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O grande salto na qualidade dos pedais analógicos no Brasil
4 min de leitura
Talvez você ainda não tenha percebido, mas os pedais analógicos de guitarra no Brasil estão em pé de igualdade com os melhores no mundo
Quem iniciou a sua carreira guitarrística nos anos 80 se deparou com a enorme dificuldade em comprar instrumentos de qualidade no Brasil.
Em cidades do interior, por exemplo, era praticamente impossível encontrar um bom pedal de guitarra. A minha primeira aquisição foi um pedal de distorção que comprei através de uma revista de cifras e tinha um anúncio do equipamento e prometia a entrega pelos Correios. Recebi tudo direitinho, mas o som do dito cujo era “abelhudo”, “besourento”, “estridente” ou qualquer outro adjetivo que pudesse vir a qualificar um som sem corpo, rachado e com excesso de agudos.
Acrescentando-se a isso o fato de que eu e a maioria dos colegas da época não possuíamos um bom amplificador, muitas vezes a gente ligava na linha mesmo, vocês podem imaginar o som que rolava. A frustação era ainda maior, pois o rock nacional estava em pleno vapor e queríamos reproduzir aqueles sons que estavam nas paradas das rádios e no repertório da turminha de amigos. Tínhamos que compensar a falta de sustain no dedo mesmo.
Brasileiros em pé de igualdade
Além da quantidade e qualidade de informação oriundas com advento da internet e das revistas especializadas, temos que destacar o salto qualitativo na produção das empresas nacionais.
Tive a oportunidade de testar vários pedais de boutique das empresas NIG Music e Fire Custom Shop e a primeira vista já percebemos o avanço substancial no design e na construção destes pedais, oferecendo material de alta qualidade, garantindo resistência e durabilidade aos produtos.
Posso atestar que esses produtos estão no mesmo nível de marcas internacionais de renome.
Se você procura por drives e distorções segue uma lista de pedais que testei e as suas principais características
NIG MUSIC
NIG Easy Drive’n Booster
Overdrive com pouco ganho, adequado para o blues ou até mesmo para solos clean com uma leve saturação que dá uma aquecida no timbre. Também pode ser utilizado como booster para o canal de distorção do seu amplificador ou para dar ganho em outro pedal de distorção.
NIG Hot Drive
Um dos pedais que mais utilizo. É um overdrive de som encorpadíssimo, com valorização nos médios e graves. Se você desejar mais brilho, vou sugerir que use o controle de tone, quase no máximo. Ele possui três botões com controles de Drive, Level e Tone, sendo muito simples de timbrar.
NIG Power Distortion
Esse pedal é muito versátil e tem uma distorção poderosa, indo do rock ao heavy metal. Além dos controles de Distorção, Level e Tone, ele possui a chave HIGH, trazendo uma proeminência nos agudos, deixando o som mais espalhado. Essa chave ajuda muito, no caso de você se deparar com um amplificador muito abafado ou brilhante demais.
Os três pedais acima mencionados, são da linha pocket da NIG. Esta linha mantém a mesma qualidade de construção e material da outra linha da NIG, a Super (DUAL), que são pedais de duas funções.
NIG Shred Pro
Pedal de distorção, da linha Dual com característica vintage, bem versátil e possui uma chave para seleção de 03 timbres distintos, além dos controles de Drive, Level, Bass, Mid e Treble. Utilizo com mais frequência as duas primeiras chaves e abro o botão de agudos até a posição 14h, para dar uma clareada no som, pois ele é muito encorpado.
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FIRE MUSIC
FIRE Overdrive

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FIRE Ultimate Distortion
É um pedal de distorção high gain, muito versátil e que garante timbres poderosos para sua guitarra. Possui 4 knobs: Volume, Gain, Shape, Tone. O botão Shape, funciona como um equalizador para os médios.
Temos muitas outras marcas no Brasil, fabricando pedais analógicos de qualidade. Esperamos que o país possa recuperar o seu dinamismo econômico e o mercado volte a se movimentar, pois dessa forma surgirão mais empresas de qualidade.
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E você? Já testou algum deles? Qual a sua opinião? Escreva aqui abaixo e participe.
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