Audio Profissional
Expomusic: O SM58 está fazendo 50 anos e tem edição especial
Publicado
9 anos agoon
A empresa apresentou na feira uma edição comemorativa do SM58 e os fones SE215 com acabamento em branco. Cada vez mais focados no mercado, a Shure melhora o atendimento no País

José Rivas
Nesta edição da Expomusic, a Shure apresentou exclusivamente dois produtos novos. O primeiro e principal, que foi a grande atração do show, é o microfone SM58 50 Anos, uma edição especial comemorando a primeira vez desde que a empresa lançou originalmente o reconhecido SM58.
Essa edição limitada de aniversário vem em cor prata com acessórios que refletem sua história, como a ficha técnica original, uma carta assinada pela presidenta da empresa e “para nós é um orgulho porque é um produto verdadeiramente icônico que todos respeitamos e continúa sendo líder na indústria”, contou José Rivas, diretor geral da Shure na América Latina.
O segundo é o SE215, um fone de ouvido também de edição especial. É branco e seu cabo conta com conector para usar com aparelhos como o iPhone então com ele o usuario poderá ouvir sua música preferida mas ao mesmo tempo ele atua como um artigo de comunicação.
Além disso a empresa mostrou outros produtos nao muito novos mas sim novos para o nosso mercado. Quer saber mais sobre a empresa? José Rivas dá mais detalhes a seguir.
M&M: Como foi esse ano para a Shure no Brasil?
José: Foi um ano bem movimentado. Eu acho que essa palavra represente tudo em muitos aspectos. Um ano de muitos desafios

SM58 50 Anos
dentro do mercado brasileiro que, como todo mundo sabe, está atravessando por alguns altos e baixos, mas também dentro da nossa empresa pois mudamos a forma de distribuir produtos no mercado brasileiro. Estabelecemos uma organização aqui no Brasil apostando ao futuro a longo prazo mas com todos os desafios também chegaram muitas oportunidades. Nós somos fieis crentes que dos grandes desafios vem as grandes oportunidades e esse ano no Brasil não foi exceção.
Temos montado uma nova equipe de trabalho dentro da Shure muito fuerte, profesional e focada. Fomos sorprendidos pelas pessoas que começaram a trabalhar conosco pois mostraram adoptar do modo correto o nosso plano de trabalho então foi um ano de muito trabalho mas também de muitas satisfações.
M&M: Que que pode nos contar sobre a parceria com a Musical Express?
José: Excelente! Tem uma grande sinergia entre o que nós fazemos e no que acreditamos como marca e o que a Musical Express faz como distribuidor, e essa foi uma das coisas boas desse ano, poder trabalhar com eles, uma empresa com uma criatividade muito grande desde o ponto de vista de marketing mas também com uma agressividade bem medida no aspecto de como eles veem o mercado, como eles dão suporte ao mercado com muita educação, com muitas ferramentas. São um pilar dentro deste plano que a Shure tem para o Brasil nos próximos anos.
M&M: Que mudanças trouxe a nova administração da Christine Schyvinck?

SE215 edição especial em branco
José: A partir de 1º de julho temos uma nova presidenta. Ela não é nova dentro da empresa, pois tinha muitos anos trabalhando dentro da Shure em cargos de grande responsabilidade, mais recentemente como vicepresidenta de vendas e marketing. Por formação, é engenheira então traz um perfil muito interessante porque conhece a empresa completamente, desde a parte operativa, de engenharia até vendas e marketing. Ela vem para segmentar ainda mais as estratégias que temos, é um curto tempo desde sua liderança mas já podemos sentir a mudança de energia dentro da empresa. Mas também temos que agradecer a lideranç de Sandy Lamantia que foi nosso presidente por muitos anos e ajudou a nos levar à posição que temos hoje.
M&M: Algum plano especifico para o Brasil para o resto do ano e ano próximo?
José: Nosso plano é continuar crescendo de uma forma bem focada em cada um dos mercados verticais nos quais atuamos. Temos um foco forte na parte de instrumentos musicais onde estamos trabalhando com cada um dos produtos que temos em disponibilidade pois a nossa linha é bem ampla. Podemos cobrir os diferentes níveis desde entrada até os altos e isso é importante para poder ter uma visão completa da marca dentro do mercado. Ainda tem muito trabalho para fazer mas sabemos que o mercado está pedindo produtos especializados, que adicionem valor e uma equipe por detrás desse produto para poder desenvolver o mercado juntos.
Mais informações: www.shurebrasil.com
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Audio Profissional
Neumann revive uma lenda com o retorno do microfone valvulado M 50 V
Publicado
1 dia agoon
28/01/2026
A Neumann anunciou o relançamento do M 50 V, uma reedição fiel de um dos microfones mais icônicos da história da gravação.
