Distribuição
Governo aperta o cerco contra importações desleais
Governo prepara uma reforma nos instrumentos de defesa comercial para apertar o cerco contra importações desleais
Jornal O Estado de S. Paulo
O governo prepara uma reforma nos instrumentos de defesa comercial para apertar o cerco contra importações desleais e atender às novas demandas da indústria após o reconhecimento do status da China como “economia de mercado”em 2016, o que poderia liberar uma onda de produtos chineses no Brasil.
Depois de ajustar as chamadas medidas antidumping, que impedem a importação de produtos abaixo do custo de produção no país de origem, um novo decreto será publicado nos próximos meses para alterar as normas de aplicação de medidas compensatórias. Essas regras consistem em sobretaxas para inibir a compra de produtos com subsídios ilegais concedidos pelo país de origem.
Esse ciclo de reformas deve ser encerrado em 2015, quando o governo pretende revisar também a legislação sobre salvaguardas, mecanismo de proteção temporária para casos de ameaça grave à indústria local.
A adequação das regras para aplicação de medidas compensatórias é importante porque o setor privado teme perder as facilidades que têm hoje para aplicar medidas antidumping contra a importação de produtos chineses.
Nos processos para identificar o dano à produção doméstica, o Ministério do Desenvolvimento usa, atualmente, preços de outros mercados como comparação com aqueles da China. Depois de 2016, com o status de “economia de mercado”, terá que usar como referência os preços da China.
Consulta pública
O ministério ouviu, por meio de consulta pública, o setor privado para elaborar o texto do novo decreto. Entre as sugestões está a mudança na definição do conceito de subsídio, alterações na metodologia de cálculo e a possibilidade de aplicar uma sobretaxa provisória para neutralizar os subsídios antes da conclusão definitiva da investigação sobre danos.
CNI
Nas sugestões ao governo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), representando 22 entidades, defendeu uma definição mais abrangente sobre subsídios. A redação atual da regra fala em compensação de subsídio concedido no país exportador à fabricação, produção, exportação ou transporte de qualquer produto cuja exportação ao Brasil possa causar dano à indústria doméstica. Para a CNI, outras atividades econômicas subsidiadas, além de produção, exportação e transporte, devem estar sujeitas a medidas compensatórias.
A entidade defendeu que uma desvalorização cambial substancial implementada pelo governo do país exportador também seja considerada como um subsídio que confere benefício a exportadores.
Medidas provisórias
A CNI propôs que seja adotada a determinação preliminar obrigatória para aplicar medidas provisórias para conter os danos causados por subsídios à indústria nacional. Outra sugestão é a aplicação da chamada “margem cheia”sobre o valor total dos subsídios, e não apenas em relação ao dano causado. Seria uma forma de desencorajar governos estrangeiros que fazem uso desse incentivo.
“O setor privado é que vai nos demandar com medidas de defesa comercial e decidir quais são mais apropriadas para aquele caso específico. Se a demanda se deslocar do antidumping para
medidas compensatórias, temos que estar prontos. E nós só estaremos prontos fazendo essa reforma”, disse o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho.
Protecionismo
Godinho rechaça conotações protecionistas na reforma. “Não se quer fechar (o mercado), mas ter um instrumento que funcione bem e olhando para todos os aspectos”, disse. Atualmente, há dois processos de medidas compensatórias em andamento contra importações de polipropileno da África do Sul e da Índia.
O secretário preferiu não antecipar as mudanças porque o esboço do decreto terá de ser aprovado pelos sete ministros que compõem a Câmara de Comércio Exterior (Camex). Mas indicou ser possível prever medidas provisórias. Segundo ele, o texto “está próximo” de ir à Camex.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Audio Profissional
WDC Networks passa a distribuir soluções Harman em áudio profissional
Parceria reforça estratégia de consolidar presença no mercado Pro-AV no Brasil.
A WDC Networks anunciou a inclusão das soluções da Harman em seu portfólio de áudio profissional, em um movimento que amplia sua atuação no mercado Pro-AV no Brasil.
A parceria foi apresentada oficialmente ao mercado no dia 25 de março de 2026, durante evento na sede da empresa, em São Paulo, voltado a integradores de diferentes regiões do país. A apresentação contou com a participação de Bruno Moura, vice-presidente e general manager da Harman para a América Latina.
Com o acordo, a WDC passa a distribuir inicialmente as marcas AMX, BSS, Crown e JBL, ampliando sua oferta para projetos de pequeno, médio e grande porte. A empresa também trabalha na introdução da marca Martin, voltada a aplicações de entretenimento e iluminação arquitetural.
Segundo a companhia, a integração das soluções da Harman fortalece a estratégia de atuação como fornecedor completo para o mercado, reunindo em um único portfólio tecnologias de processamento, controle, amplificação e sonorização.
De acordo com Bruno Rigatieri, diretor Comercial e de Marketing da WDC Networks, a nova parceria complementa o conjunto de marcas já distribuídas pela empresa, permitindo atender diferentes etapas de projetos de áudio profissional com maior abrangência.
A iniciativa ocorre em um contexto de expansão do mercado de áudio e vídeo profissional no país, com aumento da demanda por soluções integradas em projetos corporativos, eventos e entretenimento.
