Audio Profissional
Como montar seu home studio – Capítulo X
Publicado
7 anos agoon
Por
Saulo Wanderley
Congelando e descongelando o som. Em uma época em que ainda não existia o áudio digital, como se gravava?
Por óbvio, em modo analógico. Em uma época em que ainda não existia a gravação analógica, não se gravavam os sons, mas se podia representá-los por símbolos. Era a escrita musical, inventada pelos mesmos motivos da escrita de palavras: levá-las a outras pessoas sem a presença do som.
Antes das invenções da TV se podia ouvir músicas no rádio, antes do do rádio nos teatros e auditórios, palcos e arenas. Os músicos ensaiavam muitas vezes sem dar nome aos sons, e este anonimato de notas e acordes dificultava a composição, o aprendizado, o ensaio e a apresentação de obras musicais, até podendo levar autores e intérpretes ao anonimato…
A cada passo dado pela tecnologia, o ser humano deixa de usar um de seus plug-ins. O relógio de corda substituiu o relógio biológico; a calculadora causou invalidez matemática; a TV facilitou a lavagem cerebral, os games levaram à atrofia muscular, a internet substituiu o turismo presencial e o wi-fi causou o autismo da comunicação oral.
Nada contra a ciência, desde que usada a favor da evolução da espécie. A notação musical criada por Guido D’Arezzo no século XI ainda continua sendo a forma mais prática representar os sons – no papel ou nas telas de toque de computadores e outros gadgets – quanto às outras 3 de suas propriedades, além do Timbre, que vimos em nossa seção anterior (Home studio 9).
A alfabetização e a leitura de palavras seriam impossíveis, caso não existissem símbolos (letras do alfabeto) para construir palavras. O aprendizado da música em suas diversas modalidades – instrumentos, arranjos, canto etc. – é também impossível sem símbolos musicais, assim como o estudo da produção musical, ainda que muita gente teimosa perca tempo fugindo da notação.
Hoje, com os vários recursos de gravação, podemos “congelar” uma música que será depois “descongelada”. Mas – repito – no passado esses congelamentos e descongelamentos eram escritos no papel. Foi inventado um sistema de símbolos que foi se aperfeiçoando durante seu uso e chegou a resultados muito bons, sendo fiel aos sons ouvidos.
AS 4 PROPRIEDADES DO SOM
ALTURA, como o próprio nome indica, mede os INTERVALOS entre os sons AGUDOS e GRAVES. Podemos imaginar estes intervalos como a medida em centímetros. O “centímetro musical” é o TOM.
DURACÃO é a propriedade que mede o tempo que um som dura. O grito de “gol” do locutor esportivo dura mais tempo do que o “ôi” com que você cumprimenta as pessoas. A unidade da Duração é o TEMPO e suas subdivisões em MEIOS TEMPOS, QUARTOS DE TEMPO e suas multiplicações por 2, 3, 4 etc..
A INTENSIDADE pode ser comparada com o volume do seu aparelho de som. No mínimo, usando um “volume baixo”, se diz que estamos tocando PIANÍSSIMO, e no máximo, com volume alto, estaríamos tocando FORTÍSSIMO, além dos intermediários entre o som alto e o som baixo.
O TIMBRE, como vimos com detalhes na seção da semana passada, é o nome da distinção que se faz ao ouvirmos a mesma música tocada por um violão ou um órgão, um saxofone ou um trombone. Pode diferenciar ainda um violão com cordas de aço de um com cordas de nylon.
O PENTAGRAMA, OU PAUTA
Começaremos por entender como surgiu o PENTAGRAMA, aquela série de 5 linhas que observamos nas partituras musicais. A PARTITURA é como a “linha” de um caderno, que serve como ponto de referência para escrever. Nosso primeiro encontro com o pentagrama (ou PAUTA musical) será estudando a Altura. Vamos ver onde se escrevem as notas musicais quando são GRAVES ou AGUDAS. Para isso usamos um símbolo redondo que é uma nota musical sem duração determinada ainda, mas que pode ser um som grave, médio ou agudo (quadro 1).
As notas situadas em baixo do quadro s„o graves, as do meio, médias, e as de cima agudas. Entretanto, se compararmos as notas graves entre si, veremos que há algumas situadas mais em baixo do que as outras – ou seja – há notas graves mais ou menos graves.
