A seção brasileira da Audio Engineering Society anunciou o cancelamento da edição 2017 no País, que esse ano seria realizada junto com a SET em agosto. Já nos Estados Unidos, a AES se unirá à NAMM Show 2018 em um novo formato: AES na NAMM
Com a visão de seguir fortalecendo a indústria musical e de áudio profissional, a National Association of Music Merchants (NAMM) e a Audio Engineering Society (AES) anunciaram uma nova aliança colaborativa que integrará atividades educativas de treinamento em áudio profissional relacionadas com som ao vivo, rendimento de áudio, tecnologia de gravação e outros temas na NAMM Show 2018, que será realizada de 25 a 28 de janeiro em Anaheim, Califórnia.
Como parte da integração e afiliação, a AES na NAMM estabelecerá um novo formato único. As sessões técnicas da organização, apresentações de oradores experientes, workshops e tutoriais, assim como eventos de conexão e oportunidades sociais, se unirão como um segmento das ofertas de desenvolvimento profissional da NAMM Show para músicos e profissionais de áudio.
“O áudio está em todos os lados e é uma parte crescente da NAMM”, disse o presidente da Audio Engineering Society, Alex Case. “Quando se trata de áudio profissional, assistentes e expositores querem conhecer mais e soar melhor; estão cantando a nossa música. Temos certeza de que um crescente número de assistentes vai querer experimentar essas emocionantes oportunidades educativas na AES, testar novos produtos de áudio e ampliar suas redes de contato para fazer amizade com profissionais do áudio por meio da AES na NAMM”.
“Como plataforma para negócios e aprendizagem, a NAMM Show une a música global e o ecosistema de som de uma maneira única”, comentou Joe Lamond, presidente e CEO da NAMM. “E por meio da nossa colaboração com os apaixonados membros e líderes da AES, agora estamos mais unidos em uma visão compartilhada para mostrar novos produtos, tecnologias e ofertas educativas para o bem de toda a industria.”
Cabe destacar que, para 2018, a NAMM está pensando em disponibilizar um pavilhão exclusivo para marcas de áudio profissional, totalmente separado da área de instrumentos musicais.
Detalhes adicionais sobre cadastro, sessões de documentos técnicos, workshops e tutoriais para o próximo evento AES na NAMM, incluindo temas do programa e oradores experientes, junto com outras oportunidades de desenvolvimento educativo e profissional da NAMM, estarão disponíveis em breve.
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No Brasil, o dado mais importante é que a edição 2017 da AES Brasil Expo foi cancelada, adiando o evento para 2018. Profissionais da indústria comentaram para a Música & Mercado sobre o possível descontento de algumas empresas locais, não só pela mudança de data mas também pela iniciativa de ser realizada junto com a SET – evento de engenharia de broadcast, produção audiovisual e novas mídias – o que misturaria muito o público alvo do evento. Por esses motivos e perante a incerteza do sucesso do evento, os expositores estariam duvidosos com a sua decisão e participação decidindo esperar para ver qual será a reação dos organizadores.
[editado 15/agosto/2017 – 13h:40]
Joel Brito, da AES Brasil escreve no site da AES
21a. Convenção da AES Brasil adiada
Joel brito, da AES Brasil
“As dificuldades das empresas no mercado de som, luz e audiovisual, a instabilidade econômica do país e o resultado de outros eventos já realizados este ano levou a direção da AES Brasil a adiar sua Convenção Anual. A nova data prevista é entre os dias 22-24 de maio de 2018.
A complexidade e responsabilidade de organizar um evento desta magnitude é enorme e cabe aos organizadores manterem um padrão de qualidade, reconhecido há mais de duas décadas, não seguindo adiante se não pudermos atender as expectativas.
A organização agradece o apoio das empresas, órgãos de imprensa, colaboradores e, principalmente, dos participantes e visitantes, reiterando nosso compromisso em, mais uma vez, em 2018 organizar o melhor evento educacional e de encontro dos profissionais das áreas técnicas e comerciais do mercado.
Obrigado pela atenção e distribuição desta informação, a fim da não causar inconvenientes aos milhares de participantes de nosso evento.”
A Harrison Audio anunciou o lançamento do Harrison DeNoiser Plug-in, uma ferramenta de limpeza de diálogo e voz com latência zero, desenvolvida para engenheiros de pós-produção, broadcasters, técnicos de som ao vivo e criadores de conteúdo.
Reconhecida por seu papel histórico no som de Hollywood, a empresa traz para o ambiente das DAWs parte da tecnologia presente em suas consolas MPC, usadas em grandes produções cinematográficas.
Ao longo de mais de cinco décadas, a Harrison esteve por trás do som de franquias como Indiana Jones, Spider-Man, James Bond, Jurassic Park, Harry Potter, Bohemian Rhapsody e Ford v Ferrari. O novo plug-in busca aplicar esse padrão de processamento a tarefas cotidianas, como diálogos gravados em ambientes desafiadores, vozes com baixo nível de sinal ou registros comprometidos por ruído ambiente.
O DeNoiser oferece redução de ruído rápida e transparente, preservando o timbre original da voz sem introduzir artefatos perceptíveis. Para isso, incorpora cinco faixas de denoise, quatro modos de relação sinal-ruído (SNR) e seis controles multibanda, que permitem ajustes precisos por frequência. Sua tela de espectro dinâmico exibe em tempo real o sinal de entrada, a impressão do ruído e a redução aplicada.
