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Grande review de fones – Os modelos testados

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Música & Mercado conferiu seis marcas e 13 fones de ouvido, de vários modelos e para diversos usos. Veja o resultado a seguir.

Desde os tempos do walkman, aquele player de fitas cassete portátil que permitiu às pessoas caminharem ouvindo música, passando pelos iPods e agora com os smartphones, cada vez mais as “caixas de som” dão lugar aos fones. Um novo padrão de audição foi criado, para quem ouve, trabalha ou produz música.

Como vimos na primeira parte teórica do review, a arte invisível sofre interferências do mundo visível. Paredes, casas, montanhas e toda espécie de superfície, horizontal, vertical, transversal e fractal afeta nossa audição, e os fones eliminam estas interferências. Vamos ver o que encontramos nos testes, usando uma significativa e imparcial amostragem de produtos à disposição no mercado brasileiro.

1. AKG

A AKG lançou na última NAMM em janeiro de 2020 a linha de 3 headphones dobráveis, sendo 2 closed-back (K-175 e K-275) e 1 open-back (K-245), que, segundo a AKG USA, chegarão ao público nas primeiras semanas depois da NAMM. A marca mantém em linha o famigerado K-240 MKII, declaradamente semi-aberto e de preço atraente. Vamos a detalhes mais específicos dos três:

K245

Este modelo parece ter recebido a missão de suceder o K-240, modelo closed-back, que tinha 3 versões com diferenças fundamentais de impedância: o K240DF, a versão Studio com 55 Ω que combinado com a sensibilidade de 91dB SPL/mW entregava alta pressão sonora usando amplificador onde são necessários drivers para suportar picos de volume e faixa dinâmica mais ampla.

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A versão Monitor do K-240 tinha nada menos do que 600 Ω com sensibilidade de 88dB SPL/mW, para acomodar vários fones ligados em paralelo controlados por um único amplificador. A versão DF é um clássico talvez pela resposta flat, tradicionalmente usada nas mixagens. Essa predileção por fones abertos para mixagem criou vários clássicos, para ficar em um só exemplo, o Sennheiser HD600.

O recém lançado K-245 trabalha com 32 Ω e tem sensibilidade de 109dB SPL, com frequência de resposta de 15 Hz a 25 kHz/mW. Os 15 Hz pareceram bem definidos graças aos seus transdutores de 50mm. Um cabo de 5 metros e um pouco menos de 300 gramas de peso de certa maneira o ajudam a ser um headphone voltado tanto para a mixagem como para gravações, seguindo a tendência que detectei.

Prós: segue a evolução e a excelente qualidade do K240 MkII

Contras: poderia seguir também a faixa de preço do K240 MkII

 

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K175

O modelo parece ter como público-alvo o audiófilo, que pretende ter uma audição característica de um closed-back, a um preço menor. Seus transdutores são de 40mm, contra os 50mm do K245, mas a construção fechada permite o alcance de 18 Hz a 26 kHz, contra 16 Hz a 28 kHz do seu irmão closed-back K-275, e de 15 Hz a 25 kHz do open-back K-245. Que, pela foto, você pode ver que não é tão open assim…

Trabalha com 32 Ω de impedância, e sensibilidade de 114dB SPL/mW, e tem peso e tamanho relativamente menores do que o K-245 e do K-275 (295 gramas), com 250 gramas. Seu cabo tem 5 metros em espiral e é removível como as almofadas, dos três modelos testados, e é o mais acessível. O trio, não coincidentemente lançado junto, é adequado para mixagem, estúdio e para audiófilos exigentes.

Prós: uma boa opção para o audiófilo exigente ou alunos de produção

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Contras: poderia ter resposta de frequência um pouco mais ampla

 

 

K275

É um headphone passivo, circumaural, fechado, com um bom isolamento de dentro pra fora, mas menor no vice-versa, adequado para gravação e mixagem, com alcance amplo, de 5 Hz até 40kHz, com impedância de 32 Ω. Como seu irmão menor, o K245, tem cabo removível de 3 metros com conector mini XLR no fone esquerdo terminando em um jack de 3.5mm com adaptador de 6mm aparafusável.

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Pros que costumam detonar as espumas dos pads, as do 275 são removíveis. O design é quase igual aos do 175 e 245, testados juntos, cujo destaque é a armação metálica no arco, um design bem comum se comparado com as inovações na aparência de outros modelos testados, e o preto preponderando em todos os itens, inclusive na bolsa levemente alcochoada para transporte.

