Microfones
Os 25 anos da Dylan no mercado de áudio
Dylan comemora aniversário especial relembrando a história da empresa e com cupom de desconto para impulsionar vendas nas lojas físicas
A reputação da Dylan cresceu constantemente no mercado e ganhou posicionamento graças ao trabalho dos seus diretores e da equipe comercial, somado aos produtos que chegam ao País para satisfazer as necessidades dos usuários locais.
“Eu amo o nome Dylan, soa como música aos meus ouvidos”, disse Nicácio Oliveira, diretor comercial da empresa. “A marca Dylan foi iniciada pela Importadora Court em 1996. A empresa trouxe os primeiros microfones DLS-8, produto com qualidade compatível com as grandes marcas da época, mas encerraram o negócio em 1999. Em 2012, quando iniciamos a importação, adquirimos e ressuscitamos a marca no mercado com microfones e acessórios. Foi como iniciar tudo do zero, mas conseguimos construir a nossa própria identidade.”
Com um novo modelo de negócio para importação desenhado por Nicácio, nesse mesmo ano ele convidou seu irmão Naaman para fazer parte da empresa, com participação nas ações e se encarregando da administração. “Desde então, eu cuido da parte comercial, marketing e desenvolvimento e Naaman cuida da parte burocrática e do financeiro.”
Nicácio conta mais sobre a empresa nesta entrevista.
M&M: Fale um pouco sobre sua carreira neste mercado.
Iniciei no comércio de áudio profissional e instrumentos musicais no varejo, na região da Santa Ifigênia, em São Paulo, em 1995. Fui gerente de vendas e compras até o ano de 2004. Isso agregou muito ao meu conhecimento comercial. Em 2005 fui trabalhar com representação comercial no interior de SP. Em 2008 fiz a minha primeira viagem para a China, onde surgiu o sonho de montar o negócio.
M&M: Os produtos da Dylan são importados justamente da China, certo? Como foi o processo de escolher com qual fábrica trabalhar?
Sim, nossos produtos são importados da China. Escolher a fábrica e onde fabricar é como garimpar: trabalhoso, demorado e pesado. Temos um processo delicado para a escolha do local de produção que segue nosso padrão e critérios de qualidade, e posso garantir que não é uma tarefa fácil.
M&M: Foi difícil convencer os clientes brasileiros de que os produtos feitos na China são bons?
Não. As marcas mais desejadas do mundo produzem na China, ou melhor, a maior empresa do mundo produz iPhone na China. Toda essa retórica cai quando você produz um bom produto e entrega com qualidade além do esperado, e é isso que nós fazemos com excelencia — entregamos um produto honesto naquilo que ofertamos.
M&M: Por que escolheram focar os microfones?
Aprendemos duramente que não poderíamos ter uma grande marca vendendo produtos que não geravam valor, e isso foi o xis da questão. Vejo a Red Bull como um exemplo de negócio de sucesso. Apenas com um item, é uma inspiração. Precisávamos fazer muito com pouco dinheiro, então decidimos que a Dylan voltaria à sua origem de 1996, somente com microfones.
M&M: Com a parada do mercado e das importações desde o começo da pandemia, como foi o trabalho para vocês?
Fomos criativos no momento mais crítico da pandemia, trabalhando duro para obter os resultados necessários, com pequenas ações: enxugamos nosso mix de produtos, focamos somente a curva A e outras. Quanto à falta de mercadoria, tivemos de ir de acordo com o ritmo do momento, mas agora já está tranquilo. O mercado do áudio profissional vive um momento difícil. Isso se reflete nos negócios diretos em todo o setor, mas estamos atendendo bem e dentro do ponto de equilíbrio.
M&M: E o lado dos clientes?
Estamos a todo momento entregando ferramentas que potencializam a venda nos pontos de venda, como vídeos, fotos, cupons de descontos. O mercado de áudio profissional tem duas frentes de vendas: para PAs pequenos e para grandes espetáculos. Com a pandemia e a restrição de público, infelizmente as grandes operações estão paralisadas, mas os pequenos eventos, como cerimônias, aniversários, churrascos e cultos religiosos, principalmente, estão mantendo os negócios do nosso setor.
