Guitarra
Entrevista: luthier Pedro Wood
Publicado
6 anos agoon
Conheça a Wood Instrumentos Musicais, uma empresa handmade liderada pelo luthier Pedro Wood que faz guitarras e contrabaixos artesanais.
Fundada em 1997, atualmente localizada em Nova Friburgo/RJ, a Wood Instrumentos Musicais é uma empresa que sempre se dedicou a oferecer instrumentos diferenciados em termos de matéria-prima, tocabilidade e acabamento.
Ao longo dos anos, vários músicos de destaque do cenário nacional usaram (ou usam) um instrumento Wood. Dentre eles, o saudoso contrabaixista Nico Assumpção (Ivan lins, João Bosco, Wayne Shorter, Larry Coryell, dentre outros).
No ano de 2000, durante participação na Winter Namm (importante exposição que acontece anualmente em Anaheim, California, EUA) a marca conseguiu um importante reconhecimento vindo do mercado musical internacional, um de seus modelos exclusivos – o Wood Master 06 – foi premiado pela Harmony Central no Golden Axe Awards.
A fim de conhecer melhor a marca e sua proposta comercial, conversamos com Pedro Wood, músico e proprietário da marca. Ele nos contou um pouco sobre a história da empresa e sua proposta, explicou detalhes acerca das linhas de produtos oferecidas ao público, madeiras nacionais, dentre outros assuntos.
Conte-nos um pouco sobre a história da Wood Instrumentos Musicais?

Pedro Wood na feira Music Show
Pedro Wood: Desde o final dos anos 80/início dos 90 os instrumentos Wood eram feitos de forma artesanal, naquele sistema de sinal para compra dos insumos e finalização do pagamento contra a entrega. Os instrumentos acabavam demorando 08, 10, 12 meses para serem entregues e usavam peças conseguidas no mercado ou trazidas pelo próprio cliente, num sistema bastante informal. Eram ótimos instrumentos para a época, mas careciam de padrão e de um melhor acabamento, que é algo que exige estrutura.
Em 1997, por conta da notoriedade alcançada pela marca no RJ e pela crescente demanda por instrumentos de qualidade, foi fundada a Wood Instrumentos Musicais Ltda. O objetivo era o de profissionalizar a produção, padronizando e batizando modelos, melhorando a qualidade do produto com investimento em estrutura e até mesmo fazendo os instrumentos custarem menos graças à otimização da produção e à importação direta das partes mecânicas (Gotoh) e elétricas (EMG) que seriam usadas nos instrumentos e que seriam os padrões utilizados nos modelos. Acabamos por montar a fábrica no ES e a trabalhar quase exclusivamente com lojistas parceiros no próprio ES, assim como RJ, MG, PR e BA. Nessa época fabricávamos eminentemente contrabaixos – nossos modelos Scorpion e Master fabricados em série. Raras guitarras custom shop foram feitas. Em 2000 participamos como expositores da Winter NAMM em seu centésimo aniversário, quando um de nossos baixos foi premiado pela Harmony Central no Golden Axe Awards. Essa fase da fábrica no ES durou até 2002, quando nos mudamos para Nova Friburgo, RJ. Nosso objetivo nessa época era fabricação em série de instrumentos de alto padrão a um custo razoável para o consumidor. Tínhamos como filosofia da empresa o uso somente de madeira brasileira na confecção dos instrumentos.
Qual é a proposta atual da empresa?
Pedro Wood: Houve grandes mudanças no mercado do início do século para cá, que nos levaram a trabalhar apenas com fabricação e venda direta ao consumidor final (não mais com lojistas), a termos um foco maior na parte custom shop, a usar madeiras não brasileiras em alguns modelos a pedido de alguns músicos e a buscar algumas novas parcerias com profissionais de alto gabarito (Solano Luthieria nas linhas custom shop) e com outras empresas fabricantes de partes. Além das tradicionais partes Gotoh e EMG, passamos a usar em modelos tradicionais o hardware Hipshot, também usado nas linhas Custom, juntamente com Schaller, Christian Bove e captadores Malagoli. Em algum momento pretendemos fazer algo com a Nova Guitar Parts e com a Customy Pickups também. O objetivo é o de abrir mais o leque de opções para o consumidor de produtos custom, elevar a qualidade do produto final da Wood e proporcionar ao cliente a possibilidade de realmente ter o que deseja de seu instrumento personalizado.