Nas comparações, o K275 deixou a desejar nos graves, apesar de ter alcance até 5Hz, mas se saiu bem no quesito balanço tonal, bem neutro, o que o aproximou do também fechado Neumann NDH20 (alcance de 5Hz a 30kHz) , o que ajuda a jogar por terra o mito de headphone aberto ser melhor pra mixagens. Mas talvez essa proximidade dos dois produtos seja realçada pelo relativo maior alcance na região grave.

Outra comparação com o peso, são os 300 gramas do K275 e seu sistema de ajuste da alça. A maioria dos fones fechados, independentemente do peso do material ou dos drivers, gira em torno dos 300 gramas. Mas, mesmo com o reforço metálico da alça, o 275 por vezes causa a sensação que está “escorregando” da cabeça, e isso só pode ser pela falta de algum mecanismo simples de sua fixação.

Prós: tem características que o aproximam do híbrido closed/open/back

Contras: o isolamento do som de fora para o usuário poderia ser maior

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2. NEUMANN

NDH20

A Marca Neumann é tradicionalmente conhecida pela qualidade de seus microfones, itens do caminho do sinal de áudio que, óbvio, são reconhecidos como de grande importância. Mas voltando à minha metáfora de “congelamento & descongelamento” do som por microfones e alto-falantes, fones ou monitores também são. A parceria da Neumann com a Sennheiser tem muito a ver com o lançamento do primeiro fone de ouvido Neumann.

Isso porque a Sennheiser comprou a renomada fabricante de alto-falantes Klein&Hummel em 2005, e em seguida foram lançados vários alto-falantes já com a marca Neumann, fabricados pela Klein&Hummel, enquanto a Sennheiser já tinha em sua linha fones de ouvido. Parece que resolveram então lançar um fone Neumann, com características que a Sennheiser ainda não costumava fazer.

O NDH20 é closed-back, over-hear e moving-coil, dedicado a análises de mixagem e levando em consideração algumas necessidades do dia-a-dia em estúdio que costumam ser atendidas com fones de monitoração, como por exemplo o isolamento, e o uso por horas a fio, ainda que chegue perto dos 400 gramas de peso. Chama a atenção o fato do cabo ser plugado do lado direito, ao invés do esquerdo como na maioria dos fones.

O exemplar fornecido para o teste veio apenas com um cabo reto, mas são fornecidos dois cabos de 3 metros, sendo um encaracolado. Na extremidade do conector de 3,5 mm veio um adaptador “genérico”, em vez do original, de rosquear. O cabo blindado não é comum, o que pode significar uma solucionática e uma problemática: maior durabilidade, mas também batidas e deslizamentos da mão no cabo são ouvidos nitidamente.

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Esteticamente, chamam a atenção suas conchas praticamente redondas, de alumínio, com 2,5 cm de profundidade, além das almofadas removíveis com mais 1 cm. Tem ajuste para o tamanho da cabeça tradicionais, encaixes na alça principal que se movimentam para fora e para dentro, e as dobradiças no final das extensões reguláveis são encaixadas só na parte traseira dos fones e giram em 90 graus, acomodando melhor o conjunto todo.

Nas especificações técnicas, a resposta de frequência vai de 5Hz a 30kHz, sem especificar a tolerância. Tem 34dB de isolamento de som acima de 4kHz, e sua impedância é de 150 Ω. Normalmente um fone responde melhor com impedâncias abaixo de 100 Ω, mas quanto mais sensíveis melhor vão converter o sinal em energia acústica. O NDH20 gera um SPL de 114dB para 1V RMS a 1kHz, o que mostra sua alta sensibilidade.

O fone da Neumann é talvez o primeiro closed-back projetado para o trabalho em mixagem e estúdio, alcançando o melhor isolamento possível, mesmo deixando de lado itens como conforto. São muito limpos para modelos fechados, detectam imperfeições em mixes entre os 100 e 150 Hz e sibilâncias vocais com facilidade. Parece que os engenheiros acabaram com o mito de usar fones fechados para mixar…

Como tinha à mão também os tradicionais fones fechados Sennheiser HD25 II, foi possível comparar a neutralidade do NDH20, muito maior. Há fones abertos com resposta mais plana, então a Neumann parece ter encontrado uma espécie de meio-termo para quem quer mixar e precisa de algum isolamento. Como é o meu caso com os queridos pedreiros ali fora com seus martelos e furadeiras e eu aqui na frente do Logic Pro.

