Audio Profissional
AES comemora 75 anos de atuação no mercado de áudio
2023 é um ano importante para a Audio Engineering Society, marcando seu 75º ano de trabalho contínuo e colaboração com todos os segmentos de áudio e seus profissionais.
Em março de 1948, um grupo de notáveis engenheiros empenhados em melhorar a qualidade do áudio realizou a primeira reunião da Audio Engineering Society na cidade de Nova York. Agora em seu 75º aniversário, a AES cresceu de uma associação original de 37 para uma comunidade global de mais de 10.000 membros afiliados a centenas de seções locais em todo o mundo. O objetivo desses membros pioneiros, de compartilhar conhecimento e avançar a ciência do áudio e sua aplicação, tornou-se uma organização próspera que facilita a comunicação e a colaboração, unindo engenheiros de áudio, pesquisadores, criadores de conteúdo e estudantes.
O ano do 75º aniversário da AES começa com o anúncio histórico de que a Recording Academy está homenageando a Sociedade com um Prêmio Grammy Técnico em reconhecimento às “contribuições de notável significado técnico para o campo da gravação”.
“A Audio Engineering Society é a única sociedade profissional dedicada exclusivamente ao avanço da ciência e tecnologia de áudio e suas aplicações”, disse o presidente da AES, Bruce Olson. “A AES criou uma comunidade incrível de profissionais líderes do setor com ideias semelhantes, juntamente com empresas e organizações parceiras que compartilham seus conhecimentos e experiências para melhorar a qualidade do áudio. Essa comunidade se uniu e cresceu em 153 convenções internacionais desde que a primeira ocorreu em 1949, junto com uma lista impressionante de conferências internacionais focadas em um único assunto e palestras voltadas para aplicações, bem como eventos organizados por nossas seções locais. Nossa comunidade tem um impacto positivo contínuo e incalculável não apenas na produção de áudio profissional, mas em qualquer lugar onde o áudio seja criado e ouvido.”
Onde quer que marcos na tecnologia de áudio tenham sido estabelecidos, a AES esteve intimamente envolvida como uma força motriz perene em fornecer o fórum para compartilhar e refinar novas ideias como base para os produtos da próxima geração. Desde a introdução do disco grande de 7 polegadas e 45 rpm em sua primeira convenção até a estreia do som surround (em 1953), overdubbing “Sel-Sync”, redução de ruído baseada em fita, o padrão MIDI e CD e MP3, para evoluir protocolos de interconectividade digital como AES10 (MADI), distribuição de áudio de transmissão e mídia física e distribuição baseada em arquivo e, em seguida, transmissão digital, AES é onde os profissionais se reúnem para ultrapassar ainda mais os limites. Essa lista drasticamente comprimida destaca apenas alguns dos marcos que a AES está constantemente aumentando à medida que a tecnologia avança. As últimas áreas de avanço incluem tecnologias de áudio imersivas, áudio para realidade virtual e aumentada e aplicações de áudio de inteligência artificial.
A AES fornece continuidade e impulsiona a inovação por meio de eventos regionais e locais, conferências e convenções internacionais e seus arquivos técnicos on-line e pesquisáveis - a coleção mais abrangente do mundo de conhecimento de áudio, incluindo uma biblioteca eletrônica cada vez maior que abriga mais de 20.000 documentos técnicos. e artigos revisados por pares, o Archived Journal of the Audio Engineering Society, AES Standards and Technical Papers e centenas de vídeos educacionais e inspiradores.
A AES estabelece padrões e melhores práticas que criam uma base para que novas tecnologias de áudio criem raízes e floresçam, garantam a interoperabilidade do equipamento, melhorem o desempenho e a produtividade dos profissionais de áudio e melhorem a experiência do usuário final. A forte ênfase da Sociedade na educação do aluno promove sua missão, nutrindo sucessivas gerações de profissionais de áudio.
“A AES é principalmente uma organização liderada por membros”, diz Olson. “Nossa parceria é baseada na motivação do interesse compartilhado e nos benefícios do esforço em grupo para reunir os melhores pesquisadores e engenheiros de áudio, acadêmicos, projetistas de sistemas, estudantes e fabricantes. Nunca deixo de me surpreender com os frutos do trabalho de nossos membros. Nossos membros generosamente compartilhando seu tempo, conhecimento e experiência é o que tornou a AES a organização de áudio líder mundial.”
Em 2023, a Audio Engineering Society continuará sua missão com eventos planejados em todo o mundo ao longo do ano, culminando na 155ª Convenção Internacional da AES em Nova York em outubro. Mais informações sobre os muitos recursos disponíveis para os membros da AES, como ingressar na Sociedade e os próximos eventos estão disponíveis em AES.org.
Audio Profissional
Subwoofer CRMS-LFE18sl mkII da Alcons Audio com design ultrafino
Sistema LFE incorpora driver de 18” e resposta estendida para aplicações de alta exigência.