O mesmo se dá com as notas que representam os sons médios e os agudos. Tal imprecisão levou os teóricos musicais a buscar soluções. Imaginou-se a princípio uma linha no meio do papel (quadro 2). Esta linha divide o espaço entre os sons agudos, escritos acima dela, e os graves, escritos abaixo. No meio da linha se escreve o som médio.
O som médio fica definido, mas observe no quadro 3 as figuras A, B e C:
Na figura A os sons agudo e grave estão à mesma distância do médio. Na figura B o som agudo é bem mais agudo (mais acima) do que na figura A. Na figura C o som situado mais em baixo é o som grave, mais grave do que o da figura A. E voltando à figura B, ali o som mais grave È menos grave do que os sons das figuras A e C.
Na figura D vemos mais uma solução encontrada. Inventaram-se linhas acima e abaixo da linha anterior, e os sons passaram a ser escritos em cima das linhas e entre elas, mas sempre seguindo o critério de quanto mais acima mais agudo, e quanto mais abaixo, mais grave.
Essas linhas funcionarem como degraus, indo do grave para o agudo. Foram adicionadas mais linhas pela necessidade de mais notas, com o surgimento de instrumentos capazes de tocarem mais notas. Chegamos então ao PENTA (cinco) GRAMA (linha), ou à pauta musical como usamos hoje (quadro 4).
No quadro 4 estão as linhas e espaços de baixo para cima, ou do grave para o agudo. Se associarmos ao quadro 4 – do grave para o agudo – as notas musicais DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI, teremos a localização de cada um desses sons (notas) no PENTAGRAMA (quadro 5).
No quadro 6 vemos que até a linha 4 já completamos as notas musicais que passam então a se repetir, sempre continuando do grave para o agudo. Essa evolução da grafia musical se deu a partir de acentos gramaticais do latim e do grego, que foram se transformando nos caracteres musicais de hoje. Eram a princípio sem altura determinada, mas dando uma certa ideia de grave e agudo que representamos aqui.
Esta invenção é atribuída a GUIDO D’AREZZO (990 – 1050). Ele foi criador também de todo um sistema de ensino, e podemos dizer que seu trabalho foi, no mínimo muito importante. As 7 notas tiveram seus nomes originados de um hino a São João (Hymn to St. John) onde cada frase se inicia por uma das letras e sílabas usadas para designar as notas musicais. No quadro 7 temos na primeira coluna a letra do alfabeto que corresponde a cada nota de 2 letras, na segunda coluna o nome da nota com 2 letras e na terceira coluna o texto em latim de cada frase. Nos países anglo-saxões (Inglaterra, Alemanha, USA, etc.) se usam as letras do alfabeto para desigar NOTAS e ACORDES, e nos países latinos (França, Espanha, Itália, Portugal, Brasil etc.) se usam os nomes com 2 letras para designar as NOTAS e as letras do alfabeto para designar os ACORDES.
Por uma questão técnico/instrumental, houve a necessidade de se grafar a nota SOL
(representada pela letra “G”), na segunda linha da pauta. Segue-se o LÁ no segundo espaço e assim por diante, como mostra o quadro 8. Para não ser esquecida essa modificação, passou-se a usar a letra G escrita na segunda linha como lembrete. A esse “lembrete” chamamos CLAVE, e os copistas – que se encarregavam de copiar as partituras – foram dando formas manuscritas diferentes à letra/clave de sol. Existem outras claves na grafia musical, adequadas a vários instrumentos.
A figura 9 mostra a localização das notas em um violão ou guitarra até a casa 3.
Nas linhas e espaços há lugar para escrever 9 notas. E o que acontecer· se estivermos usando um instrumento que toque mais do que 9 notas? Observe a figura 10. Existem linhas pontilhadas acima e abaixo do pentagrama, que são “linhas imaginárias”, sendo usadas quando um instrumento tem notas mais agudas, escritas nessas linhas imaginárias ou entre elas, em “espaços imaginários”. O mesmo acontece com as notas mais graves, escritas abaixo do pentagrama. Essas linhas imaginárias são chamadas de LINHAS SUPLEMENTARES inferiores ou superiores (abaixo e acima do pentagrama).
