Músico
7 coisas indispensáveis no dia a dia do músico que geralmente são deixadas de lado
Quem não passou por uma situação de emergência enquanto tocava? Veja nesta lista algumas situações do dia a dia que podem ser resolvidas se estiver equipado com as ferramentas corretas.
São muitas as situações em que aprendemos pelo sofrimento, quando nos deparamos com revezes que simplesmente acabam prejudicando apresentações gravações e ensaios.
Neste ano pandêmico e estranho, farei 50 anos de idade, e 37 anos de musica, e posso garantir que vivenciais TODO tipo de situação, tanto com equipamentos, quanto pessoal, e por isso aconselho inclusive em situações de trabalho ao vivo, equilíbrio com o tratar de colegas no show, alimentação leve (imagine no palco, gravação ou ensaio, um desconforto “intestinal”) e evitar excessos como álcool, por exemplo, mas isso tudo é praticado na esfera do bom senso, porém existem coisas que não são tão óbvias, porém necessárias.
Vai aqui minha lista
1) Tenha sempre em mãos uma maleta de ferramentas compacta, sem exageros, mas com TODAS as ferramentas necessárias para seu instrumento (chaves em geral), um medidor de voltagem, um ferro de solda e metal de solda (estanho), alicates de corte e pressão, um martelo, e Silver Tape, porque tudo isso evita a exposição à situações inadequadas a você e seu equipamentos, e se possível tenha nessa maleta um estilete, umas “braçadeiras” (ou como dizem alguns, “enforca gatos”) e uma tesoura.
2) Tenha sempre um “plano B” para tudo, e com isso não quero dizer uma guitarra reserva, cordas, uma caixa extra de bateria, porque isso tudo é o OBVIO, e você TEM QUE TER, e é indispensável, portanto me refiro a situações do tipo: e se o amplificador queimar ou der defeito? E se os multiefeitos ou pedais queimarem ou queimar a fonte que os alimenta? Tenha sempre algo que funcione, mesmo que basicamente, dando condições de prosseguir com a apresentação, algo que te dê condições de tocar até em linha, direto na mesa, se necessário, e isso é contrabalançar com peso, com eficiência, portanto são soluções para se pensar com sabedoria, e vocalistas: TENHAM SEU SET UP DE VOZ, COM MICROFONE, COMPRESSOR, etc.
3) Sempre tenha a mão um fone de ouvido razoável, e uma extensão para ele.
4) Tenha uma maleta de cabos, sem exagero, mas com TODO tipo de cabos que possam vir a ser úteis naquele dia, e pensar sobre isso nem sempre é óbvio.
5) Papel, caneta e caneta piloto, com alguns adesivos para nomear coisas porque cedo ou tarde, você SEMPRE vai precisar, e se não se precaver, acaba improvisando em “guardanapos” da casa de show, ou onde estiver, e se for um cara que acha que tablet resolve, te falta observar realmente o “Big Picture”, pois até tablet da pau.
6) Tenha sempre itens de reserva “trocáveis” como plugs, Jackson, porcas, parafusos, pedestais de bateria, enfim, coisas que te ajudem a corrigir um problema mais grave, e nisso entra fusível de equipamentos, inclusive baterias reserva para equipamentos que as utilizem.
7) Sempre tenha um afinador portátil em mãos.
Se algo der errado e não esteja incluso nessas observações é porque caiu um meteoro ou coisa parecida, e aí você estará preocupado em fugir para um bunker, mas brincadeiras à parte, o que não estiver em suas mãos é responsabilidade local, e ai não cabe a você prevenir, e sim cobrar soluções.
Essas soluções nao requerem gastos dispendiosos, mas a observancia do que realmente importa em uma apresentação, ensaio ou gravação, é que: “O show nao pode parar”.
O que você achou? Está faltando alguma coisa na lista?
Músico
Cena independente perde Michel Kuaker
Guitarrista, produtor e fundador do Wah Wah Studio, ele trabalhou com nomes da cena alternativa e seguia ativo à frente do selo Black and Roll Recordings.
O mercado de música independente perde não só um músico, mas uma peça de bastidor que ajudava a dar forma ao som de artistas, bandas e selos. Michel Kuaker, guitarrista e produtor musical com longa atuação em São Paulo, morreu nesta semana, segundo homenagens publicadas por pessoas e perfis ligados à cena underground e ao seu círculo profissional.
Kuaker construiu uma trajetória que passava por palco, estúdio e direção criativa. Ele iniciou a carreira nos palcos no começo dos anos 1990 com a banda Yo Ho Delic e, na sequência, tocou com a Vertigo, projeto ligado ao cantor Dinho Ouro Preto. Nos anos seguintes, consolidou seu nome principalmente como produtor e dono do Wah Wah Studio, em São Paulo.
O estúdio ajudou a moldar parte da sonoridade da cena alternativa
Ao lado do músico e produtor Mitar Subotic, Kuaker participou da criação do Wah Wah Studio, espaço que se tornou referência para artistas e projetos ligados ao rock, ao punk e a vertentes alternativas da produção paulistana. Seu nome aparece associado à produção, gravação ou mixagem de trabalhos de artistas e bandas como Edgard Scandurra, Supla, Blind Pigs, Inocentes e outros nomes do circuito independente.
Mais do que produtor de estúdio, Kuaker operava como articulador sonoro de uma rede criativa que unia artistas, selos e repertórios fora do centro mais comercial do mercado. Essa leitura se sustenta pelo volume e pela diversidade dos créditos públicos associados ao seu trabalho ao longo dos anos.
