A música sempre fez parte da vida de Val Santos. Mas foi em um momento inesperado — e profundamente humano — que sua trajetória artística encontrou o caminho da musicoterapia.
Convidado para um simples show de voz e violão, Val chegou ao local e descobriu que o público era formado por pessoas neurodivergentes de um Núcleo Terapêutico. Em vez de apenas cantar, pediu um microfone, se aproximou e começou a fazer música com eles. Foi o início de uma experiência coletiva que mudaria sua carreira. “Aí nasceu a Vivência Musical”, lembra. “Eu percebi como a música conecta, inclui e liberta. E quis entender isso profundamente.”
Hoje, Val une técnica, sensibilidade e propósito para transformar vidas por meio da musicoterapia — da infância à terceira idade.
A infância como terreno fértil para a música
A musicoterapia tem um impacto profundo no desenvolvimento infantil, especialmente no campo cognitivo e emocional. Val explica que, para as crianças, a música é mais do que entretenimento: é um espaço seguro para sentir, experimentar e se expressar. “Ela ajuda na autorregulação emocional, reduz ansiedade e fortalece a autoestima. Quando a criança percebe que participa ativamente, que consegue acompanhar um ritmo ou inventar uma melodia, ela se sente capaz.”
Do ponto de vista cognitivo, os benefícios são igualmente impressionantes: concentração, memória, organização de pensamento e raciocínio sequencial.
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Ele cita o grupo de atendimento do projeto Vivência Musical — a Mari, o Dudu e o David — que apresentam uma memória musical extraordinária. “Eu toco a melodia e eles identificam a música. Isso estimula intensamente o cérebro”, destaca.
No ambiente escolar, a música também se torna ferramenta de inclusão. Fazer música em grupo — seja com instrumentos, voz ou até percussão corporal — convida ao respeito, à escuta e ao trabalho coletivo. A diversidade se transforma em harmonia.
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A terceira idade e o reencontro com a própria história
Entre idosos, principalmente aqueles com Alzheimer ou outras demências, a música ganha o papel de “cápsula do tempo”. “Ela acessa memórias que outras terapias não alcançam”, afirma Val. Uma canção pode resgatar lembranças afetivas, despertar emoções profundas e até retardar o declínio cognitivo.
A musicoterapia também reduz ansiedade, agitação e isolamento — problemas comuns em quadros de demência. No grupo, o ato de cantar ou tocar gera acolhimento e reconexão.
O repertório ideal é aquele que respeita a história sonora do paciente, conceito que os musicoterapeutas chamam de ISO — Identidade Sonora.
Para muitos idosos brasileiros, músicas das décadas de 1940 a 1960, serestas, boleros e sambas da velha guarda são portais para momentos felizes. Francisco Alves, Lupicínio Rodrigues, Orlando Silva e Pixinguinha são presenças constantes nas sessões.
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Musicoterapia como ferramenta de inclusão
Seja em escolas, instituições ou comunidades, a musicoterapia ajuda a construir pontes. Para pessoas com deficiência, a música estimula comunicação, expressão, criatividade e socialização — mesmo quando a linguagem verbal não está disponível.
Para quem tem deficiências físicas ou neurológicas, a música também atua como recurso motor e cognitivo, apoiando a reabilitação.
Mas trabalhar com grupos tão diversos é desafiador. Val destaca diferenças etárias, barreiras de comunicação, conflitos, gostos musicais distintos e necessidades individuais muito específicas. Ainda assim, a música abre caminhos: “É ela que vence o preconceito, que aproxima, que traduz emoções que não cabem em palavras.”
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Os desafios da musicoterapia no Brasil
Apesar de ser uma prática integrativa reconhecida pelo Ministério da Saúde, a musicoterapia ainda luta por maior compreensão e visibilidade.
Entre os obstáculos apontados por Val estão:
Falta de reconhecimento público: Ainda há confusão entre musicoterapeuta, professor de música e músicos que atuam em espaços de saúde. A sociedade nem sempre entende que a musicoterapia tem bases científicas e não é apenas recreação.
Questões com planos de saúde: Mesmo com avanços da ANS, há negativas de cobertura — especialmente em tratamentos para pessoas autistas. A burocracia e o custo privado das sessões também dificultam o acesso.
Inserção limitada no SUS: Ainda que esteja prevista na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, a presença da musicoterapia no sistema público é pequena e desigual.
Uma mensagem de esperança
Para Val Santos, a musicoterapia é muito mais que uma técnica: é um encontro humano. Sua mensagem final é clara e comovente: “Não desistam do tratamento. Investir em musicoterapia é investir no ser humano, em seu desenvolvimento e em seu bem-estar emocional. A música acolhe a todos, sem distinção. Ela não conhece preconceitos — ela convida à conexão e ao autoconhecimento.”
Em um mundo cheio de ruídos, a musicoterapia se torna esse espaço possível: onde cada som encontra significado, e cada pessoa encontra um lugar para ser ouvida.
A Hertom Guitars anunciou o lançamento da Série Stage, nova linha de violões desenvolvida com foco no uso ao vivo.
