Teclas, MIDI, Synth
Behringer fará clone de Minimoog por 400 dólares
Behringer Minimoog: A empresa anunciou o desenvolvimento de um clone do Minimoog com uma prévia do seu módulo de sintetizador Behringer D Eurorack. A empresa se prepara para lançar dezenas de modelos de sintetizadores, teclados e controlers.
Behringer anunciou o desenvolvimento de um clone do Minimoog com uma prévia do seu módulo de sintetizador Behringer D Eurorack.
O módulo será um sintetizador analógico, inspirado no Minimoog, no formato Eurorack, com 3 VCOs, um Ladder Filter de 24 dB e LFO, além de algumas atualizações, como conectividade USB e MIDI.
Também está planejado, como parte do clone do Euro Minimoog Classe D, o recurso Poly Chain que permite combinar até 16 sintetizadores através de MIDI. As renderizações do Behringer D proposto mostram suporte de CV muito limitado, oferecendo principalmente controle de CV/Gate e entrada de áudio.
Uli Behringer, fundador da empresa defende a criação de um clone do sintetizador icônico Moog, observando que a criação de réplicas é prática comum no negócio de hardware de música.
“A regra geral e a lei claramente descrevem que a tecnologia é livre para todos usarem, desde que não seja protegida”, disse ele. “Você pode ter uma visão pessoal diferente, mas é assim que nossa sociedade e cada indústria funciona – novamente por que a lei foi projetada da maneira que é.
“No caso do MiniMoog não há IP (Propriedade Intelectual) envolvidos como a tecnologia é mais de 40 anos de idade e todas as patentes há muito tempo expirou. Como resultado, a propriedade está agora no domínio público, livre para que todos possam usar. Sem este princípio, haveria apenas um carro ou fabricante de sintetizadores no mundo.
“Por esta razão exata você vai encontrar muitas empresas que estão fabricando réplicas de todos os tipos, incluindo o MiniMoog – simplesmente google-lo.” Behringer também defendeu sua posição dizendo que sua empresa visa a músicos que não podem comprar um Minimoog genuíno (a recente réplica da Moog, modelo D, é vendida por US $ 3.749).
Pausa – Estamos no Brasil, com os impostos de importação, seguro, transporte e margem, o preço no país sairá no mínimo US$ 1000.
Atenção: A guerra no mercado dos sintetizadores acabou de começar
Música & Mercado visitou recentemente o escritório e a fábrica da Music Group na China. Conversamos com Uli Behringer, fundador da empresa durante uma tarde inteira. Vimos pessoalmente o desenvolvimento deste produto, entre outros projetos. Uli Behringer, estava radiante com as novidades. A empresa se prepara para lançar dezenas de modelos de sintetizadores, teclados e controlers.
Por outro lado, o Behringer Minimoog é apenas uma das novidades que a empresa lançará este ano, que marca definitivamente a entrada para uma competição com outros gigantes dos teclados e synths: Yamaha, Roland, Casio e Korg.
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Protótipo do Behringer Minimoog
A Behringer está testando o som, design e detalhes das maquetes neste momento, para “decidir se vamos avançar e construir um primeiro protótipo”, diz Uli.
O conceito de design parece interesse, mas também levanta um monte de perguntas. MIDI Polychain faz sentido em um sintetizador sem memória de patch? Isso significa que os controles são todos codificadores digitais ou será esperado que os usuários configurem o mesmo patch em cada sintetizador da cadeia? E, mesmo com US$ 400, quantas pessoas vão querer construir um sintetizador polifônico caro quando análogos polifônicos mais baratos já estão disponíveis? Fica a pergunta.
Behringer Minimoog: Sintetizador analógico com 3 VCOs, 24 dB Ladder Filter, LFO, 16-Voice Poly Chain e formato Eurorack
1. Sintetizador analógico com design VCO triplo
2. Reprodução do “Tipo D” original com transistores e JFET correspondentes
3. Resistores de película fina de 0,1% e condensadores de sulfureto de polifenilina para estabilidade de freqüência
4. Caminho de sinal analógico baseado em projetos VCO, VCF e VCA autênticos
5. 5 formas de oscilador variável com variação de largura de pulso
6. Filtro clássico de 24 dB ladder 24 dB com ressonância
7. Totalmente triângulo analógico/onda quadrada LFO
8. Modo de filtro de passagem baixo/alto comutável
9. 16-voz Midi Poly Chain permite a combinação de sintetizadores múltiplos para até 16-voz polifonia
10. Circuito de overdrive
11. Gerador de ruído
12. Solução completa Eurorack – módulo principal pode ser transferido para um caso padrão Eurorack
13. 46 controles para acesso em tempo real de todos os parâmetros importantes
14. Entrada de áudio externa para processamento de fontes de som externas
15. Saídas de nível baixo e alto
16. Implementação de MIDI abrangente com canal MIDI e seleção de Prioridade de Voz
17. Programa de garantia de 3 anos
Produto ainda não fabricado/Fase de testes. Informações: www.proshows.com.br
Instrumentos Musicais
Casio amplia linha CELVIANO com modelos Grey Beige e foco em bem-estar
AP-750 e AP-300 combinam tecnologia de piano de cauda com conectividade digital.
