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Women’s Music Event acontecerá entre 15 e 18 de junho em São Paulo

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Com foco no protagonismo feminino no mundo da música, o evento terá painéis e masterclasses com participações de Karol Conká, Marimoon, Tulipa Ruiz, entre outras mulheres de destaque no setor.

O Women’s Music Event, maior encontro de mulheres da indústria da música do país, vai começar em breve. Com início marcado para o dia 15 de junho, o evento acaba de divulgar toda a extensa grade de programação de sua sétima edição. Serão quatro dias com painéis, masterclasses, oficinas, shows e muita troca de experiências em quatro lugares diferentes de São Paulo: Biblioteca Mário de Andrade, House Of Coisas, Praça Dom José Gaspar e Casa Natura Musical.

Com apoio da Heineken® pela terceira vez consecutiva como cerveja oficial e patrocinadora master, o Women’s Music Event tem ingressos disponíveis no Sympla. A retirada de ingressos para os shows será revelada em breve. 

O evento também conta com o apoio da Warner Music Brasil, Warner Chappell Brasil, Deezer, Som Livre, Ingrooves, Natura Musical, Ecad Oficial, Abramus Artes, UBC, The Orchard Brasil e Ellus. 

Confira algumas atividades que acontecerão entre os dias 15 e 18 de junho:

15 de junho (quinta-feira) – festa de abertura na House Of Coisas

  • 20h: Abertura da casa
  • 22h00 – 23h30: Show Melly
  • 23h – 01h00: DJ Miria Alves

16 de junho (sexta-feira) 

12h às 12h30: Claudia Assef e Monique Dardenne, co-fundadoras do WME, abrem oficialmente a sétima edição do encontro no auditório da Biblioteca Mário de Andrade.

12h30 às 13h30: O painel “Profissionais da indústria da Música contextualizam trajetórias dentro da hipersexualização da mulher” será mediado por Fabiane Pereira (jornalista e apresentadora do “Papo de Música”), com participação de Heloisa Aidar (sócia da Altafonte Brasil e diretora global da Altafonte Music Rights); Bixarte (atriz, cantora e compositora) e Alana Leguth (sócia-fundadora do KondZilla e fundadora do Hervolution), no auditório da Biblioteca Mário de Andrade. 

13h às 14h: Tulipa Ruiz é a convidada especial para a oficina “UBC apresenta: Roda de Conversa sobre Composição” e traz dicas especiais sobre suas formas de compor. O conteúdo será disponibilizado no formato online e estará disponível para o público via Zoom.

13h30 às 14h30: Warner Music e Warner Chappell apresentam: “Mulheres no Audiovisual – o impacto da potência feminina na produção musical em criações para a publicidade, cinema e TV”, com participação de Flávia Cesar (diretora de licenciamento da Warner Chappell), Aline Teixeira (diretora comercial da Warner Music), Tatiane Gomes Nascimento (fundadora da Som Janga), Juliana Medeiros (coordenadora de produção musical da TV Globo) e Marvvila (cantora e compositora). O papo será na Sala Oval na Biblioteca Mário de Andrade.

14h20 às 14h50: Pocket Show especial com a banda Luísa e os Alquimistas.

15h às 16h: Festival Mana Apresenta o painel “Protagonismo amazônico — o hype da cultura do Norte do Brasil e os desafios da circulação de seus artistas pelo resto do País” será mediado por Aíla (cantora e diretora artística), com participação de Fernanda Paiva (head of Global Cultural Branding da Natura Musical), Karla Martins (produtora cultura da Mídia Ninja Amazônia), Patrícia Bastos (cantora) e Thaianty dos Santos (A&R ONErpm Norte), no auditório da Biblioteca Mário de Andrade.

15h às 16h: Será realizada a oficina Bananas Music Trends 2023: tendências de comportamento e consumo de música, e seus principais impactos no mercado musical mediada por Juliana Castro. O conteúdo será disponibilizado no formato online e estará disponível para o público via Zoom.

15h30 às 16h30: “Será que existe público pra tanto festival? Como encontrar um lugar ao sol em meio a tanta concorrência” é o tema do painel mediado por Juli Baldi (diretora criativa do Mapa dos Festivais e Bananas Music), com participação de Raina Biriba (Frequências Preciosas), Mariana Lorena (head de Novos negócios e parceria na 30E) e Ivanna Tolloti (Diretora do Tum Festival PR) na Sala Oval da Biblioteca Mário de Andrade.

