Empresas
500 m² cheios de instrumentos e áudio na Krunner Instrumentos Musicais
Localizada em Campinas, São Paulo, a Krunner Instrumentos Musicais é uma enorme loja equipada com tudo o necessário para da apoio total aos músicos visitantes.
Há muitos anos atrás Ricardo Pereira tinha um sonho: ter uma loja de instrumentos musicais que desse todo o apoio necessário aos músicos de Campinas e região, devido às dificuldades que eles encontravam em ter que se locomover para a capital do Estado para comprar seu instrumento musical ou equipamento de áudio.
“Além dos gastos extras da viagem, se o equipamento apresentasse algum defeito, se tornava muito difícil ter algum suporte direto da loja por conta da distância”, explicou Ricardo.
Esse sonho se realizou em quando ele, através da amizade com o casal Scheffer, inaugurou, em 4 outubro de 1990, a Krunner Instrumentos Musicais.
A origem do nome Krunner
O nome Krunner foi inspirado na palavra americana Crooner. Crooner é um epíteto americano dado a cantores de jazz, principalmente do Great American Songbook, apoiados por uma orquestra completa, uma big band ou um piano. Inspirado nesse apoio, surgiu não só o nome da loja, mas também seu slogan: o Apoio Total ao Músico!
As primeiras instalações
A loja iniciou suas atividades na Av. Anchieta em Campinas, mudando-se três anos depois para a rua Dr. Cesar Bierrenbach 135, onde permaneceu de 1993 a 2000, quando, devido ao crescimento da loja e a necessidade de oferecer uma gama maior de produtos para atender um público que procurava marcas e itens cada vez mais diversificados, mudou-se para um espaço ainda maior, na mesma e tranquila rua Dr. Cesar Bierrenbach, onde está instalada até hoje nos números 201, 209 e 217 com 500 m².
Além do comércio de áudio e instrumentos musicais, a loja também ofereceu a seus clientes durante muito tempo serviços de gravações através de seu estúdio móvel, escola de canto e música, curso de técnico de som e serviços de luthieria, todos descontinuados.

Apoio ao músico
Ao longo dos anos, a Krunner sempre esteve participando de vários eventos, patrocinando e apoiando a Orquestra Cabocla de Campinas, com participação no Programa Viola Minha Viola, o programa Chão, Sanfona e Viola, além de vários músicos regionais.
Atualmente, a loja tem acesso às melhores fábricas e importadoras do segmento musical, comercializando grandes marcas de acessórios, peças, áudio e instrumentos musicais, podendo, dessa forma, disponibilizar para todo o país mais de 4000 itens relacionados à música seja em sua loja física, redes sociais, site ou através dos seis marketplaces que a empresa está presente.
“A loja oferece uma ampla variedade de produtos, incluindo instrumentos de cordas, percussões, equipamentos de áudio, acessórios diversos e peças de reposição entre outros itens essenciais para músicos profissionais, amadores e luthiers de todo o Brasil que compram conosco suas peças de reposição”, comentou Ricardo Pereira, sócio-fundador da Krunner.
“Tanto a venda física quanto a on-line são importantes para nós. A loja física oferece o espaço onde os clientes podem experimentar e testar os produtos antes da compra, enquanto o site amplia o alcance da loja, servindo como um catálogo aos músicos da região, além de atingir clientes de todo o Brasil. A combinação de ambas as modalidades tem sido fundamental para o sucesso da loja”, explicou.
“Em termos de vendas, existe um equilíbrio entre elas. A física ainda se sobressai em produtos de maior valor. Um dos motivos está relacionado a questão tributária menor em vários estados, que atrapalha a concorrência on-line e muitas vezes reflete na loja física, onde clientes argumentam presencialmente a diferença no preço comparado a outras lojas”.

O mercado hoje
Falando sobre as dificuldades do mercado para os lojistas, Ricardo comentou sobre o fato de que muitos importadores começaram a vender diretamente ao consumidor final com preços bem abaixo aos praticados pelas lojas físicas, oferecendo atrativos como frete grátis e parcelamento sem juros. “A Krunner chegou a cortar uma delas após esse posicionamento e voltou recentemente após essa marca rever a política de preços de venda ao consumidor final”, detalhou.
Outra dificuldade se refere a duas grandes marcas que mudaram alguns anos atrás a política de vendas para lojistas e isso impactou não só a Krunner, como outras antigas lojas da cidade, conforme averiguado pela diretoria comercial.