M&M: O que você acha que as empresas deveriam fazer para se reinventar neste momento difícil?
O exemplo é a Uber, o iFood… Os lojistas precisam explorar mais os meios de comunicação com sua região por meio das redes sociais e aproveitar isso como um canal de negócios para fortalecer suas vendas. Essa é uma estratégia que a Dylan tem aplicado. Temos utilizado muito as redes sociais para apresentar os nossos produtos.
M&M: Que tecnologias podem ser encontradas nos produtos da Dylan?
Todos os microfones mantêm um padrão de comercialização e apelo internacional. Os sistemas sem fio são certificados pelo Instituto de Tecnologia e o controle de qualidade possui homologação da Anatel. Produzimos em fábricas de alto padrão de qualidade, desde o mínimo detalhe da embalagem, do manual ilustrado em português ao microfone com uma fantástica captação de som. Uma soma proveitosa que nos leva a triunfar em todos os quesitos nessa categoria, sobretudo na satisfação dos usuários.
M&M: Para finalizar, o que significa este ano de aniversário para a empresa?
Com o nosso 25º aniversário estamos comemorando uma vitória. A vitória de ver o nome Dylan e os nossos produtos em todos os estados do Brasil. Como parte da comemoração criamos um cupom de desconto de R$ 25, exclusivo para impulsionar as vendas nas lojas físicas.
Audio Profissional
Maroon 5 migra para monitoramento digital com Spectera
Uso do sistema Spectera em turnê sinaliza mudança do áudio sem fio analógico para fluxos totalmente digitais em estádios.
A turnê de 2025 do Maroon 5 marcou uma mudança tecnológica importante no monitoramento ao vivo. O engenheiro de monitores Dave Rupsch implementou o sistema Spectera, da Sennheiser, uma solução sem fio digital de banda larga voltada a substituir sistemas in-ear analógicos tradicionais.
A decisão foi motivada pela crescente saturação do espectro UHF e pela busca por um fluxo de áudio totalmente digital, do console até os artistas no palco.


Do analógico ao digital no monitoramento pessoal
Durante a turnê, o sistema demonstrou vantagens ao eliminar artefatos comuns da transmissão analógica, como ruídos e interferências, oferecendo maior clareza nas mixagens de retorno.
O que começou como um teste limitado acabou sendo adotado por toda a banda após os primeiros minutos de uso, com destaque para a melhora na definição sonora e na imagem estéreo percebida pelos músicos.
Mudanças no fluxo técnico de produção
Além do ganho de áudio, o sistema trouxe alterações práticas no setup. A utilização de cabos Cat5 para antenas substituiu o tradicional cabeamento BNC, simplificando montagem e logística em produções itinerantes.
A configuração incluiu múltiplas antenas distribuídas entre palco, áreas laterais e backstage, garantindo conexão estável mesmo com grande movimentação dos artistas.
Esse modelo multiponto ajuda a manter cobertura contínua em ambientes complexos como estádios, reduzindo riscos de falha de sinal.

Tendência em grandes turnês
O caso reforça uma tendência crescente no mercado de áudio ao vivo: a adoção de ecossistemas digitais integrados para monitoramento e transmissão sem fio.
Após a experiência com Maroon 5, o engenheiro responsável confirmou o uso da mesma tecnologia em futuras turnês de grande porte previstas para 2026.
A transmissão digital de banda larga começa a se consolidar como alternativa para produções que buscam maior estabilidade de RF, clareza sonora e eficiência operacional em shows de grande escala.
(Imagem principal de Ricky Garcia)
Foto 1: O engenheiro de monitor Dave Rupsch supervisionando a mixagem atrás do console durante a apresentação do Maroon 5 no Tokyo Dome em 2025. (Foto de Trelawny Rose).
Foto 2: O vocalista Adam Levine no palco com seu sistema de monitoramento corporal e fones de ouvido intra-auriculares Spectera durante a turnê Love Is Like do Maroon 5. (Foto de Ricky Garcia).