A empresa oferece uma linha de guitarras e contrabaixos que abrange tanto os instrumentos com características vintage quanto modernas. São modelos customizáveis? O que o cliente pode escolher?
Pedro Wood: Nossas linhas baseadas em modelos tradicionais são as linhas T-Rex Custom e T-Rex Classic. Na T-Rex Custom, que é uma releitura de modelos clássicos com algumas modificações de projeto, o músico pode escolher acabamento, captação, cor do hardware e alguns outros detalhes. Ele pode ter o instrumento clássico do jeito que quiser, da cor que quiser e com o som que quiser. Já na linha T-Rex Classic acabamos por “respeitar” mais as características dos projetos originais, não usando as madeiras exóticas e nem as pequenas modificações de projeto existentes na linha Custom. Hoje há uma tendência à “fusão” dessas duas linhas por causa de algumas demandas de consumidores.
Quais são os grandes diferenciais dos instrumentos Wood?
Pedro Wood: Nosso grande diferencial sempre foi o atendimento ao cliente, a orientação correta para que ele alcance seus objetivos dentro das possibilidades do que deseja. Em muitas ocasiões as pessoas entraram em contato com dúvidas sobre variados assuntos ligados à sonoridade, à mecânica, à tocabilidade e a tantos outros fatores dentro do universo dos instrumentos musicais e foram atendidas, orientadas, mesmo sem terem adquirido nenhum instrumento Wood. Com relação ao produto, o uso de madeira brasileira cuidadosamente escolhida, de partes e peças sempre de ponta e o esforço para ter um acabamento impecável sempre foram diferenciais importantes desde a fundação da empresa. Hoje estamos aprimorando ainda mais essa exigência de qualidade total em nossos produtos.
Além dos modelos clássicos, você também disponibiliza instrumentos com design exclusivo. Como é a aceitação do público com relação a estes modelos? O músico brasileiro é aberto às inovações?
Pedro Wood: A aceitação é muito boa. Nossos modelos de baixos Scorpion e Master já estão há mais de 20 anos no mercado, muitas unidades foram fabricadas e circulam por aí. Já as guitarras Harpia Custom, lançadas a pouco mais de 02 anos, têm agradado bastante a quem as experimenta. Entre os músicos, certos segmentos são abertos a inovações, gostam de testar, experimentar e descobrir, enquanto outros segmentos são ainda muito conservadores, presos ao fetiche nas coisas mais antigas e acabam não experimentando as novidades tecnológicas que surgiram nesse século. De maneira geral o músico brasileiro mais jovem acaba sendo bem mais conservador e preso ao passado do que os músicos norte-americanos, europeus e asiáticos mais jovens, que adoram novidades e coisas diferentes, principalmente exóticas. Curiosamente, os guitarristas costumam ser mais conservadores e presos aos fetiches do que os baixistas.
A maioria dos modelos da Wood tem como matéria-prima espécies de madeiras brasileiras. Qual delas você poderia destacar como suas preferidas?
Pedro Wood: Dentre as muitas espécies que utilizamos eu destaco a cabreúva – minha espécie preferida para braços de instrumentos parafusados. Essa madeira foi-me apresentada pelo Alexandre Carrozza em 2013 como substituto do pau-marfim nos baixos Scorpion fabricados a partir de 2014. Eu buscava na ocasião uma madeira exótica para os braços exatamente para fugir do visual “maple like” do pau-marfim que usávamos antes. É uma madeira visualmente exótica – como eu queria que fosse quando o modelo Scorpion foi repaginado -, de bom manuseio para beneficiamento e usinagem, extremamente estável e de ótima dureza para a função. Não à toa foi a espécie escolhida para os braços das guitarras Wood Harpia Custom e de todos os instrumentos da linha Wood T-Rex Custom. Além da cabreúva, usamos para variadas funções: cedro, mogno, jequitibá, pau-ferro, imbuia, roxinho, muiracatiara etc.
O músico brasileiro ainda é preconceituoso com relação à utilização dessas madeiras?