Prós: finalmente um excelente headphone closed/open/back

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Contras: toda a qualidade tem seu preço, mas também não é exagerado

3. SENNHEISER

HD650

Um headphone tradicional, cujo ascendente é o HD600, ambos open-back. Trabalha com 297 Ω, com resposta de frequência entre 12Hz e 40kHz. Pode ser amplificado, mas responde bem o suficiente se plugado direto em uma interface. De cara sua maior característica sonora não são os subgraves, região onde sua concepção de produto para mixagem não tem muita aplicação, e a partir dos 120 Hz se equilibra.

No teste, chamou a atenção a extensão de sua resposta de frequência, chegando no grave aos 10 Hz, ainda que com alguma distorção. Para esta proeza, usei o programa de notação Dorico da Steinberg, que a partir da sua versão 3 tem a capacidade de emular via MIDI os harmônicos de uma nota. Pois bem, acrescentei frequências subharmônicas à nota mais grave de um E1 (41,2 Hz) de um baixo (double bass), e as ouvi…

Chama a atenção sua confortabilidade, com as conchas meio ovaladas, formato que aliado ao ajuste da alça tem mobilidade para se posicionar no ângulo correto para todos os tipos de cabeça, exceto algum alienígena grey. Com 260 gramas, trabalhei um bom tempo com ele no homestudio, e foi um dos poucos headphones que deixam a sensação de não se estar usando headphones.

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O pessoal da Sennheiser é conhecido pelo cuidado com o equilíbrio de construção e ajuste dos transdutores direito e esquerdo, que podem ser observados através da grade das conchas em cinza chumbo, contrastando com o azulado de seu progenitor HD600. Outro detalhe que reforça seu conforto é o material aveludado dos pads, que o par avaliado mantinha intacto, mesmo se tratando de um produto de testes.

Todos os itens de reposição estão disponíveis, mas acho que com um mínimo de cuidado, estamos diante de um produto que vai durar uma década ou mais. Foi o único open-back que se manteve fiel ao conceito de headphone híbrido, para mixagem, gravação ou para audiófilos em avançado estado de profissionalização. O único ponto que não podemos chamar de negativo, foi o preço premium. Mas vale cada centavo.

Prós: um open-back com qualidades de closed-back

Contras: toda a qualidade tem seu preço, mas também não é exagerado

 

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HD300 PRO

Aqui temos um closed-back capaz de atenuar por volta de 30 dB os sons ao seu redor, com 64 Ω de impedância com resposta de frequência de 5Hz a 25kHz. Filho direto do HD280 PRO, não deve ser confundido com outro produto da Sennheiser, o HD300 PROtect, que tem um dispositivo interno que corta picos abaixo de 110dB, o que parece ser uma boa ideia para guitarristas com problemas de amplitude de ego.

Por falar no assunto volume, a saída máxima do HD300 PRO é por volta de 120dB, com uma sonoridade neutra, e, reforçando minha tendência em não rotular fones abertos para mixagem e fechados para gravação, não tive nenhuma dificuldade em obter boas mixes usado o HD300 PRO. Do HD280 não herdou o cabo fixo, mas herdou a impossibilidade de repor os pads. Fator de menor importância, dada sua acessibilidade econômica.

Prós: se presta tanto à mixagem quanto para uso em estúdio de gravação

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Contras: os pads não são removíveis/substituíveis

 

 

HD25

Pra começar, não confundir o testado HD25, um bom closed-back e on-ear headphone com a versão HD25 Plus (que tem os mesmos drivers, design etc., mas vem com pads e cabo sobressalentes e um bag de transporte). Temos ainda o HD25 Light, este com drivers e alça diferentes, que teve até uma sub-versão (não comunista) para o avião Concorde da British Airways, com noise cancelling. E o HD25 II, lançado depois.

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Para quem está acostumado com o som de um Sennheiser, o HD25 até assusta, a começar pela resposta nas baixas e médias-baixas frequências. Nas médias volta o timbre Sennheiser, que volta a desaparecer nas médias-altas e altas. A novidade não para na sonoridades. O headphone tem um design pequeno e forte, quase que totalmente em plástico desenvolvido pelo time da fábrica da Sennheiser, na… Romênia.

O cabo é móvel, e a concha esquerda pode ser virada 180 graus para fora, o que muitos produtores podem querer para atender o telefone ou DJs para ouvir a platéia. Ah, trabalha a 70 Ω, sensibilidade de 120dB SPL/mW, resposta de frequência de 16Hz a 22kHz, pesa só 140 gramas, transdutores dinâmicos. No resumo: mais um closed-back com tendência a encarnar outras personagens fora do estúdio.