EDITORES DE PARTITURA – SIBELIUS
Desde os tempos da “escuridão do DOS”, foram lançados editores de partitura musical e tablaturas. Os primeiros programas sequenciadores já os utilizavam, paralelamente ao famoso PIANO ROLL, preferido pelos que não gostam da grafia musical tradicional. Vamos dar uma rápida olhada em um dos mais usados – o Sibelius – atualmente sendo comercializado pela Avid, mas que nasceu independente no cenário das grandes empresas que hoje dominam o mecados das DAWs – Digital Audio Workstations.
O Guia de Referência é um caminho completo para todos os recursos do Sibelius. Para explicações sobre os recursos mais básicos do software, e quando se familiarizar com o programa, você provavelmente vai achar que é mais fácil usar os tutoriais, que podem ser encontrados em File -> Help dentro do programa. O Guia de Referência existe como PDF, e como impresso opcional, que pode ser comprado na loja online da Avid, no seu distribuidor, ou algumas livrarias (como a Amazon.com). Todas as formas do Guia de Referência são idênticas.
Os capítulos e tópicos
O Guia de Referência está dividido em 11 capítulos, correspondentes às 11 abas no topo da janela do Sibelius, contendo sub-temas. Você vai encontrar uma lista de todos esses tópicos em Contents, além encontrar no Index informações sobre áreas específicas do programa. Confira o Visual Index se você sabe qual é sua dúvida, mas você não sabe como é chamado o assunto. O Glossary explica termos musicais e técnicos.
Referências na tela
Para iniciar o Guia de Referência na tela do Sibelius, clique no botão no final do lado direito da barra superior, ou no Help na guia File, ou digite um dos atalhos F1 (Win) ou ⌘? (Mac).
Qualquer que seja o seu aplicativo de computador para visualizar arquivos PDF irá se abrir – no Windows isso é normalmente o Adobe Reader, e no Mac é normalmente o Preview – e o Guia de Referência com as instruções aparecerá na tela. Para navegar pelo guia na tela de referência, você pode usar os bookmarks Edit -> Find funcionalidades incorporadas ao Adobe Reader e ao Preview.
Bookmarks são como uma tabela de conteúdo que você pode ter aberta ao lado do documento que você está lendo, o que lhe permite saltar para qualquer capítulo, tópico ou até mesmo sub-tópicos no Guia de Referência. Para mostrar os bookmarks:
* No Adobe Reader, escolha View -> Navigation Panels -> Bookmarks; um painel como o mostrado abaixo, à esquerda aparecerá no lado esquerdo da sua tela
- Na visualização no Mac, selecione View -> Sidebar -> Show Sidebar; e um painel como o mostrado acima, à direita irá deslizar para fora do lado direito da janela.
Para pesquisar dentro do guia na tela de referência, use Edit -> Find ou, alternativamente:
* No Adobe Reader, você pode simplesmente digitar na caixa Find na barra de ferramentas mostrada abaixo, à esquerda, e em seguida, usar os botões próximo e anterior de resultados para saltar para a frente e para trás .
- No Preview do Mac, você pode digitar na caixa Search, mostrada abaixo à direita, e clicar na lista de resultados para avançar e retroceder.
Tipografia e referências cruzadas
Os nomes das teclas do computador, menus e diálogos são escritos assim (negrito).
A principal forma em que se encontra comandos em Sibelius é através da ribbon (fita), uma faixa larga de botões de comando que aparece no topo da tela quando você clica em uma guia como File ou Home. Cada guia descreve um conjunto relacionado de comandos (Note Input, Notations, Text, Layout, etc); quando você clica em uma guia, a ribbon muda para mostrar os botões que permitem que você use esses comandos. Cada guia da ribbon contém um número de grupos de comandos relacionados.
Como uma maneira rápida de descrever o acesso a um determinado comando, o Guia de Referência usa o seguinte formato: “escolher Home -> Instruments -> Add or Remove” o que significa “clique na guia Home, procure o grupo Instruments, e clique no botão Add or Remove.”
A ribbon é explicada em mais detalhes nas páginas seguintes, por isso, se tudo ainda soa misterioso para você, não se preocupe. O Sibelius é meio temperamental…
? 9.1 Working with parts significa: “ver o tópico Working with parts no início do capítulo 9 do Guia de Referência.”
Terminologia básica
A maior parte da terminologia de computador usada neste Guia de Referência será compreendido por quase todos os leitores, mas foi aqui incluída no caso de um ou dois dos termos serem desconhecidos:
Observe como é um pouco confusa a tecla Ctrl (ou Control, de acordo com o modelo do seu teclado) que no Mac não é o mesmo que a chave Ctrl do Windows. Atalhos do Mac usando Ctrl são muito raros em Sibelius, mas onde eles aparecem, eles são escritos usando o símbolo ^ (como aparece em menus, etc., no Mac) para evitar confusão para os usuários do Windows.
