Músico
Kilotones, rock desde o Brasil
Nesta edição conheceremos a banda de rock brasileira Kilotones, formada pelos irmãos JP, AJ e Pedro Barrionovo.
O trio, que está em fase de gravação do próximo álbum, foi uma das atrações no line-up do Festival João Rock. Recentemente lançaram o primeiro single do seu novo trabalho, Confiante.
JP Barrionovo. Violão

Quando ele, AJ — que já cantava — e o caçula Pedro, que tinha apenas 10 anos, decidiram formar a banda, compraram um baixo usado para o AJ, um Giannini 1980, e uma bateria Peace para o Pedro. Enquanto estudavam, tocavam na noite. Investiram em equipamentos e venceram diversos festivais de música pelo Brasil. Além disso, JP e Pedro fizeram faculdade de música. Em 2016 finalmente formaram os Kilotones.
Guitarras: Fender Custom by Murilo Martin 1997, Gibson Standard Les Paul 2013, Telecaster NZaganin 2005.
Amplificadores: Mesa Boogie Road King II, caixa 2”x12” Road King Mesa Boogie. Pedais e efeitos: Pedalboard Amora 70”x40”, switcher/looper One Control Crocodile Tail OC 10, Talk Box Rocktron Banshee II, Dunlop Cry Baby, Eventide Pitch Factor, Line 6 M13, Xotic EP Booster.
Acessórios: Cabos Tecniforte High Clear 4,5 m, transmissor Sennheiser ew 100, in ear Sennheiser ew 300 G2 com fone Shure 215. Fonte de alimentação de pedais Landscape PS 12, cabos do pedalboard Tecniforte sem solda Mojopath, Mogami e Santo Angelo com plugs Amphenol. JP é endorser dos cabos Tecniforte, cordas de guitarra SG, Amora Pedalboard, Guitar Music Shop e Murilo Martin Luthieria.
AJ Barrionovo. Baixo

Baixos: Giannini Modelo AE04B, 1980 (Precision), MusicMan Sting Ray Classic Series.
Amplificadores: Hartke HA 5500 4“x10“ 1×15“, Marshall VS100, Line 6 M5 e 18“x18“ Fischer.
Pedais e efeitos: Boss Bass Synthesizer, Boss NS-2, Electro Harmonix Big Muff Pi with Tone Wicker, SansAmp GT-2 tech 21 niece.
Acessórios: Microfone sem fio Shure Beta SM58, transmissor Sennheiser ew 100 G2, transmissor Sennheiser ew 300 G2, fone M-Audio IE-40. AJ é endorser das SG Strings, Tecniforte Cables e Guitar Music Shop – Ribeirão Preto.
Pedro. Bateria