Prós: uma grata surpresa no custo/benefício com qualidade Sennheiser

Contras: podia inverter ambas as conchas, e não só a esquerda

4. SHURE

A linha SRH da Shure compreende o SRH240, SRH440 e o SRH840, todos closed-back. Seus preços – os mais baixos nessa faixa de qualidade no mercado nacional – são crescentes com a numeração da especificação, atendendo bem a usuários iniciantes, intermediários e avançados. Testamos o SRH240 e o SRH 440, além do modelo in-ear SE215, cujo review será feito em matéria especial para sistemas in-ear.

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SRH240A

Dos 3 modelos da linha SRH, é o de entrada, logo se diferenciando pela construção em plástico rígido brilhante, em contraste com plástico fosco no SRH440 e no SRH840 (não testado). Segundo a Shure, é otimizado para o uso com aparelhos profissionais ou não, o que o torna um fone de entrada de qualidade para quem está montando seu setup de homestudio.

Tem transdutores de 40mm de neodímio, resposta de frequência de 20Hz a 20kHz, impedância de 38 Ω e sensibilidade de 107dB SPL/mW. Pesa 238 gramas e tem potência de 500 mW. Conta com pads de reposição (HPAEC240) e adaptador para plug de 6mm (HPAQA1). Teve sua estrutura remodelada visando a ergonomia e o uso prolongado, pois se trata de uma linha já existente a algum tempo.

Em comparação com o seu irmão mais velho SRH440, tem graves menos evidentes, apresentou alguma distorção nos médios, mas nada que não se explique pelo seu custo-benefício, talvez o melhor dos headphones testados. Nos agudos, se saiu bem, sempre lembrando que se trata do caçula da linha SRH. Talvez devido ao seu tamanho de conchas, o isolamento é menor, mas o transdutor compensa com o volume.

Prós: relação custo/benefício excelente

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Contras: o tamanho e o material deixam o closed-back quase open-back

 

 

SRH440

Um headphone closed-back com alcance de frequências de 10Hz a 22kHz, impedância de 44 Ω, e sensibilidade de 105dB SPL/mW. Estas especificações atendem a interfaces, pequenos mixers e amplificadores, o tornando um fone interessante para home studios, principalmente pela sonoridade neutra, e capacidade de reproduzir sub-graves sem saturação. Pesa 310 gramas e tem potência de 500mW, e transdutores de 40mm.

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Na construção notamos bastante plástico rígido de qualidade Shure, e a alça tem algum alcochoamento, o suficiente para não incomodar durante longos períodos de uso. O cabo de 3 m é destacável, em espiral, com plugs banhados a ouro. Existe a possibilidade de optar por um cabo mais leve, não espiral (HPASCA1). As conchas podem ser viradas ao contrário, e seus pads são substituíveis, por exemplo pelos do SRH840, mais grossos.

Como um legítimo closed-back, destinado especialmente para monitoração, nos testes seu isolamento surpreendeu, na comparação até mesmo com alguns modelos com noise cancelling. Nas baixas frequências entrega o suficiente, sem picos característicos dos fones “de caminhada”, mas sem o atraso de outros modelos profissionais ou semi. Ou seja, é o som da Shure, neutro e imparcial.

Se existem faixas do espectro de frequências nas quais o SRH440 pode ser considerado o ideal são as médias e médias-altas, o credenciando para ser bastante funcional em mixagens. Trata-se de um produto para o uso em trabalho de gravações, alguma mix, e não para audiófilos que desejam se transportar para salas de concerto ou shows de rock em estádios.

Prós: versatilidade para gravação ou mixagem, baixo custo

Contras: poderia ter os pads do SRH840

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5. SONY

A linha da Sony que recebemos para teste teve 3 representantes, 2 deles com sistema de redução de ruído, e um com reforço nos graves, destacando as frequências entre 20 e 300 Hz, em uma amplitude de 20 Hz a 22 kHz, que é o WH-XB700. Os outros foram o WH-XB900N e o WH-1000X M3, estes com o sistema AINC de cancelamento de ruído, presente até na linha dos fones in-ear da marca.

