Audio Profissional
Grande review de fones – A teoria
Publicado
6 anos agoon
Por
Saulo Wanderley
Nesta primeira parte do nosso review vamos conhecer aspectos fundamentais e teóricos para compreender o funcionamento dos fones de ouvido, do ouvido humano e do cancelamento de ruído
Fones x monitores
Os transdutores — microfones e alto-falantes — são as duas extremidades do que costumo chamar de “congelamento sonoro”, isto é, a transformação do som em sinal e a retransformação deste em som novamente. Do lado dos microfones, as opções eram de tamanho, e só recentemente apareceram os eficientes de tamanho reduzido. Do lado dos alto-falantes, os fones existem há mais tempo, se bem que só agora são capazes de uma eficiência que os torna rivais dos monitores de áudio.
A polêmica é forte. Apareceram os home studios, em localizações nem sempre adequadas para se abrir volume, e audiófilos em movimentos aeróbicos exigindo fidelidade de graves, para ficar só em dois exemplos. Os fones podem mostrar a quem mixa detalhes mais invisíveis do que a própria onda sonora, e existem no mercado apps que pretendem transformar a audição em fones mais próximos do que em ambientes acusticamente tratados, e fones que tentam silenciar o som alienígena.
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Quando você ouve através de alto-falantes, seu ouvido direito recebe os sons tão bem quanto o esquerdo, mas algo atrasado em baixos volumes. Isso acontece por causa do efeito de “sombra” da cabeça, e também pela construção das partes externas dos ouvidos, que agem como complexos controles que dependem da direção. E você ainda ouve reflexões de paredes, tetos e pisos. São sons naturais, porque assim nós ouvimos desde que saímos do útero de nossas mães.

Já nos fones, ouvimos apenas o canal esquerdo no ouvido esquerdo e o direito no direito. Todos os sons cuja panorâmica foi definida na mix serão ouvidos nos seus respectivos canais, em ouvidos separados, o que pode soar algo pouco natural, e isso pode causar dores de cabeça e até náuseas em períodos de audição prolongada. Quando sons colocados no canal do meio são ouvidos por alto-falantes, eles são ouvidos na sua frente, mas os mesmos sons em fones parecem sair de dentro da sua cabeça.
Você pode se acostumar com essa resposta panorâmica estranha e até gostar dela, mas a impressão de ouvir apenas com um ouvido pode ficar desagradável para alguns. Alguns amplificadores de fones, acessórios e plug-ins produzem uma mistura que mescla um pouco do canal esquerdo ao direito e vice-versa, para imitar as suas duas orelhas — uma simulação acústica. Nossas cabeças e orelhas absorvem e refletem nas frequências altas, e essa simulação geralmente começa acima de 2 kHz.
Esse crossfeed pode fazer com que sons muito panoramizados pareçam vir de pontos iguais, como de um alto-falante à sua frente. Isso pode ser experimentado em gravações onde parece não rolarem nos fones, como os álbuns estéreo lançados nos anos 1960 e 1970, quando fones de alta qualidade ainda não existiam — pelo menos não a preços acessíveis. Bons exemplos são gravações dos Beatles, os primeiros LPs do Pink Floyd e outros lançamentos dessa época.
Uma boa experiência para se comparar fones e monitores são algumas gravações de orquestras de alta qualidade, efeitos sonoros e gravações de games de realidade virtual especificamente projetados para serem ouvidos em fones. Essas gravações “binaurais” são feitas usando uma cabeça artificial equipada com “microfones de ouvido”, como no Dummy Head KU100 da Neumann, e podem ser muito mais realistas do que sistemas de monitores estéreo.

Esses microfones capturam com precisão como ouvimos sons através de nossos dois ouvidos. Por isso, quando você está ouvindo uma gravação binaural em fones de ouvido, pode localizar sons vindos de trás e de frente, e até acima e abaixo da cabeça. No entanto, essa sensação desaparece quando você ouve as mesmas gravações em monitores, e por isso esse tipo de gravação binaural só é usado para testes de acústica e outras aplicações muito técnicas.
