Empresas
Opus Musical lidera no segmento de suportes para pianos
Publicado
4 anos agoon
Nascida em meio a pandemia, Adriano Afonso, empreendeu e dobra a aposta em móveis suporte para instrumentos
Adriano Afonso iniciou no mercado musical em 2002, como representante comercial em Minas Gerais. Pouco tempo depois, Adriano mudou-se para o Centro-Oeste, atuando em Brasilia e região.
Empreendedor com talento para marcenaria, em 2020, meio a pandemia de COVID19, Adriano começou a se envolver com móveis planejados e em seguida, iniciou as atividades com móveis para pianos digitais e banquetas.
Música & Mercado conversou com Adriano para entender um pouco mais de seu trabalho. Confira
Música & Mercado: Como você iniciou a empresa?
Adriano Afonso: Iniciei a Opus Musical, empresa direcionada a suportes de pianos e de teclados, qdo na pandemia, comecei fabricar móveis planejados, assim me envolvendo no mundo da marcenaria, vi a possibilidade de desenvolver um produto que atendesse nosso ramo musical. Começamos num apto de 30m², com muito esforço e dedicação, hoje estamos num galpão de 200m², com nossa equipe hoje já estamos atendendo vários estados do Brasil.
A Opus Musical é uma inspiração minha, sempre quis criar algo que fizesse a diferença no ramo em que eu ja estava inserido, o suporte em X é simples e um padrão que já sendo utilizado a muito tempo, que não era agrega nenhum diferencial ao “nosso mundo de teclas”.
A pandemia acompanhada de “lockdown” fez com que o mercado parasse, isso me forçou temporariamente a iniciar na área de marcenaria, em um espaço de 30m², foi quando nesse meio tempo coloquei aquela idéia em prática e finalmente dei início ao projeto que eu tanto sonhava, assim comecei a projetar, produzir e comercializar no mercado local os suportes mais sofisticados do mercado atual brasileiro, era o início de um sonho.
Atualmente estamos em um galpão de 200m² e crescendo exponencialmente, atendendo diversos Estados do país, como Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e no Distrito Federal (com a sede em Brasília).

Música & Mercado: Atualmente, quais são seus canais de venda? (Lojistas, direto etc)
Adriano Afonso: Hoje atuamos somente com lojas especializadas, ajudando nossos clientes facilitar a venda no preço final dos pianos digitais e tbm teclados. Hoje atendemos apenas lojas especializadas na área musical, e temos conseguido atingir nossos objetivos que são agregar valor aos produtos e as vendas, tendo como resultado grande satisfação dos nossos parceiros e seus clientes finais.
Música & Mercado: Como você percebeu que haveria possibilidade de crescimento?
Adriano Afonso: Com a pandemia, vi que estava com falta de produtos no mercado. Quis desenvolver um produto pra piano digital e tbm teclados, como sou representante e, vendendo os mesmos, vi que podia ajudar vários clientes terem mais acesso ao tipo de produto, pra facilitar a venda na ponta, fazendo um custo benefício que ajudaria girar mais essa linha num todo.
Durante a pandemia, a escassez de produtos era um problema sério e nisso vi a necessidade de fazer algo diferente, então comecei a desenvolver um produto que poderia mudar o cenário de pianos digitais e teclados, agregando valor ao produto e aumentando faturamento final, com custo justo e qualidade profissional.
Música & Mercado: Qual a situação mais difícil você passou neste processo da nova empresa?
Adriano Afonso: Minha maior dificuldade foi sem dúvidas o projeto dos produtos para solucionar aquilo que não tinha no mercado, com eficiência, qualidade, beleza e praticidade. Acredito que o início sempre é o mais complicado, não que hoje seja fácil, mas como desde meus 13 anos de idade estou na área musical e nessa época trabalhava em uma fábrica de caixas de som profissionais e especificamente na área de produção, essa experiência foi o que me ajudou a montar e gerir a linha de produção.
Música & Mercado: O que você espera do futuro?
Adriano Afonso: Hoje nosso plano é continuar crescendo gradativamente e ajudando nossos clientes e conquistar mais parceiros neste caminho, e com os pés no chão sempre buscando aumentar nossa produção, desenvolver mais produtos e sempre melhorar a qualidade e o atendimento. Em breve estaremos nas redes sociais pra aumentar a divulgação da marca, acesso e continuar crescendo.
Música & Mercado: Quais são 5 os produtos mais vendidos?
Adriano Afonso: Os produtos mais vendidos são as estantes de pianos digitais e teclados, desenvolvidos para atender às principais marcas e mais conceituadas no mercado atual. Nossos suportes e estantes são os modelos EP45, EP160, EP125, EP373 e nossa banqueta B56 , com assento em couro sintético com 6 botões que retoma o estilo clássico e proporciona maior conforto.