WH-XB700

O XB700 se mostrou um excelente fone para o audiófilo, e certamente não decepcionará os DJs e produtores de beats. Segundo a Sony, o produto renova a linha de tecnologia exclusiva da marca Extra Bass. Tem impedância de 37 Ω, e sensibilidade de 103dB/mW, ativo, trabalha via Bluetooth 4.2 com NFC, e bateria de ate 30 horas. Atua ainda com o app Sony Headphones Connect (disponível para iOS e Android).

Sua alimentação é via USB C, e o app conta com um equalizador básico, controle de faixas a serem reproduzidas e um certo direcionamento de sons. O nosso exemplar era azul discreto, também disponível em preto, e veio na tradicional caixa de papelão, com uma bolsa onde se pode, depois de dobrado, acondicionar o fone para transporte. Destaque para o baixo peso.

Prós: qualidade nas frequências baixas, sem ataques explosivos ou distorcidos

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Contras: uma bolsa de transporte mais resistente agradaria aos DJs

 

 

WH-XB900N

O mais simples com cancelamento de ruído, a princípio se destaca pela dobradura em duas etapas (ver foto) que permite guardar o fone em espaço bem menor do que ocupa em funcionamento. Destaque ainda para o controle por toque/manual, que permite, na superfície de uma das conchas, pular e escolher faixas de reprodução, alterar o volume, atender uma ligação do smartphone, e silenciar para ouvir alguém ou algo à sua frente.

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O XB900 é o único que reúne a tecnologia Extra Bass da Sony com o cancelamento de ruído, o que o faz extremamente adequado para DJs, que podem ouvir as baixas frequências enquanto falam com interlocutores na pista, por exemplo. A atenuação com o gesto de “conchas” com as mãos sobre as cúpulas atua predominantemente sobre as médias frequências, onde se situa a voz humana.

Prós: facilidades do controle de toque e do aplicativo Headphones Connect

Contras: pequenos conflitos entre o cancelamento de som e a qualidade de áudio

 

 

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WH-1000X M3

Chegamos então ao top line do cancelamento de ruído AINC (Artificial Inteligence Noise Cancelling) da Sony. Para entender melhor a história do WH1000XM3 precisamos voltar no tempo, quando a Sony lançou seu primeiro headphone com cancelamento de ruído em setembro de 2016, encarando de frente seu então rival o Bose QC25/35 com seu MDR-1000X, com cancelamento de ruído ativo.

Depois dele foi lançado um WH1000XM2 em 2018, e no ano passado a Sony nos enviou a nova versão WH1000XM3. Segundo a empresa, o lançamento tem até quatro vezes melhor desempenho, graças ao processador HD QN1, que processa simultaneamente o áudio e o cancelamento de ruído. Tem drivers dome/CCAW de polímero de cristal líquido (LCP) com 40mm, DSEE HX, e resposta de frequência de 4Hz a 40kHz.

Via Bluetooth opera em sample rate de 44,1 kHz de 20Hz a 20kHz, e em LDAC 96kHz/990kbps de 20Hz a 4kHz. Trabalha também via cabo com fiação OFC, e plug de 6,3mm banhado a ouro. Quando conectado via o aplicativo Headphones Connect, usa o dispositivo de Adaptive Sound Control adaptando o som exterior ao áudio e ao cancelamento de ruído. Foi testado em iPhone e iPad.

No próprio fone existem controles como os já descritos nos modelos anteriores, e o WH1000XM3 usa microfonação interna para atendimento de chamadas quando conectado a smartphones. Nessa condição, uma chamada otimização pessoal detecta se o usuário está de óculos, cabelo longo e outras características como tamanho da cabeça. Marketing à parte, nos testes pude constatar alguns fatos.

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O humming reclamado por usuários de fones com cancelamento é audivelmente menor, e conforme a situação, inexistente. Como relatei na Parte1 deste review, durante os testes com o produto da Sony o prédio onde tenho meu homestudio passava por uma reforma de toda a fachada. Ruídos de furadeira industrial, martelos, pás, picaretas, andaime motorizado e outros foram detectados e o cancelamento ativo mudou sua ação.

Em momentos de paralização da obra, o processador identificou os ruídos de passagem de automóveis (do quarto andar), e até mesmo de decolagem de aviões no aeroporto a quilômetros de distância. Não obstante, o sinal de áudio de vários trabalhos de mixagem  e composição se manteve estável, as frequências foram mantidas e o headphone se comportou como os outros modelos, até mesmo os superando, em alguns pormenores.

