Music Business
Mercado editorial musical dos EUA chega a US$ 7,3 bi em 2025
A receita de publishing nos EUA cresceu pelo quinto ano consecutivo — e o número de 2025 redefine o piso do setor. A National Music Publishers’ Association (NMPA) divulgou durante sua Reunião Anual de 2025 que as receitas do…
A receita de publishing nos EUA cresceu pelo quinto ano consecutivo — e o número de 2025 redefine o piso do setor.
A National Music Publishers’ Association (NMPA) divulgou durante sua Reunião Anual de 2025 que as receitas do mercado editorial musical americano atingiram US$ 7,3 bilhões — consolidando uma trajetória de expansão que atravessou a pandemia, a explosão do streaming e a chegada das plataformas de inteligência artificial ao debate de licenciamento. O dado foi apresentado no mesmo evento em que a entidade homenageou a cantora P!nk, o produtor e compositor Julian Bunetta e o presidente da Recording Academy, Harvey Mason jr., nomes que representam diferentes ângulos de como o publishing opera na prática: do artista que detém catálogo ao compositor que constrói hits e ao executivo que negocia o valor da criação.
Para distribuidores, editoras independentes e qualquer agente do mercado latino-americano que referencia contratos e royalties pelo padrão norte-americano, o número importa além da estatística. Ele sinaliza o teto de negociação, o ritmo de valorização de catálogo e o argumento que chega às mesas de licenciamento no mundo inteiro. A questão que o dado abre é direta: o que sustenta esse crescimento e quais movimentos do setor explicam por que o publishing virou o ativo mais disputado da música hoje.
O que US$ 7,3 bilhões revelam sobre o peso atual do publishing no mercado global
Cinco anos de crescimento consecutivo não são coincidência — são estrutura. Segundo o relatório apresentado pela Music Business Worldwide sobre a Reunião Anual da NMPA, as receitas do mercado editorial musical americano chegaram a US$ 7,3 bilhões em 2025 — número que consolida o publishing como a camada de maior crescimento sustentado dentro da cadeia fonográfica global.
O dado importa além da escala. Cada dólar contabilizado nesse total passa por um contrato de licenciamento — com plataformas de streaming, serviços de sincronização, rádio digital ou, cada vez mais, acordos com ferramentas de inteligência artificial que usam catálogos para treinar modelos ou gerar conteúdo. O crescimento do setor reflete, portanto, não apenas mais consumo de música, mas mais superfícies de licenciamento sendo ativadas e cobradas.
Para editoras e detentores de catálogo, o número funciona como piso de negociação. Quando o mercado americano de publishing ultrapassa US$ 7 bilhões, o argumento de que direitos composicionais valem menos do que direitos de master perde sustentação empírica. A próxima disputa não é sobre se o setor cresce — é sobre quem captura a maior fatia desse crescimento à medida que novos modelos de distribuição e licenciamento reescrevem as regras de acesso ao catálogo.
Por que o reconhecimento da NMPA a P!nk, Bunetta e Harvey Mason jr. importa para o mercado
A escolha de quem sobe ao palco em uma reunião anual da NMPA não é protocolo — é sinalização de mercado. Segundo a cobertura da Music Business Worldwide sobre o evento, os homenageados de 2025 foram P!nk, o compositor e produtor Julian Bunetta e Harvey Mason jr., presidente e CEO da Recording Academy. Três trajetórias que, juntas, cobrem os eixos que o publishing precisa defender agora: catálogo de longa duração, composição de hits licenciáveis em escala e representação institucional dos criadores.
P!nk acumula mais de duas décadas de catálogo ativo — o tipo de ativo que gera receita recorrente em sincronização, streaming e rádio digital simultaneamente. Bunetta tem créditos em faixas de artistas como One Direction e Justin Bieber, composições que circulam em plataformas globais e alimentam acordos de sub-publishing em múltiplos territórios. Mason jr. comanda a Recording Academy no momento em que a academia negocia posicionamento frente às plataformas de IA. Não é coincidência que os três estejam no mesmo palco no ano em que o setor registra US$ 7,3 bilhões em receita de publishing.
O reconhecimento funciona como declaração de prioridade. Quando a NMPA escolhe homenagear um artista de catálogo consolidado, um compositor de hits comerciais e um executivo de representação coletiva no mesmo evento em que apresenta seu maior número histórico, está dizendo ao mercado quais frentes considera estratégicas — e quais perfis de criador pretende proteger nas negociações que virão com plataformas de IA, serviços de sincronização e acordos de licenciamento em expansão. O tamanho do mercado define o que está em jogo; quem senta à mesa define como esse valor será distribuído.
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