Audio Profissional
TOA e Work Pro presentes no Brasil com o Grupo Discabos
O Grupo Discabos anunciou há poucos meses a distribuição da espanhola Work Pro no País e, junto com a TOA, outra marca com que trabalham, está fazendo um trabalho intensivo que já rende frutos com instalação em diferentes projetos de áudio.

A empresa iniciou a venda de cabos HDMI em 2007 e foi uma das precursoras nesse tipo de cabo. “Uma coisa puxou a outra e começamos a vender equipamentos para distribuir sinais de áudio e vídeo, o que atraiu o interesse de marcas estrangeiras como a japonesa TOA, que passamos a distribuir em 2014, e a espanhola Work Pro, em 2018”, agregou.
Continuando a falar sobre produtos próprios, eles são hoje grande parte importados e parte nacional. A Discabos desenvolveu um ótimo canal de importação e fornecedores internacionais, e tem uma boa parte da sua linha fabricada na China, mas também importa produtos dos Estados Unidos, Taiwan, Espanha, Portugal e República Tcheca. Segundo Tiziano, “a China tem alta tecnologia na produção e lá conseguimos fabricar alguns tipos de materiais que poucas indústrias brasileiras tem maquinário próprio para fazer. Além disso, a produção na China ainda reflete um custo melhor do que o que fabricamos aqui, mesmo após a incidência de todos os impostos e do frete, porém ainda fabricamos alguns itens no Brasil por causa da rapidez”.
O trabalho com TOA

Produtos da japonesa TOA
A TOA, empresa japonesa que fabrica amplificadores, processadores de sinal, mixers, microfones, alto-falantes, produtos wireless e outros, confiou sua distribuição à Discabos há quatro anos.
Naquele momento, o Grupo Discabos tramitava algumas pesquisas de produtos TOA e acabou recebendo um contato do pessoal da empresa direto do Japão, dizendo que estavam interessados em um distribuidor brasileiro. Em seguida, as coisas avançaram naturalmente. “O trabalho inicial foi bem complicado, já que era uma marca com um nome não tão famoso no Brasil, mas hoje vemos que deu resultado. Já atendemos a diversas solicitações para uso em auditórios, hospitais, escolas e até indústrias metalúrgicas. O produto tem índices baixíssimos de manutenção ou devolução, além de qualidade superior, se comparado às marcas top de mercado. Isso nos dá muita segurança para oferecer o produto em grandes obras”, disse.
Tiziano adianta que o trabalho continua para fazer crescer a marca no País. “A TOA se enquadra como uma marca top de qualidade no Brasil. Apesar de ainda não ser conhecida como gostaríamos, vemos que está bem melhor do que quando iniciamos, com o surgimento de diversos projetos especificados com esta marca.”
Work Pro agora no Brasil

Cristiano Mazza (gerente de produto da Discabos) fechando acordo de distribuição com Juan José Villa (um dos diretores da Work Pro) na feira ISE em Amsterdã, no início deste ano
Com sede em Valência, Espanha, a marca Work Pro faz parte de uma linha de produtos da companhia Equipson, detentora de outras marcas que incluem sistemas de iluminação para eventos, lifters para uso em eventos e outros sistemas de áudio. Com forte presença na Europa, a empresa também procura ampliar seu reconhecimento no resto do mundo, por isso nomeou o Grupo Discabos como seu distribuidor no Brasil, responsável por todo o suporte aos produtos da marca.
A princípio, o Grupo Discabos vai trabalhar com toda a linha de produtos da marca Work Pro, porém mantendo estoque dos itens que tenham maior demanda. Vários produtos já estão disponíveis no showroom da empresa e os interessados podem ir vê-los pessoalmente para conhecer seu funcionamento.
Esta é a primeira vez que a Work Pro, marca que vem atuando no segmento desde 1995, tem distribuidor no Brasil. “Nosso trabalho já está em ação e temos vendas de sistemas Work Pro no País. O formato que vamos trabalhar é o mesmo que temos aplicado com a TOA e outras marcas. Temos estrutura de estoque para pronta entrega, oferecemos suporte técnico, consultoria para projetos, treinamentos on-line, assistência técnica, garantia e atendimento personalizado para instaladores”, detalhou Tiziano.
Desde abril, mês em que foi fechado o acordo de distribuição entre ambas as empresas, os clientes locais têm mostrado interesse pelos produtos espanhóis e sinalizado que vão trabalhar em diferentes projetos com eles. O Grupo Discabos já tem projetos instalados, como um realizado na praça ao lado do Shopping Morumbi em São Paulo, onde foram instaladas 24 caixas de som NEO 5IP e um amplificador Work Pro PA 4100 para alimentar o sistema, a fim de reproduzir uma playlist de músicas clássicas aos visitantes durante 24 horas. O projeto foi efetivado antes mesmo de divulgar a parceria com a marca. O Grupo Discabos adiantou que tem diversos projetos em fase de cotação com ótimas possibilidades de desenvolvimento.
Estratégias que aumentam a presença

