Teclas, MIDI, Synth
Sintetizadores: a volta dos timbres vintages
Fabricantes de teclados atendem demanda dos famosos timbres analógicos. Depois de duas décadas ignorando a tecnologia que criou os grandes sintetizadores e órgãos marcas os sintetizadores simplificaram
Fabricantes de teclados atendem demanda dos famosos timbres vintages
Depois de duas décadas ignorando a tecnologia que criou os grandes sintetizadores e órgãos, marcas simplificaram, com patches/presets já prontos, os timbres que antes eram criados minuciosamente.
Surgiram então os samplers, os romplers e enfim, os sintetizadores que não sintetizam mais tanto assim. Mas algumas marcas começaram a reparar que, nós músicos, começamos a sentir falta dos grandes timbres pesados, encorpados e definidos que tínhamos e que desapareceram dos teclados modernos.
Começamos a procurar por instrumentos antigos e muitas vezes sem peças para reposição. Mas mesmo assim o resultado valia a pena.
De olho nisso, algumas empresas voltaram sua engenharia para relançar essas maravilhas antigas, como a MoogMusic e Dave Smith, relançando os Minimoogs e Prophets.
Com esse reaquecimento engatinhando e o sucesso desses instrumentos voltando à tona, outras empresas estão tentando relançar aos poucos estas grandes produtos.
Não vou citar todas agora, pois são muitas. Porém vou citar modelos que estão surpreendendo pela qualidade à altura de grandes empresas que dominam o mercado com tecnologia e know-how no segmento há décadas.
[tabs][tab title =”Tokai TX5“]
[ot-video][/ot-video]
[/tab][tab title =”Moog“]
[ot-video][/ot-video]
[/tab][/tabs]
Além da tão aclamada Clavia, com seus Nord Leads e Electros, outras empresas investiram em produtos analógicos, como é o caso da Casio. A empresa japonesa voltou a produzir sintetizadores e pianos como os XWP1, XWG1, PX5.
No Brasil, a Tokai com os TX5 e T1, TP188; Labolida, com o Pico 4, Nano 1, Organ 1, a EMW com uma linha espetacular de sintetizadores modulares e estamos aguardando o tão esperado Voltix da SGR/Tron.
Mesmo que o assunto agora é vintage e que a atenção sempre está virada às marcas Clavia, Korg, Yamaha, Kurzweil e Roland, é bom olhar outros synths que merecem a atenção. Como por exemplo os MFB, os Vermona e acredite que tem muito mais por aí. Mas isso é outra história que está lá do outro lado do mundo e ainda vamos chegar lá.
Iniciantes: quer um sintetizador de verdade com custo benefício excelente?
Casio XWP1
Vamos começar pelo interessante Casio XWP1 que, mesmo tendo sido lançado há alguns anos, ganha mais adeptos a cada dia. A primeira vez que vi o XWP1 foi numa loja em Porto Alegre e estava escondido em meio a outros teclados diversos. Chamou-me a atenção a estrutura do painel e só nesse primeiro olhar eu já tinha idéia do que poderia ser, já que se tratava de um Casio, me remetendo à excelente linha CZ de sintetizadores nos anos 80.
Pedi ao atendente para testar e ele todo solícito foi logo dizendo que se tratava de um teclado simples. Assim que ele ligou numa caixa multiuso qualquer e eu toquei a primeira tecla com um som semelhante à um Prophet5 eu arregalei os olhos e comentei. – É um sintetizador de verdade! Olhei para o atendente e ele estava mais surpreso que eu. Enfim…
A Casio já há alguns anos vem trazendo uma gama de sonoridade e recursos incríveis com custo benefício excelente. Uma nova tecnologia de áudio, que estão denominando “híbrida”, com arquitetura e estrutura intuitiva de criação dos timbres que são bem definidos e pesados, com a incrível possibilidade de manipulação em tempo real.
Para editar os timbres o usuário terá que estudar o “mapa da mina” (manual), mas nada que alguns minutos não resolvam.
Além da sessão sintetizador, que é incrivelmente maravilhosa, ele tem outras sessões:
- Sistema Hex Layer: Onde o usuário tem a possibilidade de combinação em Layers e ainda pode manipulá-los pelos sliders em tempo real.
- Drawbar Organ: Que é bem simples, mas funciona razoavelmente bem e posso dizer que melhor que muitos outros teclados com esse tipo de simulação. A outra sessão é a PCM com recursos encontrados em outros teclados comuns.