Kits: Pedro é endorser da Fischer Drums e o modelo que usa é uma assinatura própria. É um instrumento que foi personalizado exatamente como ele pediu: uma bateria acrílica, cor verde-água, com ferragens pretas e medidas: bumbo 24”x16”, caixa 14”x08”, tom 14”x10”, surdo 18”x16”.
Seu kit de bateria é híbrido, sendo acústico e eletrônico. Na parte acústica usa sua bateria acrílica Fischer, com peles Aquarian Response 2 nos toms, surdo, bumbo e a Hi Velocity na caixa; um prato Hi-Hat Zildjian Quick Beat 14″ e um Crash Zeus Custom 18″. Na parte eletrônica, usa um SPD-SX da Roland. Além da função de samples, usa o SPD-SX para disparar o metrônomo para toda a banda via fone in ear.
Acessórios: Os fones in-ear que usa são Shure 215 e os cabos para plugar no SPD-SX são TecniForte High Clear pontas P10 reto/P10 reto. Para tocar em todo o kit híbrido usa as baquetas Los Cabos modelo Rock.
Músico
Cena independente perde Michel Kuaker
Guitarrista, produtor e fundador do Wah Wah Studio, ele trabalhou com nomes da cena alternativa e seguia ativo à frente do selo Black and Roll Recordings.
O mercado de música independente perde não só um músico, mas uma peça de bastidor que ajudava a dar forma ao som de artistas, bandas e selos. Michel Kuaker, guitarrista e produtor musical com longa atuação em São Paulo, morreu nesta semana, segundo homenagens publicadas por pessoas e perfis ligados à cena underground e ao seu círculo profissional.
Kuaker construiu uma trajetória que passava por palco, estúdio e direção criativa. Ele iniciou a carreira nos palcos no começo dos anos 1990 com a banda Yo Ho Delic e, na sequência, tocou com a Vertigo, projeto ligado ao cantor Dinho Ouro Preto. Nos anos seguintes, consolidou seu nome principalmente como produtor e dono do Wah Wah Studio, em São Paulo.
O estúdio ajudou a moldar parte da sonoridade da cena alternativa
Ao lado do músico e produtor Mitar Subotic, Kuaker participou da criação do Wah Wah Studio, espaço que se tornou referência para artistas e projetos ligados ao rock, ao punk e a vertentes alternativas da produção paulistana. Seu nome aparece associado à produção, gravação ou mixagem de trabalhos de artistas e bandas como Edgard Scandurra, Supla, Blind Pigs, Inocentes e outros nomes do circuito independente.
Mais do que produtor de estúdio, Kuaker operava como articulador sonoro de uma rede criativa que unia artistas, selos e repertórios fora do centro mais comercial do mercado. Essa leitura se sustenta pelo volume e pela diversidade dos créditos públicos associados ao seu trabalho ao longo dos anos.
Black and Roll mantinha Michel Kuaker em atividade recente
Nos trabalhos mais recentes, Kuaker aparecia à frente da Black and Roll Recordings, selo paulistano fundado em 2024 e associado a lançamentos independentes.
Michel Kuaker deixa a esposa, Natascha, além de uma rede ampla de amigos e colaboradores que conviveram com sua atuação musical e humana.
O velório será hoje (09/04) entre as 16:00 e 20:00 no Funeral Velar Morumbi, sito na Av. Giovanni Gronchi, 1358.
Músico
Como evitar clipping em interfaces de áudio
Ajustes simples ajudam a preservar a qualidade da gravação e evitar distorções.
O clipping é um dos problemas mais comuns em gravações de áudio, especialmente em home
studios. Ele ocorre quando o sinal de entrada ultrapassa o limite que a interface de áudio consegue processar, resultando em distorção indesejada.
Apesar de ser frequente, o clipping pode ser evitado com ajustes básicos durante a captação.
O que é clipping e por que ele acontece
O clipping acontece quando o nível do sinal ultrapassa 0 dBFS (decibéis full scale) no ambiente digital. Quando isso ocorre, o sistema não consegue reproduzir o pico do áudio corretamente, “cortando” a forma de onda.
O resultado é uma distorção que não pode ser corrigida posteriormente.
Como identificar clipping
Alguns sinais ajudam a reconhecer o problema:
- LEDs vermelhos ou indicadores de “clip” na interface
- Picos constantes no medidor do software
- Som áspero ou distorcido na gravação
Se o medidor está encostando no máximo, o risco de clipping é alto.
Ajuste de ganho: o principal cuidado
O controle mais importante é o ganho de entrada (gain).
Boas práticas:
- Ajuste o ganho para que o sinal fique entre -18 dBFS e -6 dBFS
- Evite que o sinal chegue próximo de 0 dB
- Faça testes antes de gravar
Um sinal mais baixo é mais seguro do que um sinal alto demais.
Distância e posicionamento do microfone
O volume do sinal também depende da fonte sonora.
- Afaste o microfone de fontes muito altas
- Evite picos inesperados (gritos, ataques fortes)
- Ajuste a posição conforme a dinâmica do instrumento
Use o pad (quando disponível)
Algumas interfaces possuem botão PAD, que reduz o nível de entrada.
- Ideal para instrumentos com saída alta
- Útil em gravação de bateria, amplificadores ou vocais intensos
Monitore sempre durante a gravação
Gravar sem monitorar aumenta o risco de erro.
- Use fones ou monitores
- Observe o medidor em tempo real
- Ajuste conforme a performance
Headroom: por que deixar “folga”
Headroom é a margem de segurança antes do clipping.
No áudio digital, manter espaço evita distorção e facilita a mixagem.
Diferente do analógico, não há benefício em gravar “no limite”.
Erro comum: gravar alto demais
Muitos iniciantes acreditam que sinal alto significa melhor qualidade.
Na prática:
- Áudio digital funciona melhor com margem
- Plugins e mixagem compensam o volume depois
Evitar clipping não depende de equipamentos avançados, mas de atenção ao ganho, monitoramento e configuração básica.
Com ajustes simples, é possível garantir gravações limpas, com mais qualidade e maior controle na etapa de mixagem.
Audio Profissional
Problemas comuns em sistemas wireless e como evitá-los
Interferência, antenas e baterias estão entre as principais causas de falhas.
O uso de sistemas wireless é cada vez mais comum em shows, ensaios e produções audiovisuais. Ainda assim, falhas técnicas simples podem comprometer o desempenho quando alguns cuidados básicos não são adotados.
Entre os problemas mais frequentes estão interferência de radiofrequência (RF), posicionamento inadequado de antenas e uso de baterias com baixa carga.
Interferência RF: cortes e ruídos no áudio
A interferência ocorre quando outras transmissões utilizam a mesma frequência, causando falhas no sinal.
Esse cenário é comum em locais com muitos dispositivos sem fio, como eventos e ambientes urbanos.
Como evitar:
- Fazer varredura de frequência antes de usar
- Trocar de canal ao perceber interferência
- Evitar múltiplos sistemas na mesma frequência
Na prática: Se o som começar a falhar, mudar a frequência costuma resolver rapidamente.
Antenas mal posicionadas: perda de sinal
A transmissão depende de um caminho livre entre transmissor e receptor. Obstáculos físicos podem bloquear o sinal.
Boas práticas:
- Manter linha de visada sempre que possível
- Evitar cobrir a antena com o corpo
- Posicionar o receptor em local elevado
Na prática: Se o sinal cai ao se movimentar, o problema geralmente está na posição das antenas.
Baterias: falhas simples de evitar
Baterias fracas ou inadequadas são causa frequente de interrupções.
Muitas vezes, a falha não está no sistema, mas na alimentação de energia.
Como prevenir:
- Utilizar baterias carregadas ou novas
- Ter sempre baterias reserva
- Não misturar baterias novas com usadas
Na prática: Trocar as baterias antes de apresentações evita imprevistos.
Outros fatores importantes
- Distância excessiva entre transmissor e receptor
- Presença de estruturas metálicas
- Uso de vários sistemas sem coordenação
Grande parte dos problemas em sistemas wireless pode ser evitada com ajustes simples. Verificar frequência, posição e bateria antes do uso é suficiente para garantir maior estabilidade.
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