Javier Reolid (no meio) e Tiziano (dir.) entregando o sistema NEO SET 100 BT que foi sorteado na feira em maio
Além dos projetos, que sempre geram uma boa publicidade para as empresas e as marcas, o Grupo Discabos planeja trabalhar com marketing de conteúdo, criando posts em seu blog com tutoriais, exemplos de projetos e treinamentos on-line sobre as tecnologias fornecidas pela Work Pro, e também anúncios em mídias específicas e eventos segmentados. Tudo isso para trazer mais visibilidade para a marca.
A empresa até organizou um webinário on-line de lançamento que agora está disponível pelo site para que os usuários possam conhecer mais sobre a Work Pro e suas soluções. Também fez uma palestra na feira TecnoMultimídia InfoComm, realizada no mês de maio, onde mostrou produtos em funcionamento. Para isso contaram com a presença de Javier Reolid, técnico da Work Pro. “Temos intenção de fazer outros eventos e treinamentos on-line com datas ainda não definidas”, disse o gerente de marketing.
Com a realização desse tipo de evento e sempre visando mostrar o funcionamento e o valor dos produtos que distribui, o Grupo Discabos destaca três características importantes encontradas tanto na TOA como na Work Pro: a qualidade sonora, a qualidade no acabamento e o design dos produtos. “Além disso, a Work Pro se destaca pela inovação com a linha Blue Line de áudio por IP e o software para controle de sistemas de áudio Work CAD. No caso da TOA, posso destacar os sistemas de evasão por voz, que podem ser integrados a sistemas de segurança, além do software de simulação de pressão sonora TOA SPV”, concluiu Tiziano.
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Roland amplia linha móvel com GO:MIXER STUDIO
Interface portátil combina gravação multicanal, efeitos integrados e conectividade para produção em qualquer ambiente, para criadores de conteúdo e músicos.
A Roland apresentou o GO:MIXER STUDIO, mixer e interface de áudio portátil voltado a criadores de conteúdo, músicos e produtores que trabalham com dispositivos móveis e computadores.
O equipamento permite capturar áudio multicanal com resolução de até 24 bits/192 kHz, reunindo funções de mixagem e processamento em um formato compacto, pensado tanto para uso em estúdio quanto em aplicações móveis.
Entre os principais recursos, o GO:MIXER STUDIO oferece até 12 canais de entrada e diversas opções de conexão, incluindo duas entradas XLR com alimentação phantom, entrada dedicada para guitarra ou baixo, entradas de linha estéreo e conexão auxiliar compatível com dispositivos móveis.
O sistema também incorpora efeitos integrados — como equalização, compressão e reverb — que podem ser utilizados durante a gravação ou no monitoramento, reduzindo a necessidade de processamento externo em setups mais simples.
Em termos operacionais, o dispositivo permite salvar configurações em memórias de cena e oferece controle direto por meio de interface física, além de compatibilidade com softwares para edição e gerenciamento em computador.
Voltado aos fluxos atuais de produção, o GO:MIXER STUDIO também se integra a aplicativos como o GO:MIXER Cam, que possibilita capturar áudio multipista sincronizado com vídeo, ampliando seu uso em streaming, criação de conteúdo e produção audiovisual.
O lançamento atende à crescente demanda por soluções portáteis capazes de entregar qualidade de estúdio em diferentes ambientes, acompanhando a convergência entre produção musical, vídeo e plataformas digitais.
Veja mais neste vídeo.
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Subwoofer CRMS-LFE18sl mkII da Alcons Audio com design ultrafino
Sistema LFE incorpora driver de 18” e resposta estendida para aplicações de alta exigência.
A Alcons Audio anunciou o CRMS-LFE18sl mkII, um subwoofer de perfil ultrafino desenvolvido para aplicações de alta exigência em ambientes de cinema, estúdios e espaços de mixagem profissional.
O modelo faz parte da série CRMS (Cinema Reference Monitor Systems) e foi projetado como um sistema LFE (Low Frequency Effects), com foco em oferecer reprodução precisa em baixas frequências, com controle de transientes e resposta linear.
O sistema integra um driver de 18 polegadas de alta excursão com dupla bobina de 3”, capaz de atingir deslocamentos de até 30 mm, o que permite maior faixa dinâmica em comparação com subwoofers convencionais.
Um dos diferenciais do CRMS-LFE18sl mkII é seu design compacto, com profundidade reduzida, o que facilita sua instalação em espaços limitados, permitindo configurações em parede, teto ou estruturas suspensas sem comprometer o desempenho acústico.
O subwoofer oferece uma resposta em ambiente que pode se estender abaixo de 10 Hz, juntamente com alta precisão na reprodução de impulsos, características essenciais para aplicações onde a fidelidade em baixas frequências é crítica.
Para sua operação, o sistema foi otimizado para trabalhar com controladores amplificados dedicados da marca, que integram processamento específico para ajuste de fase, otimização de resposta e compensação de cabeamento, com o objetivo de manter consistência em diferentes configurações.
O CRMS-LFE18sl mkII é voltado para estúdios de pós-produção, salas de mixagem, cinemas de alto padrão e ambientes onde se exige reprodução precisa de efeitos de baixa frequência, consolidando a tendência de soluções de alto desempenho em formatos mais compactos.
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BandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
Solo a R$ 1.699 e Trio a R$ 3.599 chegam ao mercado nacional com separação de instrumentos em tempo real, mixer de quatro canais e até 10 horas de autonomia
Existe um problema que todo músico que estuda, ensina ou cria fora do estúdio conhece bem. O cubo de prática básico não entrega o que o músico de hoje precisa. Montar um rig com pedalboard, amplificador e ferramenta de aprendizado custa espaço, peso e dinheiro. E os amplificadores portáteis com entrada para instrumento que existem no mercado, em geral, funcionam mais como alto-falante do que como equipamento de músico de verdade.
O JBL BandBox foi construído para atacar exatamente essa lacuna — e chegou ao Brasil no dia 7 de abril de 2026 com um lançamento que, por si só, já disse alguma coisa sobre a proposta do produto.
Um palco para quem usa instrumento de verdade
O evento aconteceu em São Paulo e foi conduzido por Fabiano Carelli, guitarrista do Capital Inicial há mais de duas décadas. Não um apresentador de palco, não um influenciador de tecnologia — um músico profissional que conhece a rotina de quem toca ao vivo e em estúdio.
Ao lado dele, uma lista que atravessou gerações e estilos: Clemente, fundador dos Inocentes e figura central da Plebe Rude; Charles Gavin, baterista da primeira formação dos Titãs; Rayane Fortes, cantora, guitarrista e multi-instrumentista cearense que virou todas as cadeiras no The Voice Brasil e hoje acumula projeção internacional; Thaide, nome do hip-hop nacional; e Felipe Vassão, produtor com múltiplos Grammy Latinos no currículo — responsável por álbuns de Emicida e Jota.pê, com mais de 400 mil seguidores no Instagram e um canal ativo sobre produção musical.
O evento foi lotado, com presença de jornalistas, lojistas de todo o Brasil, criadores de conteúdo e convidados do mercado. E o que aconteceu no palco não foi demonstração controlada: os músicos pegaram o BandBox ao vivo, sem ensaio prévio, e mostraram o equipamento em uso real. O resultado surpreendeu. Ver um instrumento sendo amplificado, efeitos sendo trocados em tempo real e a separação de elementos funcionando diante de uma plateia que entende de som é diferente de ver um vídeo institucional. É a diferença entre acreditar no produto e entender o que ele faz.
O que é o BandBox — e por que o enquadramento importa
A linha tem dois modelos. O BandBox Solo é compacto: até 30W de saída, uma entrada de guitarra ou microfone, reprodução de música via Bluetooth, afinador, metrônomo, looper, pitch shifter, modelos de amplificador e efeitos clássicos como phaser, chorus, tremolo e reverb. A bateria dura até seis horas. Conecta ao computador por USB-C e funciona como interface de áudio direta para o DAW — sem equipamento adicional.

