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8 cuidados de saúde para músicos de orquestra protegerem corpo e audição

Ilustração da Redação Música & Mercado

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8 cuidados de saúde para músicos de orquestra protegerem corpo e audição
4 min de leitura

Postura, pausas, controle da carga de ensaios e proteção auditiva ajudam a reduzir a sobrecarga em rotinas intensas de estudo, concertos e turnês.

A rotina de um músico de orquestra pode envolver horas de ensaio, movimentos repetitivos, posturas mantidas por longos períodos, transporte de instrumentos e exposição contínua a níveis elevados de som.

Embora cada instrumento imponha exigências diferentes ao corpo, existem cuidados que valem para grande parte dos músicos de orquestra e podem ajudar a reduzir fadiga, tensão muscular e risco de lesões por sobrecarga.

1. Ajuste cadeira, estante e instrumento antes do ensaio

Uma posição inadequada mantida durante horas aumenta a tensão em pescoço, ombros e costas.

A altura da cadeira, da estante e do instrumento deve permitir uma postura estável, com boa visualização da partitura e sem necessidade de inclinar excessivamente a cabeça ou o tronco.

Pequenos ajustes feitos antes do ensaio podem evitar compensações durante toda a sessão.

2. Evite permanecer completamente imóvel por longos períodos

Mesmo uma boa postura pode se tornar desconfortável quando mantida sem variação.

Sempre que houver oportunidade, mude levemente a posição dos pés, relaxe os ombros, movimente o pescoço e altere pequenos pontos de apoio.

O objetivo não é tocar em movimento constante, mas evitar rigidez desnecessária.

3. Faça pausas curtas ao longo de sessões extensas

Ensaios orquestrais podem durar várias horas, muitas vezes somados ao estudo individual no mesmo dia.

Nas pausas, levante-se quando possível, caminhe um pouco e movimente braços, mãos e coluna. Esses intervalos ajudam a reduzir a carga acumulada de movimentos repetitivos e posições estáticas.

4. Aumente a carga de estudo gradualmente

Programas difíceis, temporadas de concertos e audições podem levar o músico a aumentar rapidamente o número de horas de prática.

Depois de férias, doença ou períodos de menor atividade, o corpo precisa de tempo para readaptar-se.

Aumentar duração e intensidade progressivamente costuma ser mais seguro do que voltar diretamente à carga máxima.

5. Use apenas a força necessária para tocar

Tensão excessiva pode aparecer de formas diferentes: apertar demais o arco, pressionar as teclas com força desnecessária, segurar o instrumento rigidamente ou contrair continuamente mandíbula e ombros.

Eficiência técnica significa produzir o resultado musical desejado utilizando o mínimo de esforço necessário.

A orientação de um professor ou especialista pode ajudar a identificar padrões de tensão que o próprio músico nem sempre percebe.

6. Proteja a audição

Músicos de orquestra podem ficar expostos a níveis sonoros elevados, especialmente próximos a metais, percussão e determinados instrumentos de sopro.

Quando a exposição é intensa ou frequente, protetores auditivos desenvolvidos para músicos podem ser uma alternativa, pois buscam reduzir o nível sonoro preservando melhor o equilíbrio das frequências.

A posição dentro da orquestra também importa. Quando disponível, o uso adequado de barreiras acústicas e a organização do posicionamento podem ajudar a reduzir exposições excessivas.

7. Considere a ergonomia fora do palco

A carga física não termina quando o ensaio acaba.

Carregar cases, malas, estantes e instrumentos pesados pode sobrecarregar ombros e coluna, principalmente em deslocamentos frequentes.

Sempre que possível, utilize cases com rodas, mochilas com alças adequadas ou carrinhos e evite transportar cargas pesadas de um único lado do corpo.

8. Não ignore sinais persistentes

Dor recorrente, formigamento, dormência, perda de força, zumbido, sensação de ouvido abafado ou dificuldade para controlar movimentos não devem ser tratados como parte normal da profissão.

Se os sintomas persistirem, piorarem ou interferirem na execução, é importante procurar avaliação de um profissional de saúde. Dependendo do problema, isso pode envolver médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional ou fonoaudiólogo/audiologista com experiência em músicos.

A vida profissional em uma orquestra exige regularidade. Por isso, cuidar do corpo e da audição não deve acontecer apenas quando surge uma lesão.

Postura, técnica, organização da carga de trabalho e recuperação fazem parte da mesma preparação que estudo de repertório, afinação e interpretação.

Redação M&M
Autor: Redação M&M

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