- O Sibelius é quase idêntico no Windows e Mac, mas onde há diferenças, principalmente em atalhos de teclado, a convenção do Windows está listado em primeiro lugar. Para mais informações sobre as diferenças entre Mac e atalhos de teclado do Windows, use os ?Keyboard shortcuts no final do Guia de Referência, que lista todos os atalhos de teclado disponíveis.
- “Digitar Ctrl+A ou ⌘A” significa manter pressionada a tecla Ctrl (Windows) ou ⌘ (Mac) e digitar A. Mesmo que A seja escrito como uma letra maiúscula, não digite Shift a menos que seja explicitamente dito para fazê-lo. Da mesma forma, para os atalhos padrão, como Ctrl+? ou ⌘? onde ambos os caracteres / e ? existiem na mesma tecla, você deve digitar Ctrl+/ ou ⌘/ sem usar Shift.
- Da mesma forma, ” Alt+click ou ⌥-click ” significa pressionar as teclas Alt (Windows) ou ⌥ (Mac) e clicar.
- “Click” em algo significa mover a seta do mouse sobre este algo e clicar com o botão esquerdo do mouse. “Right-click”” em algo significa apontar para o algo com o mouse e clicar com o botão direito do mouse. Se você estiver usando um MacBook ou outro Mac portátil, para fazer o equivalente a um clique com o botão direito, segure a tecla Ctrl e clique no trackpad.
- Para “Drag” (arrastar) algo significa apontar para este algo com o mouse e clicar segurando o botão esquerdo do mouse enquanto move o mouse. Para terminar de arrastar, apenas solte o botão do mouse.
- Um “Dialog” é uma janela com botões. Alguns diálogos são divididos em várias páginas e têm abas rotuladas no topo, ou uma caixa de listagem no lado esquerdo, que você pode clicar para alternar entre as páginas da caixa de diálogo.
* O teclado numérico está é retângulo de números e outros caracteres no lado direito do teclado do computador. Computadores (Notebook ou laptop) geralmente não têm um teclado numérico separado. (Veja ? Keyboard shortcuts para obter mais informações.)
- “Return” é a grande chave à direita das teclas de letras. Em alguns teclados é identificado com “Enter” ou um símbolo de seta especial, mas no Sibelius vamos sempre chamá-lo de Return.
- “Enter” é a grande chave na parte inferior direita do teclado numérico. Em alguns teclados é sem rótulo, mas ainda significa Enter.
Mais sobre terminologia menos conhecida está no Glossary, no final do guia.
Inglês americano e britânico
Sibelius e seu guia usam o Inglês Americano, mas para o benefício dos leitores de outros países, alguns termos não-americanos, como “crotchet (semínima)” estão incluídos entre parênteses.
Leitores britânicos podem estar interessado em saber que nos Estados Unidos, tanto o “bar” e “measure” são usados (mas no Sibelius se optou por “bar”), e “staff” significa no britânico “stave”. Quaisquer leitores britânicos que se sintam ofendidos com a ortografia americana de “center”, “color” e assim por diante só vai ter que usar uma caneta para alterar a ortografia no livro ou (menos eficiente) na tela…
A Ribbon (fita)
A fita é a grande faixa de botões de comando que aparece na parte superior da janela do Sibelius, abrigando todos os recursos do programa, organizados de acordo com a tarefa. Além da fita, cada janela de documento Sibelius também contém outros controles úteis.
A janela do Sibelius
A figura abaixo mostra uma janela típica Sibelius, para que você possa ver onde fica a fita, e vários outros controles úteis na parte superior e inferior da janela:
Aqui está uma viagem rápida pela janela do Sibelius, começando no topo e seguindo para baixo:
- Quick Acess Toolbar (somente no Windows): tem três botões importantes: Save, Undo e Redo. O botões Undo e Redo também têm menus que lhes são inerentes, o que lhe permite desfazer ou refazer a qualquer momento desde que você trabalhe rapidamente. (No Mac, essas opções são encontradas nos menus File e Edit, respectivamente.)