“No caso de venda direta, os importadores necessitam comercializar com preços superiores aos praticados pelas lojas físicas e virtuais, pois do contrário acaba criando uma concorrência desleal já que os custos para se manter uma loja física são muito maiores que de loja on-line”, sugeriu.
“Já as marcas que infelizmente a Krunner parou de comercializar devido à mudança na política de vendas, poderiam criar regras diferenciadas como descontos progressivos por exemplo, para os pequenos, médios e grandes lojistas de forma que todos possam contribuir para que essas marcas cheguem a seus clientes”, disse Ricardo.
“O mercado de instrumentos e acessórios musicais é dinâmico e em constante evolução, tanto que nos últimos seis anos a Krunner vem investindo cada vez mais no segmento online. Com o crescente interesse pela música, especialmente durante períodos de lazer e entretenimento em casa, há uma demanda contínua por instrumentos musicais e equipamentos de áudio. A digitalização da música também está moldando o mercado, com uma ênfase crescente em equipamentos digitais, softwares para produção musical e home studios”.
Gostaria de saber mais sobre a Krunner? Você pode visitar o site, Facebook ou Instagram da loja.
Lojista
A onda do “pro-am”: sua loja está preparada?
Músicos amadores impulsionam a demanda por equipamentos de nível profissional para home studio e live streaming.
Nos últimos anos, o mercado musical vem consolidando um perfil de consumidor que desafia as categorias tradicionais: o pro-am (professional-amateur). Trata-se de músicos não profissionais — ou sem dedicação exclusiva — que investem em equipamentos comparáveis aos utilizados em estúdios, produtoras e palcos profissionais, tanto para produção musical em casa quanto para transmissões ao vivo.
Longe de ser um fenômeno marginal, essa tendência está redefinindo a relação entre fabricantes, lojas especializadas e usuários finais.
O que impulsiona o consumidor pro-am
O crescimento do home studio e do live streaming musical responde a uma combinação de fatores. Por um lado, o acesso a plataformas de distribuição e monetização digital reduziu as barreiras de entrada para publicar músicas, oferecer aulas, realizar showcases ou transmitir apresentações a partir de casa. Por outro, os avanços tecnológicos em interfaces de áudio, microfones, controladores e softwares profissionais tornaram acessíveis ferramentas que antes eram exclusivas de ambientes corporativos ou de broadcast.
Nesse contexto, muitos músicos amadores já não buscam “produtos de entrada”. Buscam qualidade sonora, estabilidade e confiabilidade — atributos tradicionalmente associados a equipamentos profissionais.
Do hobby à mentalidade profissional
A mudança não é apenas técnica, mas também cultural. O consumidor pro-am adota rotinas, critérios e referências do universo profissional: compara especificações, pesquisa fluxos de trabalho, acompanha recomendações de engenheiros e criadores de conteúdo e prioriza marcas com reputação em ambientes exigentes.
O resultado é um músico que grava em casa com padrões próximos aos de estúdio, cuida de toda a cadeia de áudio e entende que a qualidade técnica faz parte de sua identidade artística, mesmo que a música não seja sua principal fonte de renda.
Impacto no varejo especializado
Para lojas de instrumentos musicais e áudio profissional, esse perfil representa oportunidades claras — e também desafios. O pro-am não compra por impulso nem apenas por preço. Ele valoriza orientação técnica, demonstrações práticas e soluções integradas.
Kits de gravação, pacotes para streaming, combinações de microfone, interface e software, ou sistemas compactos para uso ao vivo tornam-se mais atrativos do que produtos isolados. Além disso, esse consumidor evolui rapidamente: retorna para novas compras, atualiza e expande seu sistema com maior frequência do que o amador tradicional.
Educação e conteúdo como diferencial
Outro aspecto relevante do pro-am é a busca constante por conhecimento. Tutoriais, workshops, comparativos e conteúdos educativos influenciam diretamente a decisão de compra. Para o varejo especializado, isso transforma a educação do cliente em uma ferramenta estratégica: não apenas vender equipamentos, mas explicar por que e como utilizá-los melhor.
Lojas que oferecem clínicas, demonstrações ao vivo, conteúdo próprio ou suporte pós-venda fortalecem o relacionamento com esse público e se posicionam como parceiras técnicas, e não apenas como pontos de venda.
