Músico
A nova dupla Royal Blood
A banda foi formada em Brighton, Inglaterra, misturando estilos de blues rock, hard rock, garage rock, stoner rock e rock psicodélico. Com que equipamentos o fazem?
Pode ser que para alguns seja uma banda desconhecida, e é porque este dueto britânico de rock composto por Mike Kerr e Ben Thatcher foi criado em 2013, lançando seu primeiro álbum de estúdio em 2014, intitulado Royal Blood. Mas com o disco How Did We Get So Dark?, de 2017, com certeza começarão a atrair mais atenção.
Aproveitando o frescor e a novidade da dupla, apresentamos os equipamentos e instrumentos que Mike e Ben tocam.
Um pouco de história
A Royal Blood está composta pelo vocalista principal e baixista Mike Kerr, nascido no dia 19 de junho de 1989, e pelo baterista Ben Thatcher, nascido em 12 de fevereiro de 1988. Ambos são de West Sussex: Kerr cresceu em Worthing, enquanto Thatcher é de Rustington. Eles se conheceram em 2005, quando eram adolescentes, e por um curto período, fizeram parte da mesma banda de quatro músicos chamada Flavour Country, na qual Kerr tocava teclado e keytar (um tipo de teclado eletrônico, mas pendurado do pescoço como se fosse uma guitarra).
A Royal Blood foi formada no começo de 2013, depois que Kerr regressou para a Inglaterra depois de passar um ano sabático na Austrália. Kerr já tinha usado o nome Royal Blood enquanto estava na Austrália, trabalhando com um baterista chamado Matt Swan. Quando voltou para a Inglaterra, Thatcher foi pegá-lo no aeroporto e aí decidiram formar uma banda.
No início a Royal Blood não teve muita sorte. Tocavam em bares em noites de ‘microfone aberto’ para artistas variados. A banda desenvolveu sua música nos estúdios da Brighton Electric, e foi durante esses meses que assinaram contrato com a Warner/Chappell Music.
Assim, a banda se uniu à mesma companhia de gerenciamento de carreira dos Arctic Monkeys. Dizem que o baterista dos Arctic Monkeys, Matt Helders, foi visto usando uma camisa dando suporte à Royal Blood — antes do lançamento do seu primeiro single — na atuação dos Arctic Monkeys no Festival Glastonbury, em julho de 2013.
Mike Kerr: Voz principal e baixo

Amplificadores: Da Fender, encontramos o cabeçote Super Bassman Pro 300W Tube Bass AMB, um Bassman 810 Pro (8”x10” Cab) e um Supersonic 22 Combo, enquanto que da Tech 21 destacam-se o Sansamp PSA1.1 e o Sansamp RBI Rackmount Bass Tube Amp Emulator.
Efeitos: O grupo começa com um Electro-Harmonix POG2 Polyphonic Octave, seguido pelo pedal Strymon Flint Tremolo & Reverb, o pedal ZVex Mastotron Fuzz, o Triage Amplifier Selector da Palmer e, por parte da Boss, os TU-3 Chromatic Tuner e LS-2 Line Selector/Power Supply, mais os pedais GE-7 Equalizer e NS-2 Noise Suppressor. Também se destaca o Custom Fuzz for Mike Kerr, da Cog Effects.
Ben Thatcher: Bateria

Por ser endorser da Zidjian, também possui uma variedade de pratos notável: K EFX de 18” e 16”, um par de K Light Hi-Hats de 16”, um A Custom EFX de 14”, um K Dark Crash Thin de 19”, o FX Oriental Crash of Doom de 20”, o K Crash Ride de 20”, mais um A Zildjian Sweet Ride de 23” e um K Crash Ride de 20”.
Baquetas: Aqui encontramos as Hickory 5B Wood Tip da Promark.
Músico
Cena independente perde Michel Kuaker
Guitarrista, produtor e fundador do Wah Wah Studio, ele trabalhou com nomes da cena alternativa e seguia ativo à frente do selo Black and Roll Recordings.
O mercado de música independente perde não só um músico, mas uma peça de bastidor que ajudava a dar forma ao som de artistas, bandas e selos. Michel Kuaker, guitarrista e produtor musical com longa atuação em São Paulo, morreu nesta semana, segundo homenagens publicadas por pessoas e perfis ligados à cena underground e ao seu círculo profissional.
Kuaker construiu uma trajetória que passava por palco, estúdio e direção criativa. Ele iniciou a carreira nos palcos no começo dos anos 1990 com a banda Yo Ho Delic e, na sequência, tocou com a Vertigo, projeto ligado ao cantor Dinho Ouro Preto. Nos anos seguintes, consolidou seu nome principalmente como produtor e dono do Wah Wah Studio, em São Paulo.
O estúdio ajudou a moldar parte da sonoridade da cena alternativa
Ao lado do músico e produtor Mitar Subotic, Kuaker participou da criação do Wah Wah Studio, espaço que se tornou referência para artistas e projetos ligados ao rock, ao punk e a vertentes alternativas da produção paulistana. Seu nome aparece associado à produção, gravação ou mixagem de trabalhos de artistas e bandas como Edgard Scandurra, Supla, Blind Pigs, Inocentes e outros nomes do circuito independente.
Mais do que produtor de estúdio, Kuaker operava como articulador sonoro de uma rede criativa que unia artistas, selos e repertórios fora do centro mais comercial do mercado. Essa leitura se sustenta pelo volume e pela diversidade dos créditos públicos associados ao seu trabalho ao longo dos anos.