- Title bar: mostra o nome do arquivo do documento, bem como o nome da parte dinâmica atual ou a versão que está sendo vista (se aplicável). No Windows, você verá um asterisco (*) após o nome do arquivo, se ele tem alterações não salvas. (No Mac, você vai ver, em vez de um asterisco um ponto preto no interior do botão de fechar vermelho no canto superior esquerdo da janela.)
- Window buttons: contém um conjunto de botões para trabalhar com a janela atual. No Windows, estes botões aparecem no canto superior direito, enquanto que no Mac eles aparecem no canto superior esquerdo.
Minimize é o primeiro dos três botões no Windows, e o do meio dos três no Mac. clique isso para fazer sua janela desaparecer da tela sem fechar o arquivo.
Restore down/Maximize (chamado de zoom no Mac) é o segundo dos três botões no Windows, e é o terceiro dos três botões no Mac. Este botão redimensiona a janela do documento. Ao clicar neste botão se alterna entre a janela no tamanho máximo ou o seu tamanho anterior.
Close é o terceiro dos três botões no Windows, e o primeiro no Mac. Como o nome sugere, clicar neste botão fecha a janela atual.
- Findbox: Digite uma ou mais palavras-chave nesta caixa para ver ums lista de controles sugeridos das guias da fita; muito útil para encontrar alguma coisa se você não consegue se lembrar exatamente onde ela está. Conforme você digita, o Sibelius mostra uma lista de controles correspondentes: use setas acima e abaixo para escolher o que você precisa, em seguida, digite Return. O Sibelius destaca o controle para você.
- MinimizeRibbon: a fita gasta uma quantidade razoável de espaço vertical. Se você quiser ver mais de sua partitura, clique neste botão. Quando o fizer, a fita desaparece, deixando apenas as guias da faixa na parte superior da tela. Para reexibir a fita, clique no botão novamente para fazer a fita reaparecer de forma permanente, ou simplesmente clique na guia o que você deseja usar para fazer a fita reaparecer até que você tenha terminado de fazer uma escolha, e neste ponto ela desaparece novamente.
- Help: clique no botão ? para abrir o Guia de Referência em sua forma na tela. Você pode encontrar mais ajuda na guia File da fita.
- The ribbon: mais detalhes a seguir (pg. ).
* Document tabs: você pode abrir múltiplas janelas do mesmo documento – por exemplo o arranjo inteiro e as partes dos instrumentos individuais – dentro de uma única janela , e alternar entre elas usando essas guias. Quando você inicia uma nova partitura, apenas uma guia será mostrada, rotulada de Full Score. Você pode abrir novas abas usando o botão + ao lado direito da barra de guia do documento, ou através de outras opções para mudar a visão (por exemplo, teclar W entre a Full Score e uma parte correspondente à seleção atual). Você pode reordenar as abas simplesmente arrastando-as, e pode “arrancar” uma guia ou parte para abrir em uma nova janela do seu próprio arquivo: clique e segure uma guia, e arraste-a para cima ou para baixo; um ícone do Sibelius aparece sob o ponteiro do mouse. Solte o botão do mouse, e uma nova janela é criada onde você deixou estiver com o ícone do Sibelius.
- Open new tab: este botão + lhe permite abrir uma nova aba com uma outra visão da partitura atual, incluindo partes que estão sendo trabalhadas e versões salvas. Você também pode escolher uma nova janela, que abre a guia atual em uma nova janela. Você não precisa clicar no botão para abrir o menu: basta usar o botão direito do mouse em qualquer lugar ao longo da barra de guias de documento para fazer a mesma coisa.
- Switch tabs: se tiver muitas abas abertas ao mesmo tempo, pode não ver claramente na barra de tabs. Clique nesse botão para mostrar um menu listando todas as abas abertas na janela atual, que lhe permite alternar rapidamente para qualquer um deles.
- Status bar: rola no fundo abaixo da janela, dá informações sobre o documento atual e tem alguns botões úteis para acesso rápido.
- Information read-outs: à esquerda da Status bar há uma série de informações úteis. Da esquerda para a direita: a página atual e o número total de páginas; o número total de compassos; o instrumento da seleção corrente, se houver; o tamanho da seleção atual, se houver; o timecode da seleção atual; as afinações das notas selecionadas (ou a primeira nota ou acorde de uma passagem, se você tem uma série de músicas selecionadas); a harmonia do acorde composto por todas as notas seleccionadas no início da selecção exibida como um símbolo de acorde; uma descrição da operação atual (por exemplo, Edit Passage ou Edit Text); se ou não a visão atual é atualmente exibida na afinação do arranjo (in concert) ou de transposição; se Layout -> Hiding Staves -> Focus on Staves está ligada; se ou não o Magnetic Layout está ativado ou desativado para os objetos selecionados; e/ou o tamanho da fonte e o ponto do objeto de texto selecionado.
