Music Business
Ex-presidente da Warner Music abre novo selo e firma parceria com gravadora
Sérgio Affonso cria o “Alma Viva” com o objetivo de trazer novos artistas ao cenário musical.
Há mais de 55 anos trabalhando na indústria fonográfica, o executivo de renome Sérgio Affonso abre seu novo selo musical, chamado “Alma Viva”. O novo projeto, um sonho realizado na carreira do empresário, tem o objetivo de trabalhar novos artistas e apresentá-los ao mercado da música. Como parte do trabalho, Sérgio firmou uma parceria com a Warner Music Brasil, cujo contrato prevê um acordo de distribuição global do selo.
De acordo com o executivo, a ideia de criar o “Alma Viva” veio também como sugestão da própria companhia. Sobre o novo momento, ele afirma: “Espero com esse selo me dedicar àquilo que fiz a minha vida toda e sempre amei. E fico muito feliz de poder fazer isso mantendo uma relação de tantos anos que tive com a Warner, gravadora que tenho profunda admiração há tanto tempo”.
O “Alma Viva”, que funciona como uma mini gravadora e trabalha com três frentes (distribuição, contratação e editorial), já teve seus primeiros lançamentos, como os artistas baianos, Neri’s e 5inco, em parceria com a produtora ‘Faz a Mágica’, e o MC Dulipe. Ainda este mês, o selo promete lançar mais dois novos nomes: Nana Rubim, uma cantora de 22 anos, de Belo Horizonte, Minas Gerais, e o rapper Neitan, que já participou de abertura de show de artistas de destaque no cenário do rap como Gabriel, O Pensador e Cone Crew. Além desses lançamentos, ao longo de 2023, o ex-presidente da Warner confirma que trará mais novidades do novo selo. “Eu batizei o selo com esse nome porque acredito e espero que o meu novo projeto traga para a música muita alma”, concluiu.
Sérgio Affonso deixou a presidência da Warner Music Brasil em 2022, após 15 anos, e desde então mantém uma ótima relação com a gravadora. Leila Oliveira é a nova presidente e já trabalhava na companhia desde 2013. Sobre a nova parceria, ela afirma: “É uma imensa felicidade ter o Sérgio por perto novamente. A Warner Music sempre será sua casa e sempre teremos o enorme prazer em recebê-lo”.
Music Business
Be Music lança plataforma e amplia atuação no mercado fonográfico
Empresa afirma ter gerado 3 bilhões de streams em quatro anos e passa a operar como hub de desenvolvimento de carreira, com foco em dados, tecnologia e mentorias gratuitas.
A Be Music anunciou o lançamento de sua própria plataforma e abriu uma nova fase de atuação no mercado fonográfico. Com mais de 800 artistas ativos e 3 bilhões de streams gerados em quatro anos, a empresa deixa de operar apenas como selo e passa a se posicionar como um hub de desenvolvimento de carreira artística.
Segundo a Be Music, a mudança busca enfrentar um problema recorrente do setor: artistas em fases diferentes da trajetória profissional ainda recebem soluções parecidas, sem considerar contexto, maturidade e objetivos de cada projeto. A proposta da nova plataforma é usar dados reais para orientar diagnósticos, análises preditivas e decisões estratégicas de carreira.
“A indústria da música ainda trabalha muito com modelos genéricos. A nossa proposta é olhar para cada artista de forma estratégica, considerando dados reais, momento de carreira e objetivos. Não faz sentido tratar projetos tão diferentes da mesma maneira”, afirmou Jéssica Pires, head de marketing da Be Music.
A plataforma também passa a organizar a gestão do catálogo fonográfico dos artistas, com a proposta de dar tratamento mais profissional aos lançamentos. A ideia, segundo a empresa, é transformar o repertório em ativo estratégico, e não apenas em entregas isoladas.
Outro ponto destacado pela Be Music é o modelo de negócio. A empresa afirma que optou por não cobrar taxa de entrada, prática comum no setor. De acordo com Caio Bertoni, CEO do Grupo Be, a estratégia busca reduzir barreiras para projetos em desenvolvimento e fortalecer uma relação de parceria de longo prazo com os artistas.
“Acreditamos que taxas de entrada muitas vezes criam barreiras artificiais e acabam afastando projetos promissores. Preferimos crescer junto com o artista, em um modelo baseado em parceria e desenvolvimento real de carreira”, disse Bertoni.
Segundo a empresa, a estrutura da plataforma acompanha o artista em diferentes estágios. Nas fases iniciais, o foco estará na organização de base, estruturação de catálogo e primeiras validações de mercado. Em etapas mais avançadas, o sistema passa a incorporar novas frentes de suporte estratégico.
Em casos específicos, alguns artistas poderão acessar modelos de co-gestão de carreira por meio da Be Talent, braço do grupo voltado a projetos com investimento e planejamento mais avançado. A empresa informa que esse acesso não será automático e dependerá de análise interna sobre potencial e alinhamento de objetivos.