A proposta é atender músicos que utilizam o instrumento predominantemente plugado, em apresentações, ensaios e situações de palco que exigem praticidade, agilidade e confiabilidade.
A Série Stage vem equipada com o pré-amplificador Fishman Flex Plus-T, com controles externos de fácil acesso e afinador embutido de forma discreta. A escolha do sistema prioriza a resposta sonora em linha e a usabilidade em ambientes ao vivo, onde ajustes rápidos durante passagens de som e apresentações são parte da rotina. O conjunto também permite o uso de recursos de controle de feedback, aspecto relevante para músicos que enfrentam volumes elevados no palco.
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Em termos construtivos, os violões da Série Stage mantêm o padrão já conhecido da Hertom, herdando acabamento e características sonoras da linha Unity. A diferença está no posicionamento: enquanto a Unity foi pensada como uma série mais abrangente, a Stage adota uma abordagem mais direta, voltada especificamente para quem toca plugado com frequência e precisa de acesso imediato aos controles eletrônicos.
Outro ponto considerado no desenvolvimento da linha foi a logística de transporte. Ao contrário da Série Unity, que acompanha case rígido, a Série Stage é fornecida com bag de alta qualidade, facilitando o deslocamento entre ensaios e apresentações sem abrir mão da proteção do instrumento.
A nova linha chega ao mercado com quatro shapes diferentes, que, combinados a variações de madeiras e cores, totalizam 12 modelos. Os preços estimados ficam entre R$ 6.500 e R$ 8.000, posicionando a Série Stage como uma opção estratégica dentro do portfólio da marca.
A Aguilar anunciou o lançamento do Tone Hammer 210 Combo, um novo amplificador combo para baixo.
Desenvolvido para oferecer o som, a resposta e o desempenho de um sistema completo da marca em situações em que o espaço é limitado, mas o timbre e a confiabilidade continuam sendo fundamentais.
Pensado para baixistas profissionais, o Tone Hammer 210 Combo não foi concebido como uma solução “reduzida”. Segundo a marca, o projeto partiu dos ambientes reais de trabalho do músico: palcos pequenos e médios, estúdios, fossos de teatro e templos, onde a clareza sonora, a consistência e as saídas diretas são tão importantes quanto o volume no palco.
O equipamento é construído em torno de um gabinete 2×10 em orientação vertical, que combina portabilidade com uma projeção mais natural e uma sensação de palco mais próxima à de um rig tradicional. Sua altura é semelhante à de um cabeçote Tone Hammer com uma caixa SL 410, facilitando que o baixista se ouça com clareza sem a necessidade de volume excessivo. O módulo do amplificador é fisicamente separado do gabinete, preservando o volume interno e a ressonância acústica, evitando o caráter “embarrado” típico de muitos combos.
O gabinete é equipado com dois falantes cerâmicos de 10 polegadas desenvolvidos especialmente pela Aguilar, inspirados na série DB. Esses alto-falantes oferecem graves firmes e controlados, médios definidos e uma resposta clara que se mantém presente na mixagem ao vivo.
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Na parte superior encontra-se uma versão de 300 watts do amplificador Tone Hammer de segunda geração, que entrega o caráter sonoro característico da série: quente, rico e com inspiração valvulada, mas com flexibilidade para ir de sons vintage a timbres mais modernos.
O painel traseiro foi projetado para atender às exigências atuais, com duas saídas XLR para roteamento ao PA e monitoramento ou in-ear, respostas a impulso de gabinete integradas para um som direto consistente e compatibilidade com o aplicativo Aguilar Cabinet Suite para edição via computador. O combo também inclui saída para fones de ouvido e entrada auxiliar para prática silenciosa, além de um novo sistema de refrigeração ultrassilencioso, adequado para estúdios e ambientes sensíveis a ruído.
A fabricante italiana de efeitos Dophix, conhecida por seus pedais analógicos artesanais feitos à mão, anunciou o lançamento do Magnifico Dual Independent Boost, novo pedal desenvolvido em parceria com o guitarrista brasileiro Artur Menezes.
As dez primeiras unidades terão assinatura pessoal do músico.
Disponível mundialmente por meio de revendedores selecionados, o Magnifico é um boost de dois canais totalmente analógico, inspirado na figura histórica de Lorenzo de’ Medici, o “Il Magnifico”, símbolo do apogeu artístico do Renascimento italiano.
O pedal traz dois circuitos de boost completamente independentes, cada um com seu próprio controle de nível e entradas e saídas dedicadas, permitindo separação real de sinal. Ele pode ser usado tanto para empurrar o amplificador para um overdrive natural quanto para destacar solos com aumento de volume transparente.
Construído com componentes discretos de alta qualidade e resistores de padrão vintage, o Magnifico entrega a assinatura sonora da Dophix: calor, clareza e riqueza harmônica. Cada unidade é feita à mão na Itália e utiliza true bypass para preservar a integridade do timbre quando o efeito está desligado.
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Com consumo de apenas 19 mA e alimentação por fonte externa de 9V DC, o novo pedal reforça a proposta da Dophix de unir design italiano, fabricação artesanal e filosofia sonora vintage em um produto voltado a guitarristas que buscam caráter analógico autêntico.