Apresentado originalmente em 1951, o M 50 tornou-se uma referência para captação de orquestras e foi fundamental no desenvolvimento da técnica Decca Tree, ainda hoje padrão em gravações de música clássica e trilhas sonoras.
O novo M 50 V mantém o conceito acústico original, incluindo a cápsula omnidirecional de pequeno diafragma montada em uma esfera de 40 mm. Como atualização, a Neumann adotou um diafragma de titânio, que melhora a estabilidade e a durabilidade sem alterar o caráter sonoro que consagrou o modelo.

O microfone combina o circuito original com uma válvula subminiatura de ruído extremamente baixo e um conector selado contra interferências de RF, adequado às exigências dos ambientes modernos de gravação. A fonte de alimentação NM V incluída se ajusta automaticamente à tensão da rede elétrica e é compatível tanto com o novo M 50 V quanto com unidades históricas do M 50.
Segundo a Neumann, cada unidade é fabricada à mão na Alemanha, sob encomenda, com produção limitada e controle individual de qualidade. O modelo é voltado principalmente para gravações orquestrais, música para cinema e produções em estéreo, surround e formatos imersivos, preservando a mesma resposta de graves, imagem espacial e comportamento transitório que tornaram o M 50 um padrão da indústria.
Além do uso histórico na música clássica, o M 50 também foi amplamente utilizado como microfone de ambiência em gravações de pop e jazz, especialmente para baterias, metais e conjuntos, graças à sua resposta omnidirecional e à sua característica presença nas altas frequências.
Cuidados simples que evitam ruídos, falhas intermitentes e prejuízos no estúdio e na estrada.
Em estúdios, palcos e sistemas instalados, os cabos e conectores quase sempre são os primeiros a falhar — e os últimos a receber manutenção. Na prática, uma enorme parte dos problemas de ruído, perda de sinal e falhas intermitentes nasce exatamente aí: cabos cansados, conectores oxidados e patchbays mal cuidados.
A boa notícia: a maioria desses problemas pode ser evitada com procedimentos simples e rotina básica de manutenção.
Vida útil: cabos balanceados vs. desbalanceados
Nem todos os cabos envelhecem da mesma forma.
- Cabos balanceados (XLR, TRS balanceado) têm maior imunidade a ruído e costumam resistir melhor ao tempo, desde que bem construídos e bem tratados.
- Cabos desbalanceados (TS, RCA) são mais sensíveis a interferência e ao desgaste da blindagem. Em ambientes de uso intenso, sua vida útil costuma ser menor.
O que mais desgasta cabos:
- Dobras sempre no mesmo ponto
- Tração pelo conector
- Enrolamento incorreto
- Umidade, suor e poeira
Sinais claros de oxidação e fadiga
Alguns sintomas típicos:
- Estalos ao mexer no cabo
- Queda intermitente de sinal
- Mudanças de nível ou timbre sem explicação
- Conectores opacos, esverdeados ou com resíduos
Em patchbays, a oxidação interna costuma aparecer como:
- Canais que falham só em determinadas posições
- Contatos que “voltam” quando o patch é movimentado
Nesses casos, limpeza preventiva com produto específico para contatos costuma resolver — e prolongar bastante a vida útil do sistema.
Como enrolar corretamente (e por que isso muda tudo)
O método correto é o over-under (sobre–baixo), padrão em touring profissional.
Vantagens:
- Evita torção interna do condutor
- Reduz estresse mecânico no cobre e na malha
- Faz o cabo “cair reto” ao desenrolar
- Aumenta significativamente a vida útil
Enrolar sempre “girando para o mesmo lado” cria memória mecânica e, com o tempo, rompe o condutor por dentro, mesmo que o cabo pareça perfeito por fora.
Patchbay: o coração — e o ponto mais crítico
Em muitos estúdios, o patchbay é: “O coração do sistema e, muitas vezes, a maior fonte de problemas.”
Boas práticas:
- Exercitar os pontos de conexão periodicamente
- Limpar contatos uma ou duas vezes por ano
- Identificar tudo claramente
- Evitar cabos de baixa qualidade em rotas críticas
Um patchbay mal cuidado pode comprometer todo o sistema, mesmo com equipamentos de alto nível.
Soluções práticas para estúdio e estrada
No estúdio:
- Inventário e rodízio de cabos
- Testes periódicos com multímetro ou testador
- Limpeza preventiva anual
- Substituição imediata de cabos suspeitos
Na estrada e em eventos:
- Separar cabos por tipo e comprimento
- Usar bags ou cases ventilados
- Etiquetar tudo
- Nunca guardar cabos úmidos ou sujos
Infraestrutura invisível — mas crítica
Num mercado cada vez mais exigente em confiabilidade, cabos, conectores e patchbays deixaram de ser acessórios. Eles fazem parte da infraestrutura crítica do áudio.