O som mono de um só ouvido é a maior encrenca para mixagens decentes feitas com fones de ouvido. Isso não é problema na maioria das tomadas de orquestras, porque elas são feitas com pares de microfones coincidentes, ou mesmo arrays de microfones estrategicamente colocados. E mesmo se microfones mais aproximados de solistas forem usados, é só quando se alterna entre solo e acompanhamento. Apenas em casos muito raros são panoramizados para a esquerda ou a direita.
Muita gente acha que não é possível compensar a diferença de impressão espacial de mixagens feitas nos fones para que rolem legal em monitores. Basta um pouco de prática para se acostumar a posicionar os instrumentos nos fones e lembrar que vão soar mais distantes do que nos monitores. Aquelas medidas de pan que você se acostumou a usar com monitores só precisam ser calculadas com as novas proporções para os fones, com a compensação certa.
Cuidado com instrumentos estéreo, como kits de bateria. Nunca tente espalhar os sons das peças por toda a panorâmica, o que pode ser interessante nos monitores, mas nos fones fica bem estranho, a não ser que você queira causar estranheza. Já os sons de sintetizador espalhados por padrão, principalmente com efeitos, podem matar sua mixagem, que só poderá ser ressuscitada com plug-ins de redução do estéreo, restringindo sua largura e deixando espaço para os outros instrumentos.
Alto-falantes e fones têm em comum o fato de que costumam soar diferentes, e aqui o preço costuma fazer jus à qualidade. Mas dá para encontrar fones de alto nível mais baratos do que um par de monitores pequenos ou médios, que todos costumam preferir para compor o visual de seu setup inicial e impressionar os audiominions. Somando a isso o fato de que seus próximos possam não gostar de ouvir loops como trilha sonora de suas noites de sono tranquilo, os fones levam vantagem…
O pessoal que projeta fones não tem como objetivo uma resposta de frequência plana, e na sua maioria costumam ter um hump de até 5 dB entre uns 35 e 500 Hz, para compensar um fato que a maior parte dos usuários de fones ou monitores não conhece: pelos fones o seu corpo não “sente” as frequências graves emitidas pelos alto-falantes de maior diâmetro de cone. Já nas frequências acima de 1 kHz a 20 kHz costumam ter 5 dB a menos, afinal, os drivers dos fones estão quase dentro do seu cérebro.
Aqui entra em cena a variedade de fones disponíveis no mercado, o que leva alguns a serem mais adequados para as mixagens. Tecnicamente, os mais comuns são chamados de dispositivos circunventais, cobrindo toda a orelha, enquanto outros são dispositivos supra-auriculares, na parte superior das orelhas. Esses dois tipos de dispositivos podem receber o nome de abertos ou fechados, uma denominação que pode induzir a múltiplas e nem sempre reais deduções.

Fones abertos colocam os drivers em contato com a paisagem sonora externa, reduzindo os efeitos ressonantes da cavidade da concha, o que acaba produzindo algum tipo de alimentação cruzada entre as orelhas, tornando sua sonoridade mais natural e, portanto, mais próxima à de monitores. Mas não são muito bons para monitoração, justamente porque seu som pode ir parar nos microfones, seja durante gravações em salas únicas de técnica e tomada de som comuns em home studios, seja em performances de apresentação.
Para monitorar, os fones fechados são melhores. Mas podem também ser melhores para mixar, se seu objetivo é evitar um ambiente onde penetrem ruídos diabólicos como os da obra aqui no meu prédio, com pedreiros quebrando o reboco do lado de fora da janela da sala onde estou escrevendo este review. Mas não se esqueça de que o preço desse silêncio pode ser o suor de suas orelhas, fazendo dos fones fechados uma tortura para mixagens prolongadas.