A conclusão é a de que estamos entrando em outro momento do cancelamento de ruído, com o sistema da Sony, que sempre se notabilizou por fabricar headphones de alta qualidade. Logo, nenhuma empresa melhor para se candidatar a revolucionar o segmento deste mercado. Há ensaios da Microsoft nesse sentido com os Surface Headphones, mas desde que migrei para a plataforma da Apple, não me entusiasmo.

Prós: facilidades do controle de toque e do aplicativo Headphones Connect

Contras: pequenos conflitos entre o cancelamento de som e a qualidade de áudio

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6. V-MODA ROLAND

CROSSFADE 2

Entrando no nicho do Bluetooth, a Roland se associou com a V-Moda, empresa que adquiriu em 2016, emprestando a expertise de sua engenharia para produzir um headphone mais do que estiloso, com a qualidade Roland. O resultado foi um headphone profissional, certificado pela Japan Audio Society, atendendo ao padrão Hi-Res Audio se usado com cabo, que vem com o fone.

Chama a atenção o design, não só do fone em si, como também do case, que se “casa” esplendidamente com a extrema dobradura do fone, acomodando ainda os cabos de alimentação USB C, de áudio e seu adaptador de plug banhado a ouro. É disponível em 3 cores: matte black, matte white e rose gold, além de acessórios da V-Moda, como cabo em espiral, cabo SpeakEasy de 3 botões, amp Remix, e speaker Bluetooth.

Tecnicamente, trabalha com impedância de 32 Ω, sensibilidade de 100dB/mW, sensibilidade do speaker de 107dB/mW e o microfone de -42dB/1kHz, frequência de resposta de 5Hz a 40kHz, com drivers de diafragma duplos de 50mm. Pesa 310 gramas, um peso que vale o som, e a capacidade da bateria de 430mAh, que nos testes chegou a mais de 15 hs trabalhando sem problemas.

Há diferença notável entre ouvir no Crossfade 2 com o cabo ou via Bluetooth. Não vou entrar na discussão do novo codec aptX, que promete mais qualidade de áudio sem fio – codec que o V-Moda/Roland ainda não incorporou – mesmo porque para obter os benefícios do aptX os dois dispositivos, o que transmite e o que recebe, deveria ser compatível com o novo codec.

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O fato é que o headphone preferido por 40% dos DJs, segundo a V-Moda, entrega uma melhor qualidade de áudio, e surpreende principalmente pelo seu desempenho quando usado com o cabo. Talvez por isso mesmo a parceria V-Moda/Roland tenha colocado em linha os modelos com cabo LP2, XS e M-100, um pouco mais acessíveis ao consumidor, com a mesma tecnologia.

Prós: qualidade de áudio quando usado com cabo

Contras: peso quase exagerado, mas vale o peso do som

EQUIPAMENTO USADO NOS TESTES
iMac 21.5 c/ OS X 10.13.6
Interface Roland VG99 (adaptado)
Amp Alesis RA 150
Monitores Alesis One Mk2 (passivos, para comparação)
iPhone & iPad
Shure MVL
Logic Pro X
Studio One 3.5
Sibelius 7.5
Dorico 3
Soundcaster
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Subwoofer CRMS-LFE18sl mkII da Alcons Audio com design ultrafino

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Alcons CRMS-LFE18sl mkII 750x500

Sistema LFE incorpora driver de 18” e resposta estendida para aplicações de alta exigência.

A Alcons Audio anunciou o CRMS-LFE18sl mkII, um subwoofer de perfil ultrafino desenvolvido para aplicações de alta exigência em ambientes de cinema, estúdios e espaços de mixagem profissional.

O modelo faz parte da série CRMS (Cinema Reference Monitor Systems) e foi projetado como um sistema LFE (Low Frequency Effects), com foco em oferecer reprodução precisa em baixas frequências, com controle de transientes e resposta linear.

O sistema integra um driver de 18 polegadas de alta excursão com dupla bobina de 3”, capaz de atingir deslocamentos de até 30 mm, o que permite maior faixa dinâmica em comparação com subwoofers convencionais.

Um dos diferenciais do CRMS-LFE18sl mkII é seu design compacto, com profundidade reduzida, o que facilita sua instalação em espaços limitados, permitindo configurações em parede, teto ou estruturas suspensas sem comprometer o desempenho acústico.

O subwoofer oferece uma resposta em ambiente que pode se estender abaixo de 10 Hz, juntamente com alta precisão na reprodução de impulsos, características essenciais para aplicações onde a fidelidade em baixas frequências é crítica.