Pedro Wood: De modo geral, sim, bastante. Como disse anteriormente, muitos são presos a alguns dogmas especialmente quando falamos de madeiras, e não por terem conhecimento da matéria. Os músicos de outros continentes, que em geral também não têm conhecimento da matéria, já são muito mais abertos nesse sentido. O fato é que a esmagadora maioria conhece pouco ou nada a respeito de madeiras e de suas funções e influências num instrumento musical elétrico. Há muita crendice e muitas lendas nesse universo, até mesmo entre os luthiers.
Você participou da última edição da Music Show. Qual é a importância deste tipo de exposição para o mercado de instrumentos musicais brasileiros? Como foi a sua experiência?
Pedro Wood: Participamos como expositores da primeira edição da Music Show em 2018 e também da edição 2019 (última). A feira já é o marco principal do mercado da música no Brasil. Veio com uma proposta inovadora e foi pioneira em mostrar ao público o trabalho dos pequenos fabricantes no “Pavilhão Handmade”. Há muita coisa boa sendo feita no Brasil. Aquela parcela do público despida de preconceitos e que gosta de novidades e inovações aproveitou muito essa parte da feira nessas duas edições, podendo ver os produtos de perto e conversar com os fabricantes, esclarecendo dúvidas, falando sobre curiosidades etc. A Music Show, que também tem os estandes das grandes importadoras de marcas importadas, a área voltada para negócios, os palcos e eventos musicais paralelos e toda a estrutura necessária a uma feira desse porte, é um evento que o músico não pode deixar de ir e que o pequeno fabricante deve tentar ao máximo participar.
Alguma novidade programada para 2020?
Pedro Wood: 2020 deve ser um ano de grandes reformulações estruturais na Wood. A grande mudança será o maior investimento no setor custom shop para atender àquelas demandas mirabolantes de instrumentos totalmente com a cara do músico, totalmente fora de série. Estamos firmando algumas novas parcerias com o intuito de facilitar orçamentos e execuções desse tipo de instrumento, que por vezes acaba sendo algo bastante complexo dependendo dos detalhes pedidos pelo músico. Estamos trabalhando também no canal da Wood no YouTube, que falará bastante de sonoridade e de detalhes estruturais dos instrumentos quase sempre desconhecidos pelos músicos, além de um site interativo com consultas automáticas de customização, parcelamento e logística que esperamos que esteja pronto antes de Setembro. Pretendemos lançar oficialmente durante a Music Show 2020 o modelo de guitarra Wood Harpia Custom 7, que apesar de ter tido seu protótipo apresentado e testado durante a NAMM 2019 e até de já ter tido unidades vendidas não pôde ser oficialmente lançada na Music Show 2019.
Considerações finais?
Pedro Wood: O mercado da música vem mudando bastante com o passar dos anos. Grandes marcas têm cada vez mais perdido espaço no mercado high end para pequenos empreendedores. Se empreender no Brasil não fosse tão difícil e tão caro, talvez os pequenos fabricantes tivessem mais recursos e mais facilidades de divulgação e comercialização de seus produtos. A iniciativa pioneira da Music Show em 2018, criando em sua primeira edição o Pavilhão Handmade e dando oportunidade aos pequenos fabricantes, deu um grande empurrão na direção de uma mudança no mercado. Há no Brasil vários pequenos fabricantes de instrumentos musicais elétricos, acústicos, de percussão, partes e peças, amplificadores, efeitos etc., todos tentando, apesar das muitas dificuldades do custo Brasil, fazer seus produtos, mostrá-los e comercializá-los. Vale a pena pesquisar sobre eles, ir vê-los nas feiras, nos sites, nas plataformas digitais e realmente analisar se esses produtos atenderão às suas demandas mais do que os produtos importados, eventualmente com custo menor e sempre com atendimento diferenciado. Podendo, não deixem de visitar a Music Show 2020, de 24 a 27 de Setembro no São Paulo Expo!
Mais informações da Wood Instrumentos Musicais em:
- Site: https://www.woodguitars.com.br
- Instagram: https://www.instagram.com/woodinstrumentos
- Facebook: https://pt-br.facebook.com/woodguitars
*Autor: Álvaro Silva, apaixonado por música, guitarra e luteria. Criador do blog Guitarras Made In BraSil, espaço dedicado à divulgação dos trabalhos de profissionais brasileiros que produzem guitarras, contrabaixos e violões custom shop.