Foto 3: Os membros do Maroon 5, PJ Morton, James Valentine, Jesse Carmichael, Jacob Scesney e Sam Farrar, juntamente com músicos da turnê (da esquerda para a direita), recebem seus sistemas de monitoramento corporal e fones de ouvido intra-auriculares Spectera do gerente de turnê Shawn Tellez (terceiro da esquerda) – Foto de Travis Schneider.
Audio Profissional
Neumann revive uma lenda com o retorno do microfone valvulado M 50 V
A Neumann anunciou o relançamento do M 50 V, uma reedição fiel de um dos microfones mais icônicos da história da gravação.
Apresentado originalmente em 1951, o M 50 tornou-se uma referência para captação de orquestras e foi fundamental no desenvolvimento da técnica Decca Tree, ainda hoje padrão em gravações de música clássica e trilhas sonoras.
O novo M 50 V mantém o conceito acústico original, incluindo a cápsula omnidirecional de pequeno diafragma montada em uma esfera de 40 mm. Como atualização, a Neumann adotou um diafragma de titânio, que melhora a estabilidade e a durabilidade sem alterar o caráter sonoro que consagrou o modelo.

O microfone combina o circuito original com uma válvula subminiatura de ruído extremamente baixo e um conector selado contra interferências de RF, adequado às exigências dos ambientes modernos de gravação. A fonte de alimentação NM V incluída se ajusta automaticamente à tensão da rede elétrica e é compatível tanto com o novo M 50 V quanto com unidades históricas do M 50.
Segundo a Neumann, cada unidade é fabricada à mão na Alemanha, sob encomenda, com produção limitada e controle individual de qualidade. O modelo é voltado principalmente para gravações orquestrais, música para cinema e produções em estéreo, surround e formatos imersivos, preservando a mesma resposta de graves, imagem espacial e comportamento transitório que tornaram o M 50 um padrão da indústria.
Além do uso histórico na música clássica, o M 50 também foi amplamente utilizado como microfone de ambiência em gravações de pop e jazz, especialmente para baterias, metais e conjuntos, graças à sua resposta omnidirecional e à sua característica presença nas altas frequências.
Microfones
NAMM 2026: Schoeps apresentará soluções para estúdio, ao vivo e aplicações imersivas
Marca exibirá as linhas Colette e CMIT e demonstrará sistemas de gravação espacial em Anaheim.
A Schoeps Microphones confirmou sua participação no NAMM Show 2026, que acontece de 22 a 24 de janeiro no Anaheim Convention Center. A empresa estará no ACC North 1, estande #14819, onde apresentará seu portfólio completo de microfones das séries Colette e CMIT para uso em estúdio e ao vivo, além de demonstrar aplicações práticas de seus sistemas de gravação imersiva.
Com quase oito décadas de história, os microfones Schoeps são presença constante em produções de estúdio e em gravações ao vivo, reconhecidos pela transparência, profundidade sonora e musicalidade. Durante o NAMM 2026, a equipe da marca vai mostrar soluções para diferentes cenários de uso, incluindo gravação musical, instalações fixas e arrays imersivos desenvolvidos sob medida.
De acordo com a empresa, a base de cada microfone Schoeps é a fidelidade absoluta à fonte sonora, oferecendo ao engenheiro de áudio um nível elevado de detalhe e precisão. Em um momento em que a mixagem imersiva ganha cada vez mais espaço na indústria, a SCHOEPS tem direcionado seus desenvolvimentos para microfones e técnicas de captação voltados ao áudio espacial, mantendo suas características de naturalidade e definição.
Além dos microfones, a Schoeps também destacará sua ampla linha de acessórios e soluções para instalação, que permitem configurações personalizadas para espaços como igrejas, salas de conferência, instituições governamentais e ambientes corporativos. Nos Estados Unidos, a marca conta com o suporte da Redding Audio, sua distribuidora há mais de 25 anos. O CEO da Redding, Scott Boland, estará presente no evento ao lado da equipe da Schoeps.
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