A Alcons Audio anunciou o CRMS-LFE18sl mkII, um subwoofer de perfil ultrafino desenvolvido para aplicações de alta exigência em ambientes de cinema, estúdios e espaços de mixagem profissional.
O modelo faz parte da série CRMS (Cinema Reference Monitor Systems) e foi projetado como um sistema LFE (Low Frequency Effects), com foco em oferecer reprodução precisa em baixas frequências, com controle de transientes e resposta linear.
O sistema integra um driver de 18 polegadas de alta excursão com dupla bobina de 3”, capaz de atingir deslocamentos de até 30 mm, o que permite maior faixa dinâmica em comparação com subwoofers convencionais.
Um dos diferenciais do CRMS-LFE18sl mkII é seu design compacto, com profundidade reduzida, o que facilita sua instalação em espaços limitados, permitindo configurações em parede, teto ou estruturas suspensas sem comprometer o desempenho acústico.
O subwoofer oferece uma resposta em ambiente que pode se estender abaixo de 10 Hz, juntamente com alta precisão na reprodução de impulsos, características essenciais para aplicações onde a fidelidade em baixas frequências é crítica.
Para sua operação, o sistema foi otimizado para trabalhar com controladores amplificados dedicados da marca, que integram processamento específico para ajuste de fase, otimização de resposta e compensação de cabeamento, com o objetivo de manter consistência em diferentes configurações.
O CRMS-LFE18sl mkII é voltado para estúdios de pós-produção, salas de mixagem, cinemas de alto padrão e ambientes onde se exige reprodução precisa de efeitos de baixa frequência, consolidando a tendência de soluções de alto desempenho em formatos mais compactos.
Audio Profissional
BandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
Solo a R$ 1.699 e Trio a R$ 3.599 chegam ao mercado nacional com separação de instrumentos em tempo real, mixer de quatro canais e até 10 horas de autonomia
Existe um problema que todo músico que estuda, ensina ou cria fora do estúdio conhece bem. O cubo de prática básico não entrega o que o músico de hoje precisa. Montar um rig com pedalboard, amplificador e ferramenta de aprendizado custa espaço, peso e dinheiro. E os amplificadores portáteis com entrada para instrumento que existem no mercado, em geral, funcionam mais como alto-falante do que como equipamento de músico de verdade.
O JBL BandBox foi construído para atacar exatamente essa lacuna — e chegou ao Brasil no dia 7 de abril de 2026 com um lançamento que, por si só, já disse alguma coisa sobre a proposta do produto.
Um palco para quem usa instrumento de verdade
O evento aconteceu em São Paulo e foi conduzido por Fabiano Carelli, guitarrista do Capital Inicial há mais de duas décadas. Não um apresentador de palco, não um influenciador de tecnologia — um músico profissional que conhece a rotina de quem toca ao vivo e em estúdio.
Ao lado dele, uma lista que atravessou gerações e estilos: Clemente, fundador dos Inocentes e figura central da Plebe Rude; Charles Gavin, baterista da primeira formação dos Titãs; Rayane Fortes, cantora, guitarrista e multi-instrumentista cearense que virou todas as cadeiras no The Voice Brasil e hoje acumula projeção internacional; Thaide, nome do hip-hop nacional; e Felipe Vassão, produtor com múltiplos Grammy Latinos no currículo — responsável por álbuns de Emicida e Jota.pê, com mais de 400 mil seguidores no Instagram e um canal ativo sobre produção musical.
O evento foi lotado, com presença de jornalistas, lojistas de todo o Brasil, criadores de conteúdo e convidados do mercado. E o que aconteceu no palco não foi demonstração controlada: os músicos pegaram o BandBox ao vivo, sem ensaio prévio, e mostraram o equipamento em uso real. O resultado surpreendeu. Ver um instrumento sendo amplificado, efeitos sendo trocados em tempo real e a separação de elementos funcionando diante de uma plateia que entende de som é diferente de ver um vídeo institucional. É a diferença entre acreditar no produto e entender o que ele faz.
O que é o BandBox — e por que o enquadramento importa
A linha tem dois modelos. O BandBox Solo é compacto: até 30W de saída, uma entrada de guitarra ou microfone, reprodução de música via Bluetooth, afinador, metrônomo, looper, pitch shifter, modelos de amplificador e efeitos clássicos como phaser, chorus, tremolo e reverb. A bateria dura até seis horas. Conecta ao computador por USB-C e funciona como interface de áudio direta para o DAW — sem equipamento adicional.
O BandBox Trio é o modelo para grupos: 135W com woofer de 6,5″ e dois tweeters de 1″, quatro entradas simultâneas para instrumentos e microfones, mixer de quatro canais com tela LCD integrada, efeitos de microfone, bateria substituível e até 10 horas de autonomia. Dá para plugar guitarra, baixo, microfone e ainda ter canal livre. Ambos se conectam ao app JBL One para controle avançado de equalização, modelos de amp e cadeia de efeitos — mas os recursos básicos funcionam sem ele, direto no hardware.
