente da Yamaha Musical do Brasil, o movimento reforça o posicionamento estratégico da companhia no país. “A Yamaha sempre foi reconhecida como líder global em instrumentos musicais e áudio profissional. Ao trazer marcas icônicas como Line 6, Ampeg, Córdoba e Guild para o Brasil, reafirmamos nosso compromisso em oferecer aos músicos brasileiros um portfólio ainda mais completo e diversificado”, destaca.
Hayashi também ressalta o peso histórico de cada uma das marcas. “A Guild é reconhecida por seus violões e guitarras, a Ampeg é referência mundial em amplificação de baixo, a Line 6 é pioneira em tecnologia digital para guitarristas, e a Córdoba é sinônimo de qualidade em instrumentos acústicos. Essa parceria reflete nossa visão de crescimento sustentável e nossa dedicação em celebrar a música em todas as suas formas no Brasil”, afirma.
Do ponto de vista do mercado, a mudança deve impactar diretamente revendedores e distribuidores, que passam a contar com o portfólio completo dessas marcas aliado à estrutura logística, comercial e de suporte da Yamaha no Brasil. De acordo com Hayashi, a transição segue uma diretriz global da companhia. “A transferência da distribuição dessas marcas para as subsidiárias locais da Yamaha tem sido uma tendência mundial, garantindo uma relação mais próxima com cada mercado e entregando o mesmo nível de excelência e suporte que músicos de todo o mundo esperam”, conclui.
Mudança reorganiza o segmento de violões premium no país e reposiciona a estratégia da marca no mercado brasileiro.
A Taylor Guitars terá uma nova estrutura de distribuição no Brasil. A WMS Brasil, que representou oficialmente a marca por mais de uma década, anunciou em comunicado publicado no Instagram que encerra sua atuação como distribuidora. A operação passa agora para a rede Made in Brazil, que assume a importação e o fornecimento dos instrumentos no país.
No texto divulgado, a WMS afirmou: “Hoje encerramos um capítulo muito especial da nossa história. A WMS Brasil deixa de ser a distribuidora oficial da Taylor Guitars no Brasil, e a operação passa agora para a Made in Brazil.”
A empresa também agradeceu as parcerias construídas ao longo da última década e informou que está conduzindo uma transição transparente para consumidores e lojistas.
O movimento ocorre em um dos maiores e mais competitivos mercados latino-americanos de violões premium. O Brasil combina grande demanda com desafios estruturais importantes — como carga tributária elevada, logística extensa e forte impacto cambial — fatores que tornam o segmento de instrumentos de alto padrão especialmente sensível a preço e disponibilidade.
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Nesse cenário, a Taylor passa a disputar espaço em um ambiente já consolidado por marcas como a Takamine, distribuída pela Sonotec, operação reconhecida por sua capilaridade e consistência no atendimento ao varejo especializado.
Ao longo dos últimos anos, a WMS desempenhou papel relevante na expansão da Taylor no país, fortalecendo sua presença em lojas especializadas, promovendo treinamentos e contribuindo para ampliar a visibilidade da marca entre músicos profissionais e consumidores iniciantes.
Com a chegada da Made in Brazil à operação, o setor acompanha como serão estruturadas as políticas comerciais, campanhas de marketing e a presença da marca nos principais centros consumidores. Até o momento, a nova distribuidora não divulgou detalhes adicionais sobre seus planos para a Taylor Guitars.
A Música & Mercado seguirá monitorando a transição e seus impactos no segmento de violões premium no Brasil.
Com uma sucessão planejada e a injeção de uma liderança mais ousada, a distribuidora sai do modo “discreto” e projeta crescimento três vezes maior em 2025.