16h30 às 18h: A madrinha da edição de 2023, Karol Conká, irá participar de uma sessão de Q&A junto com Claudia Assef, jornalista e co-fundadora do WME. A conversa acontecerá no auditório da Biblioteca Mário de Andrade.

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16h30 às 17h30: Assinado pela Heineken ainda na sexta-feira o painel “Inteligência Artificial, a bola vez. Os avanços e questões morais envolvendo inteligência artificial e os novos horizontes que a tecnologia está trazendo para experiências ao vivo no universo musical ” terá mediação da apresentadora Marimoon e participação de Marianna Mello, (Diretora jurídica da Abramus), Dani Ribas (Diretora da Sonar Cultural) e Gabriela Shapiama (Gerente de Projetos Tecnológicos) e Melina Couto, Gerente de patrocínios e experiência da Heineken. O papo acontece na Sala Oval da Biblioteca Mário de Andrade.

16h30 às 17h30: Badi Assaf ministrará a oficina “Se Meu Violão Falasse” no área reservada às oficinas na Biblioteca Mário de Andrade.

17h às 19h: Happy hour no Espaço Heineken com DJ Anny B.

17 de junho (sábado)

12h30 às 13h30: “Emancipação e maturidade da mulher como produtora musical dentro e fora do estúdio” é tema do painel mediado pela jornalista Lorena Calabria, com participação das artistas Lurdez da Luz, Malka Julieta (produtora, compositora e diretora musical) e Mahmundi (artista, produtora musical e empresária), no auditório da Biblioteca Mário de Andrade.

12h30 às 13h30: O painel “Quanto vale o show? A matemática nem sempre exata em torno dos altos valores de cachês versus a receita dos eventos de música no Brasil” será mediado por Bia Nogueira (cantora e diretora criativa do Festival IMunNe), com participação de Luciana Simões (diretora e criadora do Festival BR135), Karen Cunha (curadora e consultora) e Luna Moreno (Festival Coma – DF) na Sala Oval da Biblioteca Mário de Andrade.

13h30 às 14h30: A jornalista Roberta Martinelli será mediadora do painel “Mulheres no jornalismo musical: o apagamento da mulher enquanto pensadora crítica na indústria da música”, com participação de Patrícia Palumbo (jornalista), Kamille Viola (jornalista e pesquisadora musical) e Julia Reis (CEO da Brasa Mag e coordenadora de conteúdo da Hypebeast Brasil), no auditório da Biblioteca Mário de Andrade.

13h30 às 14h30: Será realizada a oficina “DIY: como montar a sua tour”, com Larissa Conforto. O conteúdo será disponibilizado no formato online e estará disponível para o público via Zoom.

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14h30 às 15h50: Painel “Discografia” será mediado por Sarah Oliveira (apresentadora) e terá participação de Xenia França e Brisa Flow na Sala Oval da Biblioteca Mário de Andrade.

15h às 16h: Também no formato digital (via Zoom), será realizada a oficina “Elaboração de Projetos Culturais” com a produtora Thais Bernardini.

15h30 às 16h30: Mediado pela jornalista Fabi Ferraz, será realizado no auditório da Biblioteca Mário de Andrade o painel “SELO IGUAL apresenta Virando a Chave: como as mulheres à frente de negócios da música podem acelerar o processo de equidade na indústria” com Eliane Dias (empresária e CEO Boogie Naipe), Cris Falcão (diretora geral para a América Latina da Ingrooves Music Group), Isabel Amorim (superintendente executiva da Ecad) e Ciça Pereira (Idealizadora da comunidade Afrotrampos e CEO da Zeferina Produções).

16h às 17h: “Som Livre apresenta: Back to Back – A nova cara da música urbana: um papo geracional sobre a voz feminina no rap e R&B brasileiros”, reunirá Didi Couto, Bivolt e Amabbi, na Sala Oval da Biblioteca Mário de Andrade.

16h30 às 17h30: Será realizada a oficina “O Mapa das Compositoras Brasileiras do Século XX” com a Doutora em História Cultural Carô Murgel.

