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Fabricação e instalação de sistemas na DB Tecnologia Acústica
6 min de leitura
Sediada em Vera Cruz (RS), a empresa fabrica caixas acústicas profissionais para uso em diferentes aplicações. Vamos conhecê-la?
A DB Tecnologia Acústica nasceu em 2002 com o objetivo de realizar projetos e caixas acústicas para residências, mas a qualidade e a sonoridade dos produtos chegaram aos ouvidos dos profissionais ligados ao ramo da música, que começaram a procurar a empresa para desenvolver projetos e caixas profissionais.
Atualmente, a DB conta com mais de 45 modelos de caixas acústicas, alguns com alto-falantes projetados especialmente pela empresa e outros fabricados em parceria com as companhias italianas B&C Speakers e Eighteen Sound — que foi adquirida recentemente pela B&C. Vamos descobrir mais nesta entrevista com o proprietário e diretor financeiro Gerson Werner.
POR TRÁS DA EMPRESA
A DB Tecnologia surgiu no Rio Grande do Sul como um hobby. Os proprietários – Gerson Werner, Alexandre Eidt e Luis Hesse – começaram a desenvolver caixas para os amigos e isso foi se tornando uma coisa mais séria. “Fomos desenvolvendo os produtos tentando melhorá-los cada vez mais, e com isso nasceu a DB”, contou Gerson.

M&M: Quantos funcionários vocês têm hoje?
Gerson: Temos 12 funcionários mais os sócios que trabalham diretamente na empresa. Temos também 12 representantes no Brasil que atuam em vários estados. Em alguns estados não há representantes, mas temos muitos lojistas parceiros que são atendidos.
M&M: Qual é o público de vocês?
Gerson: Trabalhamos muito com igrejas, um público que representa uma fatia grande do mercado e que escolhe nossos produtos por serem compactos, além da opção em acabamento em branco ou preto. Também temos um público que pede produtos maiores para sonorização de shows, teatros etc. O nosso catálogo é bem variado e atinge quase que todos os nichos de mercado na linha de áudio.
M&M: Em média vocês trabalham com quantas linhas de produtos atualmente?
Gerson: Hoje são 45 modelos de caixas, desde monitores de referência, solo e side full, subs, caixas top e line array. Mas recentemente lançamos a linha de caixas ativas devido a solicitação de nossos clientes.
M&M: São de madeira ou injetados?
Gerson: Tudo madeira. Toda a parte de marcenaria é feita dentro da empresa e terceirizamos toda a parte de metal, telas, a parte de fly das caixas e a pintura do metal. Mas a pintura e a fabricação da caixa são feitas dentro da empresa.
M&M: Qual é o seu papel dentro da empresa?
Gerson: Eu me encarrego da parte administrativa e financeira, mas tenho dois sócios, Alexandre que cuida da área comercial e dá suporte à área técnica e Luis que trabalha na área de projetos. Somos em três no total, mas acabamos nos envolvendo em todas as áreas.

Gerson: Na verdade, a DB sempre procurou trabalhar com lojistas, porque dessa forma é melhor atingir o cliente, já que para a empresa atender diretamente o público é preciso ter uma estrutura muito grande de atendimento. Já o lojista consegue atender melhor determinada região e consegue dar uma assistência melhor ao cliente final. Estamos baseados no Rio Grande do Sul e para atender alguém em Fortaleza, por mais rápido que seja, levaria no mínimo 48 horas. Já se tiver um lojista lá, ele consegue atender esse cliente no mesmo dia, em duas ou três horas. Hoje trabalhamos com venda direta apenas para sonorização de grandes porte. Os projetos em igrejas e teatros são realizados por meio de parceiros.
M&M: Qual é sua visão sobre a “demanda de qualidade” hoje?
Gerson: Hoje infelizmente se busca muito por preço e isso é uma dificuldade muito grande para as empresas nacionais. É complicado competir com os preços dos produtos que vêm da China, então, nesse sentido, a DB tentou sair do foco de linha “popular”, com preço para competir com os chineses. Tentamos trabalhar de uma maneira diferente com um produto diferenciado, com uma qualidade diferenciada, um componente importado de boa qualidade para justamente não competir em termo de preço, mas sim em qualidade, sendo que na maioria dos casos concorremos diretamente com produtos importados e algumas empresas nacionais.
