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Prefeitura fecha Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo e 11 mil pessoas assinam em defesa
A mobilização pela continuidade da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo (OSNH) já reúne mais de 11 mil apoiadores em apenas dois dias.
A petição online, criada pelo Instituto Arlindo Ruggieri, busca sensibilizar a Prefeitura de Novo Hamburgo a reavaliar a decisão de encerrar o repasse de recursos que garante o funcionamento da orquestra.
A campanha está disponível na plataforma Change.org e destaca o papel histórico da OSNH, que há 72 anos é uma das instituições musicais mais tradicionais do Rio Grande do Sul.
Encerramento das atividades
Segundo o Instituto, a OSNH é a segunda orquestra mais antiga em atividade no Estado, ficando atrás apenas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Além dos concertos, o grupo é responsável por projetos sociais e educacionais, como o Festival Internacional de Música de Novo Hamburgo (FeMusiK) e o Núcleo de Orquestras Jovens, que oferece aulas gratuitas de instrumentos para jovens e crianças.
“Essa decisão impacta diretamente o acesso gratuito de estudantes a instrumentos como violino, violoncelo, contrabaixo e instrumentos de sopro”, afirma o texto da petição.
Apoio de artistas e entidades culturais
Entre os apoiadores, o cantor e compositor Nei Lisboa publicou um vídeo nas redes sociais criticando a medida. “Estamos falando de um valor menor que um milésimo do orçamento da prefeitura para manter uma instituição cultural e educacional como essa. Não há justificativa financeira que sustente essa decisão”, declarou o artista gaúcho.
Outros músicos, maestros e grupos parceiros também se manifestaram publicamente, reforçando o apelo para a manutenção da OSNH.
Posicionamento da Prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Novo Hamburgo reconheceu a relevância da orquestra, mas justificou a suspensão do apoio financeiro devido às dificuldades orçamentárias atuais. A administração municipal afirmou estar aberta a apoiar a OSNH na captação de recursos junto à iniciativa privada e ressaltou que o cenário poderá ser revisto no próximo ano.
“A situação é momentânea, devido à escassez de recursos”, conclui a nota da Prefeitura.
Enquanto isso, o movimento segue crescendo nas redes sociais e na comunidade cultural, com o objetivo de reverter a decisão e garantir a continuidade das atividades da orquestra.
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