Acontece que os dispositivos de reprodução portáteis são vendidos com pequenos fones chamados earbuds para serem introduzidos no ouvido, com uma qualidade nem sempre interessante e pouco isolamento, para que atletas urbanos não sejam atropelados ouvindo “Fast Car”, da Tracy Chapman. E há ainda os fones in-ear, que ficam dentro do canal do ouvido e podem ser feitos sob encomenda. Os fones in-ear bem adaptados, personalizados ou não, podem fornecer um isolamento capaz de torná-los o juiz das frequências graves das mixagens.
Mas indo direto ao ideal para as mixagens, os fones abertos e circunaurais (graves profundos e naturais) são o bicho. Podemos citar a experiência de mais de uma década dos Sennheiser HD650, conceituados por sua sonoridade detalhada e neutra, e o alcance de graves, ou a clareza da linha AKG iniciada com o K701s, depois K702 e agora continuada como os novos K245 e K275. No caso de fones fechados para as mixes, há modelos Sony desde o MDR7509HD até os atuais WH1000M3 e XB900N, com cancelamento de ruído.
O cancelamento de ruído
Aqui entramos no assunto de cancelamento de ruído, ou noise-canceling. Nos fones, podem ser do tipo ativo ou passivo, que não devem ser confundidos com os monitores passivos (sem amplificador próprio) ou ativos (com amplificador embutido), que são outro assunto. O cancelamento passivo de um fone é feito pelo uso de materiais que bloqueiam algumas ondas sonoras, geralmente as mais agudas. São do tipo circunaural, com camadas de espuma de alta densidade, o que aumenta significativamente o seu peso.
O aumento de peso consegue reduzir o ruído externo até 20 dB, insuficiente para o caso dos meus queridos pedreiros ali fora da janela. Aí vem em meu socorro o cancelamento ativo, que além de barrar as altas frequências, consegue também diminuir as baixas, médio-baixas e médio-altas. O termo ativo vem da sua capacidade de criar ondas sonoras próprias que imitam direitinho o ruído externo, exceto pelo fato de sua fase ser invertida em 180 graus.

Para explicar como isso ocorre, observe no desenho acima que as duas ondas, a produzida pelo fone e a do ruído ambiente, têm a mesma amplitude e frequência, mas seus picos — as partes de cima e de baixo, ou compressões e rarefações — estão invertidas. Teoricamente, essas duas ondas se anulam, um milagre chamado de interferência destrutiva. Para operar o milagre, quatro anjos são enviados dos céus para combater o mal.
O anjo Microfone, colocado dentro da concha do fone, ouve os sons dos demônios externos que não podem ser bloqueados pelos escudos sagrados dos materiais da construção do fone. O anjo Cancelador, um circuito eletrônico que detecta os demônios, suas amplitudes e frequências, criando uma onda de fase invertida às desses seres malignos. O anjo Alto-Falante é enviado junto com o áudio normal e liquida os demônios sem afetar as ondas do bem. E o anjo Bateria, que gera a energia divina. Amém.
O milagre não é total, podendo chegar a barrar uns 20 dB dos sons externos, o que pode significar cerca de 70% de redução. Mas existem alguns efeitos colaterais, como mudanças na pressão do ar, aliviadas com aberturas no protetor auricular para liberar o ar preso atrás dos speakers, e que podem prejudicar a audição das frequências graves. Talvez isso possa ser compensado pela eliminação do ruído de fundo, ou seja, a soma de ruídos das marretas, do canto feliz e dos ringtones dos celulares dos pedreiros…
A sensação de mudança de pressão no ouvido com os fones de cancelamento vem da diferença entre a pressão do ar no ouvido interno e a do ar no ambiente. Quanto mais elevada a altitude, o ar interno tende a escapar; quanto menos elevada, ocorre o inverso. Isso pode ser percebido até em um carro subindo algumas centenas de metros numa estrada, ou em aviões. Quem nunca “estalou” os ouvidos equalizando sua pressão nessas situações?

