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8 cuidados de saúde para violoncelistas e contrabaixistas protegerem mãos, costas e ombros

Ilustração da Redação Música & Mercado

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8 cuidados de saúde para violoncelistas e contrabaixistas protegerem mãos, costas e ombros
3 min de leitura

Postura, altura do instrumento, pausas e atenção à tensão muscular ajudam a reduzir sobrecarga durante estudos, ensaios e apresentações.

Violoncelistas e contrabaixistas de arco passam longos períodos em posições que exigem coordenação fina das mãos, sustentação dos braços e controle constante de tronco, pescoço e ombros. Quando a postura não está bem ajustada ou a carga de estudo aumenta rapidamente, podem surgir desconfortos em mãos, punhos, ombros, cervical e região lombar.

Isso não significa que tocar esses instrumentos necessariamente provoque lesões. O problema costuma aparecer quando esforço, repetição, tensão e tempo de prática se acumulam sem recuperação suficiente.

Alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir a sobrecarga.

1. Ajuste a altura do instrumento antes de começar

No violoncelo, o espigão deve permitir que o músico mantenha o instrumento estável sem precisar curvar excessivamente a coluna ou elevar os ombros.

No contrabaixo, a altura também deve permitir acesso confortável ao braço e ao arco, sem obrigar o músico a permanecer inclinado ou com os braços constantemente elevados.

Pequenos ajustes podem mudar bastante a distribuição do esforço.

2. Evite tocar com os ombros elevados

A concentração durante passagens difíceis pode fazer o músico subir os ombros sem perceber.

Procure mantê-los relaxados e observe se existe tensão excessiva no pescoço ou no trapézio. Essa checagem pode ser feita em pausas curtas entre exercícios ou trechos do repertório.

3. Mantenha o punho da mão esquerda o mais neutro possível

Flexões muito acentuadas do punho aumentam a carga sobre músculos e tendões.

A posição ideal varia de acordo com o instrumento, tamanho da mão e região do braço utilizada, mas o objetivo deve ser evitar ângulos extremos mantidos por períodos prolongados.

4. Não aperte as cordas mais do que o necessário

Usar força excessiva com a mão esquerda pode aumentar a fadiga dos dedos, antebraço e polegar.

Vale observar se a nota continua limpa com menos pressão. Desenvolver eficiência de movimento é mais importante do que simplesmente aumentar a força.

5. Observe a mão e o braço do arco

A mão direita também pode acumular tensão. Apertar demais o arco, travar o polegar ou manter o cotovelo rígido pode gerar fadiga ao longo do ensaio.

O movimento deve ser distribuído entre dedos, punho, cotovelo e ombro, de acordo com a técnica utilizada e com a região do arco.

6. Divida sessões longas de estudo

Praticar por muitas horas sem interrupção aumenta a carga repetitiva.

Pausas curtas ajudam a mudar de posição, movimentar as mãos, levantar-se e perceber tensões que passam despercebidas enquanto o músico está concentrado.

Também é útil alternar repertórios e tipos de exercício, evitando repetir o mesmo movimento continuamente.

7. Aumente o tempo de prática de forma gradual

Depois de férias, viagens ou períodos sem tocar, voltar diretamente à carga máxima de ensaios pode aumentar o risco de sobrecarga.

O mesmo vale antes de provas, gravações e concertos. Quando possível, aumente duração e intensidade aos poucos.

8. Não normalize dor persistente

Cansaço após uma sessão intensa pode acontecer, mas dor frequente, formigamento, perda de força, dormência, rigidez persistente ou dificuldade para controlar os dedos merecem atenção.

Se os sintomas se repetirem, piorarem ou interferirem na execução, o ideal é interromper a sobrecarga e procurar avaliação de um profissional de saúde, como médico ou fisioterapeuta, preferencialmente com experiência em músicos.

A técnica instrumental envolve adaptação individual. Por isso, além da orientação do professor, observar como o corpo responde ao instrumento é parte importante da rotina.

Para violoncelistas e contrabaixistas, tocar com menor tensão não significa perder potência ou expressão. Na maioria dos casos, significa usar melhor o movimento e preservar o corpo para continuar tocando por mais tempo.

Redação M&M
Autor: Redação M&M

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