A Casio anunciou a chegada dos pianos digitais CELVIANO AP-750 e AP-300 na nova tonalidade Grey Beige, ampliando a proposta da linha premium com foco em integração ao ambiente doméstico e uso voltado ao bem-estar.
A nova cor reflete uma mudança no perfil de consumo, com o piano passando a ocupar também um papel ligado à expressão pessoal e à rotina cotidiana, além da formação técnica. Nesse contexto, o design busca maior adaptação aos espaços residenciais.
O modelo AP-300 é direcionado a iniciantes e estudantes em nível intermediário, com recursos voltados à construção técnica e experiência sonora. O instrumento inclui sistema de som multidimensional, simulação de ressonância de cordas e variações acústicas associadas à abertura de tampa.

“O AP-300 oferece recursos avançados que acompanham a evolução do aluno, garantindo uma base sólida desde os primeiros passos da formação”, afirma Samuel Cimirro, diretor executivo da marca no Brasil.
Já o AP-750, modelo topo de linha, é voltado a usuários avançados e pianistas em nível semiprofissional. O piano incorpora a fonte sonora AiR Grand, baseada na linha Grand Hybrid, com timbres derivados de pianos de concerto, incluindo o Berlin Grand.
O sistema de som Grandphonic, com múltiplos canais e alto-falantes, e o teclado híbrido com madeira e resina buscam reproduzir a resposta mecânica de pianos acústicos, com controle de dinâmica e sensibilidade ao toque.
A linha também integra recursos digitais, como conectividade Bluetooth de áudio e MIDI, além de compatibilidade com o aplicativo Casio Music Space, que permite controle e apoio à prática musical.

“O grande diferencial está em inserir soluções contemporâneas dentro de um ambiente que preserva a estética clássica e a experiência sensorial do piano”, destaca Cimirro.
Os modelos incluem ainda modo otimizado para uso com fones de ouvido e ajustes de equalização para prática em volumes reduzidos.
Segundo a empresa, a expansão da linha acompanha a evolução do papel do instrumento no ambiente doméstico.
“A expansão para o território lifestyle representa um movimento natural de evolução da marca. O piano transcende sua função tradicional e passa a ocupar um lugar de protagonismo no lar, como símbolo de cultura, sofisticação e identidade”, conclui o executivo.
Evento de lançamento em São Paulo
A Flagship da Casio localizada na Made in Brazil Music Megastore São Paulo, recebeu o lançamento do Celviano Grey Beige, consolidando a chegada do modelo ao mercado nacional. O evento reuniu convidados do setor cultural e do design, com destaque para o arquiteto e pianista Ricardo Abreu e o músico Allen Lima, integrante da Família Lima.
“A nova versão do Celviano vai além de proporcionar um alto desempenho musical; ela foi projetada para oferecer um estilo de vida vibrante dentro do espaço de convivência” afirma Koji Takahashi, Presidente da Casio Brasil. Os tradicionais e consagrados preto e marrom dão lugar ao tom grey beige trazendo uma leveza que conversa diretamente com as tendências da arquitetura contemporânea, sendo uma opção versátil para diferentes estilos de interiores.

Instrumentos Musicais
Korg apresenta phase8, um sintetizador acústico baseado em vibração real
O novo instrumento combina ressonadores físicos e controle eletrônico para uma experiência sonora mais expressiva e tátil.
A Korg anunciou o phase8, um sintetizador acústico de oito vozes que propõe uma abordagem pouco comum: gerar som por meio de vibração física real, e não apenas processamento digital.
O instrumento utiliza ressonadores de aço ativados eletromecanicamente, criando um comportamento sonoro mais próximo de um instrumento acústico do que de um sintetizador tradicional.
Som que pode ser tocado
O phase8 permite interação direta com o som. Os músicos podem golpear, pressionar ou tocar levemente os ressonadores para modificar a resposta sonora em tempo real, introduzindo variações naturais difíceis de reproduzir apenas com software.
O sistema inclui 13 ressonadores afinados cromaticamente — sendo oito utilizáveis simultaneamente — que podem ser trocados para adaptar a afinação e o caráter tonal do instrumento.