Audio Profissional
QSC chega ao varejo especializado com canal dedicado a PA profissional
Quick Easy assume distribuição da marca americana no Brasil em acordo que amplia acesso das linhas CP, K e L Class a revendas, integradores e locadoras.
A QSC ganha um canal de distribuição especializado no mercado brasileiro. A Quick Easy, distribuidora de Holambra (SP) com atuação consolidada em áudio profissional e painéis de LED, passa a responder pela comercialização das linhas da fabricante americana junto ao varejo especializado, integradores e locadoras de eventos. O acordo envolve a WDC Networks como elo logístico e foi apresentado hoje, 1º de abril, a representantes comerciais em São Paulo.
A entrada da Quick Easy como canal de distribuição muda a dinâmica de acesso à QSC no Brasil. A fabricante americana — conhecida pelas linhas de caixas acústicas CP, K e L Class e por processadores e amplificadores de potência usados em instalações de médio e grande porte — passa a ter uma distribuidora com foco específico no segmento de PA profissional, um mercado onde igrejas evangélicas respondem pela maior parte das instalações B2B no país.
O que muda para quem compra e especifica
Para lojistas e integradores, o movimento significa acesso estruturado a um portfólio que até agora chegava ao mercado por um caminho menos direto. A Quick Easy tem histórico de distribuição em marcas de desempenho técnico exigente — passou pela Electro-Voice, pela Funktion-One e pela Samson — e opera com rede de representantes comerciais com cobertura nacional.
As linhas QSC estarão disponíveis também no modelo TaaS (Technology as a Service), estrutura de aquisição por mensalidade operada pela WDC Networks, listada na B3, que já atua como distribuidora da marca desde 2024.
Demonstração técnica em ambiente real
A apresentação das linhas QSC ocorreu nas instalações da R3 Eventos, locadora de equipamentos de áudio, luz e imagem sediada na zona sul de São Paulo — escolha que colocou o produto em funcionamento no ambiente onde ele efetivamente opera, diante de profissionais que especificam e compram.
José Evânio, diretor da Quick Easy, sinalizou que a empresa pretende apresentar as soluções QSC na próxima edição da Conecta+ Música & Mercado, prevista para novembro em São Paulo.
“Estamos trabalhando fundo nas políticas comerciais. Essa parceria entre QSC, Quick Easy e WDC vai ser um marco. A partir de agora, a QSC vai começar a chegar em todas as lojas do Brasil”, afirma José Evânio, diretor da Quick Easy.
Audio Profissional
Cadac nomeia Proactive Solutions LATAM como distribuidora para América Latina e Caribe
Parceria leva o ecossistema de mixagem ao vivo CM-system para a região e reforça estratégia de expansão internacional.
A Cadac Consoles anunciou a nomeação da Proactive Solutions LATAM como distribuidora exclusiva para América Latina e Caribe, ampliando a presença da marca em um mercado considerado estratégico para o áudio profissional.
O acordo inclui a introdução regional do ecossistema de mixagem ao vivo CM-system, além de toda a linha de produtos da fabricante, incluindo soluções de infraestrutura baseadas em fibra óptica da plataforma MegaCOMMS.
De acordo com James Godbehear, diretor de Marketing e Operações da Cadac Consoles, a escolha da Proactive Solutions LATAM está ligada à experiência da empresa no setor e à sua capacidade técnica, fatores considerados essenciais para a expansão na região.
O que muda para o mercado latino-americano
Com a parceria, locadoras, integradores e profissionais de áudio passam a ter acesso local às consoles da série CM, acompanhadas de suporte técnico, treinamento especializado e logística regional.
Além das consoles, o portfólio inclui produtos como o roteador óptico CM-RT12, bridges MADI e Dante e ferramentas de controle para stage racks.
Segundo Berenice Gutiérrez, gerente geral da Proactive Solutions LATAM, a aliança representa um avanço importante para o mercado regional ao ampliar o acesso a tecnologias profissionais de mixagem ao vivo.

Programa de introdução na região
Após treinamento completo no ecossistema CM-system, a Proactive Solutions LATAM iniciará um programa de demonstrações e apresentações em diferentes países, voltado a empresas de rental, engenheiros de som e imprensa especializada.
O plano prevê sessões práticas, participação em eventos do setor e suporte a aplicações em turnês e produções ao vivo.
Expansão com suporte local
Para a Cadac Consoles, a nomeação faz parte de uma estratégia global de crescimento, apoiada no desenvolvimento contínuo do CM-system e na ampliação da rede internacional de distribuição.
A série CM já está disponível para América Latina e Caribe por meio da rede de clientes da Proactive Solutions LATAM.
Na imagem principal: Proactive Solutions LATAM (da frente para trás, da esquerda para a direita) Dana García, a diretora-geral Berenice Gutiérrez e Oscar Tova no estande da Cadac Consoles com (de trás para frente, da esquerda para a direita) o diretor técnico Peter Hearl, o diretor de marketing e operações comerciais James Godbehear e a diretora de pesquisa e desenvolvimento Emily Watson.
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