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Guitarra
Benson Instrumentos apresenta linha de guitarras Brave Series
Publicado
3 semanas agoon
27/01/2026
Linha desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo conta com seis modelos e destaca o uso de captadores Tipo Ftron em configurações exclusivas.
A Benson Instrumentos lançou recentemente sua nova linha de guitarras Brave Series. Desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo, a novidade marca uma nova etapa para a marca e já começa a movimentar o cenário musical brasileiro ao unir design autoral, inovação técnica e forte identidade sonora.
A Brave Series chega inicialmente ao mercado com seis modelos, cada um com propostas estéticas e sonoras distintas:
- Brave One – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Two – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Three – Silver Sparkle
- Brave Five – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Six – Lake Placid Blue Sparkle e Charcoal Sparkle
- Brave Nine – Satin Black



O principal diferencial da linha está na adoção de captadores modelo Tipo Ftron aplicados em guitarras inspiradas no design Jazzmaster, uma combinação ainda pouco explorada no mercado nacional. Conhecidos por oferecerem um timbre mais suave, equilibrado e com controle de agudos, esses captadores atendem especialmente músicos que buscam clareza, definição e dinâmica, características valorizadas em estilos como o worship e o pop moderno.
Entre os lançamentos, a Brave Nine se destaca como o modelo mais inovador da série. Trata-se de uma Stratocaster em configuração HSS na qual o tradicional humbucker foi substituído por um captador Tipo Ftron, tornando-se uma proposta inédita entre guitarras produzidas no Brasil. A configuração amplia a versatilidade do instrumento sem abrir mão da identidade sonora da linha.



Além do conceito sonoro, a Brave Series também chama atenção pelo acabamento e construção. Os modelos contam com opções satin e sparkle, ferragens coreanas de alto padrão e acompanham bag exclusiva. Os preços sugeridos variam entre R$ 4.000 e R$ 4.800, com o intuito de posicionar a linha no segmento intermediário-premium do mercado nacional.
O modelo combina alto desempenho, precisão para alta ganho e uma tampa de ébano Pale Moon de forte impacto visual.
A Cort Guitars apresentou a KX500 Pale Moon, guitarra elétrica desenvolvida para músicos que buscam desempenho técnico consistente e identidade visual diferenciada. O modelo já está disponível globalmente por meio de distribuidores locais e lojas online.
A KX500 Pale Moon possui corpo em mogno, gerando timbres quentes, com destaque para médios e graves definidos. A tampa de ébano Pale Moon confere visual marcante, acentuado pelo acabamento Natural Black Burst fosco de poro aberto, que valoriza o desenho natural da madeira.
O braço parafusado de cinco peças em maple torrado e nogueira melhora estabilidade e ressonância. O perfil em “D” mede 19,5 mm no primeiro traste e 21,5 mm no décimo segundo, com escala de 25,5″. A escala em ébano Macassar possui 24 trastes jumbo de aço inoxidável, raio de 15,75″, marcadores laterais luminescentes e inlays em formato de gota. O conjunto inclui nut Graph Tech Black TUSQ de 43 mm e tensor de dupla ação com ajuste tipo spoke nut.
Na parte eletrônica, o modelo traz humbuckers Seymour Duncan Nazgul (ponte) e Sentient (braço), voltados tanto para alta ganho quanto para passagens mais dinâmicas, com graves sólidos e definição nos limpos e solos. O controle é simples, com volume, tone e chave de três posições.
O hardware inclui tarraxas com trava Cort e ponte hardtail Cort com string-through-body, contribuindo para sustain e transferência de vibração. De fábrica, a KX500 Pale Moon vem equipada com cordas D’Addario EXL110.
Guitarra
As guitarras mais vendidas no mundo em 2025 e quais tendências explicam seu sucesso
Publicado
2 meses agoon
18/12/2025
Análise para o leitor de Música & Mercado sobre o que está impulsionando o mercado global de guitarras e por que certos modelos se destacam.