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Instrumentos Musicais
O “quiet tech” musical: como a tecnologia silenciosa está mudando a prática urbana
Publicado
6 dias agoon
26/01/2026
Equipamentos mais silenciosos, compactos e portáteis redefinem a forma de estudar, produzir e criar música nas grandes cidades.
A vida urbana vem transformando profundamente a relação de músicos, produtores e criadores com seus instrumentos e equipamentos. Em apartamentos, home studios e espaços compartilhados, o volume deixou de ser apenas uma questão artística para se tornar também um fator prático do dia a dia. Nesse cenário, ganha força uma nova tendência: o “quiet tech” musical.
O termo engloba uma nova geração de equipamentos pensados para reduzir o impacto sonoro sem abrir mão de qualidade, sensação e funcionalidade. Entre os exemplos mais visíveis estão as baterias híbridas e eletrônicas com soluções de prática silenciosa, os monitores de estúdio compactos otimizados para trabalhar em volumes moderados e as soluções de tratamento acústico portátil, voltadas para espaços temporários ou não dedicados.
A cidade como motor da mudança
O crescimento das grandes cidades, somado à consolidação do home studio como principal ambiente de produção musical, acelerou esse movimento. Cada vez mais músicos trabalham em apartamentos, quartos multifuncionais ou estúdios improvisados, onde o controle de ruído é tão importante quanto a qualidade sonora.
Diante dessa realidade, fabricantes vêm respondendo com produtos mais eficientes, compactos e silenciosos, que permitem estudar, gravar e produzir sem conflitos com vizinhos, horários ou limitações de espaço.
Menos volume, mais controle
As baterias híbridas e eletrônicas, por exemplo, deixaram de ser apenas ferramentas de palco ou estúdio e passaram a ocupar um papel central como instrumentos de prática silenciosa, preservando a sensação física da execução. O mesmo acontece com os monitores nearfield de nova geração, projetados para oferecer resposta precisa mesmo em níveis de pressão sonora mais baixos.
A isso se soma o crescimento das soluções de acústica modular e portátil, como painéis dobráveis, cabines móveis e sistemas de absorção temporários, que permitem transformar rapidamente um ambiente comum em um espaço de trabalho funcional.
Uma tendência com impacto direto no mercado
O “quiet tech” não é uma moda passageira, mas sim uma resposta estrutural às mudanças na forma de criar música. Para marcas, distribuidores e lojas especializadas, esse segmento representa uma oportunidade clara de crescimento, especialmente entre músicos urbanos, produtores independentes e criadores de conteúdo.
Mais do que vender potência e volume, o mercado passa a valorizar controle, eficiência, portabilidade e convivência. Nas grandes cidades, a tecnologia silenciosa deixa de ser diferencial e passa a fazer parte do novo padrão da produção musical.
Você tem algum produto quiet tech na sua loja? Conte-nos!
Distribuição
Sonotec celebra 55 anos conectando músicos brasileiros às melhores marcas internacionais
Publicado
1 semana agoon
23/01/2026
A Sonotec Music & Sound comemora em 2026 seus 55 anos de história, consolidando-se como uma das mais importantes distribuidoras de instrumentos musicais e equipamentos de áudio profissional no Brasil — com uma trajetória que começou em uma pequena loja e se transformou em referência nacional no setor.
Fundada em 21 de janeiro de 1971, em Presidente Prudente (SP), a Sonotec nasceu da visão empreendedora de Renato S. Silva, então técnico em eletrônica, que identificou uma oportunidade de negócio no segmento musical em expansão. Inicialmente um ponto de varejo com apenas 14 m², a empresa cresceu de forma constante ao longo das décadas, atendendo músicos, artistas e profissionais de áudio com marcas e produtos de alta qualidade.
Com o passar dos anos, a Sonotec expandiu sua atuação, passando a importar e distribuir instrumentos e equipamentos de marcas consagradas mundialmente. Desde os primeiros contratos exclusivos, como o da Takamine para o Brasil no início dos anos 1990, a empresa consolidou uma presença marcante nos palcos e estúdios brasileiros e latino-americanos.


Hoje, com mais de 20 marcas representadas — incluindo Takamine, Strinberg, Gretsch, Zeus, D One, Antares, Cadenza, LP, Orleans e muitas outras — o portfólio da Sonotec já supera mil itens, atendendo uma base ampla e diversificada de músicos, luthiers, lojas e integradores em todo o país.
Ao longo de mais de cinco décadas, a Sonotec também expandiu sua infraestrutura: em 2009 inaugurou sua sede com 3.900 m² em Regente Feijó (SP) e, diante do crescimento contínuo, ampliou essa estrutura para cerca de 8.000 m², reforçando capacidade logística, estoque e atendimento.


“Nosso compromisso sempre foi trazer ao público brasileiro o melhor do mercado, com profissionalismo, estoque robusto e um olhar atento às necessidades reais dos músicos”, afirma a direção da empresa, destacando a importância de se manter atualizada e próxima do mercado nacional.