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17h às 18h: O painel “O que as Plataformas de streaming, gravadoras, associações e agregadoras estão fazendo para fomentar o crescimento das artistas hoje” terá mediação de Michelly Mury (label manager da Altafonte), com participação de Helena Gaia (gerente de artist relations da Deezer Brasil), Júlia Braga (diretora de marketing & comercial da SomLivre) e Sylvia Medeiros (vice-presidente do The Orchard Brasil), no auditório da Biblioteca Mário de Andrade.

17h às 19h: Happy Hour no Espaço Heineken com DJ Vivian Marques.

Shows

  • 15 de junho – Melly fará performance com show apresentado pela Deezer, na House of Coisas, às 22 horas.
  • 16 de junho – Slap ao Vivo especial PRIDE apresenta Kennye PART. Marô a partir das 19h30 e em seguida é a vez de Assucena que sobe ao palco na Praça Dom José Gaspar a partir das 21 horas.
  • 17 de junho – MC Soffia terá apresentação no dia 17 de junho, na praça Dom José Gaspar, a partir das 19h30 horas, seguido de Tássia Reis, que fará o último show do dia a partir das 21 horas.
  • 18 de junho – Os shows de encerramento do Women’s Music Event 2023 acontecerão na Casa Natura Musical, a partir das 17 horas. Mulamba sobe ao palco às 18h00, seguida de Rachel Reis às 19h30 e Drik Barbosa, que encerra a noite, às 21h.

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Deezer/Ipsos: 97% das pessoas não distinguem música feita por IA de criação humana

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A Deezer divulgou um estudo global inédito, realizado pela Ipsos, que revela um dado alarmante: 97% das pessoas não conseguem diferenciar músicas totalmente geradas por Inteligência Artificial das produzidas por artistas humanos.

A pesquisa envolveu 9 mil participantes em oito países, incluindo o Brasil, e investigou percepções sobre IA, direitos autorais e o futuro da criação musical. Estudo aponta urgência por transparência e remuneração justa.

O levantamento indica amplo apoio a políticas de identificação clara de faixas geradas por IA, preocupação com o uso indevido de material protegido e receio quanto ao impacto econômico sobre músicos e compositores. Segundo a Deezer, cerca de 50 mil faixas criadas integralmente por IA são carregadas diariamente, representando 34% de todos os envios feitos à plataforma.

“Os resultados mostram que as pessoas se importam com a música e desejam saber se estão ouvindo IA ou humanos. Também há um consenso de que modelos de IA não devem ser treinados com obras protegidas sem autorização”, afirmou Alexis Lanternier, CEO da Deezer. A plataforma é atualmente a única a detectar e rotular faixas 100% geradas por IA.

Principais conclusões globais

  • 97% dos participantes erraram ao tentar identificar músicas de IA em teste cego.
  • 71% ficaram surpresos e 52% relataram desconforto por não diferenciar as faixas.
  • 80% defendem rotulagem clara para conteúdo gerado por IA.
  • 73% querem saber quando uma plataforma recomenda faixas feitas por IA.
  • 65% consideram inaceitável usar músicas protegidas para treinar IA.
  • 70% acreditam que a IA ameaça a remuneração de artistas.
  • Apesar das preocupações, 66% ouviriam músicas geradas por IA por curiosidade.

Brasil: curiosidade elevada e forte adesão à IA

O país se destacou como um dos mais receptivos à tecnologia:

  • 76% dos brasileiros demonstram curiosidade em relação à IA — o maior índice entre os oito países.
  • 42% utilizam ferramentas de IA semanalmente ou mais.
  • 62% acreditam que a IA pode ajudar a descobrir novas músicas.
  • 59% veem papel importante da tecnologia na criação musical nos próximos dez anos.

Por outro lado, 60% temem perda de criatividade na produção musical e 65% enxergam risco à remuneração de artistas.

Shure

Assim como no cenário global, 97% não identificaram a diferença entre faixas humanas e músicas de IA no teste proposto.

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Transparência e ética seguem como prioridades

Os brasileiros apoiam amplamente a identificação de músicas geradas por IA (77%), e 67% consideram antiético usar material protegido para criar músicas sintéticas. Além disso, 64% acreditam que o pagamento por faixas de IA deve ser menor do que o destinado a obras humanas.