[ot-video][/ot-video]
Se formos fazer um comparativo o mais próximo pelo preço e qualidades de sintetizador que se pode achar nas lojas hoje, encontraremos o também híbrido, Roland JD-Xi. Com os excelentes timbres e recursos no padrão incontestável Roland. Ele apenas peca com o tamanho e número de teclas. Embora seja pequeno, ele tem sons e recursos gigantescos. Aliás a moda pegou com os Mini Synths junto com a Korg e Yamaha, mas isso é outra história.
Músico profissional: com conhecimento de síntese analógica e como manipular em tempo real os timbres
Korg KingKorg: Incontestável trabalho primoroso da Korg. Ele é um dos mais completos e bonitos sintetizadores no momento (2016). Modelagem analógica com 3 osciladores (e não apenas 2 como a maioria das empresas insiste em nos enfiar goela abaixo) , vocoder, e uma cerejinha no bolo que é o circuito de drive valvulado. Só faltou o aftertouch que a Korg sempre trabalhou extremamente bem.
Com essas características e na média de preço dele, eu não encontrei concorrência no mercado e sinceramente eu não entendi o porquê a Korg não o trouxe para a feira Expomusic de 2015.
[ot-video][/ot-video]
Duelo de gigantes Clavia Nord Stage, Korg Kronos e o Motif XF
O Nord Stage 2 tem recursos maravilhosos para serem usados em shows ou estúdios. Coisas simples me chamam a atenção como a possibilidade de usar pedais triplos para execução de peças de piano. Isso é apenas o básico, fora outras inúmeras vantagens que o instrumento nos oferece, como a possibilidade de personalizá-lo com novas amostras de instrumentos que lhe convém. O fácil acesso à edição dos timbres em tempo real é, sem dúvida, a melhor ferramenta para nós tecladistas.
O Korg Kronos é uma das mais impressionantes keyboard workstations já produzidas e traz um incrível piano com 12 níveis de troca de camadas de samples “sem loop”, nos dando o caimento natural da sustentação das notas. Com nove mecanismos de geração de sons distintos, sequencer de 16 pistas e mais 16 canais de áudio para gravação, realmente é uma poderosa máquina de criação.
O Yamaha Motif XF não fica atrás pois veio desde 2001 ganhando admiração e muita tecnologia com qualidade e recursos de tirar o chapéu. Agora, além de tudo, com muito mais memória e com a possibilidade de personalizar também o teu teclado com os timbres que lhe convém. Parece ser um novo padrão a ser tomado nos novos teclados.
[tabs][tab title =”Yamaha Motif “]
[ot-video][/ot-video]
[/tab][tab title =”Korg Kronos“]
[ot-video][/ot-video]
[/tab][tab title =”Nord Stage 2“]
[ot-video][/ot-video]
[/tab][/tabs]
Não há como fazer uma comparação entre eles. Seria um debate desgastante pois de um lado entrariam gostos pessoais e por outro características de timbragens e recursos que cada um deles tem. O que um excelente tecladista deveria fazer é ter os três no seu setup além de um ou dois synths para solos.
E você? O que achou? Coloque sua opinião aqui nos comentários.
Instrumentos Musicais
Casio amplia linha CELVIANO com modelos Grey Beige e foco em bem-estar
AP-750 e AP-300 combinam tecnologia de piano de cauda com conectividade digital.
A Casio anunciou a chegada dos pianos digitais CELVIANO AP-750 e AP-300 na nova tonalidade Grey Beige, ampliando a proposta da linha premium com foco em integração ao ambiente doméstico e uso voltado ao bem-estar.
A nova cor reflete uma mudança no perfil de consumo, com o piano passando a ocupar também um papel ligado à expressão pessoal e à rotina cotidiana, além da formação técnica. Nesse contexto, o design busca maior adaptação aos espaços residenciais.
O modelo AP-300 é direcionado a iniciantes e estudantes em nível intermediário, com recursos voltados à construção técnica e experiência sonora. O instrumento inclui sistema de som multidimensional, simulação de ressonância de cordas e variações acústicas associadas à abertura de tampa.

“O AP-300 oferece recursos avançados que acompanham a evolução do aluno, garantindo uma base sólida desde os primeiros passos da formação”, afirma Samuel Cimirro, diretor executivo da marca no Brasil.