Black and Roll mantinha Michel Kuaker em atividade recente
Nos trabalhos mais recentes, Kuaker aparecia à frente da Black and Roll Recordings, selo paulistano fundado em 2024 e associado a lançamentos independentes.
Michel Kuaker deixa a esposa, Natascha, além de uma rede ampla de amigos e colaboradores que conviveram com sua atuação musical e humana.
O velório será hoje (09/04) entre as 16:00 e 20:00 no Funeral Velar Morumbi, sito na Av. Giovanni Gronchi, 1358.
Músico
Como evitar clipping em interfaces de áudio
Ajustes simples ajudam a preservar a qualidade da gravação e evitar distorções.
O clipping é um dos problemas mais comuns em gravações de áudio, especialmente em home
studios. Ele ocorre quando o sinal de entrada ultrapassa o limite que a interface de áudio consegue processar, resultando em distorção indesejada.
Apesar de ser frequente, o clipping pode ser evitado com ajustes básicos durante a captação.
O que é clipping e por que ele acontece
O clipping acontece quando o nível do sinal ultrapassa 0 dBFS (decibéis full scale) no ambiente digital. Quando isso ocorre, o sistema não consegue reproduzir o pico do áudio corretamente, “cortando” a forma de onda.
O resultado é uma distorção que não pode ser corrigida posteriormente.
Como identificar clipping
Alguns sinais ajudam a reconhecer o problema:
- LEDs vermelhos ou indicadores de “clip” na interface
- Picos constantes no medidor do software
- Som áspero ou distorcido na gravação
Se o medidor está encostando no máximo, o risco de clipping é alto.
Ajuste de ganho: o principal cuidado
O controle mais importante é o ganho de entrada (gain).
Boas práticas:
- Ajuste o ganho para que o sinal fique entre -18 dBFS e -6 dBFS
- Evite que o sinal chegue próximo de 0 dB
- Faça testes antes de gravar
Um sinal mais baixo é mais seguro do que um sinal alto demais.
Distância e posicionamento do microfone
O volume do sinal também depende da fonte sonora.
- Afaste o microfone de fontes muito altas
- Evite picos inesperados (gritos, ataques fortes)
- Ajuste a posição conforme a dinâmica do instrumento
Use o pad (quando disponível)
Algumas interfaces possuem botão PAD, que reduz o nível de entrada.
- Ideal para instrumentos com saída alta
- Útil em gravação de bateria, amplificadores ou vocais intensos
Monitore sempre durante a gravação
Gravar sem monitorar aumenta o risco de erro.
- Use fones ou monitores
- Observe o medidor em tempo real
- Ajuste conforme a performance
Headroom: por que deixar “folga”
Headroom é a margem de segurança antes do clipping.
No áudio digital, manter espaço evita distorção e facilita a mixagem.
Diferente do analógico, não há benefício em gravar “no limite”.
Erro comum: gravar alto demais
Muitos iniciantes acreditam que sinal alto significa melhor qualidade.
Na prática:
- Áudio digital funciona melhor com margem
- Plugins e mixagem compensam o volume depois
Evitar clipping não depende de equipamentos avançados, mas de atenção ao ganho, monitoramento e configuração básica.
Com ajustes simples, é possível garantir gravações limpas, com mais qualidade e maior controle na etapa de mixagem.
Audio Profissional
Problemas comuns em sistemas wireless e como evitá-los
Interferência, antenas e baterias estão entre as principais causas de falhas.
O uso de sistemas wireless é cada vez mais comum em shows, ensaios e produções audiovisuais. Ainda assim, falhas técnicas simples podem comprometer o desempenho quando alguns cuidados básicos não são adotados.
Entre os problemas mais frequentes estão interferência de radiofrequência (RF), posicionamento inadequado de antenas e uso de baterias com baixa carga.
Interferência RF: cortes e ruídos no áudio
A interferência ocorre quando outras transmissões utilizam a mesma frequência, causando falhas no sinal.
Esse cenário é comum em locais com muitos dispositivos sem fio, como eventos e ambientes urbanos.
Como evitar:
- Fazer varredura de frequência antes de usar
- Trocar de canal ao perceber interferência
- Evitar múltiplos sistemas na mesma frequência
Na prática: Se o som começar a falhar, mudar a frequência costuma resolver rapidamente.
Antenas mal posicionadas: perda de sinal
A transmissão depende de um caminho livre entre transmissor e receptor. Obstáculos físicos podem bloquear o sinal.
Boas práticas:
- Manter linha de visada sempre que possível
- Evitar cobrir a antena com o corpo
- Posicionar o receptor em local elevado
Na prática: Se o sinal cai ao se movimentar, o problema geralmente está na posição das antenas.
Baterias: falhas simples de evitar
Baterias fracas ou inadequadas são causa frequente de interrupções.
Muitas vezes, a falha não está no sistema, mas na alimentação de energia.
Como prevenir:
- Utilizar baterias carregadas ou novas
- Ter sempre baterias reserva
- Não misturar baterias novas com usadas
Na prática: Trocar as baterias antes de apresentações evita imprevistos.
Outros fatores importantes
- Distância excessiva entre transmissor e receptor
- Presença de estruturas metálicas
- Uso de vários sistemas sem coordenação
Grande parte dos problemas em sistemas wireless pode ser evitada com ajustes simples. Verificar frequência, posição e bateria antes do uso é suficiente para garantir maior estabilidade.
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