A C. F. Martin & Co. (Martin Guitar) apresentou no NAMM uma vasta gama de violões de edição limitada e alguns modelos que prometem ser “únicos”. Descubra o que há de novo a seguir.
O CEO 10 é o primeiro modelo projetado pelo CEO da Martin, Thomas Ripsam, e é limitado a 100 instrumentos. Além disso, havia três instrumentos pintados à mão por Robert Goetzl, um violão único do designer vencedor do Grammy Klaus Voormann e uma ode inovadora ao Bitcoin.
CEO 10
Este violão 000-14 é feito de jacarandá guatemalteco, e o tampo e a estrutura são feitos de abeto europeu certificado pelo FSC. O tampo também apresenta um acabamento em tom âmbar de 1933. Outras características incluem encadernação em maple europeu, uma sela de osso compensada, pinos de ponte de osso com pontos de abalone em uma ponte de ébano e escala de ébano incrustada com abalone estilo Foden. Tarraxas douradas e incrustações de headstock em jacarandá guatemalteco completam o visual. O modelo também vem com braço Vintage Deluxe, levemente assimétrico para maior conforto. Cada modelo inclui uma etiqueta assinada pelo CEO da Martin, Thomas Ripsam, e numerada em sequência. Este modelo é limitado a 100 peças.
D-Robert Goetzl 6 (Rabbit)
Este violão artístico foi inspirado no ano do coelho do zodíaco chinês e apresenta obras de arte originais do artista Robert Goetzl pintadas à mão na caixa de ressonância. Agora o sexto de uma série, os modelos D-Robert Goetzl apresentam fundo e laterais em jacarandá da Índia com acabamento brilhante, tampo em Sitka spruce e suporte em X recortado para frente. Eles também incluem uma escala e ponte de ébano e um logotipo de script estilizado no headstock e uma etiqueta de papel assinada pelo artista.
Goetzl 0 Tenor Uke
Este ukulele tenor único foi pintado à mão pelo artista Robert Goetzl, apresentando um tema floral havaiano na parte superior e fundo. Não é apenas uma obra de arte impressionante, mas o ukulele é feito de um belo mogno afundado que foi recuperado do fundo de um rio em Belize. Embora ainda ofereça um tom quente e amadeirado, o mogno afundado é mais denso que o mogno comum e oferece maior complexidade harmônica. O ukulele inclui uma etiqueta de papel assinada pelo artista.
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OM Biosphere
Um lembrete para preservar nosso planeta para as gerações futuras. Apresentando o apoio da empresa para preservar e reabastecer os recifes de corais, que são alguns dos ecossistemas mais diversos e valiosos da Terra, o tampo é adornado com obras de arte impressionantes do renomado artista Robert Goetzl, retratando uma cena colorida do oceano. Este modelo é 100% certificado pelo FSC e é o segundo violão sem plástico produzido hoje, precedido pelo violão 00LEarth. Até a mochila é sustentável: é feita de cânhamo, uma novidade da Martin.
D-28 Klaus Voormann
Klaus Voormann, mais conhecido por sua arte vencedora do Grammy na capa do álbum Revolver dos Beatles, agora agraciou um violão Martin com uma nova arte original que foi criada com seu filho Maxi. A obra de arte simboliza a “música da paz”, com pombas brancas aparentemente carregando vários instrumentos musicais com cordas longas e ondulantes. A tela da obra de arte é um D-28 moderno, como o interpretado pelo amigo de longa data de Klaus, Paul McCartney. A obra de arte é única, nunca duplicada, e inclui as assinaturas de Klaus e Maxi.
D-42 Bitcoin
Este modelo foi criado como um aceno para a mais nova moeda global, Bitcoin. Inclui uma moeda de ouro maciço de uma onça embutida no headstock. Ele também inclui incrustações exclusivas nos braço e headstock. Apresenta fundo e laterais em jacarandá guatemalteco e é combinado com abeto Englemann, que é mais leve que a maioria das madeiras nobres e pode atrair músicos que gostam de tocar suavemente sem perder a complexidade do timbre.
Revisão dos pads de mesh, ajuste de sensibilidade e cuidados com o módulo são essenciais para estabilidade em palco e estúdio.
Baterias eletrônicas e sistemas de trigger se tornaram parte importante de estúdios, shows e produções modernas. Diferente da bateria acústica, porém, seu funcionamento depende tanto do estado físico dos pads quanto da calibração eletrônica do sistema.
Uma manutenção simples e periódica pode evitar um dos problemas mais comuns nesses setups: o false triggering, quando um único golpe dispara múltiplos sons ou ativa triggers indesejados.
Revisão dos pads de mesh
Pads de mesh utilizam sensores piezoelétricos que captam a vibração do golpe. Com o uso, a tensão da pele pode mudar e afetar a resposta do pad.
Alguns pontos importantes de verificação:
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Tensão da pele: se estiver muito frouxa, o rebound aumenta e pode gerar disparos extras; se estiver muito apertada, a sensibilidade diminui.
Cone interno de espuma: muitos pads usam um cone que transmite a vibração ao sensor. Com o tempo ele pode deformar.
Desgaste localizado: bater sempre no mesmo ponto pode alterar a resposta da superfície.
Ajustar regularmente a tensão da pele com a chave apropriada ajuda a manter a resposta consistente.
Como evitar false triggering
Disparos falsos geralmente ocorrem quando o sistema interpreta vibrações externas como golpes.