A Sonotec celebra seu 55 aniversário com o reconhecimento adquirido ao longo de anos de trabalho dedicado — conectando músicos a instrumentos e soluções que fazem parte do som do Brasil.
Audio Profissional
Multilaser compra operação da Sennheiser no Brasil em aposta de R$ milhões no mercado de áudio profissional
Publicado
1 semana agoon
23/01/2026
Grupo que fabrica eletrônicos populares assume distribuição exclusiva de marca alemã premium, enquanto ex-parceira CMV sobe para comando regional na América Latina.
A Multilaser, conhecida por produzir TVs, computadores e eletroportáteis para o varejo de massa, acaba de entrar no segmento de áudio profissional pela porta da frente: assumiu a distribuição exclusiva da Sennheiser no Brasil, uma marca alemã de 80 anos que equipa estúdios, emissoras e salas de reunião corporativas no mundo inteiro.
O movimento não é uma simples troca de distribuidor. É uma reorganização estratégica que revela como fabricantes globais estão repensando suas operações na América Latina — e como empresas brasileiras com infraestrutura robusta podem capturar oportunidades em mercados de nicho e alto valor agregado.
Da parceria local ao comando regional
Por mais de uma década, a CMV Audio Group foi a parceira nacional da Sennheiser no Brasil. Agora, foi promovida a Regional Partner para toda a América Latina, exceto México. A mudança libera a empresa para focar em desenvolvimento de mercado e alinhamento estratégico regional, enquanto a Multilaser assume importação, logística, gestão comercial e estoque local.
Não é uma saída — é uma divisão de papéis. A CMV sobe na hierarquia e amplia território. A Multilaser entra com músculo operacional.
Para garantir a transição, Daniel Reis, sócio da CMV e executivo responsável pela operação latino-americana da Sennheiser, passa a integrar o quadro executivo da Multilaser. Parte da equipe técnica da CMV acompanha o movimento.
Por que a Multilaser?
A escolha tem lógica empresarial clara. A Multilaser opera um complexo industrial em Extrema (MG), duas fábricas na Zona Franca de Manaus e mantém laboratório de engenharia na China. Distribui mais de 3 mil produtos em 40 mil pontos de venda. Já trabalha com marcas internacionais como DJI, Targus e Toshiba.
Ou seja: tem escala, capilaridade e experiência em importação e logística. Exatamente o que faltava para a Sennheiser expandir no Brasil sem depender de estruturas externas ou prazos longos de importação.
O portfólio que a Multilaser passa a operar inclui microfones sem fio, sistemas de conferência, equipamentos de monitoramento e soluções para produção musical. O público-alvo não é o consumidor final, mas o canal profissional: integradores, locadores, revendedores e subdistribuidores.
O que está em jogo
Para a Sennheiser, trata-se de ganhar velocidade em um mercado que cresceu e se sofisticou. Eventos ao vivo voltaram com força, empresas investiram em salas de conferência híbridas, igrejas e universidades modernizaram infraestrutura de som. A demanda existe — mas só com operação local é possível atendê-la com agilidade.
Para a Multilaser, é a chance de migrar para segmentos de margem mais alta. Fabricar eletrônicos de consumo é um negócio de volume e margem apertada. Distribuir equipamentos premium para canais B2B é outra história: margens melhores, clientes recorrentes, contratos de maior ticket médio.
Para a CMV, representa consolidação regional. Sair da operação brasileira para assumir a América Latina não é rebaixamento — é expansão de mandato.
O desafio da execução
A infraestrutura está montada. A equipe de transição, definida. Mas resta a pergunta estratégica: a Multilaser conseguirá traduzir a filosofia de uma marca construída sobre precisão técnica e atendimento consultivo?
Áudio profissional não é mercado de prateleira. É relacionamento, suporte técnico, conhecimento de aplicação. A Sennheiser atende engenheiros de som, diretores técnicos de TV, gerentes de TI corporativo. Gente que não compra pelo preço — compra pela confiabilidade.
A Multilaser tem escala. Agora precisa provar que tem expertise.
Sinais de um mercado maduro
O acordo Sennheiser-Multilaser-CMV é sintoma de algo maior: o mercado brasileiro de tecnologia atingiu maturidade suficiente para que marcas globais confiem em estruturas nacionais para operar segmentos sofisticados.
Não é mais sobre importar e revender. É sobre ter capacidade de gerenciar cadeias complexas, manter estoque técnico, treinar canais especializados e garantir suporte pós-venda em escala nacional.
Para empresas brasileiras com ambição de crescer além do varejo de massa, esse é o caminho: capturar operações de marcas internacionais que precisam de infraestrutura local, mas não querem construí-la do zero.
A Multilaser apostou nisso. Agora é entregar.
Áudio
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