Prolight Sound
Musikmesse e Prolight+Sound: a melhor feira da Europa
4 min de leitura
Esqueça aquele evento que centralizava o comércio mundial. A Musikmesse e a Prolight+Sound são agora feiras para comprar e vender produtos na Europa. E isso não é ruim.
Nos últimos quatro anos, a Musikmesse e a Prolight+Sound têm reduzido seu tamanho. Os comentários são diversos e geralmente negativos. Entretanto, tivemos uma percepção diferente na edição de 2018: ambas as feiras entenderam que a própria expansão dos eventos da Messe Frankfurt fracionou o público. Além de Frankfurt, na Alemanha, o grupo estatal Messe Frankfurt possui duas feiras na China, uma Prolight+Sound no Oriente Médio e duas feiras em parceria com a NAMM, na Rússia.
Se antes a Musikmesse era o grande ponto global de encontro para a compra de instrumentos musicais e a Prolight+Sound, de áudio e iluminação, a China veio para dividir os compradores OEM dos compradores de marcas reconhecidas. Há de se compreender a diferença entre o comércio mundial hoje em dia e o que era poucos anos atrás. O papel da Musikmesse e da Prolight+Sound mostrou-se cada vez mais resolvido e definitivamente não é mais de centralizar o comércio mundial, como ocorria anteriormente, mas de ser uma plataforma europeia para negócios na região, seja de importação ou exportação.
Brasileiros na Musikmesse e Prolight+Sound
Mais de 90 mil visitantes de 152 países visitaram ambas as feiras, apesar das greves de transporte público e de cerca de 800 cancelamentos de voos no início do evento. Mesmo assim, houve um aumento significativo na participação de visitantes profissionais (+10%) e mais visitantes de fora da Alemanha, o que resultou em um aumento adicional no nível de satisfação dos expositores (+7%).

A equipe da Música & Mercado ainda encontrou representantes da Newart Iluminação, Vitória Som, Kadosh, Música Mais, LS Áudio, Quick Easy, DB Tecnologia Acústica, B&C Speakers do Brasil, Deval, Pleidisco e Multisom, entre outros.
Várias empresas usaram a feira para lançar seus produtos mais recentes no mercado internacional. “A estreia mundial de nossos novos produtos no segmento de baterias e pianos digitais teve grande sucesso e causou um alvoroço internacional. O apoio fornecido pela imprensa especializada e de consumo foi de primeira classe. Além disso, a Musikmesse continua a ser extremamente fiável em termos de internacionalização dos visitantes e congratulou-se com distribuidores e varejistas de todo o mundo, incluindo Ásia, Europa Oriental e África, para o nosso estande de exposição. Apenas a ausência de vários varejistas alemães encobriu um pouco o resultado geral”, disse Marcel Messner, diretor de marketing da Gewa Music GmbH. Foi a primeira vez, durante vários anos, que a empresa participou da feira com suas marcas premium — DW, Gretsch, Paiste e Remo.
Frankfurt abre as portas para a música

Das conversas que a Música & Mercado teve com integrantes das associações europeias, como a Cafim, está clara a necessidade da Musikmesse para o mercado europeu. “Sem a Musikmesse, quem perde é o próprio mercado (europeu)”, explicou um reconhecido fabricante espanhol que preferiu não ter sua identidade revelada.
Para Silvia Raimondi, gerente de marketing da dBTechnologies, da Itália, a Prolight+Sound 2018 foi uma das melhores de que a empresa participou: “Tivemos muitas consultas de técnicos europeus e interessados nos nossos sistemas de som”, comemorou.
Para Detlef Braun, membro do conselho executivo da Messe Frankfurt: “O eco positivo dos expositores das duas feiras e o alto padrão de visitantes indicam que estamos no caminho certo. O setor honrou o foco nos negócios durante os dias úteis. Além disso, enviamos um sinal positivo para a música e eventos com o nosso programa multifacetado de educação musical para jovens e o bem-sucedido Festival Musikmesse”, explicou.
O futuro da Musikmesse e da Prolight + Sound

É inegável o trabalho de reconquista que as feiras vêm fazendo para se restabelecer. Michael Biwer, diretor de ambas as feiras, está ciente do desafio e em conjunto com seu time tem reforçado ações para reverter o pessimismo. Frankfurt não necessita ser a melhor feira global; ser a melhor feira europeia já está bom demais. Que assim seja.
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