As causas mais comuns incluem:
vibração transmitida pelo rack
sensibilidade mal configurada
pads muito próximos entre si
cabos defeituosos
No módulo, parâmetros importantes para ajustar são:
sensibilidade (sensitivity)
threshold
retrigger cancel
mask time
Esses ajustes permitem que o sistema reconheça o golpe real e ignore vibrações secundárias.
Cabos e conexões
Cabo defeituoso é uma das causas mais frequentes de falhas em baterias eletrônicas.
Boas práticas incluem:
verificar conectores regularmente
evitar dobrar cabos próximos ao plug
usar cabos de qualidade
organizar e identificar conexões em setups maiores
Cuidados com o módulo
O módulo é o centro de processamento do sistema e merece atenção especial.
Alguns cuidados básicos:
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evitar poeira e umidade
manter firmware atualizado
fazer backup de configurações
transportar em case acolchoado em turnês
Precisão depende de manutenção
A grande vantagem das baterias eletrônicas é a consistência sonora. Mas isso depende de pads bem ajustados, sensores em bom estado e parâmetros calibrados corretamente.
Um sistema bem mantido garante algo essencial para qualquer baterista: cada golpe disparando exatamente como deveria.
Marca lança versões especiais de alguns de seus modelos mais famosos e captadores signature de artistas.
A fabricante EMG Pickups anunciou uma série de sets de captadores de edição limitada para comemorar seus 50 anos de inovação em captadores ativos.
Fundada na Califórnia em 1976, a empresa tornou-se referência no rock e no metal graças aos captadores ativos conhecidos por alto nível de saída, baixo ruído e grande definição mesmo com alta distorção.
Para celebrar o aniversário, a marca lançou uma coleção especial que reúne modelos clássicos com estética retrô, acabamentos exclusivos e versões especiais de captadores signature.
Sets com visual clássico
Entre os lançamentos estão os sets 81/85 e 81/60 “Original Logo”, que recuperam o logotipo histórico da marca em uma edição limitada inspirada nos primeiros anos da empresa.
Essas configurações ficaram famosas entre guitarristas de rock e metal, especialmente o modelo 81, conhecido pelo ataque definido e clareza mesmo sob alta distorção.
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Modelos signature em edição especial
A coleção também inclui versões comemorativas de captadores ligados a artistas que marcaram a história da EMG:
JH “Het” Sandblasted Set – signature de James Hetfield
KH “Bone Breaker” Spectrum Set – signature de Kirk Hammett
RT “Rip Tide” Gold Set – captador de baixo associado a Robert Trujillo
Richie Faulkner RF “Falcons” Set – modelo signature do guitarrista do Richie Faulkner
Lee Sklar P Set – reeditação de um design clássico do baixista Lee Sklar.
Mais novidades ao longo do ano
Segundo a empresa, os lançamentos fazem parte de uma série de iniciativas planejadas para celebrar o aniversário. Nos próximos meses, a marca promete anunciar novos produtos, reedições históricas e outros modelos limitados.
Com cinco décadas de história, a EMG continua sendo uma das empresas mais influentes no desenvolvimento de captadores ativos — tecnologia que utiliza um pré-amplificador alimentado por bateria para melhorar controle de sinal e reduzir ruído.
Flange With No Name, BM-17 Frequency Box e Ring Stinger chegam com proposta criativa para guitarristas, produtores e sound designers.
A Behringer anunciou três novos pedais que apostam na exploração sonora e na criação de texturas pouco convencionais: Flange With No Name, BM-17 Frequency Box e Ring Stinger. Em comum, os modelos trazem conceitos tradicionalmente associados a pedais boutique e equipamentos experimentais, agora em formatos mais acessíveis e voltados a setups modernos que misturam guitarra, síntese e produção musical.
Flange With No Name: modulação com caráter vintage
O Flange With No Name resgata a estética dos flangers boutique dos anos 90, conhecidos pelo uso em cenas alternativas e experimentais.
A proposta vai além da modulação tradicional, funcionando como uma ferramenta de criação de texturas.
Aplicações práticas:
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ambiências em guitarras atmosféricas
produção eletrônica e sound design
efeitos psicodélicos e shoegaze
camadas criativas em estúdio
BM-17 Frequency Box: pedal com lógica de sintetizador
O BM-17 Frequency Box atua como um VCO independente, podendo gerar sinal próprio ou responder ao áudio de entrada.
Na prática, aproxima o pedalboard do universo dos sintetizadores modulares.
Usos possíveis:
criação de drones e timbres sintéticos
integração com synth setups
efeitos experimentais ao vivo
design sonoro para trilhas e produção eletrônica
Ring Stinger: ring modulator + fuzz em um só pedal
O Ring Stinger revive um clássico cult dos anos 90 combinando modulação em anel e fuzz em um único circuito, permitindo sons metálicos, agressivos e altamente experimentais.
Onde se destaca:
rock alternativo e noise
texturas industriais
riffs experimentais
criação sonora fora do padrão tradicional
Pedais como ferramentas de criação
Os três lançamentos mostram uma mudança interessante no mercado: pedais deixam de ser apenas efeitos complementares e passam a atuar como ferramentas de criação sonora.
Em vez de buscar apenas timbres clássicos, a proposta aqui é expandir possibilidades — aproximando guitarristas do universo da síntese e do sound design.