Opinião: Estudar musica sempre… o conhecimento nos liberta!

Opinião: Estudar musica sempre… o conhecimento nos liberta!

por 11/03/2019

Educação musical tem mudado em todo o planeta, mas encontrar pessoas e compartilhar informação ao vivo é o que mantém o bom aprendizado da música ainda vivo

Motivado pelo lançamento do filme biografia “The Dirt” do Motley Crue (baseado no livro homônimo, escrito  pelo fantástico jornalista Neil Strauss),  voltei a  escutar  os  discos  desta icônica banda, que tanto acalentou meus sonhos roqueiros na adolescência e mantém minha veia roqueira pulsando na meia idade.

Revendo os vídeos antigos e novos destes ícones  fui preenchendo lacunas que a correria da vida nos lança e me deparei com o hilário, reality show , Tommy  Lee  goes  to  school…    onde nosso herói convive e assiste aulas num campus tradicional de uma universidade norte americana. Tirando o fator, obviamente “fake” que paradoxalmente envolve o conceito de realidade deste tipo de programa, nos traz  boas risadas e particularmente, o questionamento de buscar educação seja em  qual momento da vida.

O sistema educacional está passando por um repaginamento absurdo  em qualquer local do planeta, independente do meio e da mensagem que se posiciona.

Numa era cada vez mais digital e móvel, em que  o tempo  é cada vez   mais  fluido,  fica  o questionamento do trabalho no ambiente virtual(cada vez menos virtual, graças aos avanços insanos na tecnologia) se contrapondo ao físico(também, cada vez ironicamente, mais distante em função da nossa modernidade disruptiva.

Um professor de violão (o grande Daniel Clementi, fundador do Quaternaglia) costumava me dizer:__ “a minha matéria, o violão,  é muito misteriosa…não é linear e objetiva, como contra- ponto, harmonia ou estética e história…”

Esta é uma das grandes verdades de minha vida, na qual pude ao longo destes anos observar como o aprendizado musical  é tudo, menos uma linha reta com começo meio  e   fim  em  que  o nosso mistério, dualidades e todo coquetel de contradições que nos faz humano, está direta- mente  ligado ao histórico e  à visão de cada indivíduo.

Nosso  grande  desafio  é  saber  juntar  estes  dois universos,  aparentemente conflitantes, extrair o melhor de cada um, objetivar a fluidez do rio digital, sem perder o humanismo  que, com nosso erros e acertos, nos faz seres racionais.

Numa saideira de uma curso  que ministrei sobre  Jimi Hendrix,  estava   com  a   galera  no tradicional bolo com café falando sobre isso: _ a  necessidade   do  simples fato de   conviver, trocar experiências e visões, se dar o direito de uma  pausa entre pessoas que compartilhem a mesma paixão e interesse. É através deste mesmo encontro  que a rota do  aprendizado  de cada um toma verdade e direção…

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