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Para sua operação, o sistema foi otimizado para trabalhar com controladores amplificados dedicados da marca, que integram processamento específico para ajuste de fase, otimização de resposta e compensação de cabeamento, com o objetivo de manter consistência em diferentes configurações.

O CRMS-LFE18sl mkII é voltado para estúdios de pós-produção, salas de mixagem, cinemas de alto padrão e ambientes onde se exige reprodução precisa de efeitos de baixa frequência, consolidando a tendência de soluções de alto desempenho em formatos mais compactos.

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BandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet

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JBL BandBox 750x500

Solo a R$ 1.699 e Trio a R$ 3.599 chegam ao mercado nacional com separação de instrumentos em tempo real, mixer de quatro canais e até 10 horas de autonomia

Existe um problema que todo músico que estuda, ensina ou cria fora do estúdio conhece bem. O cubo de prática básico não entrega o que o músico de hoje precisa. Montar um rig com pedalboard, amplificador e ferramenta de aprendizado custa espaço, peso e dinheiro. E os amplificadores portáteis com entrada para instrumento que existem no mercado, em geral, funcionam mais como alto-falante do que como equipamento de músico de verdade.

O JBL BandBox foi construído para atacar exatamente essa lacuna — e chegou ao Brasil no dia 7 de abril de 2026 com um lançamento que, por si só, já disse alguma coisa sobre a proposta do produto.

Um palco para quem usa instrumento de verdade

O evento aconteceu em São Paulo e foi conduzido por Fabiano Carelli, guitarrista do Capital Inicial há mais de duas décadas. Não um apresentador de palco, não um influenciador de tecnologia — um músico profissional que conhece a rotina de quem toca ao vivo e em estúdio.

Ao lado dele, uma lista que atravessou gerações e estilos: Clemente, fundador dos Inocentes e figura central da Plebe Rude; Charles Gavin, baterista da primeira formação dos Titãs; Rayane Fortes, cantora, guitarrista e multi-instrumentista cearense que virou todas as cadeiras no The Voice Brasil e hoje acumula projeção internacional; Thaide, nome do hip-hop nacional; e Felipe Vassão, produtor com múltiplos Grammy Latinos no currículo — responsável por álbuns de Emicida e Jota.pê, com mais de 400 mil seguidores no Instagram e um canal ativo sobre produção musical.

Band Box da JBL
Lançamento oficial do Band Box JBL: músicos profissionais e produtores aprovaram o produto.

O evento foi lotado, com presença de jornalistas, lojistas de todo o Brasil, criadores de conteúdo e convidados do mercado. E o que aconteceu no palco não foi demonstração controlada: os músicos pegaram o BandBox ao vivo, sem ensaio prévio, e mostraram o equipamento em uso real. O resultado surpreendeu. Ver um instrumento sendo amplificado, efeitos sendo trocados em tempo real e a separação de elementos funcionando diante de uma plateia que entende de som é diferente de ver um vídeo institucional. É a diferença entre acreditar no produto e entender o que ele faz.

O que é o BandBox — e por que o enquadramento importa

A linha tem dois modelos. O BandBox Solo é compacto: até 30W de saída, uma entrada de guitarra ou microfone, reprodução de música via Bluetooth, afinador, metrônomo, looper, pitch shifter, modelos de amplificador e efeitos clássicos como phaser, chorus, tremolo e reverb. A bateria dura até seis horas. Conecta ao computador por USB-C e funciona como interface de áudio direta para o DAW — sem equipamento adicional.

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Bandbox Trio: a versatilidade do produto impressiona.

O BandBox Trio é o modelo para grupos: 135W com woofer de 6,5″ e dois tweeters de 1″, quatro entradas simultâneas para instrumentos e microfones, mixer de quatro canais com tela LCD integrada, efeitos de microfone, bateria substituível e até 10 horas de autonomia. Dá para plugar guitarra, baixo, microfone e ainda ter canal livre. Ambos se conectam ao app JBL One para controle avançado de equalização, modelos de amp e cadeia de efeitos — mas os recursos básicos funcionam sem ele, direto no hardware.

Painel do BandBox Trio: interface na caixa e conexão com o App JBL ONe.

O enquadramento correto não é caixa Bluetooth, não é cubo de prática, não é amp de palco. É uma categoria nova: amplificador portátil inteligente, com ferramentas de prática, criação e gravação no mesmo bloco.