O sistema opera com zero amostras de latência, o que facilita seu uso em transmissões ao vivo, fluxos acelerados de pós-produção ou setups híbridos de estúdio. Além disso, conta com presets projetados para problemas comuns de voz e diálogo, entregando soluções rápidas em projetos com prazos apertados.
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Principais recursos
Processamento em tempo real com latência zero Cinco faixas de redução e quatro modos SNR Seis deslizadores multibanda para ajuste por frequência Limpeza transparente, sem artefatos Visualização em tempo real do espectro e da redução aplicada Presets para problemas recorrentes de voz e diálogo
Uma atualização do CDX14-3030 com melhorias em linearidade, durabilidade e resposta em altas frequências
A Celestion anunciou o CDX14-3035, um driver de compressão de alta frequência com saída de 1,4 polegada e diafragma de titânio em peça única. O novo modelo, parte da linha CDX14, substitui o CDX14-3030 e traz melhorias voltadas a maior potência, sensibilidade otimizada e flexibilidade para aplicações de reforço sonoro.
O CDX14-3035 eleva a potência nominal para 120 W AES e a potência contínua para 240 W, superando os valores de seu antecessor. O driver também oferece 108 dB de sensibilidade e um ponto mínimo de crossover de 800 Hz (12 dB/oct), ampliando seu campo de aplicações em relação ao modelo anterior. Segundo a empresa, seu desempenho em altas frequências é equivalente ao do CDX14-3045 — versão com ímã de neodímio —, mas em um formato com ímã de ferrita pensado para instalações fixas e sistemas de grande porte, onde custo e robustez são fatores decisivos.
O projeto utiliza um diafragma e suspensão de titânio em peça única, com geometria revisada para melhorar a linearidade do movimento. Um anel de fixação em polímero de alta temperatura ajuda a reduzir a distorção, enquanto a bobina móvel edgewound de 3 polegadas (75 mm), feita de alumínio revestido de cobre, foi projetada para suportar maiores demandas térmicas e mecânicas. O driver opera com impedância nominal de 8 ohms e possui saída de 35 mm / 1,4 polegada.
No lançamento, Ken Weller, Marketing Manager da Celestion, destacou que o modelo “oferece o desempenho de alta frequência característico da marca em um conjunto com ferrita voltado a soluções economicamente viáveis”, ressaltando a combinação de 108 dB de sensibilidade e 240 W contínuos como fatores essenciais para aplicações que exigem confiabilidade e alto nível de pressão sonora.
Uma nova ferramenta 3D para controlar o Logic Pro e moldar o som no espaço.
A Neumann anunciou o VIS – Virtual Immersive Studio, um aplicativo desenvolvido para o Apple Vision Pro que introduz uma abordagem tridimensional para a mixagem de áudio espacial. Com a ferramenta, a empresa inaugura uma nova etapa na produção imersiva ao permitir que criadores manipulem fontes sonoras como objetos visíveis em realidade aumentada.
O VIS substitui interfaces planas tradicionais por um ambiente 3D no qual é possível visualizar, mover e posicionar elementos sonoros por meio de gestos das mãos. A automação se torna uma ação física, e a mixagem passa a ter um caráter mais performático. Segundo a empresa, a intenção é permitir que o usuário “toque” o som e o molde de forma natural.
A aplicação se integra diretamente ao Logic Pro no Mac. Após o emparelhamento, o VIS aparece como um dispositivo dentro do software e pode ser exibido em uma tela virtual ajustável no Vision Pro. A baixa latência do sistema pass-through possibilita interagir com o equipamento físico do estúdio enquanto se trabalha em um espaço de mixagem virtual.
O VIS suporta monitoramento tanto por alto-falantes quanto por fones. Para fluxos móveis ou setups sem monitores físicos, inclui o RIME, plug-in proprietário da Neumann que processa áudio espacial em até 7.1.4. Combinado ao rastreamento avançado de cabeça do Vision Pro, o sistema oferece uma percepção espacial consistente, útil tanto em estúdios profissionais quanto em ambientes remotos.
Desenvolvido com base nas tecnologias AMBEO, o VIS incorpora algoritmos de acústica virtual projetados para criar uma sensação mais realista do espaço sonoro. Essa infraestrutura técnica torna a experiência imersiva mais precisa e acessível, reduzindo a complexidade comum dos fluxos de trabalho em áudio 3D.
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Principais recursos
Ambiente visual 3D para mixagens espaciais no Apple Vision Pro
Posicionamento de fontes sonoras por gestos
Integração completa com o Logic Pro no Mac
Visualização geral de todos os objetos de áudio
Rastreamento de cabeça com 3 graus de liberdade
Compatibilidade com monitoramento por alto-falantes ou fones via RIME
Com o VIS, a Neumann incorpora a computação espacial ao fluxo profissional de mixagem e oferece um sistema que combina hardware, software e gestos em um único ambiente. A empresa destaca que a tecnologia faz parte de uma estratégia mais ampla para impulsionar o uso de áudio imersivo e apoiar a evolução dos formatos tridimensionais.