O enquadramento correto não é caixa Bluetooth, não é cubo de prática, não é amp de palco. É uma categoria nova: amplificador portátil inteligente, com ferramentas de prática, criação e gravação no mesmo bloco.
A Stem AI: o diferencial que a imprensa internacional foi testar
O recurso central da linha é a tecnologia Stem AI: separação em tempo real de vocais, guitarra e outros elementos de qualquer música reproduzida via Bluetooth, sem necessidade de internet e sem upload prévio de arquivo. O músico escolhe o que quer remover ou isolar — a guitarra para aprender um solo, a voz para cantar por cima, a bateria para trabalhar o groove — e o processamento acontece direto no hardware.
Aplicativos como o Moises fazem algo parecido, mas exigem que o arquivo seja enviado antes. O BandBox faz isso enquanto a música toca. Essa diferença tem consequência prática real em sala de aula, em sessão de prática e no palco de um evento como o que aconteceu ontem em São Paulo.
A imprensa especializada testou e foi direta. O Guitar World classificou a ferramenta como uma das melhores que já viu para prática com IA. O Sound on Sound, referência técnica do setor de áudio, destacou que a inclusão de separação de stems em hardware autônomo, sem dependência de processamento em nuvem, é genuinamente significativa. A ressalva presente nos testes é que a separação não é perfeita em músicas com arranjos muito densos — mas o ponto relevante é que ela funciona bem o suficiente para uso prático real, e isso a imprensa confirmou com produto em mão.

O que isso inaugura para o ecossistema
Há uma geração de músicos — estudantes avançados, professores, produtores que trabalham em casa, criadores de conteúdo musical — para quem o setup ideal precisa ser compacto, completo e capaz de gravar. Esses músicos vivem hoje entre soluções parciais: o cubo básico que amplifica mas não tem recursos, o pedalboard que tem recursos mas ocupa espaço, a interface de áudio que grava mas não amplifica.
O BandBox tenta condensar tudo isso. Para professores e escolas de música, o Trio tem apelo direto: quatro entradas, ferramentas de acompanhamento com controle de elementos, looper e interface de gravação em um único equipamento portátil que substitui um rig inteiro em aulas individuais ou em grupo pequeno. Para o criador de conteúdo musical, a interface USB-C e a Stem AI são o argumento principal — gravar direto no DAW e montar acompanhamentos customizados em tempo real são funcionalidades com encaixe direto nesse perfil. Para o músico profissional que leva o instrumento de um lugar para o outro, o Solo é o equipamento que ele não encontrava nessa faixa.
E para as lojas de instrumento, o BandBox inaugura uma conversa nova. Não compete com o cubo de entrada. Compete com a decisão de não comprar nada — porque o músico ainda não encontrou um produto que fizesse tudo que ele precisava em um formato que coubesse na sua rotina.
O essencial
O JBL BandBox chega ao Brasil num momento em que o mercado de instrumentos carece de produtos que traduzam tecnologia de software em hardware portátil sem inflar o preço além do razoável. A separação de elementos em tempo real sem internet, combinada com amplificação, efeitos e interface de gravação em um só dispositivo, não tem precedente direto nessa faixa de preço e formato no Brasil — e o lançamento de ontem, com músicos de verdade mostrando o produto em uso real, foi a forma mais honesta de apresentar isso ao mercado.
Audio Profissional
Audio-Technica amplia linha com novos microfones shotgun on-camera
Modelos ATV-SG1 e ATV-SG1LE focam na captura de áudio para produção de vídeo para criadores.
A Audio-Technica apresentou os microfones shotgun ATV-SG1 e ATV-SG1LE, desenvolvidos para uso direto em câmera e voltados a criadores de conteúdo, videomakers e produções audiovisuais.
Os dois modelos utilizam cápsula de 14 mm e tubo acústico de 100 mm, configuração que permite captação direcional do som, priorizando a fonte principal e reduzindo ruídos de ambiente.
Os microfones contam com suporte antivibração integrado e tecnologia de proteção contra interferências, com o objetivo de minimizar ruídos gerados por movimentos da câmera ou por equipamentos eletrônicos próximos.
O modelo ATV-SG1 oferece recursos adicionais, como controle de ganho, filtro de corte de graves e gravação de pista de segurança, atendendo a usuários que buscam maior controle durante a captação.
Já o ATV-SG1LE adota uma abordagem mais simples, com operação plug-and-play e alimentação direta pela câmera, dispensando bateria.
Ambos os modelos podem ser montados diretamente em câmeras DSLR ou mirrorless, reforçando a proposta de soluções compactas para captura de áudio em vídeo, em um contexto de crescimento da produção de conteúdo digital.
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