Já o AP-750, modelo topo de linha, é voltado a usuários avançados e pianistas em nível semiprofissional. O piano incorpora a fonte sonora AiR Grand, baseada na linha Grand Hybrid, com timbres derivados de pianos de concerto, incluindo o Berlin Grand.
O sistema de som Grandphonic, com múltiplos canais e alto-falantes, e o teclado híbrido com madeira e resina buscam reproduzir a resposta mecânica de pianos acústicos, com controle de dinâmica e sensibilidade ao toque.
A linha também integra recursos digitais, como conectividade Bluetooth de áudio e MIDI, além de compatibilidade com o aplicativo Casio Music Space, que permite controle e apoio à prática musical.

“O grande diferencial está em inserir soluções contemporâneas dentro de um ambiente que preserva a estética clássica e a experiência sensorial do piano”, destaca Cimirro.
Os modelos incluem ainda modo otimizado para uso com fones de ouvido e ajustes de equalização para prática em volumes reduzidos.
Segundo a empresa, a expansão da linha acompanha a evolução do papel do instrumento no ambiente doméstico.
“A expansão para o território lifestyle representa um movimento natural de evolução da marca. O piano transcende sua função tradicional e passa a ocupar um lugar de protagonismo no lar, como símbolo de cultura, sofisticação e identidade”, conclui o executivo.
Evento de lançamento em São Paulo
A Flagship da Casio localizada na Made in Brazil Music Megastore São Paulo, recebeu o lançamento do Celviano Grey Beige, consolidando a chegada do modelo ao mercado nacional. O evento reuniu convidados do setor cultural e do design, com destaque para o arquiteto e pianista Ricardo Abreu e o músico Allen Lima, integrante da Família Lima.
“A nova versão do Celviano vai além de proporcionar um alto desempenho musical; ela foi projetada para oferecer um estilo de vida vibrante dentro do espaço de convivência” afirma Koji Takahashi, Presidente da Casio Brasil. Os tradicionais e consagrados preto e marrom dão lugar ao tom grey beige trazendo uma leveza que conversa diretamente com as tendências da arquitetura contemporânea, sendo uma opção versátil para diferentes estilos de interiores.

Instrumentos Musicais
Korg apresenta phase8, um sintetizador acústico baseado em vibração real
O novo instrumento combina ressonadores físicos e controle eletrônico para uma experiência sonora mais expressiva e tátil.
A Korg anunciou o phase8, um sintetizador acústico de oito vozes que propõe uma abordagem pouco comum: gerar som por meio de vibração física real, e não apenas processamento digital.
O instrumento utiliza ressonadores de aço ativados eletromecanicamente, criando um comportamento sonoro mais próximo de um instrumento acústico do que de um sintetizador tradicional.
Som que pode ser tocado
O phase8 permite interação direta com o som. Os músicos podem golpear, pressionar ou tocar levemente os ressonadores para modificar a resposta sonora em tempo real, introduzindo variações naturais difíceis de reproduzir apenas com software.
O sistema inclui 13 ressonadores afinados cromaticamente — sendo oito utilizáveis simultaneamente — que podem ser trocados para adaptar a afinação e o caráter tonal do instrumento.
Um controle chamado AIR regula o quanto a interação física influencia o resultado final, reforçando a sensação de um instrumento “vivo”.
Pensado para performance e criação sonora
Mais do que um sintetizador convencional, o phase8 foi desenvolvido para aplicações como:
- performances eletrônicas ao vivo
- sound design experimental
- produção híbrida acústico-digital
- estúdios criativos em busca de novas texturas sonoras
A proposta acompanha uma tendência crescente entre músicos que buscam recuperar a interação física dentro de ambientes eletrônicos cada vez mais digitais.
Integração com setups atuais
O instrumento inclui sequenciador interno e conectividade completa:
- MIDI e USB-MIDI
- sincronização Sync
- controle CV para sistemas modulares
Isso permite integração direta com estúdios, rigs de palco e configurações analógicas.
Eletrônica com comportamento acústico
O phase8 representa uma abordagem híbrida no design de instrumentos ao combinar precisão eletrônica com resposta física real. Em vez de simular o comportamento acústico, o sistema produz som por vibração tangível, abrindo novas possibilidades expressivas para músicos e criadores.
Instrumentos Musicais
Sintetizadores analógicos x digitais: qual escolher
O sintetizador vive um novo ciclo de protagonismo.