O BandBox Trio é o modelo para grupos: 135W com woofer de 6,5″ e dois tweeters de 1″, quatro entradas simultâneas para instrumentos e microfones, mixer de quatro canais com tela LCD integrada, efeitos de microfone, bateria substituível e até 10 horas de autonomia. Dá para plugar guitarra, baixo, microfone e ainda ter canal livre. Ambos se conectam ao app JBL One para controle avançado de equalização, modelos de amp e cadeia de efeitos — mas os recursos básicos funcionam sem ele, direto no hardware.
O enquadramento correto não é caixa Bluetooth, não é cubo de prática, não é amp de palco. É uma categoria nova: amplificador portátil inteligente, com ferramentas de prática, criação e gravação no mesmo bloco.
A Stem AI: o diferencial que a imprensa internacional foi testar
O recurso central da linha é a tecnologia Stem AI: separação em tempo real de vocais, guitarra e outros elementos de qualquer música reproduzida via Bluetooth, sem necessidade de internet e sem upload prévio de arquivo. O músico escolhe o que quer remover ou isolar — a guitarra para aprender um solo, a voz para cantar por cima, a bateria para trabalhar o groove — e o processamento acontece direto no hardware.
Aplicativos como o Moises fazem algo parecido, mas exigem que o arquivo seja enviado antes. O BandBox faz isso enquanto a música toca. Essa diferença tem consequência prática real em sala de aula, em sessão de prática e no palco de um evento como o que aconteceu ontem em São Paulo.
A imprensa especializada testou e foi direta. O Guitar World classificou a ferramenta como uma das melhores que já viu para prática com IA. O Sound on Sound, referência técnica do setor de áudio, destacou que a inclusão de separação de stems em hardware autônomo, sem dependência de processamento em nuvem, é genuinamente significativa. A ressalva presente nos testes é que a separação não é perfeita em músicas com arranjos muito densos — mas o ponto relevante é que ela funciona bem o suficiente para uso prático real, e isso a imprensa confirmou com produto em mão.