- Zoom controls: do lado direito da Status bar está um slider com botões de + e de – que lhe permitem alterar o nível de zoom da visão atual de forma rápida e fácil. À esquerda do controle deslizante há uma leitura do nível de zoom atual, em percentagem.
- Document view buttons: à esquerda dos controles de zoom está um conjunto de botões que permitem alternar entre diferentes tipos de visão rapidamente, por exemplo, entre mostrar as páginas de sua partitura estabelecidos horizontalmente e a visão Panorama. Estes botões também são encontrados na guia View da fita.
As abas da fita
A fita em si é dividida em 11 abas. A primeira aba, File, é diferente das outras guias: clicar nela esconde a partitura completamente e mostra uma visão especial chamado Backstage, que contém tudo o que você pode querer fazer com um arquivo (ao contrário do que você pode fazer no arquivo, que é o que as outras 10 abas fazem).
Na aba File, você pode criar, abrir, salvar e fechar arquivos, importar e exportá-los em diferentes formatos, imprimir, acessar os recursos especiais de ensino e aprendizagem, obter ajuda detalhada, e muito mais. (O primeiro capítulo deste guia é dedicada às operações que podem ser executadas a partir da guia File.)
As outras 10 abas são ordenadas de acordo com a ordem em que você costuma executar tarefas enquanto trabalhava em uma partitura, de modo que você faça o seu caminho a partir do início de um projeto para o seu fim, normalmente trabalhando através de mais de uma das abas da fita a partir da esquerda para a direita. (Este guia é também ordenado de acordo com a ordem das guias.)
Estas 10 abas contêm os seguintes tipos de comandos:
- Home: setup da partitura básica, como a adição ou remoção de instrumentos e compassos, além de operações de edição chave, incluindo as operações da área de transferência e filtros poderosos de Sibelius.
- Note Input: os comandos relativos a input alfabético, em step-time e Flexi-time, além de operações de edição de notas, ferramentas de composição como expandir/reduzir e transformações como retroceder, inverter, e assim por diante.
- Notations: todas as outras marcações que não sejam notas, pausas e textos, incluindo claves, armaduras de clave e barras de compasso, linhas de compasso especiais, linhas, símbolos, tipos de cabeça de nota, etc.
- Text: controles de estilos de fonte e tamanhos, escolhas de estilos de texto, letras, cifras, marcas de ensaio, e opções de numeração de páginas e compassos.
- Play: escolha de configuração de reprodução, mixagem, controles de transporte (na reprodução), Live Tempo , Live Playback, as opções de como o Sibelius deve interpretar a sua partitura durante a reprodução, e os recursos para escrever música para vídeo.
- Layout: Opções do documento como tamanho da página e pautas, espaçamento entre pautas, claves ocultas, opções de layout magnético, além de controles de formatação.
- Appearance: opções que afetam a aparência visual de sua partitura, incluindo a escolha do estilo padrão, espaçamento de notas e formato do nome do instrumento, além de comandos para redefinir ou alterar o design ou a posição dos objetos em sua partitura.
- Parts: opções relativas a partes de instrumentos.
- Review: adicionar e revisar comentários de revisão, criar e gerenciar várias versões da mesma partitura, comparar revisões e acessar vários plug-ins de leitura.
- View: alterar o layout e tamanho das músicas na tela, mostrar ou ocultar várias coisas “invisíveis” e outras marcações úteis que fornecem informações úteis sobre a sua partitura, ocultar ou exibir painéis extras para operação avançada e organizar ou alternar entre o espaço aberto de janelas de documentos.
Como podem observar, trata-se de um editor de partituras bem diferente dos outros, não pelas funções, mas pela maneira como estão dispostas. Vou confessar que, ainda que reconhecendo muitos pontos positivos do Sibelius, fiquei meio decepcionado pela forma de gerenciamento que seu atual distribuidor adotou. Cheguei a entrar em contato com a AVID para saber porque meu Sibelius First não poderia mais ser utilizado, posto que foi uma compra, um direito adquirido. Gentilmente responderam que agora (na ocasião) o foco é na versão 9. Tenho a versão 7.5, e até para fazer o upgrade para a 8 é cobrado um valor.
