Instrumentos Musicais
Como cuidar do seu instrumento durante turnês ou viagens
Viajar em turnê ou levar seu instrumento em viagens pode ser uma das experiências mais empolgantes da vida musical — mas também uma das mais desafiadoras quando se trata de cuidados.
Mudanças de temperatura, transporte brusco, manuseio por terceiros e falta de controle sobre o ambiente são apenas alguns dos fatores que podem afetar a integridade do seu equipamento.
Seja você guitarrista, saxofonista, violinista, baixista, trompetista ou até mesmo usuário de sintetizadores e controladoras, aqui vai um guia prático para proteger seu instrumento antes, durante e depois de cada viagem.
- O estojo certo faz toda a diferença
O primeiro passo para proteger seu instrumento é investir em um bom estojo rígido, preferencialmente com acolchoamento interno sob medida. As capas (gig bags) são práticas, mas não oferecem a mesma proteção contra impactos, esmagamentos ou variações de pressão.
- Para avião: certifique-se de que o estojo esteja etiquetado como “FRÁGIL” e, se possível, leve-o na cabine.
- Para ônibus ou transporte terrestre: posicione o instrumento em locais seguros, longe de outros volumes pesados.
- Cuide da temperatura e da umidade
Instrumentos musicais, especialmente os de madeira, são sensíveis a mudanças bruscas de temperatura e umidade. Isso pode causar desde problemas de afinação até deformações irreversíveis.
- Nunca deixe seu instrumento no porta-malas de um carro ao sol ou sob frio extremo.
- Use umidificadores portáteis para instrumentos de corda em regiões muito secas.
- Em climas úmidos, proteja partes metálicas ou eletrônicas com sílica gel ou sacos antiumidade.
- Limpeza básica antes de guardar
Sempre que terminar de tocar, faça uma limpeza rápida antes de guardar seu instrumento:
- Remova suor e gordura com um pano de microfibra.
- Evite guardar cordas ou superfícies úmidas: a corrosão se espalha rapidamente.
- Se usar resinas, óleos ou graxas (como em metais ou arcos de cordas), verifique se estão bem armazenados e em bom estado.
- Proteja também seus acessórios e eletrônicos
Cabos, pedais, interfaces ou microfones também precisam de cuidado:
- Guarde cada acessório em seu próprio compartimento ou bolsa.
- Use cases acolchoados para equipamentos eletrônicos.
- Leve sempre baterias extras, adaptadores universais e, se possível, um estabilizador de voltagem.
- Documentação e seguro
Se seu instrumento for caro ou único, considere fazer um seguro para viagens.
Leve sempre documentação que comprove a propriedade e o valor, especialmente ao cruzar fronteiras.
Algumas companhias aéreas permitem declarar o instrumento como bagagem especial.
- Conheça seu equipamento e prepare-se para emergências
Aprender manutenções básicas (como trocar corda, ajustar válvula ou limpar potenciômetro) pode salvar sua apresentação.
Monte um pequeno kit de ferramentas com o essencial:
- Multitool
- Cordas ou peças de reposição
- Lubrificantes ou produtos de limpeza específicos
- Fita adesiva e velcro
Viajar com instrumento exige planejamento, mas com os cuidados certos, você garante que ele esteja em boas condições durante toda a turnê. Um instrumento bem cuidado não só soa melhor, como também oferece tranquilidade em cada apresentação.
E você, tem alguma dica infalível de viagem? Compartilhe com outros músicos!
Amplificadores
Peavey lança caixas MegaBass 410 e 115
Novos gabinetes para baixo chegam com menor peso, construção reforçada, rodízios incluídos e compatibilidade com qualquer cabeçote.
A Peavey apresentou as novas caixas acústicas MegaBass 410 e MegaBass 115, uma linha pensada para facilitar a rotina de turnês e ampliar as opções de configuração para baixistas. Segundo a empresa, os novos modelos combinam menor peso, construção mais resistente e rodízios removíveis para agilizar transporte e montagem.
A fabricante afirma que os gabinetes foram desenvolvidos como extensão da filosofia de projeto da série miniMEGA, linha de amplificadores de baixo presente há anos em diferentes mercados. Nesta nova fase, a Peavey aposta em técnicas de construção voltadas à praticidade, sem abrir mão da resposta física dos graves.
A MegaBass 410 traz quatro woofers de neodímio de 10 polegadas para serviço pesado. O sistema trabalha com impedância nominal de 8 ohms e suporta 1200 watts de programa e 2400 watts de pico. O gabinete também inclui driver de compressão de 1 polegada com tweeter em corneta e controle ajustável de nível para ampliar a resposta de frequência.