O mercado mundial de guitarras continua em crescimento em 2025: o segmento de guitarras elétricas está especialmente forte, e o volume de vendas já movimenta bilhões de dólares.
Este artigo analisa quais modelos estão liderando as vendas, por que estão sendo tão procurados e quais tendências globais merecem atenção. A ideia é oferecer informação útil tanto para músicos quanto para distribuidores, luthiers e profissionais do setor.
Quais modelos estão entre os mais vendidos
Embora nem sempre sejam divulgados dados exatos de volume por modelo em todos os mercados, existem pistas consistentes:
- Um relatório da Reverb indica que as marcas dominantes em vendas em 2024 foram Fender, Gibson, PRS e Epiphone.
- Outra análise aponta que, em 2025, as guitarras elétricas estão vendendo ao dobro do ritmo das acústicas em nível global.
- Sobre modelos específicos: entre os mais recomendados para 2025 aparece a PRS SE CE 24 Standard pela versatilidade, qualidade de construção e bom preço.
- No segmento de entrada, a Squier Sonic Telecaster é outro exemplo de alta rotatividade devido à sua acessibilidade.

Fatores que explicam por que se vendem tanto
A seguir, alguns dos principais motivos por trás do forte desempenho do mercado de guitarras e dos modelos mais vendidos:
Domínio da guitarra elétrica
Segundo diversos relatórios, em 2025 o segmento elétrico cresce mais rápido que o acústico: os dados sugerem uma relação de aproximadamente 2 para 1 nas vendas de elétricas em relação às acústicas. Isso ocorre por motivos como maior versatilidade tonal, demanda em gêneros populares e influência das redes sociais, que favorecem estilos elétricos.
Modelos de valor intermediário com alta qualidade
As marcas têm oferecido modelos de “nível médio” que entregam construção, som e desempenho muito próximos aos de linhas superiores, mas com preços mais acessíveis. Isso atrai iniciantes e músicos intermediários que desejam fazer upgrade. A PRS SE CE 24, por exemplo, destaca-se nesse segmento.
Influência da internet, redes sociais e ensino online
O interesse por tocar guitarra segue elevado graças aos tutoriais online, criadores de conteúdo e maior acessibilidade aos instrumentos. O crescimento do mercado também está ligado ao avanço da educação musical online.
Mercados emergentes e produção globalizada
Países fora do eixo tradicional EUA/Europa já representam uma parcela significativa da demanda. Ao mesmo tempo, a fabricação e a distribuição global mais eficientes têm permitido reduzir custos e ampliar o alcance das marcas.
Tendência de estilos clássicos com releituras modernas
Modelos que resgatam designs icônicos (como Telecaster, Stratocaster, Les Paul) com atualizações modernas têm boa saída. Os consumidores buscam familiaridade somada a melhorias técnicas.
Mercado de usados e renovação constante
Embora este artigo trate de vendas de instrumentos novos, é relevante notar que o mercado de guitarras usadas também cresce e impulsiona ciclos de troca.

Quais são as implicações para a indústria musical
- Distribuidores e lojas: investir em modelos elétricos de valor intermediário e manter bom estoque com prazos curtos de entrega.
- Fabricantes e marcas: apostar em versões de entrada, atualizar clássicos e acompanhar a expansão dos mercados emergentes.
- Músicos e instrutores: entender que a demanda por guitarras elétricas continua a crescer, abrindo oportunidades para ensino, conteúdo online e serviços de manutenção.
- Mercado latino-americano (e Brasil): muitas das tendências globais também se refletem localmente — modelos elétricos, preços acessíveis, ensino online e novas gerações buscando seu primeiro instrumento.
Em 2025, o mercado de guitarras vive um momento de consolidação elétrica, com modelos bem posicionados em preço e qualidade, forte influência digital e expansão global. Embora nem todos os dados de unidades por modelo estejam disponíveis publicamente, a combinação de relatórios e guias especializadas permite identificar quais instrumentos dominam as vendas e por quê.
Para quem atua em distribuição, fabricação, ensino ou está simplesmente buscando sua próxima guitarra, compreender essas dinâmicas é fundamental para tomar melhores decisões. A guitarra não é apenas um símbolo cultural — é também um produto extremamente vivo dentro da indústria musical global.
Áudio
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