Outro incômodo registrado pelos usuários dos fones com cancelamento de ruído é o chamado “efeito vácuo”, que pode desconfortável e até mesmo perturbador para o ser humano, que, como já apontei, desde o nascimento se acostumou com as reflexões e reverberações do som, percebidas pelas características peculiares da construção do aparelho auditivo humano. A necessidade de alimentação por bateria, e o peso desta, também podem ser apontados como um “contra” no cancelamento ativo.
Acusticamente falando, na audição de música, o cancelamento de sons “constantes”, cujos formatos de onda e sua sucessão no tempo possam ser facilmente anulados pela inversão de fase, não são uma constante. Isso pode resultar no seu não cancelamento. Sons rápidos e de alta frequência tendem a sobreviver ao cancelamento. E sons graves e/ou contínuos, facilmente trabalhados pelo cancelamento, podem induzir seu cérebro a percebê-los como mudanças de pressão do ar, e a uma necessidade de compensação.
Em vez de fones x monitores, melhor fones + monitores
Ouvir mixagens ou mesmo audições de entretenimento detalhadas com fones tem mais vantagens do que desvantagens. Voltando aos pedreiros ali fora da minha janela, nos fones foi possível detectar os cliques de suas ferramentas no áudio de um vídeo, que eu já tinha ouvido nos meus monitores Alesis e não percebi. E os ouvi de novo no estúdio, simplesmente porque tinha levado o mesmo Neumann NDH20 para lá. Isso quer dizer que ter fones conhecidos em toda parte elimina os possíveis desconhecimentos de mudança de salas e suas consequências, óbvio.
Em alguns casos, o som da sala onde você trabalha pode ser como o acabamento que os pedreiros colocam sobre os tijolos: o reboco, a massa fina e finalmente a tinta nas paredes. Sem falar nos revestimentos acústicos diversos nas paredes de diferentes salas. O grau de detalhamento nos fones pode, entretanto, tornar mais difíceis resoluções de mixagem que tratam de reverberações, que parecem ser maiores nos fones. Mas nada que a prática não ensine, bastando aumentar o reverb nos fones um pouco mais do que entregam os monitores.
Já alguns efeitos da compressão — tão usada nos dias de hoje —, como distorção, para ficar num só efeito colateral, podem também dificultar decisões de mixagem. Também a aplicação de reverbs fica muito nítida na audição com fones, em que pequenas quantidades de reverberação são percebidas de imediato, e o resultado disso é subestimar a quantidade de reverb que deve ser usada em mixagens feitas para soar em monitores de áudio, que precisam ser ouvidas junto com as características acústicas de uma sala.
Por outro lado, mixagens que são feitas para ser ouvidas em fones de ouvido — e aqui podemos acrescentar que a maioria dos ouvintes atualmente vai ouvir as composições populares e comerciais nesses dispositivos, nem sempre de boa qualidade — precisam de ajustes finais de reverb. Se um vocal, que é só o que a maioria dos ouvintes destreinados ouve — daí a expressão “a música que diz assim…” —, está seco nos monitores, pode ser adicionado um reverb com cerca de 40 dB abaixo do sinal direto para ser mais bem ouvido em fones.
Uma mix em fones é melhor para caprichar em detalhes sutis como ecos quase “psicológicos” mexendo com o tempo, efeitos de pan para criar movimento, percussão incidental, efeitos ambientais e até abusar de compressão pesada e distorção, sempre com muito critério e sutileza. A filha adolescente de um amigo descobriu uma percussão sutil que se movimentava pela panorâmica de uma mix minha olhando nos cantos da sala e soltando a frase que só eu entendi: “Pai, você não percebeu que esse bongô está passeando pela sala?”
Mas há efeitos que não funcionam nos fones, como os plug-ins de posicionamento 3D projetados para o uso em monitores. Estou me referindo aos efeitos beyond the speaker (além do alto-falante), que funcionam muito bem nos monitores, mas não nos fones. Da mesma forma, plug-ins 3D desenvolvidos para os fones não rolam bem nos monitores. Tais plug-ins têm sua aplicação ideal, desde que se considere o fenômeno de “sombra” a que já me referi anteriormente.