Mas, como costumo dizer aos alunos dos cursos de computer music, toda problemática tem sua solucionática. E com o leque de opções que temos quanto a programas de edição de partituras, pode ser que você prefira um que tenha a “cara” mais parecida com outros programas, com seus menus mais amigáveis. Na próxima edição vou abordar o Notion 6, recentemente lançado pela PreSonus, que foi a minha solucionática para o caso do Sibelius. É o segundo caso em que a AVID, ao assumir a distribuição de um produto, favorece a concorrência. O primeiro foi o Pro Tools, que vai sendo substituído em muitos estúdios. Business as unusual…
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Audio Profissional
Multilaser compra operação da Sennheiser no Brasil em aposta de R$ milhões no mercado de áudio profissional
Publicado
4 horas agoon
23/01/2026
Grupo que fabrica eletrônicos populares assume distribuição exclusiva de marca alemã premium, enquanto ex-parceira CMV sobe para comando regional na América Latina.
A Multilaser, conhecida por produzir TVs, computadores e eletroportáteis para o varejo de massa, acaba de entrar no segmento de áudio profissional pela porta da frente: assumiu a distribuição exclusiva da Sennheiser no Brasil, uma marca alemã de 80 anos que equipa estúdios, emissoras e salas de reunião corporativas no mundo inteiro.
O movimento não é uma simples troca de distribuidor. É uma reorganização estratégica que revela como fabricantes globais estão repensando suas operações na América Latina — e como empresas brasileiras com infraestrutura robusta podem capturar oportunidades em mercados de nicho e alto valor agregado.
Da parceria local ao comando regional
Por mais de uma década, a CMV Audio Group foi a parceira nacional da Sennheiser no Brasil. Agora, foi promovida a Regional Partner para toda a América Latina, exceto México. A mudança libera a empresa para focar em desenvolvimento de mercado e alinhamento estratégico regional, enquanto a Multilaser assume importação, logística, gestão comercial e estoque local.
Não é uma saída — é uma divisão de papéis. A CMV sobe na hierarquia e amplia território. A Multilaser entra com músculo operacional.
Para garantir a transição, Daniel Reis, sócio da CMV e executivo responsável pela operação latino-americana da Sennheiser, passa a integrar o quadro executivo da Multilaser. Parte da equipe técnica da CMV acompanha o movimento.
Por que a Multilaser?
A escolha tem lógica empresarial clara. A Multilaser opera um complexo industrial em Extrema (MG), duas fábricas na Zona Franca de Manaus e mantém laboratório de engenharia na China. Distribui mais de 3 mil produtos em 40 mil pontos de venda. Já trabalha com marcas internacionais como DJI, Targus e Toshiba.
Ou seja: tem escala, capilaridade e experiência em importação e logística. Exatamente o que faltava para a Sennheiser expandir no Brasil sem depender de estruturas externas ou prazos longos de importação.
O portfólio que a Multilaser passa a operar inclui microfones sem fio, sistemas de conferência, equipamentos de monitoramento e soluções para produção musical. O público-alvo não é o consumidor final, mas o canal profissional: integradores, locadores, revendedores e subdistribuidores.
O que está em jogo
Para a Sennheiser, trata-se de ganhar velocidade em um mercado que cresceu e se sofisticou. Eventos ao vivo voltaram com força, empresas investiram em salas de conferência híbridas, igrejas e universidades modernizaram infraestrutura de som. A demanda existe — mas só com operação local é possível atendê-la com agilidade.
Para a Multilaser, é a chance de migrar para segmentos de margem mais alta. Fabricar eletrônicos de consumo é um negócio de volume e margem apertada. Distribuir equipamentos premium para canais B2B é outra história: margens melhores, clientes recorrentes, contratos de maior ticket médio.
Para a CMV, representa consolidação regional. Sair da operação brasileira para assumir a América Latina não é rebaixamento — é expansão de mandato.
O desafio da execução
A infraestrutura está montada. A equipe de transição, definida. Mas resta a pergunta estratégica: a Multilaser conseguirá traduzir a filosofia de uma marca construída sobre precisão técnica e atendimento consultivo?