A pesquisa reforça que, diante da explosão de conteúdo sintético no streaming, o futuro da música depende de transparência, responsabilidade e políticas que garantam justiça aos criadores.

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Guia prático: como regularizar o uso de música com o ECAD

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Entenda como funciona a arrecadação de direitos autorais e evite multas desnecessárias.

O ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é o órgão responsável pela cobrança e distribuição dos direitos autorais referentes à execução pública de música no Brasil. Isso inclui qualquer local ou evento onde músicas sejam tocadas — seja ao vivo, por rádio, TV, playlists digitais ou sistemas de som ambiente.

Se o seu negócio utiliza música como parte da experiência do público, é essencial regularizar a utilização com o ECAD para evitar cobranças retroativas e processos judiciais.

  1. Quem precisa pagar o ECAD

De acordo com a Lei nº 9.610/98 (Lei dos Direitos Autorais), é considerado “execução pública” qualquer uso de música fora do ambiente doméstico.

Isso inclui:

  • Bares, restaurantes e cafés com música ambiente ou ao vivo
  • Hotéis, academias, lojas e salões de beleza
  • Festas, casamentos e eventos corporativos
  • Rádios, TVs e transmissões pela internet
  • Plataformas digitais que exibam música

Mesmo que a música seja apenas de fundo, o uso é considerado público.

  1. Como é calculado o valor

O valor da licença é definido de acordo com o Regulamento de Arrecadação do ECAD, considerando:

  • Tipo de utilização (ao vivo ou mecânica ou transmissão)
  • Tamanho da área sonorizada
  • Frequência de uso (eventual ou contínuo)
  • Capacidade de público
  • Localização e tipo de atividade do estabelecimento

O cálculo é feito pela equipe do ECAD com base em tabelas específicas, e o pagamento pode ser mensal ou por evento.

  1. Como regularizar

O processo é simples e pode ser feito online:

1️⃣ Acesse o site oficial: www4.ecad.org.br


2️⃣ No menu “Licencie sua música”, “Eu uso música” > “Simulador de cálculo”, selecione o tipo de uso (bar, evento, academia etc.)


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3️⃣ Preencha o cadastro com as informações do local e da música utilizada


4️⃣ Receba o boleto e mantenha o pagamento regular
(Obs: no site do Ecad é possível fazer uma simulação do valor a ser pago, mas para emitir o boleto é necessário procurar a nossa unidade mais próxima).

Ao se licenciar, o ECAD emite um certificado de autorização que comprova que o uso é legal.
(Obs: não emitimos nota fiscal. O boleto quitado é o comprovante de pagamento).

  1. O que acontece se não pagar

Quem utiliza música sem autorização viola a Lei dos Direitos Autorais.

O ECAD pode:

  • Enviar notificações e realizar visitas de fiscalização
  • Cobrar valores retroativos referentes ao período de uso irregular
  • Acionar judicialmente o estabelecimento

As decisões judiciais podem incluir indenizações e pagamento de custos retroativos, além de prejudicar a reputação do negócio.

  1. Para onde vai o dinheiro

O ECAD distribui 85% de tudo o que arrecada para os titulares de direitos autorais — compositores, intérpretes, músicos e produtores fonográficos.


Os 9% restantes ficam com o ECAD para administração e 6% são destinados às associações que representam os artistas.

Isso significa que pagar o ECAD é remunerar quem cria a música — o compositor, o músico e o intérprete que tornam o ambiente mais agradável para o público.

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Dica extra: mantenha o cadastro atualizado

Empresas que mudam de endereço, ampliam área sonorizada ou passam a fazer eventos com música ao vivo precisam atualizar os dados junto ao ECAD.

Isso evita divergências e novas cobranças.

Em resumo

O ECAD é parte essencial da cadeia produtiva da música no Brasil.


Regularizar o uso musical não é apenas uma obrigação legal, mas também um gesto de respeito à arte e aos artistas.


Ao manter o licenciamento em dia, seu negócio contribui para que a música continue a inspirar e movimentar o país.

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ECAD: O que você precisa saber

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Entidade, atividades de arrecadação e multas no setor musical brasileiro.

O ECAD — Escritório Central de Arrecadação e Distribuição — é uma entidade privada, sem fins lucrativos, encarregada da arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública musical no Brasil.