Comprar bons cabos é importante. Cuidar bem deles é o que realmente protege o investimento. Que cuidados você toma?
Audio Profissional
Multilaser compra operação da Sennheiser no Brasil em aposta de R$ milhões no mercado de áudio profissional
Publicado
6 dias agoon
23/01/2026
Grupo que fabrica eletrônicos populares assume distribuição exclusiva de marca alemã premium, enquanto ex-parceira CMV sobe para comando regional na América Latina.
A Multilaser, conhecida por produzir TVs, computadores e eletroportáteis para o varejo de massa, acaba de entrar no segmento de áudio profissional pela porta da frente: assumiu a distribuição exclusiva da Sennheiser no Brasil, uma marca alemã de 80 anos que equipa estúdios, emissoras e salas de reunião corporativas no mundo inteiro.
O movimento não é uma simples troca de distribuidor. É uma reorganização estratégica que revela como fabricantes globais estão repensando suas operações na América Latina — e como empresas brasileiras com infraestrutura robusta podem capturar oportunidades em mercados de nicho e alto valor agregado.
Da parceria local ao comando regional
Por mais de uma década, a CMV Audio Group foi a parceira nacional da Sennheiser no Brasil. Agora, foi promovida a Regional Partner para toda a América Latina, exceto México. A mudança libera a empresa para focar em desenvolvimento de mercado e alinhamento estratégico regional, enquanto a Multilaser assume importação, logística, gestão comercial e estoque local.
Não é uma saída — é uma divisão de papéis. A CMV sobe na hierarquia e amplia território. A Multilaser entra com músculo operacional.
Para garantir a transição, Daniel Reis, sócio da CMV e executivo responsável pela operação latino-americana da Sennheiser, passa a integrar o quadro executivo da Multilaser. Parte da equipe técnica da CMV acompanha o movimento.
Por que a Multilaser?
A escolha tem lógica empresarial clara. A Multilaser opera um complexo industrial em Extrema (MG), duas fábricas na Zona Franca de Manaus e mantém laboratório de engenharia na China. Distribui mais de 3 mil produtos em 40 mil pontos de venda. Já trabalha com marcas internacionais como DJI, Targus e Toshiba.
Ou seja: tem escala, capilaridade e experiência em importação e logística. Exatamente o que faltava para a Sennheiser expandir no Brasil sem depender de estruturas externas ou prazos longos de importação.
O portfólio que a Multilaser passa a operar inclui microfones sem fio, sistemas de conferência, equipamentos de monitoramento e soluções para produção musical. O público-alvo não é o consumidor final, mas o canal profissional: integradores, locadores, revendedores e subdistribuidores.
O que está em jogo
Para a Sennheiser, trata-se de ganhar velocidade em um mercado que cresceu e se sofisticou. Eventos ao vivo voltaram com força, empresas investiram em salas de conferência híbridas, igrejas e universidades modernizaram infraestrutura de som. A demanda existe — mas só com operação local é possível atendê-la com agilidade.
Para a Multilaser, é a chance de migrar para segmentos de margem mais alta. Fabricar eletrônicos de consumo é um negócio de volume e margem apertada. Distribuir equipamentos premium para canais B2B é outra história: margens melhores, clientes recorrentes, contratos de maior ticket médio.
Para a CMV, representa consolidação regional. Sair da operação brasileira para assumir a América Latina não é rebaixamento — é expansão de mandato.
O desafio da execução
A infraestrutura está montada. A equipe de transição, definida. Mas resta a pergunta estratégica: a Multilaser conseguirá traduzir a filosofia de uma marca construída sobre precisão técnica e atendimento consultivo?
Áudio profissional não é mercado de prateleira. É relacionamento, suporte técnico, conhecimento de aplicação. A Sennheiser atende engenheiros de som, diretores técnicos de TV, gerentes de TI corporativo. Gente que não compra pelo preço — compra pela confiabilidade.
A Multilaser tem escala. Agora precisa provar que tem expertise.
Sinais de um mercado maduro
O acordo Sennheiser-Multilaser-CMV é sintoma de algo maior: o mercado brasileiro de tecnologia atingiu maturidade suficiente para que marcas globais confiem em estruturas nacionais para operar segmentos sofisticados.
Não é mais sobre importar e revender. É sobre ter capacidade de gerenciar cadeias complexas, manter estoque técnico, treinar canais especializados e garantir suporte pós-venda em escala nacional.
Para empresas brasileiras com ambição de crescer além do varejo de massa, esse é o caminho: capturar operações de marcas internacionais que precisam de infraestrutura local, mas não querem construí-la do zero.
A Multilaser apostou nisso. Agora é entregar.
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