Black and Roll mantinha Michel Kuaker em atividade recente
Nos trabalhos mais recentes, Kuaker aparecia à frente da Black and Roll Recordings, selo paulistano fundado em 2024 e associado a lançamentos independentes.
Michel Kuaker deixa a esposa, Natascha, além de uma rede ampla de amigos e colaboradores que conviveram com sua atuação musical e humana.
O velório será hoje (09/04) entre as 16:00 e 20:00 no Funeral Velar Morumbi, sito na Av. Giovanni Gronchi, 1358.
Músico
Como evitar clipping em interfaces de áudio
Ajustes simples ajudam a preservar a qualidade da gravação e evitar distorções.
O clipping é um dos problemas mais comuns em gravações de áudio, especialmente em home
studios. Ele ocorre quando o sinal de entrada ultrapassa o limite que a interface de áudio consegue processar, resultando em distorção indesejada.
Apesar de ser frequente, o clipping pode ser evitado com ajustes básicos durante a captação.
O que é clipping e por que ele acontece
O clipping acontece quando o nível do sinal ultrapassa 0 dBFS (decibéis full scale) no ambiente digital. Quando isso ocorre, o sistema não consegue reproduzir o pico do áudio corretamente, “cortando” a forma de onda.
O resultado é uma distorção que não pode ser corrigida posteriormente.
Como identificar clipping
Alguns sinais ajudam a reconhecer o problema:
- LEDs vermelhos ou indicadores de “clip” na interface
- Picos constantes no medidor do software
- Som áspero ou distorcido na gravação
Se o medidor está encostando no máximo, o risco de clipping é alto.
Ajuste de ganho: o principal cuidado
O controle mais importante é o ganho de entrada (gain).
Boas práticas:
- Ajuste o ganho para que o sinal fique entre -18 dBFS e -6 dBFS
- Evite que o sinal chegue próximo de 0 dB
- Faça testes antes de gravar
Um sinal mais baixo é mais seguro do que um sinal alto demais.
Distância e posicionamento do microfone
O volume do sinal também depende da fonte sonora.
- Afaste o microfone de fontes muito altas
- Evite picos inesperados (gritos, ataques fortes)
- Ajuste a posição conforme a dinâmica do instrumento
Use o pad (quando disponível)
Algumas interfaces possuem botão PAD, que reduz o nível de entrada.
- Ideal para instrumentos com saída alta
- Útil em gravação de bateria, amplificadores ou vocais intensos
Monitore sempre durante a gravação
Gravar sem monitorar aumenta o risco de erro.
- Use fones ou monitores
- Observe o medidor em tempo real
- Ajuste conforme a performance
Headroom: por que deixar “folga”
Headroom é a margem de segurança antes do clipping.
No áudio digital, manter espaço evita distorção e facilita a mixagem.
Diferente do analógico, não há benefício em gravar “no limite”.
Erro comum: gravar alto demais
Muitos iniciantes acreditam que sinal alto significa melhor qualidade.
Na prática:
- Áudio digital funciona melhor com margem
- Plugins e mixagem compensam o volume depois
Evitar clipping não depende de equipamentos avançados, mas de atenção ao ganho, monitoramento e configuração básica.
Com ajustes simples, é possível garantir gravações limpas, com mais qualidade e maior controle na etapa de mixagem.
Audio Profissional
Problemas comuns em sistemas wireless e como evitá-los
Interferência, antenas e baterias estão entre as principais causas de falhas.
O uso de sistemas wireless é cada vez mais comum em shows, ensaios e produções audiovisuais. Ainda assim, falhas técnicas simples podem comprometer o desempenho quando alguns cuidados básicos não são adotados.
Entre os problemas mais frequentes estão interferência de radiofrequência (RF), posicionamento inadequado de antenas e uso de baterias com baixa carga.
Interferência RF: cortes e ruídos no áudio
A interferência ocorre quando outras transmissões utilizam a mesma frequência, causando falhas no sinal.
Esse cenário é comum em locais com muitos dispositivos sem fio, como eventos e ambientes urbanos.
Como evitar:
- Fazer varredura de frequência antes de usar
- Trocar de canal ao perceber interferência
- Evitar múltiplos sistemas na mesma frequência
Na prática: Se o som começar a falhar, mudar a frequência costuma resolver rapidamente.
Antenas mal posicionadas: perda de sinal
A transmissão depende de um caminho livre entre transmissor e receptor. Obstáculos físicos podem bloquear o sinal.
Boas práticas:
- Manter linha de visada sempre que possível
- Evitar cobrir a antena com o corpo
- Posicionar o receptor em local elevado
Na prática: Se o sinal cai ao se movimentar, o problema geralmente está na posição das antenas.
Baterias: falhas simples de evitar
Baterias fracas ou inadequadas são causa frequente de interrupções.
Muitas vezes, a falha não está no sistema, mas na alimentação de energia.
Como prevenir:
- Utilizar baterias carregadas ou novas
- Ter sempre baterias reserva
- Não misturar baterias novas com usadas
Na prática: Trocar as baterias antes de apresentações evita imprevistos.
Outros fatores importantes
- Distância excessiva entre transmissor e receptor
- Presença de estruturas metálicas
- Uso de vários sistemas sem coordenação
Grande parte dos problemas em sistemas wireless pode ser evitada com ajustes simples. Verificar frequência, posição e bateria antes do uso é suficiente para garantir maior estabilidade.
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