A MegaBass 115 usa um falante BW de 15 polegadas e também incorpora driver de compressão de 1 polegada com tweeter em corneta e ajuste de nível. Segundo a Peavey, o modelo pode operar sozinho ou em conjunto com a MegaBass 410. A caixa mantém a mesma impedância nominal de 8 ohms e a mesma capacidade de potência, com 1200 watts de programa e 2400 watts de pico.

Os dois modelos usam desenho bass reflex ultraleve, com construção em compensado reforçado para reduzir o peso e manter a durabilidade em uso contínuo. O acabamento inclui revestimento em vinil preto, ferragens de aço reforçado e grade metálica com pintura a pó.
Para o trabalho na estrada, os gabinetes trazem alças embutidas com mola e rodízios pop-out incluídos. A conexão é feita por duas entradas combo com trava do tipo twist-lock, pensadas para garantir estabilidade de sinal durante a operação.
Guitarra
Nova KX600 Infinite da Cort
Nova guitarra elétrica da série KX chega com construção neck-thru-body, captadores Fishman Fluence Modern e foco em sustain, precisão e versatilidade.
A Cort Guitars anunciou o lançamento da KX600 Infinite, novo modelo da série KX de guitarras elétricas modernas. Segundo a marca, o instrumento foi desenvolvido para músicos que buscam mais sustain, timbre atual e desempenho consistente tanto no palco quanto no estúdio.
A KX600 Infinite usa construção neck-thru-body, solução voltada a melhorar sustain e resposta tonal. O corpo é de basswood, enquanto o braço de cinco peças combina maple torrado e walnut, configuração que, de acordo com a fabricante, oferece estabilidade, ressonância e maior durabilidade. O modelo tem escala de 25,5 polegadas e perfil de braço esculpido para favorecer execução rápida e confortável.
A guitarra também traz trastes jumbo de aço inoxidável, pensados para maior vida útil e para facilitar a tocabilidade técnica. A isso se somam pestana Graph Tech Black TUSQ de 43 mm, voltada a melhorar sustain e riqueza harmônica, e duas opções de acabamento: Orange Crush Satin e Black Satin.
Na parte eletrônica, a KX600 Infinite vem equipada com um conjunto de captadores Fishman Fluence Modern. O sistema de controles inclui apenas um knob de volume com função push-pull e chave seletora de três posições. Segundo a Cort, essa configuração permite acesso simples a uma paleta ampla de timbres para bases e solos.
O hardware inclui tarraxas com trava Cort Locking Tuners e ponte fixa Cort Hardtail. A marca afirma que esse conjunto ajuda a reforçar a estabilidade de afinação e o sustain, tanto no uso ao vivo quanto em gravações.
A Cort informou que a KX600 Infinite já está disponível em todo o mundo por meio de revendedores autorizados e lojas online.
Instrumentos Musicais
JHS Pedals lança Coyote
Fuzz de oitava inspirado em circuito raro e pouco conhecido.
A JHS Pedals lançou o Coyote, um pedal de fuzz com oitava que, segundo a empresa, parte de uma topologia que nunca havia sido replicada para produção até agora. O modelo custa US$ 149 e concentra três efeitos em um só controle: swell, fuzz e octave.
De acordo com a fabricante, o Coyote reproduz o Moonrock Fuzz, criado por Glenn S. Wyllie, um construtor da Carolina do Norte que fazia pedais de forma artesanal e em pequena escala. A JHS afirma que o circuito não deriva de famílias clássicas de octave fuzz, como Octavia, Super Fuzz e Tone Machine.
A empresa diz que um dos traços mais incomuns do pedal está no uso de um transformador de modo diferente do habitual nessa categoria. Nesse caso, o componente não gera a oitava, mas molda a resposta do estágio de fuzz e ajuda a formar a varredura entre swell, fuzz e octave.

Segundo a JHS, o controle principal percorre três zonas sonoras. Na regulagem mínima, o pedal entrega um efeito swell com ataque gradual e caráter recortado. No meio do curso, oferece um fuzz completo. No máximo, entra em um território mais agressivo de oitava acima. A marca também destaca a sensibilidade à dinâmica da palhetada e a capacidade de limpeza pelo volume da guitarra, algo que considera raro em fuzzes com oitava.
A fabricante recomenda usar o Coyote no início da cadeia de sinal e combiná-lo com outro overdrive ou com amplificador já saturado. Também informa que o efeito de oitava aparece com mais força na posição de braço e acima da 12ª casa.
Nas especificações, o pedal oferece true bypass, alimentação de 9V DC com centro negativo e consumo de 5 mA. O gabinete mede 2,6 por 4,8 por 1,6 polegadas. A JHS alerta que o equipamento não deve ser usado com tensão superior a 9V DC, sob risco de dano e perda da garantia.
Veja mais neste vídeo.
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