Um mercado que veio para ficar
Tudo indica que a onda pro-am não é passageira. A profissionalização do consumo musical, mesmo fora dos circuitos tradicionais, reflete uma mudança estrutural na forma de criar, compartilhar e monetizar música. Para fabricantes e varejistas, compreender esse perfil — suas motivações, expectativas e hábitos — será fundamental para sustentar o crescimento em um mercado cada vez mais híbrido entre o amador e o profissional.
Audio Profissional
BandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
Solo a R$ 1.699 e Trio a R$ 3.599 chegam ao mercado nacional com separação de instrumentos em tempo real, mixer de quatro canais e até 10 horas de autonomia
Existe um problema que todo músico que estuda, ensina ou cria fora do estúdio conhece bem. O cubo de prática básico não entrega o que o músico de hoje precisa. Montar um rig com pedalboard, amplificador e ferramenta de aprendizado custa espaço, peso e dinheiro. E os amplificadores portáteis com entrada para instrumento que existem no mercado, em geral, funcionam mais como alto-falante do que como equipamento de músico de verdade.
O JBL BandBox foi construído para atacar exatamente essa lacuna — e chegou ao Brasil no dia 7 de abril de 2026 com um lançamento que, por si só, já disse alguma coisa sobre a proposta do produto.
Um palco para quem usa instrumento de verdade
O evento aconteceu em São Paulo e foi conduzido por Fabiano Carelli, guitarrista do Capital Inicial há mais de duas décadas. Não um apresentador de palco, não um influenciador de tecnologia — um músico profissional que conhece a rotina de quem toca ao vivo e em estúdio.
Ao lado dele, uma lista que atravessou gerações e estilos: Clemente, fundador dos Inocentes e figura central da Plebe Rude; Charles Gavin, baterista da primeira formação dos Titãs; Rayane Fortes, cantora, guitarrista e multi-instrumentista cearense que virou todas as cadeiras no The Voice Brasil e hoje acumula projeção internacional; Thaide, nome do hip-hop nacional; e Felipe Vassão, produtor com múltiplos Grammy Latinos no currículo — responsável por álbuns de Emicida e Jota.pê, com mais de 400 mil seguidores no Instagram e um canal ativo sobre produção musical.
O evento foi lotado, com presença de jornalistas, lojistas de todo o Brasil, criadores de conteúdo e convidados do mercado. E o que aconteceu no palco não foi demonstração controlada: os músicos pegaram o BandBox ao vivo, sem ensaio prévio, e mostraram o equipamento em uso real. O resultado surpreendeu. Ver um instrumento sendo amplificado, efeitos sendo trocados em tempo real e a separação de elementos funcionando diante de uma plateia que entende de som é diferente de ver um vídeo institucional. É a diferença entre acreditar no produto e entender o que ele faz.
O que é o BandBox — e por que o enquadramento importa
A linha tem dois modelos. O BandBox Solo é compacto: até 30W de saída, uma entrada de guitarra ou microfone, reprodução de música via Bluetooth, afinador, metrônomo, looper, pitch shifter, modelos de amplificador e efeitos clássicos como phaser, chorus, tremolo e reverb. A bateria dura até seis horas. Conecta ao computador por USB-C e funciona como interface de áudio direta para o DAW — sem equipamento adicional.

O BandBox Trio é o modelo para grupos: 135W com woofer de 6,5″ e dois tweeters de 1″, quatro entradas simultâneas para instrumentos e microfones, mixer de quatro canais com tela LCD integrada, efeitos de microfone, bateria substituível e até 10 horas de autonomia. Dá para plugar guitarra, baixo, microfone e ainda ter canal livre. Ambos se conectam ao app JBL One para controle avançado de equalização, modelos de amp e cadeia de efeitos — mas os recursos básicos funcionam sem ele, direto no hardware.
O enquadramento correto não é caixa Bluetooth, não é cubo de prática, não é amp de palco. É uma categoria nova: amplificador portátil inteligente, com ferramentas de prática, criação e gravação no mesmo bloco.
A Stem AI: o diferencial que a imprensa internacional foi testar
O recurso central da linha é a tecnologia Stem AI: separação em tempo real de vocais, guitarra e outros elementos de qualquer música reproduzida via Bluetooth, sem necessidade de internet e sem upload prévio de arquivo. O músico escolhe o que quer remover ou isolar — a guitarra para aprender um solo, a voz para cantar por cima, a bateria para trabalhar o groove — e o processamento acontece direto no hardware.