Ele é administrado por sete associações de gestão coletiva: ABRAMUS, AMAR, ASSIM, SBACEM, SICAM, SOCINPRO e UBC. 


O ECAD opera com base nas leis 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais) e 12.853/13, que regulamentam os direitos autorais no país.

O que o ECAD faz

As principais funções do ECAD são:

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  • Cobrar direitos autorais sempre que houver execução pública de músicas — em rádio, TV, eventos, shows, ambientes comerciais, plataformas digitais, etc.
  • Receber os valores pagos por esses usos, identificar as músicas executadas, apurar os titulares dos direitos e distribuir os valores às associações que representam esses titulares.
  • Manter em funcionamento o sistema de gestão coletiva: os titulares se filiam a uma das associações, cadastram suas obras musicais e fonogramas, e passam a ter direito de remuneração pelas execuções públicas.

Como funciona o sistema de arrecadação

a) Quem paga e quando

  • Qualquer utilização pública de música configura obrigação de pagamento, como bares, restaurantes, academias, shows, eventos, streaming e outros.
  • O valor é calculado com base em critérios que constam no Regulamento de Arrecadação, definido pelas associações que administram o ECAD. Fatores como o tipo de utilização (ao vivo ou mecânica), o ramo de atividade, a área sonorizada e a região socioeconômica podem influenciar o valor.
  • A cobrança pode ocorrer mediante boleto bancário e pode ser mensal (como para rádios, TVs, plataformas) ou eventual (como para shows ou eventos específicos).
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b) Processo de identificação e distribuição

  • Os usuários de música fornecem informações como roteiro musical (setlist) ou relatórios de execução. Em alguns casos, o ECAD faz visitas em estabelecimentos para registrar execuções ao vivo ou com som ambiente.
  • Após identificação das músicas tocadas, o ECAD faz a distribuição dos valores arrecadados. Dos valores arrecadados, 85% são repassados para os titulares (compositores, intérpretes, músicos, produtores fonográficos). Outros 6% são para as associações e 9% ficam com o ECAD para sua administração.

Multas e sanções

  • A utilização pública de música sem pagamento ou licenciamento constitui violação da Lei 9.610/98. O ECAD alerta que, no caso de falta de pagamento, o infrator pode responder judicialmente por uso não autorizado de obras musicais e fonogramas.
  • No entanto, é importante destacar que o ECAD não pode multar diretamente o usuário no local; eventuais sanções costumam resultar em processo judicial.
  • Algumas empresas ou setores que não regularizam o licenciamento podem ser alvo de fiscalização e autuação. Por exemplo, bares ou lojas que toquem música ambiente sem pagar direitos autorais podem ter risco de cobrança retroativa.

Críticas e transparência

  • O ECAD já foi alvo de críticas quanto à transparência na arrecadação e distribuição, à forma de cobrança e aos critérios utilizados. Em comissão da Câmara dos Deputados houve questionamentos públicos.
  • Mas é importante dizer que todos os balanços e relatórios anuais são publicados anualmente no site da ECAD, dando transparência aos números, resultados e atuação. Além disso, a própria Lei 9.610/98 estabelece que o ECAD é o único órgão no Brasil habilitado a atuar na arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública de músicas. Já que não pode existir outro órgão com a mesma função, o Ecad é sim um monopólio, mas um monopólio previsto em lei.

Por que isso importa para músicos, produtores e empreendimentos

  • Para músicos, compositores e produtores: estar filiado a uma associação e manter suas obras cadastradas significa ter direito à remuneração sempre que essas obras forem executadas publicamente.
  • Para empreendimentos que utilizam música (bares, academias, eventos, shows, plataformas digitais): é necessário verificar se há licenciamento adequado junto ao ECAD. O não pagamento coloca o estabelecimento em situação de risco legal.
  • Para o mercado em geral: o sistema de arrecadação e distribuição garante que a música, como expressão artística e negócio cultural, seja remunerada e sustentável.

O ECAD opera como um elo central entre os criadores de música e os espaços que utilizam essas obras. Por meio da arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública, ele cumpre papel essencial na cadeia produtiva da música no Brasil. Entender seu funcionamento — quem paga, como se calcula, como se distribui e quais os riscos de não regularização — é fundamental para músicos, editoras, produtores e usuários de música.

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