Um controle chamado AIR regula o quanto a interação física influencia o resultado final, reforçando a sensação de um instrumento “vivo”.
Pensado para performance e criação sonora
Mais do que um sintetizador convencional, o phase8 foi desenvolvido para aplicações como:
- performances eletrônicas ao vivo
- sound design experimental
- produção híbrida acústico-digital
- estúdios criativos em busca de novas texturas sonoras
A proposta acompanha uma tendência crescente entre músicos que buscam recuperar a interação física dentro de ambientes eletrônicos cada vez mais digitais.
Integração com setups atuais
O instrumento inclui sequenciador interno e conectividade completa:
- MIDI e USB-MIDI
- sincronização Sync
- controle CV para sistemas modulares
Isso permite integração direta com estúdios, rigs de palco e configurações analógicas.
Eletrônica com comportamento acústico
O phase8 representa uma abordagem híbrida no design de instrumentos ao combinar precisão eletrônica com resposta física real. Em vez de simular o comportamento acústico, o sistema produz som por vibração tangível, abrindo novas possibilidades expressivas para músicos e criadores.
Instrumentos Musicais
Sintetizadores analógicos x digitais: qual escolher
O sintetizador vive um novo ciclo de protagonismo.
Dos estúdios profissionais aos home studios, do pop global ao indie experimental, o instrumento ocupa um lugar central na produção musical de 2026. Nesse cenário, uma pergunta volta a ganhar espaço entre músicos, educadores e produtores: sintetizador analógico ou digital?
Não existe uma única resposta. Os dois universos oferecem vantagens reais, limitações claras e oportunidades que variam conforme o estilo, o orçamento e o tipo de som que cada criador deseja alcançar. Este guia reúne as principais diferenças e tendências do mercado atual para ajudar na escolha.
O que oferece um sintetizador analógico
Os sintetizadores analógicos geram som por meio de circuitos elétricos reais — osciladores, filtros e amplificadores — que respondem de maneira orgânica à execução.
Características principais
- Sinal contínuo, quente e com pequenas variações naturais
- Controles diretos que favorecem a expressividade
- Arquiteturas simples, ideais para aprendizado tátil
- Som clássico associado a décadas de música eletrônica
Vantagens
- Timbre quente e dinâmico
- Interface física intuitiva
- Resposta imediata, sem latência
- Personalidade sonora única entre unidades
Desvantagens
- Preço mais alto devido aos componentes
- Maior peso e tamanho
- Menor polifonia
- Limitações de memória e conectividade
O que oferece um sintetizador digital
Os sintetizadores digitais produzem som por algoritmos, amostragem ou sínteses avançadas (FM, wavetable, granular, modelagem física).
Características principais
- Alta polifonia
- Presets complexos e amplo armazenamento
- Conectividade moderna (USB, MIDI, DAW)
- Grande variedade de motores sonoros em um único equipamento
Vantagens
- Versatilidade ampla
- Maior estabilidade e afinação
- Integração direta com o estúdio digital
- Melhor relação custo-benefício
Desvantagens
- Sensação menos orgânica para alguns músicos
- Curva de aprendizado mais acentuada
- Dependência de menus e telas
Tendências do mercado em 2026
- Híbridos no segmento médio-alto: Equipamentos que combinam osciladores analógicos com motores digitais — por exemplo, a arquitetura “analógico + wavetable”.
- Portabilidade e polifonia acessível: Modelos digitais compactos atendem criadores móveis e home studios.
- Analógicos acessíveis: Marcas com fabricação asiática permitem preços mais competitivos sem perder caráter sonoro.
- Software + hardware como ecossistema: Controladores com plugins dedicados consolidam fluxos híbridos antes exclusividade de estúdios maiores.
Qual escolher segundo o perfil do usuário
Produtor pop / urbano
Digital ou híbrido — versatilidade e presets rápidos para sessões intensas.
Designer de som / trilhas para mídia
Digital — motores complexos e modulação profunda.
Músico de palco
Analógico ou híbrido — presença sonora, controles físicos e estabilidade ao vivo.
Principiante
Digital acessível — preço menor, mais polifonia e aprendizado guiado por presets.
Colecionador ou entusiasta vintage
Analógico — valor emocional e caráter inconfundível.
Não se trata de escolher um vencedor. Em 2026, o mercado mostra que analógico e digital não competem — coexistem.
Enquanto o analógico traz identidade, textura e uma resposta tátil que inspira execução, o digital abre caminhos para mundos sonoros moldados por software e tecnologia.
Para músicos, produtores e lojistas, entender essa complementaridade já faz parte da decisão. O que importa não é a tecnologia em si, mas como cada instrumento contribui para construir uma estética sonora e um fluxo de trabalho pessoal.
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