Aplicativos como o Moises fazem algo parecido, mas exigem que o arquivo seja enviado antes. O BandBox faz isso enquanto a música toca. Essa diferença tem consequência prática real em sala de aula, em sessão de prática e no palco de um evento como o que aconteceu ontem em São Paulo.
A imprensa especializada testou e foi direta. O Guitar World classificou a ferramenta como uma das melhores que já viu para prática com IA. O Sound on Sound, referência técnica do setor de áudio, destacou que a inclusão de separação de stems em hardware autônomo, sem dependência de processamento em nuvem, é genuinamente significativa. A ressalva presente nos testes é que a separação não é perfeita em músicas com arranjos muito densos — mas o ponto relevante é que ela funciona bem o suficiente para uso prático real, e isso a imprensa confirmou com produto em mão.

O que isso inaugura para o ecossistema
Há uma geração de músicos — estudantes avançados, professores, produtores que trabalham em casa, criadores de conteúdo musical — para quem o setup ideal precisa ser compacto, completo e capaz de gravar. Esses músicos vivem hoje entre soluções parciais: o cubo básico que amplifica mas não tem recursos, o pedalboard que tem recursos mas ocupa espaço, a interface de áudio que grava mas não amplifica.
O BandBox tenta condensar tudo isso. Para professores e escolas de música, o Trio tem apelo direto: quatro entradas, ferramentas de acompanhamento com controle de elementos, looper e interface de gravação em um único equipamento portátil que substitui um rig inteiro em aulas individuais ou em grupo pequeno. Para o criador de conteúdo musical, a interface USB-C e a Stem AI são o argumento principal — gravar direto no DAW e montar acompanhamentos customizados em tempo real são funcionalidades com encaixe direto nesse perfil. Para o músico profissional que leva o instrumento de um lugar para o outro, o Solo é o equipamento que ele não encontrava nessa faixa.
E para as lojas de instrumento, o BandBox inaugura uma conversa nova. Não compete com o cubo de entrada. Compete com a decisão de não comprar nada — porque o músico ainda não encontrou um produto que fizesse tudo que ele precisava em um formato que coubesse na sua rotina.
O essencial
O JBL BandBox chega ao Brasil num momento em que o mercado de instrumentos carece de produtos que traduzam tecnologia de software em hardware portátil sem inflar o preço além do razoável. A separação de elementos em tempo real sem internet, combinada com amplificação, efeitos e interface de gravação em um só dispositivo, não tem precedente direto nessa faixa de preço e formato no Brasil — e o lançamento de ontem, com músicos de verdade mostrando o produto em uso real, foi a forma mais honesta de apresentar isso ao mercado.

Audio Profissional
WDC Networks passa a distribuir soluções Harman em áudio profissional
Parceria reforça estratégia de consolidar presença no mercado Pro-AV no Brasil.
A WDC Networks anunciou a inclusão das soluções da Harman em seu portfólio de áudio profissional, em um movimento que amplia sua atuação no mercado Pro-AV no Brasil.
A parceria foi apresentada oficialmente ao mercado no dia 25 de março de 2026, durante evento na sede da empresa, em São Paulo, voltado a integradores de diferentes regiões do país. A apresentação contou com a participação de Bruno Moura, vice-presidente e general manager da Harman para a América Latina.
Com o acordo, a WDC passa a distribuir inicialmente as marcas AMX, BSS, Crown e JBL, ampliando sua oferta para projetos de pequeno, médio e grande porte. A empresa também trabalha na introdução da marca Martin, voltada a aplicações de entretenimento e iluminação arquitetural.
Segundo a companhia, a integração das soluções da Harman fortalece a estratégia de atuação como fornecedor completo para o mercado, reunindo em um único portfólio tecnologias de processamento, controle, amplificação e sonorização.
De acordo com Bruno Rigatieri, diretor Comercial e de Marketing da WDC Networks, a nova parceria complementa o conjunto de marcas já distribuídas pela empresa, permitindo atender diferentes etapas de projetos de áudio profissional com maior abrangência.
A iniciativa ocorre em um contexto de expansão do mercado de áudio e vídeo profissional no país, com aumento da demanda por soluções integradas em projetos corporativos, eventos e entretenimento.
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