No competitivo tabuleiro do mercado musical brasileiro, a Habro Music era, até recentemente, o paradoxo de um gigante adormecido. Detentora de um portfólio invejável e com uma saúde financeira inquestionável, a empresa operava em um ritmo quase de manutenção, levando o mercado a percebê-la como tradicional, sem ego e “apagada”. Lojistas ouvidos pela Música & Mercado afirmavam que a visão externa era a de “uma empresa que sentou em cima de um monte de marca porque tem dinheiro, mas perdeu a vontade de brilhar”.
Essa era acabou
Em setembro de 2025, a Habro comemorou 40 anos de história. O ano de celebração coincidiu com mudanças que não estavam no radar do mercado, considerando o ritmo adotado nos últimos anos pela companhia. Convenhamos: a importadora, através de seus fundadores Alfred e Alec Haiat, era reconhecida como bem administrada e sólida financeiramente, mas também avessa a riscos e conservadora.
Alec e Alfred Haiat: estratégia de sucessão preparada
O ponto de virada veio com o processo de sucessão, agora sob a direção de Phillipe Haiat, filho de Alfred, que assumiu como COO. Phillipe promoveu uma reforma estrutural — ou, como eles mesmos definem, “um novo palco”. “Hoje estou à frente do negócio talvez com a mesma energia que os fundadores tinham há alguns anos. Mas acredito que nada se faz sozinho, e por isso me apoio em gente competente ao meu redor”, explica Phillipe Haiat. Entre as mudanças, desde outubro de 2024, Flávio Desenzi passou a liderar a diretoria comercial da Habro.
Phillipe Haiat: novo COO da Habro Music
Sem ego, sem fogos de artifício
Com diretrizes claras, Desenzi enfatiza: “Está sendo apresentada nesta edição do Habro Sales Experience — HSE — nossa nova fase e posicionamento, reafirmando o compromisso de liderar o setor de instrumentos musicais com inovação, solidez e as marcas mais desejadas do mercado”. A 2ª edição do Habro Sales Experience, convenção da Habro Music, acontece de 2 a 5 de outubro no interior de São Paulo. “Iremos apresentar grandes novidades e estratégias para 2026, além de celebrar as conquistas e o crescimento notório da empresa”, complementa Samuel Galdino, gerente de marketing.
Em vez de campanhas pontuais, a empresa decidiu mexer no que realmente impacta o dia a dia do Lojista: estoque próprio pago, menos portas por SKU para proteger preço, representantes com metas e bônus, janelas de abastecimento mais curtas e um e-commerce que atua como laboratório — testando discurso, SEO, imagens e vídeos — para devolver à ponta um “pacote de venda” pronto para integrar ao site e às redes sociais da loja.
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Os números confirmam a mudança: o faturamento triplicou em cerca de dez meses, e a projeção é encerrar o ano três vezes acima de 2024. Ninguém empilha esse gráfico só com boas intenções. O que está em jogo é uma filosofia antiga, agora aplicada com método: ninguém ganha sozinho. Se a margem não fecha na loja, a distribuidora não sustenta crescimento — e a Habro escolheu tornar isso regra de operação, não apenas slogan.
Samuel Galdino e Flávio Desenzi: força nas vendas e marketing e conquista de mercado.
New Stage
A mudança começa por onde quase ninguém gosta de mexer: poder e processo. Os fundadores seguem próximos, como mentores e guardiões do jeito de fazer — empresa própria, não de banco; disciplina de caixa; aversão a prazos mirabolantes — e mantendo a tradição de representar muitas marcas. Entre os destaques, está o empenho na linha de áudio profissional, com a Alto, além da experiência passada na distribuição de marcas como Mackie e Focusrite.
“Vivemos hoje, sem dúvida, o melhor momento da empresa nos últimos 13 anos. Basta olhar ao redor do escritório para sentir uma empresa viva, motivada e confiante”, afirma Phillipe.
Em conversa com representantes comerciais, a Música & Mercado apurou que a Habro importará, até o fim de 2025, uma linha de produtos que trará três efeitos claros: Lojistas e consumidores animados e concorrentes preocupados. É hora de prestar mais atenção na quarentona Habro.