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Neumann renova sua referência de três vias e abre espaço para salas maiores com KH 310 II e KH 350

Ilustração da Redação Música & Mercado

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Neumann renova sua referência de três vias e abre espaço para salas maiores com KH 310 II e KH 350
3 min de leitura

Dois novos monitores compartilham DSP de 32 bits e drivers desenvolvidos internamente, mas seguem caminhos diferentes: um atualiza um clássico de estúdio; o outro mira maior alcance, graves mais profundos e áudio imersivo.

Atualizar um monitor que já conquistou status de referência é um exercício delicado. Mudar demais pode descaracterizar o produto; mudar pouco pode não justificar uma nova geração. Com o KH 310 II, a Neumann tenta preservar o que tornou o modelo original reconhecido em estúdios e, ao mesmo tempo, elevar desempenho, potência e integração digital.

Ao lado dele, a marca apresenta o KH 350, um projeto completamente novo dentro da linha de monitores de três vias, pensado para quem precisa de mais extensão de graves, maior capacidade de SPL e maior flexibilidade entre campo próximo e campo médio. 

Os dois modelos usam uma plataforma comum com drivers desenvolvidos pela própria Neumann, amplificação de maior potência e processamento DSP de 32 bits. Também oferecem integração com o sistema de correção de sala MA 1 Automatic Monitor Alignment, além de conexões analógicas e AES3 coaxial. 

KH 310 II: atualizar sem perder a identidade

O KH 310 II mantém alguns elementos centrais do modelo anterior, entre eles a arquitetura de gabinete selado e o driver de médios soft-dome de 3 polegadas.

A Neumann preservou essa combinação por razões diretamente ligadas ao comportamento do monitor: resposta transitória rápida, baixo group delay e reprodução controlada de graves. Ao mesmo tempo, o novo modelo recebeu um woofer redesenhado, mais potência de amplificação, DSP avançado, maior linearidade e menor distorção. 

Um dado chama atenção: o SPL máximo aumentou em 5 dB em relação ao KH 310 anterior, mas o gabinete mantém as mesmas dimensões. Isso facilita a substituição do modelo em estúdios que já trabalham com a geração anterior sem exigir mudanças físicas importantes na instalação. 

KH 350: mais graves e mais espaço de trabalho

O KH 350 segue outra direção. Ele foi projetado desde o início como uma nova opção para campo próximo e campo médio, combinando a plataforma de médios e agudos da marca com um gabinete bass-reflex de maiores dimensões.

A caixa é quase duas vezes maior que a do KH 310 II e utiliza disposição vertical dos transdutores. A proposta é oferecer maior capacidade de pressão sonora e funcionar melhor em ambientes de escuta mais amplos, incluindo salas surround e imersivas. 

A resposta de baixas frequências chega a 27 Hz (±6 dB). A Neumann também destaca o uso de uma waveguide MMD de grandes dimensões para controlar a diretividade e manter uma imagem sonora estável, característica especialmente relevante em sistemas LCR e surround. 

Mesmo DNA, aplicações diferentes

Os dois modelos compartilham o tweeter de precisão de 1 polegada, o driver de médios soft-dome de 3 polegadas e um woofer de 8,25 polegadas, além do processamento DSP. A diferença está principalmente no conceito acústico e na escala de uso. 

Enquanto o KH 310 II procura evoluir um monitor já consolidado, o KH 350 preenche o espaço entre ele e o flagship KH 420, atendendo engenheiros que precisam de maior extensão nos graves e mais flexibilidade de distância de escuta.

Essa distinção talvez seja o ponto mais interessante do lançamento: a Neumann não apresenta apenas dois tamanhos diferentes, mas duas respostas para workflows diferentes dentro do mesmo padrão de monitoração.

A linha KH segue compatível entre si para sistemas estéreo, surround e imersivos, dentro da filosofia da marca de máxima linearidade, baixa distorção e adaptação ao ambiente acústico. 

Redação M&M
Autor: Redação M&M

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