Iluminação
Claypaky completa 50 anos com produtos que moldaram a iluminação ao vivo
Para locadoras, lighting designers e integradores, uma marca de iluminação não envelhece apenas pelo calendário.
Ela envelhece bem quando seus produtos continuam aparecendo na memória técnica do mercado, nas fichas de rider, nos estoques de rental e nas referências de criação visual.
É esse o ponto mais forte por trás dos 50 anos da Claypaky. Fundada em 28 de agosto de 1976 por Pasquale “Paky” Quadri, na Itália, a empresa celebra meio século em 2026 com uma história ligada à evolução dos efeitos de pista, dos scanners, dos moving heads, dos beams compactos, dos LEDs e, mais recentemente, das fontes laser para entretenimento.
Nas comunicaos recentes, a marca fala em “celebrar o passado, valorizar o presente e olhar para o futuro”. Para o mercado, a pergunta prática é outra: quais produtos explicam por que a Claypaky ainda importa em um setor onde tecnologia envelhece rápido?
O valor está menos na nostalgia e mais no repertório técnico
A própria linha do tempo da empresa ajuda a responder. Em 1982, a Claypaky apresentou o Astrodisco, efeito que usava uma única lâmpada para criar dezenas de raios luminosos; em 1983, veio o Astroraggi, que a marca descreve como um clássico das discotecas.
O primeiro grande divisor de águas veio em 1987. O Brilliant abriu caminho para uma geração de projetores “inteligentes”, seguido pelo Golden Scan, descrito pela própria Claypaky como um sucesso “clamoroso” e citado como “o projetor mais popular e mais vendido do mundo” pela imprensa especializada.
O aniversário da Claypaky não é só institucional; é uma linha do tempo de como o mercado saiu do efeito de discoteca para o design de luz programável e de grande escala.
Os produtos que contam essa história
Astrodisco e Astroraggi — a fase club que criou linguagem visual.
Antes dos moving heads dominarem o palco, a Claypaky ganhou força no mercado europeu de discotecas com efeitos de feixes múltiplos e movimento visual. O Astrodisco e o Astroraggi representam essa fase em que a iluminação começou a ser vendida não apenas como luz, mas como experiência de pista.
Golden Scan — o produto que colocou a marca no mapa global.
Lançado após o Brilliant, em 1987, o Golden Scan é o produto histórico mais forte para a matéria. A Claypaky o associa a um sucesso comercial amplo e à consolidação dos projetores inteligentes. É o ponto em que a marca deixa de ser apenas referência em efeitos e passa a ocupar espaço na automação de iluminação profissional.
Super Scan, Mini Scan e Pin Scan — a expansão do scanner profissional.
Nos anos 1990, a Claypaky ampliou o conceito com Super Scan, Mini Scan e Pin Scan. A importância aqui está no efeito de portfólio: mais tamanhos, aplicações e faixas de uso para clubes, shows, TV e ambientes profissionais.
Stage Line — a entrada em grandes produções.
Em 1999, a Stage Line trouxe uma família de seis projetores de 300W a 1200W. Segundo a Claypaky, modelos como Stage Zoom 1200 e Stage Color 1200 se tornaram referências para teatro, TV, turnês musicais e outras produções profissionais.
Alpha Series — a resposta à demanda por moving heads mais completos.
A linha Alpha, lançada em 2004, reuniu projetores spot, efeitos e wash com óptica, zoom, sistema de cor e efeitos especiais. Um perfil publicado pela PLSN relata que a série nasceu de uma discussão interna sobre a necessidade de fixtures com mais recursos e mais gobos, em resposta direta à demanda do mercado.
Alpha Beam 300 — o beam vira categoria.
Em 2008, a Alpha Beam 300 iniciou uma tendência de beams superconcentrados, seguida pelos modelos Alpha Beam 700 e 1500. A própria Claypaky afirma que esse conceito revitalizou o mercado de moving heads e criou uma nova categoria de efeitos.
Sharpy — o compacto que virou referência de palco.
Lançado em 2010, o Sharpy é outro ponto alto para o leitor. Com apenas 189W, o equipamento entregava um feixe intenso, descrito pela marca como “laser-like”, capaz de competir visualmente com fixtures maiores e de maior potência. A Claypaky afirma que o produto ganhou uma sequência de prêmios.
B-EYE — o LED como wash, beam e efeito.
Em 2013, o B-EYE marcou a transição da marca para luminárias LED de alta versatilidade. A Claypaky o descreve como um dos LEDs mais inovadores já projetados, combinando três modos de operação: wash, beam e effect light.
Mythos, Supersharpy e Stormy — compactação com alta performance.
Em 2014, a Claypaky apresentou Mythos, Supersharpy e Stormy sob o conceito “The Projectors”, destacando brilho e desempenho em relação ao tamanho e à potência nominal. O Mythos ganhou destaque em premiações: em 2015, a Claypaky informou que o produto recebeu o Parnelli Award de “Indispensable Technology” e já somava quatro prêmios em sua curta trajetória.
Xtylos — a aposta no laser.
Em 2019, a Claypaky lançou o Xtylos, moving light compacto com fonte laser RGB sob medida. Segundo a empresa, foi o primeiro moving head com fonte de luz laser, abrindo novas possibilidades para o setor de iluminação de entretenimento.
Ultimo Sharpy — o retorno do ícone em versão IP66.
No ciclo atual, a Claypaky reposiciona a família Sharpy com o Ultimo Sharpy, apresentado pela marca como “the icon returns”. O equipamento é um beam moving head IP66 de nova geração, com lâmpada HID OSRAM de 250W, maior resistência para aplicações outdoor e atualização de firmware com modo low-noise, reduzindo o ruído em até 7 dB mantendo 90% da saída de luz original. É o produto que conecta diretamente o legado do Sharpy à demanda atual por fixtures mais robustos, silenciosos e preparados para touring, festivais e eventos ao ar livre.
O aniversário chega em um momento de reorganização
A celebração dos 50 anos também acontece depois de uma mudança societária importante. Em maio de 2025, a ARRI anunciou um acordo definitivo para vender a Claypaky à EK Inc.; em setembro, a K&L Gates informou ter assessorado a ARRI na venda da subsidiária de iluminação de entretenimento para a EK, marcando a entrada da Claypaky no portfólio da nova controladora.
No Brasil, a marca também tenta reforçar presença de canal. No começo de 2026, a Claypaky anunciou a Decomac como nova distribuidora oficial no país, decisão comunicada durante a ISE em Barcelona e descrita como um “novo capítulo” para a operação brasileira.
Esse é o ponto de decisão: uma marca histórica só continua relevante se o novo ciclo combinar portfólio reconhecível, suporte local, disponibilidade de peças, treinamento, demonstração técnica e política clara para locadoras.
50 mais
A Claypaky chega aos 50 anos com uma vantagem difícil de copiar: uma sequência de produtos que virou referência visual para clubes, TV, teatro, turnês e festivais. Mas a próxima fase será julgada menos pela memória do Golden Scan ou do Sharpy e mais pela capacidade de transformar legado em suporte, canal e produto competitivo no Brasil e na América Latina.
Para locadoras e lighting designers, aniversário só importa quando vira confiança operacional no próximo rider.
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