O que isso inaugura para o ecossistema
Há uma geração de músicos — estudantes avançados, professores, produtores que trabalham em casa, criadores de conteúdo musical — para quem o setup ideal precisa ser compacto, completo e capaz de gravar. Esses músicos vivem hoje entre soluções parciais: o cubo básico que amplifica mas não tem recursos, o pedalboard que tem recursos mas ocupa espaço, a interface de áudio que grava mas não amplifica.
O BandBox tenta condensar tudo isso. Para professores e escolas de música, o Trio tem apelo direto: quatro entradas, ferramentas de acompanhamento com controle de elementos, looper e interface de gravação em um único equipamento portátil que substitui um rig inteiro em aulas individuais ou em grupo pequeno. Para o criador de conteúdo musical, a interface USB-C e a Stem AI são o argumento principal — gravar direto no DAW e montar acompanhamentos customizados em tempo real são funcionalidades com encaixe direto nesse perfil. Para o músico profissional que leva o instrumento de um lugar para o outro, o Solo é o equipamento que ele não encontrava nessa faixa.
E para as lojas de instrumento, o BandBox inaugura uma conversa nova. Não compete com o cubo de entrada. Compete com a decisão de não comprar nada — porque o músico ainda não encontrou um produto que fizesse tudo que ele precisava em um formato que coubesse na sua rotina.
O essencial
O JBL BandBox chega ao Brasil num momento em que o mercado de instrumentos carece de produtos que traduzam tecnologia de software em hardware portátil sem inflar o preço além do razoável. A separação de elementos em tempo real sem internet, combinada com amplificação, efeitos e interface de gravação em um só dispositivo, não tem precedente direto nessa faixa de preço e formato no Brasil — e o lançamento de ontem, com músicos de verdade mostrando o produto em uso real, foi a forma mais honesta de apresentar isso ao mercado.

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