Os efeitos de posicionamento e movimento em 3D precisam ser projetados especificamente para a reprodução através de alto-falantes ou fones de ouvido para ser eficazes. Isso ocorre porque nos fones de ouvido apenas ouvimos o sinal do canal esquerdo no ouvido esquerdo e o canal direito no ouvido direito, enquanto nos alto-falantes cada ouvido também ouve o outro canal, um pouco mais tarde e com um nível ligeiramente reduzido.

Terminando nossa primeira e teórica parte do The Great Headphones Review, é bem possível e adequado fazer a maior parte de sua mix em fones de ouvido, desde que você possa verificá-la ocasionalmente através de monitores — o ideal seria aprimorá-la para os dois sistemas de reprodução. Lembre-se de que nas ruas, ônibus, Ubers, quartos de apartamento e milhares de outros locais, os “juízes” da sua mix estarão julgando seu trabalho, seu setup — e sua reputação — em modestos fones de ouvido que podem ter ganhado na última viagem de avião… Na próxima parte, vamos analisar marcas e modelos, não perca!
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Audio Profissional
Samson nomeia Ty Vaughn como líder de desenvolvimento de produtos
Publicado
7 horas agoon
05/03/2026
Executivo passa a comandar a estratégia global de inovação e o ciclo completo de novos produtos da empresa.
A Samson anunciou a nomeação de Ty Vaughn como novo Head of Product Development, cargo no qual será responsável por liderar a estratégia global de desenvolvimento de produtos e supervisionar todo o ciclo de vida das soluções da marca e de suas linhas distribuídas.
A contratação reforça o foco da empresa em inovação em um momento de transformação do mercado de áudio profissional, impulsionado por aplicações em som ao vivo, produção musical e criação de conteúdo digital.
Vaughn chega à Samson após atuar como Associate Director of Product Management em um fabricante global de equipamentos de áudio profissional, onde liderou iniciativas completas de desenvolvimento de produtos, incluindo definição estratégica, planejamento de roadmap e execução de lançamentos.
Na nova função, o executivo terá como missão definir a próxima geração de produtos da Samson, acelerar processos de inovação e desenvolver soluções alinhadas às demandas atuais de músicos, criadores e profissionais de áudio.
Além da experiência corporativa, Vaughn possui forte ligação com o meio musical, com atuação em produção ao vivo, estúdio e performance como baterista e DJ — combinação que, segundo a empresa, contribui para transformar necessidades reais de usuários em produtos competitivos.
Ty Vaughn afirmou: “É uma honra assumir o cargo de Head of Product Development na Samson. A empresa possui uma história sólida apoiando músicos e criadores, e estou animado para ajudar a construir o próximo capítulo de inovação, respeitando esse legado e olhando para o futuro”.
O presidente da Samson, Branislav Zivkovic, acrescentou: “A experiência estratégica de Ty e sua conexão com a comunidade de áudio fazem dele uma escolha ideal. Seu trabalho será essencial para impulsionar nossa próxima fase de crescimento e inovação”.
A nomeação reforça a estratégia da Samson de fortalecer uma estrutura de desenvolvimento baseada em colaboração global, flexibilidade e proximidade com os profissionais que utilizam seus produtos.
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Shure integra áudio, vídeo e IA na nova IntelliMix Bar Pro para salas corporativas
Publicado
2 dias agoon
03/03/2026
Solução all-in-one simplifica instalações e melhora a colaboração híbrida em ambientes corporativos.
A Shure apresentou a IntelliMix Bar Pro, uma nova barra de colaboração tudo-em-um desenvolvida para salas de reunião médias e grandes, reunindo áudio, vídeo e processamento inteligente em um único equipamento.
A proposta é reduzir a complexidade técnica dos ambientes corporativos e facilitar a implementação de sistemas de colaboração híbrida, cada vez mais presentes em empresas, universidades e centros corporativos.