Inserida no ecossistema do Grupo Be, a Be Music também amplia sua atuação para além da distribuição e da estratégia fonográfica. A empresa passa a incluir construção de narrativa, posicionamento e imagem artística como parte do desenvolvimento de carreira.
A nova plataforma ainda incorpora uma frente educacional por meio da Be Academy, iniciativa que oferecerá mentorias gratuitas, conteúdos formativos e acompanhamento estratégico dentro do próprio ambiente digital.
Music Business
Deezer reformula plataforma de parcerias e amplia atuação com Deezer for Business
Iniciativa conecta marcas a novas oportunidades com foco em tecnologia, catálogo e experiência musical.
A Deezer anunciou a reformulação de sua plataforma de parcerias, agora consolidada como Deezer for Business, uma solução voltada à criação de experiências musicais para marcas, com base em catálogo licenciado, tecnologia de streaming e serviços especializados.
A proposta busca ampliar a atuação da empresa no segmento B2B, oferecendo ferramentas para engajamento, fidelização e monetização por meio da música.
“Há mais de 15 anos, a Deezer ajuda marcas a se diferenciarem e a construírem relacionamentos significativos com os consumidores por meio do poder da música. Com o lançamento da Deezer for Business, damos o próximo passo nessa jornada, prontos para atender a qualquer necessidade e gerar impacto mensurável para nossos parceiros”, afirma Julien Delbourg, Chief Commercial Officer da Deezer.
Segundo a empresa, a nova estrutura foi desenvolvida para acelerar o crescimento e apoiar negócios a partir de cinco pilares estratégicos, que abrangem desde integração de serviços até soluções de publicidade e experiências físicas.
Entre as frentes estão a oferta de música como serviço, permitindo que empresas criem plataformas próprias de streaming, além de soluções para anunciantes e ambientes comerciais, com playlists editoriais e tecnologia personalizada.
“O Brasil é um dos mercados mais apaixonados por música do mundo. Isso cria uma oportunidade única para as marcas — não apenas de estarem presentes, mas de construírem conexões reais com as pessoas”, afirma Rodrigo Vicentini, General Manager da Deezer na América Latina.
A plataforma também incorpora soluções de publicidade em áudio e integração com ecossistemas parceiros, além de ferramentas voltadas a profissionais que buscam ambientação sonora em espaços físicos.
Outro destaque é a tecnologia de detecção de músicas geradas por inteligência artificial, que permite identificar esse tipo de conteúdo e evitar sua inclusão em recomendações, além de oferecer suporte a organizações do setor para monitoramento e controle.
Com a iniciativa, a Deezer amplia sua estratégia de atuação junto a empresas, posicionando a música como ferramenta de diferenciação e relacionamento com consumidores.
Music Business
Laboratório de Música da Periferia lança álbum com jovens artistas de Belo Horizonte
Projeto reúne oito participantes e apresenta disco colaborativo com nove faixas.
O Laboratório de Música da Periferia lançou o álbum “Laboratório de Música da Periferia – Vol. 1”, resultado de um processo formativo e colaborativo realizado com jovens artistas de Belo Horizonte. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Alctel, e o disco está disponível nas plataformas digitais via ONErpm desde 27 de março.
A iniciativa selecionou oito artistas de diferentes regionais da cidade — Akin Zahin, DaVisão, Elaisa de Souza, Imane Rane, Lamartine, Lótus, Miuk e Nanda Cardoso — para participar de uma residência criativa ao longo do segundo semestre de 2025. O processo incluiu etapas de composição, produção musical, gravação, edição, mixagem e masterização, com acompanhamento de profissionais do mercado.
Segundo Hênrique Cardoso, produtor e idealizador do projeto, a proposta foi criar um ambiente de formação e experimentação voltado ao desenvolvimento artístico. “O projeto se destaca pelo caráter inovador de revelar, fortalecer e difundir a produção musical jovem e periférica, promovendo trocas, colaboração e qualificação artística em um modelo de residência criativa”, afirma.

O processo seletivo foi realizado por meio de inscrição online, com análise de perfil e trajetória dos candidatos, priorizando diversidade de gênero, raça e território. A participação foi gratuita e incluiu formação técnica, acompanhamento artístico e apoio financeiro para despesas de transporte.
Para Iasmine Amazonas, Head Global de Marketing Institucional da ONErpm, o projeto amplia o acesso à produção musical. “Com essa iniciativa, ampliamos o acesso e valorizamos vozes das periferias de Belo Horizonte”, afirma.
A coordenadora do projeto na ONErpm, Vitória Toledo, destaca o caráter coletivo da iniciativa. “O projeto envolve os participantes em todas as etapas de produção de um álbum, com resultado consolidado em um disco completo e apresentação ao vivo”, diz.
O lançamento foi acompanhado por um show realizado em 26 de março, com os participantes executando as faixas ao vivo, ao lado de uma banda base e artistas convidados.
O projeto integra ações voltadas à formação musical e circulação de novos talentos, com foco na produção independente e no fortalecimento da cena local.
Foto de: Iago Viana
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