App JBL One para controle avançado de equalização, modelos de amp e cadeia de efeitos

A Stem AI: o diferencial que a imprensa internacional foi testar

O recurso central da linha é a tecnologia Stem AI: separação em tempo real de vocais, guitarra e outros elementos de qualquer música reproduzida via Bluetooth, sem necessidade de internet e sem upload prévio de arquivo. O músico escolhe o que quer remover ou isolar — a guitarra para aprender um solo, a voz para cantar por cima, a bateria para trabalhar o groove — e o processamento acontece direto no hardware.

Aplicativos como o Moises fazem algo parecido, mas exigem que o arquivo seja enviado antes. O BandBox faz isso enquanto a música toca. Essa diferença tem consequência prática real em sala de aula, em sessão de prática e no palco de um evento como o que aconteceu ontem em São Paulo.

A imprensa especializada testou e foi direta. O Guitar World classificou a ferramenta como uma das melhores que já viu para prática com IA. O Sound on Sound, referência técnica do setor de áudio, destacou que a inclusão de separação de stems em hardware autônomo, sem dependência de processamento em nuvem, é genuinamente significativa. A ressalva presente nos testes é que a separação não é perfeita em músicas com arranjos muito densos — mas o ponto relevante é que ela funciona bem o suficiente para uso prático real, e isso a imprensa confirmou com produto em mão.

O que isso inaugura para o ecossistema

Há uma geração de músicos — estudantes avançados, professores, produtores que trabalham em casa, criadores de conteúdo musical — para quem o setup ideal precisa ser compacto, completo e capaz de gravar. Esses músicos vivem hoje entre soluções parciais: o cubo básico que amplifica mas não tem recursos, o pedalboard que tem recursos mas ocupa espaço, a interface de áudio que grava mas não amplifica.

O BandBox tenta condensar tudo isso. Para professores e escolas de música, o Trio tem apelo direto: quatro entradas, ferramentas de acompanhamento com controle de elementos, looper e interface de gravação em um único equipamento portátil que substitui um rig inteiro em aulas individuais ou em grupo pequeno. Para o criador de conteúdo musical, a interface USB-C e a Stem AI são o argumento principal — gravar direto no DAW e montar acompanhamentos customizados em tempo real são funcionalidades com encaixe direto nesse perfil. Para o músico profissional que leva o instrumento de um lugar para o outro, o Solo é o equipamento que ele não encontrava nessa faixa.

E para as lojas de instrumento, o BandBox inaugura uma conversa nova. Não compete com o cubo de entrada. Compete com a decisão de não comprar nada — porque o músico ainda não encontrou um produto que fizesse tudo que ele precisava em um formato que coubesse na sua rotina.

O essencial

O JBL BandBox chega ao Brasil num momento em que o mercado de instrumentos carece de produtos que traduzam tecnologia de software em hardware portátil sem inflar o preço além do razoável. A separação de elementos em tempo real sem internet, combinada com amplificação, efeitos e interface de gravação em um só dispositivo, não tem precedente direto nessa faixa de preço e formato no Brasil — e o lançamento de ontem, com músicos de verdade mostrando o produto em uso real, foi a forma mais honesta de apresentar isso ao mercado.

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Audio Profissional

Audio-Technica amplia linha com novos microfones shotgun on-camera

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Audio-technica shotgun camara 750x500

Modelos ATV-SG1 e ATV-SG1LE focam na captura de áudio para produção de vídeo para criadores.

A Audio-Technica apresentou os microfones shotgun ATV-SG1 e ATV-SG1LE, desenvolvidos para uso direto em câmera e voltados a criadores de conteúdo, videomakers e produções audiovisuais.

Os dois modelos utilizam cápsula de 14 mm e tubo acústico de 100 mm, configuração que permite captação direcional do som, priorizando a fonte principal e reduzindo ruídos de ambiente.
Os microfones contam com suporte antivibração integrado e tecnologia de proteção contra interferências, com o objetivo de minimizar ruídos gerados por movimentos da câmera ou por equipamentos eletrônicos próximos.

O modelo ATV-SG1 oferece recursos adicionais, como controle de ganho, filtro de corte de graves e gravação de pista de segurança, atendendo a usuários que buscam maior controle durante a captação.

Já o ATV-SG1LE adota uma abordagem mais simples, com operação plug-and-play e alimentação direta pela câmera, dispensando bateria.

Ambos os modelos podem ser montados diretamente em câmeras DSLR ou mirrorless, reforçando a proposta de soluções compactas para captura de áudio em vídeo, em um contexto de crescimento da produção de conteúdo digital.

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Áudio

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