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Festival Salvador Jazz anuncia edição de 2026
Evento confirma nomes como Sandra Sá, Amaro Freitas, A Cor do Som e Aguidavi do Jêje e reforça a conexão entre jazz e identidade afro-brasileira em Salvador.
O Festival Salvador Jazz volta a ocupar o Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, entre 27 e 31 de maio de 2026, com uma proposta que amplia o conceito tradicional do jazz e reforça o diálogo do gênero com matrizes afro-brasileiras e afrodiaspóricas. A expectativa da organização é reunir cerca de 15 mil pessoas ao longo da programação.
Realizado há seis anos na capital baiana, o evento se consolidou como um dos principais festivais regionais dedicados à música instrumental, ao jazz e às sonoridades contemporâneas. Ao longo das edições anteriores, o festival recebeu nomes como Orkestra Rumpilezz, Mayra Andrade, Luedji Luna, Bixiga 70, Spok Frevo, Pradarrum, Marcos Suzano e Jonathan Ferr.
Para 2026, a programação terá artistas como Sandra Sá, A Cor do Som, Amaro Freitas e Aguidavi do Jêje, em uma grade que mistura jazz, R&B, soul, afrobeat, MPB e ritmos africanos. A proposta é aproximar o público de uma leitura mais ampla do gênero, conectada à identidade musical da Bahia.
A curadoria é assinada pela produtora cultural Fernanda Bezerra e pelo pesquisador, historiador e músico Fabrício Mota. Segundo os curadores, o festival trabalha com uma ideia expandida de jazz, valorizando tanto sua pluralidade quanto o diálogo com outros gêneros.
“No Salvador Jazz, trabalhamos com um conceito ampliado de jazz, valorizando sua pluralidade e diálogos com outros gêneros musicais. Nosso objetivo é apresentar ao público uma programação que transita entre o jazz tradicional, a música instrumental brasileira, o afro-jazz e novas sonoridades contemporâneas, reforçando Salvador como um polo criativo e aberto à diversidade musical”, afirmam.
A organização destaca ainda o recorte de representatividade da programação. Em Salvador, cidade do estado mais negro do país, 70% da grade é ocupada por artistas negros e 50% da programação é assinada por mulheres neste ano.
Para Mú Carvalho, pianista, compositor e integrante de A Cor do Som, o festival ganha relevância em um momento de transformação da indústria musical. “Jazz é a mais pura e sincera expressão da música. Nesses tempos de inteligência artificial e de milhares de músicas subindo para as plataformas digitais, a relevância do jazz, de músicos de verdade tocando com sentimento, se torna ainda mais necessária”, afirmou.
A edição de 2026 do Festival Salvador Jazz é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Nordeste, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com produção da Maré Produções Culturais.
Foto de Diego Bresani
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