Dos estúdios profissionais aos home studios, do pop global ao indie experimental, o instrumento ocupa um lugar central na produção musical de 2026. Nesse cenário, uma pergunta volta a ganhar espaço entre músicos, educadores e produtores: sintetizador analógico ou digital?
Não existe uma única resposta. Os dois universos oferecem vantagens reais, limitações claras e oportunidades que variam conforme o estilo, o orçamento e o tipo de som que cada criador deseja alcançar. Este guia reúne as principais diferenças e tendências do mercado atual para ajudar na escolha.
O que oferece um sintetizador analógico
Os sintetizadores analógicos geram som por meio de circuitos elétricos reais — osciladores, filtros e amplificadores — que respondem de maneira orgânica à execução.
Características principais
- Sinal contínuo, quente e com pequenas variações naturais
- Controles diretos que favorecem a expressividade
- Arquiteturas simples, ideais para aprendizado tátil
- Som clássico associado a décadas de música eletrônica
Vantagens
- Timbre quente e dinâmico
- Interface física intuitiva
- Resposta imediata, sem latência
- Personalidade sonora única entre unidades
Desvantagens
- Preço mais alto devido aos componentes
- Maior peso e tamanho
- Menor polifonia
- Limitações de memória e conectividade
O que oferece um sintetizador digital
Os sintetizadores digitais produzem som por algoritmos, amostragem ou sínteses avançadas (FM, wavetable, granular, modelagem física).
Características principais
- Alta polifonia
- Presets complexos e amplo armazenamento
- Conectividade moderna (USB, MIDI, DAW)
- Grande variedade de motores sonoros em um único equipamento
Vantagens
- Versatilidade ampla
- Maior estabilidade e afinação
- Integração direta com o estúdio digital
- Melhor relação custo-benefício
Desvantagens
- Sensação menos orgânica para alguns músicos
- Curva de aprendizado mais acentuada
- Dependência de menus e telas
Tendências do mercado em 2026
- Híbridos no segmento médio-alto: Equipamentos que combinam osciladores analógicos com motores digitais — por exemplo, a arquitetura “analógico + wavetable”.
- Portabilidade e polifonia acessível: Modelos digitais compactos atendem criadores móveis e home studios.
- Analógicos acessíveis: Marcas com fabricação asiática permitem preços mais competitivos sem perder caráter sonoro.
- Software + hardware como ecossistema: Controladores com plugins dedicados consolidam fluxos híbridos antes exclusividade de estúdios maiores.
Qual escolher segundo o perfil do usuário
Produtor pop / urbano
Digital ou híbrido — versatilidade e presets rápidos para sessões intensas.
Designer de som / trilhas para mídia
Digital — motores complexos e modulação profunda.
Músico de palco
Analógico ou híbrido — presença sonora, controles físicos e estabilidade ao vivo.
Principiante
Digital acessível — preço menor, mais polifonia e aprendizado guiado por presets.
Colecionador ou entusiasta vintage
Analógico — valor emocional e caráter inconfundível.
Não se trata de escolher um vencedor. Em 2026, o mercado mostra que analógico e digital não competem — coexistem.
Enquanto o analógico traz identidade, textura e uma resposta tátil que inspira execução, o digital abre caminhos para mundos sonoros moldados por software e tecnologia.
Para músicos, produtores e lojistas, entender essa complementaridade já faz parte da decisão. O que importa não é a tecnologia em si, mas como cada instrumento contribui para construir uma estética sonora e um fluxo de trabalho pessoal.
-
Amplificadores1 semana agoAmplificador BEAM MINI da Blackstar com modelagem digital e uso portátil
-
Uncategorized1 semana agoBrasil: Darlan Terra assume supervisão de vendas da Pro On Group
-
Lojista3 semanas agoEstá diminuindo o interesse por tocar instrumentos?
-
Equipamento para DJs4 semanas agoMúsica eletrônica passa a ser reconhecida como patrimônio cultural em São Paulo
-
Audio Profissional2 semanas agoBrasil: Pro On e Bose Professional reforçam posicionamento com evento técnico
-
Audio Profissional4 semanas agoShure integra áudio, vídeo e IA na nova IntelliMix Bar Pro para salas corporativas
-
Instrumentos Musicais1 semana agoÉ oficial: Mike Terrana é novo parceiro da Williams
-
Iluminação4 semanas agoAstera apresenta QuikBeam, novo spotlight LED sem fio compacto