M&M: O que seria um produto diferenciado para a DB?
Gerson: O que a gente busca em um produto diferenciado é que a caixa de som possa reproduzir realmente o que o microfone está captando. Seja um instrumento ou a voz de um cantor, essa caixa tem de reproduzir toda a gama de frequências de forma natural e precisa não cortando frequência. É isto que a DB busca: o detalhe, que as pessoas que estão ouvindo realmente possam identificar os detalhes de cada instrumento, da voz.
M&M: Falando em line arrays, com que marcas importadas vocês competem?
Gerson: É bem difícil dizer com quem competimos. Tentamos buscar um timbre de line array importado top. Sempre nos comparamos com os melhores e tentamos buscar por um produto de qualidade top. Claro que nem sempre se consegue, mas na nossa realidade hoje, conseguimos deixar nossos produtos ao lado dos importados sem medo. Falo isso porque tem aquela coisa de que os produtos importados são bons e os nacionais nem tanto, então acho que seria importante para o mercado brasileiro valorizar os produtos nacionais. Creio que temos capacidade de ter bons produtos de qualidade em todos os setores, mas infelizmente isso é uma coisa cultural do brasileiro, de achar que o que vem de fora é melhor.
M&M: Você acha que essa cultura da apologia ao importado melhorou de alguns anos para cá?
Gerson: Vejo que a cultura está mudando lentamente, até porque vemos que tem muita coisa importada chegando e dizendo ser muito boa, e ao vermos em ação, não é isso que ocorre. É uma coisa que ainda vai demorar algum tempo para mudar completamente, pois temos produtos nacionais de excelente qualidade.
Mais informações: dbtecnologiaacustica.com.br
facebook.com/dbtecnologiaacustica.db.1/
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Chile: Basílica de Lourdes recebe experiência imersiva com Void Acoustics
Projeto Arquitectura Sonora levou a obra Tabula Rasa, de Arvo Pärt, para dentro de um dos templos mais desafiadores do Chile em termos acústicos.
A Basílica de Lourdes, em Santiago, no Chile, foi palco do projeto Arquitectura Sonora, uma experiência de audição imersiva com reprodução espacializada de Tabula Rasa, de Arvo Pärt. Segundo a Void Acoustics, o evento transformou o templo em um ambiente de performance com som distribuído por todo o espaço. A produção foi feita pela TheLoftMusic, comandada por Patricio Salinas, distribuidor da marca no Chile.
Desafio acústico em prédio histórico
O evento ocorreu em um dos espaços patrimoniais mais complexos de Santiago. A basílica, de estilo gótico-bizantino, foi construída entre 1929 e 1958, tem cúpula de 70 metros e segue em atividade religiosa. De acordo com a Void Acoustics, a escala do edifício, a altura e as superfícies refletoras criam longos tempos de reverberação, o que pode comprometer a clareza do som.
Projeto buscou clareza sem perder a acústica natural
Para enfrentar esse cenário, o sistema foi desenhado com foco em posicionamento estratégico das caixas, reforço central e pontos de atraso calibrados. A empresa afirma que usou ferramentas de medição e alinhamento, com correção de fase e de tempo, para manter cobertura coerente e inteligibilidade ao longo da nave principal, sem descaracterizar a acústica do templo.
Sistema reuniu PA principal, reforço e delays
A montagem incluiu um sistema completo da Void Acoustics. A configuração teve duas unidades Tri Motion no PA principal; duas Stasys Xair e uma Venu 14 V2 no reforço central; duas Air 8 nos pontos superiores; além de delays com duas Airten V3, uma Venu 215 e mais duas Air 8. A amplificação foi feita com dois Bias Q1+, dois Bias Q2+ e um Bias Q5.
Patrimônio histórico abriu espaço para música contemporânea
Oresultado foi uma cobertura sonora uniforme em toda a basílica, permitindo ao público ouvir a obra com definição e efeito imersivo em diferentes pontos do interior. Para a Void Acoustics, o projeto mostra que edifícios históricos podem receber experiências musicais contemporâneas sem perder seu caráter arquitetônico.
