Empresas
Protestos do Sindbrinq empurram fábricas para a China
Fabricantes de instrumentos que optaram em reforçar benefícios aos trabalhadores lutam para manter os empregos no Brasil
Na manhã da sexta-feira (6), o Sindbrinq – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras nas Indústrias de Instrumentos Musicais e de Brinquedos SP, impediu a entrada dos trabalhadores da empresa Rozini para fazer uma assembléia forçada. Por uma questão de segurança, considerando o incidente que ocorreu na fábrica da Giannini, no município de Salto, interior de São Paulo, a policia foi chamada.
A categoria reivindica reajuste salarial com aumento real de 2% mais a reposição das perdas salariais de 3,74% do INPC. Entretanto, todas as empresas do setor já repassaram aumento de 3,74% para evitar as perdas salariais da inflação.
Rozini e demais empresas oferecem mais do que está em convenção
O que está sendo discutido é o aumento real de 2%. Entretanto, o sindicato dos trabalhadores que escondeu dos trabalhadores que a Rozini Instrumentos Musicais vem há anos pagando mais do que a Convenção Coletiva. Um dos exemplos é que a empresa não desconta do trabalhador os 6% de participação do Vale Transporte que a Lei solicita.
Para Daniel Neves, presidente do Sindicato Patronal de instrumentos musicais, pede bom senso do sindicato laboral. “O sindicato laboral precisa entender o que está ocorrendo nas empresas e o que elas pagam a mais do que o que está em convenção coletiva”, diz Neves. “Queremos manter a indústria no Brasil e o sindicato laboral deve se abrir para a conversa franca e propositiva”, comenta Neves.
Sindicato quer que os funcionários paguem um dia de trabalho
Outro ponto que escondido dos trabalhadores é que o Sindicato dos Trabalhadores quer que todo funcionário pague o equivalente a um dia de trabalho. “Esse valor dá mais do que os 2% de aumento real que eles (o sindicato) estão dizendo lutar”, diz Neves. “Queremos que os trabalhadores tenham consciência no que está sendo escondido deles”, finaliza.
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