Áudio profissional não é mercado de prateleira. É relacionamento, suporte técnico, conhecimento de aplicação. A Sennheiser atende engenheiros de som, diretores técnicos de TV, gerentes de TI corporativo. Gente que não compra pelo preço — compra pela confiabilidade.
A Multilaser tem escala. Agora precisa provar que tem expertise.
Sinais de um mercado maduro
O acordo Sennheiser-Multilaser-CMV é sintoma de algo maior: o mercado brasileiro de tecnologia atingiu maturidade suficiente para que marcas globais confiem em estruturas nacionais para operar segmentos sofisticados.
Não é mais sobre importar e revender. É sobre ter capacidade de gerenciar cadeias complexas, manter estoque técnico, treinar canais especializados e garantir suporte pós-venda em escala nacional.
Para empresas brasileiras com ambição de crescer além do varejo de massa, esse é o caminho: capturar operações de marcas internacionais que precisam de infraestrutura local, mas não querem construí-la do zero.
A Multilaser apostou nisso. Agora é entregar.
Audio Profissional
NAMM 2026: JH Audio volta com novos produtos e aposta no futuro dos IEMs
Publicado
2 dias agoon
22/01/2026
A JH Audio confirmou sua presença no NAMM Show 2026, que acontece de 20 a 24 de janeiro no Anaheim Convention Center, na Califórnia.
A empresa estará no ACC North Level 2, estande #18203, onde apresentará suas novas linhas de IEMs Custom e Universal.
Durante o evento, engenheiros, artistas e audiófilos poderão fazer moldes de ouvido diretamente no estande para modelos Custom como o clássico Roxanne, equipado com doze drivers e projetado para entregar uma mixagem clara mesmo nos ambientes de palco mais desafiadores. A marca também vai demonstrar o Pearl, seu mais recente desenvolvimento em IEMs digitais, apontado como um passo importante para o futuro da performance musical.
A nova linha de IEMs universais também estará disponível para testes, incluindo o modelo Jessie, versão de entrada que mantém o mesmo padrão de qualidade sonora dos modelos Custom e amplia o acesso ao som da JH Audio para novos músicos e performers.
“Há muita inovação nova na JH Audio, com uma linha de produtos cada vez mais ampla que permite que mais usuários entendam por que temos uma das melhores tecnologias de IEM do mercado”, afirma Jerry Harvey, fundador da empresa. “Também é ótimo estar de volta ao NAMM e ter a oportunidade de nos reconectarmos com clientes e parceiros”.
Microfones
NAMM 2026: Schoeps apresentará soluções para estúdio, ao vivo e aplicações imersivas
Publicado
3 dias agoon
21/01/2026
Marca exibirá as linhas Colette e CMIT e demonstrará sistemas de gravação espacial em Anaheim.
A Schoeps Microphones confirmou sua participação no NAMM Show 2026, que acontece de 22 a 24 de janeiro no Anaheim Convention Center. A empresa estará no ACC North 1, estande #14819, onde apresentará seu portfólio completo de microfones das séries Colette e CMIT para uso em estúdio e ao vivo, além de demonstrar aplicações práticas de seus sistemas de gravação imersiva.
Com quase oito décadas de história, os microfones Schoeps são presença constante em produções de estúdio e em gravações ao vivo, reconhecidos pela transparência, profundidade sonora e musicalidade. Durante o NAMM 2026, a equipe da marca vai mostrar soluções para diferentes cenários de uso, incluindo gravação musical, instalações fixas e arrays imersivos desenvolvidos sob medida.
De acordo com a empresa, a base de cada microfone Schoeps é a fidelidade absoluta à fonte sonora, oferecendo ao engenheiro de áudio um nível elevado de detalhe e precisão. Em um momento em que a mixagem imersiva ganha cada vez mais espaço na indústria, a SCHOEPS tem direcionado seus desenvolvimentos para microfones e técnicas de captação voltados ao áudio espacial, mantendo suas características de naturalidade e definição.
Além dos microfones, a Schoeps também destacará sua ampla linha de acessórios e soluções para instalação, que permitem configurações personalizadas para espaços como igrejas, salas de conferência, instituições governamentais e ambientes corporativos. Nos Estados Unidos, a marca conta com o suporte da Redding Audio, sua distribuidora há mais de 25 anos. O CEO da Redding, Scott Boland, estará presente no evento ao lado da equipe da Schoeps.
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