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Powersoft lança programa de troca para touring
Marca oferece descontos por tempo limitado a empresas de touring e locação que entregarem amplificadores usados de outras fabricantes para renovar seus sistemas.
A Powersoft lançou uma campanha de troca voltada a empresas de touring e rental que ainda operam com plataformas antigas de amplificação. A ação permite entregar unidades usadas de marcas concorrentes e receber desconto na compra de um novo amplificador de turnê da fabricante italiana. A promoção vai até 31 de julho de 2026.
Segundo a empresa, a iniciativa busca facilitar a modernização dos sistemas sem exigir uma troca completa do rig. A campanha parte da avaliação de que muitos sistemas ainda têm caixas em boas condições, mas perdem desempenho por causa de amplificadores antigos, racks complexos, DSP externo e configurações menos eficientes para uso na estrada.
A Powersoft afirma que a substituição apenas do amplificador já pode mudar o desempenho do sistema e simplificar a operação. De acordo com a marca, uma única plataforma atual pode substituir racks legados mais complexos ao integrar DSP, roteamento e monitoramento em uma só unidade, com menos peso, menor ocupação de espaço e montagem mais simples.
Os descontos valem para toda a linha de touring da fabricante, com níveis diferentes conforme a plataforma escolhida. Os maiores incentivos estão nos modelos UNICA T e X4L/X8. A UNICA T é voltada a produções de grande porte e turnês internacionais, enquanto X4L e X8 atendem line arrays e aplicações de maior desempenho. A campanha também inclui os modelos X4 e T Series, indicados para sistemas de PA, rigs móveis e locação do dia a dia.
A ação vale para pedidos elegíveis enviados entre 1º de abril e 31 de julho de 2026 e será realizada por meio da rede de distribuidores autorizados da Powersoft. Além do incentivo financeiro, a empresa destaca como vantagens o DSP integrado, a maior densidade de potência, o menor consumo de energia e o monitoramento remoto pelo software ArmoníaPlus, usado para configuração, controle e supervisão em tempo real.
As empresas interessadas devem procurar o distribuidor local da Powersoft para consultar condições, elegibilidade e forma de participação.
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Roland amplia linha móvel com GO:MIXER STUDIO
Interface portátil combina gravação multicanal, efeitos integrados e conectividade para produção em qualquer ambiente, para criadores de conteúdo e músicos.
A Roland apresentou o GO:MIXER STUDIO, mixer e interface de áudio portátil voltado a criadores de conteúdo, músicos e produtores que trabalham com dispositivos móveis e computadores.
O equipamento permite capturar áudio multicanal com resolução de até 24 bits/192 kHz, reunindo funções de mixagem e processamento em um formato compacto, pensado tanto para uso em estúdio quanto em aplicações móveis.
Entre os principais recursos, o GO:MIXER STUDIO oferece até 12 canais de entrada e diversas opções de conexão, incluindo duas entradas XLR com alimentação phantom, entrada dedicada para guitarra ou baixo, entradas de linha estéreo e conexão auxiliar compatível com dispositivos móveis.
O sistema também incorpora efeitos integrados — como equalização, compressão e reverb — que podem ser utilizados durante a gravação ou no monitoramento, reduzindo a necessidade de processamento externo em setups mais simples.
Em termos operacionais, o dispositivo permite salvar configurações em memórias de cena e oferece controle direto por meio de interface física, além de compatibilidade com softwares para edição e gerenciamento em computador.
Voltado aos fluxos atuais de produção, o GO:MIXER STUDIO também se integra a aplicativos como o GO:MIXER Cam, que possibilita capturar áudio multipista sincronizado com vídeo, ampliando seu uso em streaming, criação de conteúdo e produção audiovisual.
O lançamento atende à crescente demanda por soluções portáteis capazes de entregar qualidade de estúdio em diferentes ambientes, acompanhando a convergência entre produção musical, vídeo e plataformas digitais.
Veja mais neste vídeo.
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