Integração que reduz custos e complexidade
A IntelliMix Bar Pro combina microfones array Microflex Advance, alto-falantes estéreo e processamento IntelliMix no próprio dispositivo, eliminando a necessidade de múltiplos equipamentos externos.
Na prática, isso permite:
- instalação mais rápida
- menos pontos de falha
- manutenção simplificada
- redução do custo total de operação
O processamento interno melhora a clareza vocal ao reduzir ruídos de fundo e isolar vozes, favorecendo reuniões remotas e sistemas de transcrição automática baseados em IA, como o Microsoft Copilot no Teams.
Enquadramento inteligente com IA
O sistema incorpora quatro câmeras 4K com campo de visão combinado de 135°, além da tecnologia IntelliMix View, que enquadra automaticamente os participantes ativos.
O recurso busca reproduzir uma experiência mais natural nas reuniões híbridas, capturando expressões e interações visuais importantes para a comunicação.
Gestão remota e escalabilidade
Construída sobre a plataforma Microsoft Device Ecosystem Platform (MDEP), a solução permite gerenciamento remoto via ShureCloud e plataformas corporativas de TI.
Entre os benefícios para equipes técnicas:
- atualizações remotas seguras
- controle centralizado dos dispositivos
- implantação em larga escala
- conformidade com políticas corporativas de segurança
O sistema inclui processamento embarcado baseado em Android, dispensando computadores externos e simplificando a infraestrutura da sala.
Aplicações práticas
A IntelliMix Bar Pro foi projetada para:
- salas corporativas médias e grandes
- ambientes de colaboração híbrida
- instituições educacionais
- espaços corporativos multi-salas
A solução acompanha a tendência do mercado AV profissional de integrar múltiplas funções em dispositivos únicos, reduzindo complexidade operacional sem comprometer desempenho.
Audio Profissional
EarAmp XD amplia opções de monitoramento pessoal no palco
Publicado
6 dias agoon
27/02/2026
Nova solução digital da Samson aposta em praticidade, áudio estéreo e conectividade flexível para palco.
A Samson apresentou o EarAmp XD, novo sistema digital sem fio de monitoramento in-ear voltado a músicos e técnicos que buscam uma solução prática para monitoramento pessoal em performances ao vivo, reduzindo o uso de cabos no palco.
O sistema opera na faixa de 2,4 GHz e foi desenvolvido para oferecer monitoramento em estéreo ou mono com qualidade profissional, permitindo maior liberdade de movimentação durante apresentações.
Aplicações práticas no palco
O EarAmp XD é indicado para shows, igrejas, ensaios e ambientes em que o monitoramento individual seja essencial. Ao eliminar cabos extras, o sistema simplifica o setup e melhora a mobilidade dos músicos.
O receptor tipo beltpack conta com saída estéreo de 3,5 mm para fones in-ear —incluindo os fones Zi50— além de saída de linha, possibilitando envio de sinal para wedges ou outros sistemas de monitoramento pessoal.
O usuário pode escolher entre modos mono e estéreo, adaptando o sistema às diferentes necessidades de mixagem.
Conectividade e alcance
O transmissor XT200, em formato half-rack, oferece entradas combo XLR/TRS e saídas loop de 1/4”, facilitando a integração em setups já existentes.
A transmissão digital alcança até cerca de 70 metros, cobertura suficiente para a maioria dos palcos e espaços de ensaio.
Outro destaque é a possibilidade de operar até oito sistemas simultaneamente no mesmo ambiente, além de permitir múltiplos receptores conectados a um único transmissor — recurso útil para bandas e grupos com monitoramento compartilhado.
Operação simplificada
O sistema inclui função de escaneamento automático para localizar rapidamente frequências disponíveis, reduzindo o tempo de configuração.
O receptor oferece até oito horas de funcionamento com duas pilhas AA, atendendo sessões prolongadas de ensaio ou apresentações.
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